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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

"O" tão falado casaco da viagem a Frankfurt!!

Acabada de chegar de uma "escapadinha" à cidade de Frankfurt, na Alemanha, o maior centro financeiro da Europa, a cidade banhada pelo bonito rio Main e a que tem o melhor "vinho quente" do mundo ;) mas sobre a viagem e as razões da mesma, falarei mais tarde..

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Hoje quero falar-vos do bonito casacão que levei. Muitas mensagens recebi a perguntar de onde era e digo-vos que foi a escolha perfeita para a viagem. Numa cidade em que as ruas são muito frias ( a temperatura rondava os zero graus) e as lojas, restaurantes e hotéis... muito quentes... o ideal é poder levar roupa não muito pesada por baixo e por cima, um agasalho a sério, quente, não muito pesado e que se posso facilmente arrumar por não ser muito volumoso. Ou seja: este casaco da NATURA. Custou a volta de 100 euros e... valeu todos os cêntimos minha gente !!

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Faz parte da coleção CORPO E ALMA NATURA, que eu conheci já há uns meses no lançamento da coleção de Inverno da marca. E como podem ver, em baixo, a verdade é que me apaixonei por várias peças.

 

A linha Wild Roses é um tema que reflete uma mulher urbana, simultaneamente romântica e rebelde. As suas peças destacam-se pelos tecidos como as rendas, chiffon e crepe Gerogette com acabamentos “esfiapados” e aplicações como correntes e tachas metálicas.

 

A linha Mythical Folk apela à mulher de espírito jovem, urbana e sofisticada. Os seus principais motivos decorativos são os geométricos, inspirados pela simbologia mítica e florais simples. Os bordados destacam-se neste tema, bem como os prints bicolores ou degradés de tons.

 

A linha Bohemia fala-nos de uma mulher de espirito boémio, contemporâneo, com um espírito 100% Natura. Este tema utiliza vários tecidos como os algodões, malhas tricotadas e jacquards. E destaca-se pelas sobreposições, aplicações como franjas, atilhos e beads e ainda pelo mix de prints.

 

O Cool Artic é um tema “clean” e sofisticado, com um lado minimalista mas também com uma influência subtil de tribal Navajo, através do uso de determinados motivos decorativos. Os seus materiais destacam-se pelos tricots, lãs, e pelos sintéticos. Os detalhes como as penas, as franjas e ainda os motivos geométricos e étnicos, refletem uma mulher urbana de espírito livre e descontraído, mas sempre com um lado sofisticado.

  

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 Podem ver tudinho aqui no site da marca: NATURA STORE e claro, fazer compras on line ou numa das lojas da vossa zona. A marca está mesmo com uma onda muito gira. A minha cara, mesmo.

 

 

Depois de 11 dias sem eles, voltar foi assim...

Ainda me faltam dois posts acerca da viagem-maravilha, mas antes de os lançar, apetece-me hoje(aliás é algo tão visceral que preciso falar disso), contar-vos acerca dos sentimentos do reencontro e no fundo também dos da ausência.

 

Estive 11 dias fora. E com isto, claro que, para além das fotos alegres e coloridas que tenho andado aqui a postar... este tempo mexeu comigo. E presumo que também com eles, com os meus filhos. Foi a primeira vez que me ausentei por tanto tempo, mas no fundo acho que o impacto que teve neles também se atenuou, devido ao fato de eles serem muito independentes e passarem temporadas, um com o pai desde sempre e a outra também com o pai e avós, quando eu pontualmente ando a trabalhar por aqui ou por ali naqueles fins de semana maratonistas a "fazer piscinas" pelo país a fazer eventos e gigs (para quem não conhece, é a gíria dos djs para concertos ou espetáculos). Pronto, até me sinto, com isso menos "culpabilizada", vá lá...

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Há mães, amigas ou conhecidas que me dizem que em 3, 4, 5 anos da criança, nunca ela (por falta de apoio familiar ou por opção própria) nunca os seus filhos dormiram fora de casa ou longe delas. Eu acho que isso é um exagero e que os torna "mother-dependentes" em demasia, mas cada um sabe de si e dos seus. Eu sei... é que tive muitas saudades. Mas soube geri-las bem, até... E acho que é esse o meio termo de que quero aqui falar.

 

Sim, enquanto por "lá" andei, pensava umas 10 vezes ao dia se teriam dormido bem, ido à escola, comido como deve ser, se andariam a fazer birras, a quem se estariam apegar, nesta minha ausência (ai, os ciúmes de mãe.... ;))... mas depois acreditava que as más noticias correm depressa e como quase todos os dias falava com um ou com o outro (que muitas vezes nem queriam falar, só grunhir, cantar ou refilar, claro!!)... E pronto, lá seguia eu... rumo a uma mulher mais feliz, a ver os meus rios, as conhecer as minha pessoas, a viver as minhas cidades, a comer os meus petiscos. Aquilo que as pessoas, fazem, no fundo,  geralmente nas férias. 

 

E assim foi correndo... até... bem... acho que até 2 dias antes de chegar. Dizem que o final custa sempre mais e custa sim, nem vos digo nada. Saia eu de Praga, rumo a Berlim, uma cidade de queria conhecer há anos, saia eu, num misto de ansiedade para chegar à dita cuja e vontade que o fim de semana passasse rápido para voltar a "aterrar" não só na minha terra (se bom viajar mas voltar sabe tão bem...) , mas mais ainda na minha família. Estranho o ser humano... eu que consegui, durante uma semana inteira controlar esses ímpetos de mãe galinha, obsessiva e preocupada, andei a contar os minutos cá de mim para mim... para que o fim de semana passasse e a verdade é que acho que por isso não me apaixonei assim tanto por Berlim como poderia ter apaixonado, se estivesse "liberta" destas lamechices maternais... (pronto, lá terei eu que lá voltar um dia destes ;))

 

Cheguei. Finalmente. 2a feira, pelas 15 horas. O Hugo foi-me apanhar, fui a casa deixar as coisas e dar uns "miminhos" ao rapaz, porque sim, quando se têm dois filhos super absorventes, temos que encontrar assim o nosso espaço entre horas de apanhar e levar as criancinhas e dar banhos e aturaebirras, se é que me percebem lol... Falta de privacidade é sinónimo de amar os filhos e compreender as suas exigências, nesta sua fase inicial de vida, não concordam? Mas os pais também têm necessidades anyway ;) Pois bem... depois de ... hummmm... ir tomar duche a casa, ele voltou ao trabalho e eu.. corri, ou antes, acelarei para eles. Primeiro segui para apanhar o Afonso na escolinha dele, depois a Matita.

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Ia nervosa. Agora sim, começava a sentir que o peso da ausência, podia tê-los perturbado realmente, sabia lá eu. Principalmente a Matide Estrela, que ao compreender ainda pouco do que lhe explicámos (avião- vrummm- mãe- até já- viagem... e tal e tal..:)), podia revoltar-se com o fato de eu não ter estado por cá "tanto" tempo...E pronto... ia com tanto nervoso miúdinho que parecia mais que ia para um encontro amoroso.

 

E pronto... fato consumado. Vamos lá, avançar para os reencontros e rezar para que corra tudo bem e eles não estejam armados em "putos destabilizados":

 

Abre-se, então, a porta da sala de aula do primeiro... que me recebe bem, sim senhor.. mas como se me tivesse visto ontem. Na "boinha" mesmo. Estranhei, mas, claro, entrei na onda. Beijinhos e abracinhos, mas no fundo os que me dá diariamente. ok.. fiquei um pouco confusa mas deixei andar. Achei que era sinal de que estava tudo nos conformes. E estava. Seguimos ambos a falar das trivialidades da vida, do avião, da tia que está em Praga, dos "Invisimals", das comidas da escola... E lá fomos os dois, como sempre, buscar a mana, ao outro lado da avenida.

 

Subimos as escadas e a Matita Estrela, mal me viu, largou os seus importantes a fazeres (brincava de cozinheira a um canto).. correu para mim com o sorriso mais aberto do mundo e deu-me um xi-coração do tamanho do caminho da minha viagem pela Europa. E olhem que ainda foram muitos quilómetros... Não estava zangada afinal. Longe disso. Ufff... respirei fundo. Estava tudo ok.

 

Fomos os três para o carro e antes de ir para casa, decidi aproveitar o dia maravilhoso ( estavam 28 graus em Lisboa e eu vinha de 13... em Berlim..) e brincar com eles no parque. E foi aí que percebi que tinha voltado efetivamente a casa e aos meus filhos. Começaram as teimosias, as ciumeiras um do outro, as lutas por subir para o escorrega primeiro...o normal, portanto.

 

Observei-os um pouco mais de longe e agradeci ao Universo tê-los, mesmo com birras e afincas-pés, agradeci ter para quem voltar depois de conhecer um pouco mais do mundo, agredeci as olheiras que eles me dão (mesmo que refile tantas vezes delas) e as aprendizagens que me proporcionam ao ter que lidar com as partes "mais difíceis" de crianças saudávelmente insolentes.. sim, porque essas são as que nos fazem crescer. Agradeci, ter uma família linda e saudável. Agradeci à vida, as experiências tão diversas. Um dia viajante solitária de mochila às costas. No dia seguinte, Mãezona orgulhosa das suas crias.

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E pronto... nunca pensei que o (re) encaixe fosse tão rápido e natural. Mãe pensa demais é o que é. No mesmo dia voltámos ao banho de "piscina" ( banheira cheia de água e brinquedos para os dois e a mãe na coordenação possível da coisa), aos "dramas" do "quer-não quer" jantar, às dificuldades para os meter na cama.. e voltámos também às risadas, às brincadeiras, aos desenhos e histórias antes de dormir, às palhaçadas, à felicidade de cada evolução natural de cada um deles.. Ficaram entusiasmadíssimos ao ver os souvernirs e prendinhas que trouxe e... back to real life!!

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 Cheguei. Fui e vim. Eles são os mesmos, um pouco mais "pessoinhas" ( sim, não acreditam os pormenores que me pareceram diferentes com 11 dias "fora deles"). Eu... sou uma pessoa mais rica. E pronto, ok... muito mais cansada lol, assumo, porque me diverti à barda, nas férias, mas descansar que é bom... nada de nada, essa é que é essa. E a diferença de antes de ser mãe, é que agora não tenho 2 dias para dormir até recuperar os sonos. E então? Olha, e então, nada! É assim a vida. E a vida que gosto e quero e escolhi. Já estamos todos juntos. Já está tudo bem. E eu tenho mais uma viagem para a vida, na mala das memórias. Happy! Parece-me agora, já mais de longe, que tomei a opção certa e que... Quem volta de onde nunca saiu tem o seu lugar à sua espera para sempre. Obrigada meus filhos.

 

Praga- parte 3- zona antiga e passeio de barco

Mais um dia em Praga, em que o foco, foi desta vez, a margem da "Praga Antiga", a parte oeste do Rio Vlatva. É lá que o maior castelo medieval do mundo (no fundo é o complexo que em que está inserido) está e lá também que numa pequena aldeia (e quando falo em pequena... é porque é pequena mesmo... quase que parecia o "Portugal dos Pequeninos") onde, entre outros artistas viveu o escritor Fran Kafka. O chamado "Jardins do Paraíso" e claro,.. a parte da cidade "do outro lado" que também tem uma vida muito própria, talvez um pouco mais artística, boémia, arternativa...IMG_20150507_182003.jpg

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O nosso Guia, para além das histórias mirambulantes do povo da cidade que nos ia contando a casa esquina, ainda nos apresentou os Trdelnik, um dos bolos tradicionais da República Checa e me ajudou a encontrar um café expresso.. ok... se não muiro bom, pelo menos aceitável ;)

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Outro dos pontos altos do dia foi o passeio que eu e a minha mana fizémos ao longo do Rio Vlatva. Pode parecer muito turístico, mas sinceramente é daquelas coisas que vale a pena fazer em qualquer cidade que tenha um rio. A prespetiva que se tem das margens é diferente e ve-se o que de terra não se consegue. Além disso é super tranquilizante e romântico.. Bem fixe!

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Praga- parte 2- como uma "habitante local"

  1. O segundo dia em Praga foi um dia mais cool. Saí com a mana da residência Universitária onde ela vive atualmente (em Praga 6), já pela hora do almoço e partimoa ambas para um dia como se fossemos umas checas locais. Compras no supermercado, passeio até ao centro da cidade, e paragem perto da ponte mais emblemática da cidade, a Charles Bridge enquanto bebiamos uma cervejinha.

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Olhem lá esta ideia... ginásio noturno hãaammmm!? Que tal?IMG_20150506_161805.jpg

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Depois, subimos de "tram" (um misto de autocarro e elétrico que povoa as ruas de Praga e que é super eficiente e rápido) até ao Metrónomo, um ponteiro gigante que representa as vítimas do comunismo e como o povo checo nunca se esquecerá delas. Aí... o Letna Park, uma vista brutal e um ambiente meio artístico, meio natural cativaram-me de todo.IMG_20150506_155610.jpg

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Passei à porta do "karlovy Lazne", considerado o maior clube de música, discoteca da Europa Central e pronto, como Dj que sou... lá tive que fazer a "macacada"...

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Da Charles Bridge arrisquei a "pegar" no Castelo do Praga, que mesmo sendo considerado o maior castelo medieval do mundo... até coube entre os meus dedos, já viram? Sou mesmo também eu uma grande mulher, patra ter conseguido este feito, já viram? ahhahahIMG_20150506_171347.jpg

A cidade de Praga tem, no centro do Rio Moldava ( em Português), ou Vltava (Em Checo), como se queira, uma pequena ilha a que eles chamam "a nossa praia", "tadinhos".... mas é, ok, para além de praia não ter nada é dono de um outro parque fantástico, galerias de arte na rua, estatuas enormes por todos os cantos (estes estranhos bebés são do escultor Checo David Cerny),paredes de street art, um circuito mais alternativo mas mesmo assim com um ar muito interessante e cool. Chama-se ilha de Kampa.IMG_20150506_173228.jpg

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Estar todos estes dias com a minha irmã "caçula" que eu já não via há uns bons meses foi também uma esperiência muito boa, enriqueceu os nossos laços, matou saudades e fez-nos conhecer uma a outra enquanto viajantes (acreditem que no dia a dia e em viagem, podemos ser mesmo muito diferentes). Ah... e agora percebo o encantamento que ela está a viver nesta cidade mágica. In loco é mesmo outra coisa.

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E como entrei completamente com ela e com as amigas na "onda estudante" durante estes dias, nem de outra maneira poderia ter sido ( bem... ficava babadíssima quando nenhum dos colegas e amigos queria acreditar que eu tinha 38 anos... achavam que era piada e davam-me 25, 26 no maximo - venho com o ego em cima, ahahah!!)... terminámos o dia num programa que adorei, a ver um filme checo, da época pós comunista (com legendas em inglês claro!!) na Faculdade de Belas Artes de Praga. É que às quartas feiras esse programa é "for free" e pareceu-me uma excelente iniciativa.

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Foi definitivamente mais um grande e proveitoso dia... que treminou a beber um... (imaginem só)... vinho Tinto "Módry Portugal!!!!

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Praga - Parte 1 - o primeiro impacto

 Agora que já estou há 3 dias por Praga, que apesar de não ser uma cidade enorme... tem tanto e tanto para ver e se viver... começam neste post as primeiras emoções. Vamos lá!? As grandes emoções que começaram com o raiar do dia de segunda feira, onde às 6 da matina, apanhámos um autocarro de Budapeste (Húngria) para a República Checa.

 

A vantagem para um viajante, nesta zona da Europa central é que fácilmente se pode meter num Bus e viajar para muitos países, que distam entre 5, a 10 horas de viagem. E foi essa um pouco a minha ideia ao viajar para esta zona. Essa viagem durou 7 horas, 6 e meia das quais fui a dormir ( vinha exausta da noite anterior e... meia hora estive a ver a série Friends numa tv muito porreira que todas as traseiras dos bancos têm. "Camioneta??" disseram-me alguns...."Jamais viajar assim"... pois, deixem-me que vos diga, então, que são super confortáveis e paguei... por 500 quilómetros de viagem a módica quantia de 20 euros. nada mau hãmm?

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IMG_20150504_142949.jpgChegadas a Praga (eu, a minha irmã e a nossa amiga), foi só apanhar o metro até ao centro..et voilá!.. (Re) começar a aventura! Tive muita sorte com o tempo no primeiro dia. Segundo me constou aí em Portugal chovia e "ventanava" a potes e aqui estava um calor estranho (tipo antecipação de trevoada) mas que deu muito jeito para andar, primeiro a transportar malas e depois, para seguir logo para uma voltinha na cidade.

IMG_20150504_150118.jpgNão sei se muita gente sabe mas para além do Mendes eu ( e a mana, claro) temos, pela parte da Mãe, o apelido Petra-Viana.. daí que sempre que um nome similar aparece onde quer que seja, é uma enorme excitação para nós. Esta era uma estação de metro, a que foi o nosso ponto de partida para a primeira jantarada (num Mexicano, por sinal...) em Praga.

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No dia seguinte, começámos cedo a jornada e, de novo, depois de pesquisar na net a Free Tour com os horários mais apelativos e que visitasse as zonas da cidade que desejávamos (já vos expliquei noutro post que, no final pagamos de acordo com a satisfação, possibilidades monetárias e vontade de casa um e além disso os guias deste género de tour são quase atores no cenário da cidade que representam, tão bons e sui generis costumam ser) ... lá nos juntámos a esse grupo.

 

Aqui ficam as minhas primeiras impressões de uma cidade que agora ( já 5 dias depois cá estar) me cativou por completo. Não nos esqueçamos que minha irmã está aqui a viver e que conhece muitos locais o que faz com que a minha viagem esteja a ser mais do que puramente turística, estando também a conseguir experienciar um pouco da vida normal dos locais da cidade. No entanto... locais emblemáticos, por mais turísticos que sejam, têm que ser visitados, anyway... Faz parte. E sim... tenho "picado o ponto" em quase todos. E andado quilómetros a pé.... nem imaginam...IMG_20150505_133652.jpg

Na Cidade onde Frank Kafka viveu e escreveu toda a sua obra, a herança de monumentos espantosos e únicos (quase todos datados da época medieval), misturados com praças, avenidas e locais maravilhosamente enquadrados e uma história tão rica e tão interessante que fui conhecendo mais a fundo cada dia, faz dela um local mágico. Mesmo. Nunca pensei que fosse gostar tanto, assumo. Era uma cidade.. onde viveria, quem sabe:) Avenidas largas, um rio maravilhoso, gente de vários países que estuda ou trabalha nesta capital europeia...muitos, imensos jardins...IMG_20150505_133855.jpg

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O maior e mais completo relógio astronómico (Astronomical Clock) é de uma beleza e complexidade espantosas e ... a cada hora que passa um verdadeiro espetáculo para os turistas acontece quando ao tocar de hora a hora, os símbolos "dançam", o galo "cocoroa" e o ponteiro mexe! É a loucura na praça ahaha... até em demasia diria eu, mas não deixa de ser giro :)IMG_20150505_134446.jpg

O nosso Guia, chamava-se Tijo e para além de quilos de informação, ainda nos porporcionou enormes gargalhadas com a sua forma peculiar de transmitir a História destas gentes e sítios!!IMG_20150505_141117.jpg

Num edifício com a sua reconstrução inacabada, celebra-se a honra dos Checos, que durante a segunda guerra Mundial conseguiram sobreviver e manter intacta grande parte da cidade. Foi decidida não se fazer a reconstrução como forma simbólica de nunca se esquecerem do que aconteceu e da sua importância para os seu povo.IMG_20150505_142148.jpg

Praga é uma cidade onde o Cubismo, movimento artístico do início do século XX ( Picasso, Cézanne entre outros) está muito vincado e também na arquitetura, como em poucos outros países. Este é um exemplo:IMG_20150505_145932.jpg

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Aqui, na República Checa também se come "goulash" mas muio diferente do que tinhamos experimentado na Húngria, que era uma espécie de sopa. Aqui é uma carne estufada muito tenra, servida com pedaços de pão a que chamam dumplings e um molho espesso e saboroso. Ah e claro... cerveja, sempre cerveja... ou não fosse este o país no mundo onde mais se bebe desta bebida ( e álcool no gera) per capita...IMG_20150505_160059.jpg

O bairro Judeu ( este bairro dava por si só para fazer um post inteiro, mas sobre ele falarei depois):IMG_20150505_164821.jpg

No Ballet House... nota-se não??IMG_20150505_151129.jpg

Um mercadinho de rua da cidade. Há muitos a espreitar a cada esquina...IMG_20150505_152852.jpg

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O Rio Vltava ( aforma como se diz em Checo) ou Moldava (para nós, portugueses), visto da margem da cidade velha.IMG_20150505_170429.jpg

E para acabar o dia, fora de tours e coisas turísticas, eis que fui surpreendida com uma viagem de metro até aos arredores da cidade onde uma série de amigas da minha irmã tinham ido fazer um piquenique. O parque Vysehrad, que tem uma das vistas mais bonitas sobre a cidade e onde enconntrámos dois mosteiros , fora do circuito "oficial" e turístico, que são de cair o queixo. Ainda ouvimos aí um concero de orgão e vimos o pôr do sol sobre o rio e as suas 8 pontes. Que maravilha, só vos digo.. Valeram a pena todos os 1296789000 passos que dei até lá chegar ( pufff... ainda há pouco comentava que se dentro das nossas próprias cidades andássemos tanto como quando vimos viajar, ninguém precisava de dietas ou ginásios..)IMG_20150505_192107.jpg

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Budapeste parte 2- a visita à cidade

 

Segundo Dia em Budapeste, em que decidimos fazer uma Free Tour, que é algo que conselho vivamente a todos os que viagem por cidades pelo mundo fora. Um conceito relativamente recente, onde no final só pagamos o que nos parece justo. Podem ser 5, 10, 20, 30 euros... ou nada se assim o acharmos. Claro que são poucos o que o fazem, tendo em conta que os guias turísticos são escolhidos a dedo. Divertidos, informativos, atentos, ativos.. parecem atores de rua, fantásticos mesmo.

 

E assim, a calcorrear a parte do "outro lado do Rio" conhecemos Buda e o seu castelo, a sua história, também e aindauma cidade  muito ligada a revoluções, lutas sangrentas ( e tantas que foram tendo ao longo dos séculos, coitados...) e mais recentemente à segunda guerra mundial e logo depois a anos difíceis de comunismo. Mesmo assim, o povo é simpático e muito patriota, orgulhoso das suas lutas, raizes, percurso. É mesmo interessante de ver.

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IMG_20150503_110749.jpgSão 8 as pontes de Budapeste e nós passámos por cima de 3 a pé. Todas elas têm parte pedonal, incrível não é? E de todas elas se tem vistas panorânicas de ambas as partes da cidade. 

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Vimos o render da Guarda (pronto... lá tinha que vir um clichet daqueles ... mas o que é uma viagem sem eles?..) e marcas de balas ainda da segunda guerra mundial que os Húngaros fazem questão de manter em algumas fachadas para que o país não se esqueça das épocas dificeis e grandes provações a que foram sujeitos ano após ano...IMG_20150503_115846.jpg

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O "Goulash" é um prato típico de muitos dos países de Leste, mas cada um o faz à sua maneira. Aqui, na Hungria é uma espécie de sopa (parece sopa da pedra, imaginem), com carne estufada e muitos legumes e batatinhas aos quadrados. É reconfortante, existe em quase todo o lado e... é barato (aliás como quase tudo aqui, se não nos esticarmos nos restaurantes da moda" xptos"..). Um goulash custa à volta de 3 euros e é uma verdadeira refeição!IMG_20150503_135954.jpg

IMG_20150503_153708.jpgTanto passeio, acabou por nos deixar completamente "mortas" (e não se esqueçam e na noite anterior ainda tinhamos ido a um bar e deitado tarde... e levantado muito cedo)... por isso nas horas antes da nossa ida para Praga de autobus...resolvemos relaxar no hostel, ver um filme, na sala de estar, com o pessoal de lá ( a piada dos Hostels é que durane a tua estada por lá, parece que és incluida na "família"): Depois, ainda arranjámos força e fomos as três beber um copo de vinho e petiscar a um restaurante/bar pertinho de onde estávamos, para brindar à nossa viagem e despedirmo-nos de Budapeste, a capital da Húngria!

 

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Budapeste parte 1 - as primeiras emoções

Quando vos disse que iria escrever diáriamente durante essa viagem, foi, com toda a certeza... porque já não viajava há algum tempo e estava esquecida do cansaço, dos precalços, do tempo que parece sempre curto.. que uma viagem intensa como esta, traz sempre consigo. Por isso, as minhas desculpas e as minha redenções... assim na forma possível. Não num diário mas numa descriçã feita por partes e num guia à minha maneiras das cidades que tenho visitado, das sensações e energias  que me têm sido transmitidas e claro... as minhas histórias.

 

Comecemos por Budapeste, a cidade onde aterrei por volta da meia noite e meia e onde, supostamente teria a minha irmã e uma amiga comum à espera, porque tinham vindo de Cracóvia na Polónia e iam-me "apanhar-me" na capital da Hungria. Mas, (este mas arrepiou-ne na altura)... 3 horas antes de eu embarcar, dizem-me que... o Bus onde viriam estava cheio e só chegariam no dia seguinte à tarde. Meu dito, meu feito. Aterrei numa cidade desconhecida, sem saber patavina da língua, acerca do sítio onde iria ficar (ela é que tinha marcado tudo) e sem ter pesquisado quase nada sobre a dita, porque a minha irmã me tinha dito que tinha "tudo controlado".

 

E assim começa a minha viagem... mal aterrei decidi tomar um transfer para a cidade, transmitindo-lhes a morada certa e ainda conheci um grupo de portugueses de Leiria, que me deram umas dicas valiosas e com quem nos viriamos a encontrar na cidade um dia depois. Cheguei ao hostel que a minha irmã tinha reservado (e que experiência esta estadia neste local só vos digo...) às 2 e tal da manhã e de manhã recebi-as, começando então, desde logo, as três meninas, a planear os dias seguintes.

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Começámos por estudar os mapas que eu trouxe do aeroporto.. e a revista da Wizz Air, a companhia Húngara, por onde voei de Lisboa para Budapeste e decidimos, então, meter-nos à estrada. Sabiamos que Budapeste era separado pelo Rio Danúbio e que a margem em que estávamos era Peste, onde a maioria dos monumentos emblemáticos, a zona mais antiga e bohémia ficava situada... e foi por aí mesmo que fomos. Sempre a pé, perguntando direções e pouco a pouco fomos entrando no ambiente da cidade.IMG_20150501_232158.jpg

Como tivémos a sorte do nosso Hostel estar mesmo localizado no centro, sempre que estavamos a precisar de acalmar, comer algo ou descansar um pouco (ou até parar neste calminho jardim interior), passávamos lá... e depois, era sempre a andar, que nestas viagens andamos sempre quilómetros e quilómetros a pé...é ou não é?IMG_20150503_174001.jpg

No primeiro dia acordei ( depois das "largas" 3 horas de sono que consegui abraçar de noite..).. e "estava de chuva"... Blagghh, pensei eu.. "que isto me vai estragar os planinhos todos", mas a verdade é que ao longo do dia, o tempo foi melhorando e apesar de não ter estado um dia lindo, sempre deu para visitar, tirar umas fotos, sentir o felling da cidade, que é muito giro, por sinal...

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E lá fomos nós as três. Eu, a mana Mariana e a amiga Rute. As três à descoberta de Budapeste. E que giro que foi...IMG_20150502_150728.jpg

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IMG_20150502_172349.jpgO Bairro Judeu, para além de algumas Sinagogas, rabis pelas ruas e memoriais ao povo Judaico... é também uma espécie de "Bairro Alto" da zona. Bares, restaurantes, lojas e galerias com muita onda e nós, amantes desse estilo, estivémos um bom bocado a explorar esse spot. Bebemos uma cerveja, reencontrámos o grupo de Portugueses de Leiria e descontraímos um pouco. Depois, seguimos viagem... toca a andar meninas!!!

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Terminámos o dia a percorrer algumas das pontes da Cidade, que são 8. Faz-se tudo bem a pé e dá, inclusíve para passar de uma margem para a outra pois todas têm espaço pedonal. Jantámos num restaurante tipicamente Húngaro e... ainda fomos a um bar bem conhecido da cidade, o Instant, antes de seguir para o nosso Hostel para tentar recuperar forças para o dia seguinte...IMG_20150502_212729.jpg

 

 

 

 

O que trazer numa mala para uma viagem de 10 dias...

Uma viagem é sempre um stress... para fazer as malas. Pelo menos para mim. Mas no fim, depois de muito "tira e põe" lá acabo por conseguir levar tudo o que e como quero e fico com a sensação de dever cumprido. Querem acompanhar o processo?...

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Eu optei por fazer 10 conjuntos, mesmo que depois desconstrua as coisas por lá, pelo menos levo já tudo "emparelhado" para o caso de estar com pressa ou sem paciência para pensar na roupa. Confortáveis mas giros, claro, que mesmo em férias gosto de manter o estilinho ;)

 

Sei que o tempo está ameno por isso tenho a sorte de não ter que levar muitas lãs, mas mesmo assim, garanto-vos que não é facil escolher sem saber muito bem por onde vou andar, em que estilo de ambientes, com que género de pessoas. Tudo pode acontecer. Desde ter que ir a um jantar chique ou a uma discoteca, até andar de comboio e passear numa zona mais hardcore. Por isso, o meu foco foi: roupa que se adaptasse a tudo.

 

Ora vamos lá!

 

-5 pares de calças: umas largas e de cor neutra, duas de ganga ( umas mais justas e claras, outras boyfriend style e mais escuras), duas tipo indianas coloridas e confortáveis, uns leggins pretos e umas skinny também pretas.

 

-várias t-shirts básicas e umas coloridas para conjugar

 

-várias swet shirts e uma camisolona preta mais grossa

 

-um casaco tipo kispo muito leve e fininho ( não vá chover)

 

-um vestido preto ( serve para qualquer ocasião mais formal que surja) e não esquecer!!... uns colans tom de pele e outros pretos

 

-uma mini carteira castanha e uma "banana" de pele preta e dourada ( servem perfeitamente para o telemóvel, carteira, baton de cieiro e blush, os meus "must" em qualquer sítio do mundo lol)

 

-cuequinhas e soutiens de cores neutras e que liguem com o que levo na mala ( 1 soutien preto, um branco, um nude e um vermelho) e várias meias pretas e umas coloridas (ja sabem que gosto de cor, se m,a tiram .. aiaiaiai)

 

-umas botas tipo mini galocha das Cubanas, não vá o diabo tecê-las

 

-uns ténis para caminhar, super leves, da Puma

 

-uns botins de camurça, da Pisanomas, bons para.. sei lá, todas as ocasiões. Giros e "dores nos pés free!"

 

Esta foi a primeira tentativa para portudo numa mala para não ter que colocar no porão. Ahahah! Correu um bocadinho mal não acham?... Bem... tive mesmo que fazer um upgrade  de mala, enfim.. bora lá!!

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Segunda tentativa...

 

Uma mala maior e.. ideia de master: pesar a mala para não ter desgostos ao chegar ao aeroporto. Depois de novamente tudo acomodado... lá consegui um singelo peso de: 14 quilos e pouco. Estava-se bem!! 

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Já agora... se quiserem ter uma ideia do que consegui num "necessaire" pequenote, com muito esforço, organização mas sem abdicar das coisinhas que gosto de usar e que posso precisar:

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Os essenciais:

 

- a pílula ;)

 

- as minhas vitaminas da Pharmanord (para não levar os mil suplementos que tomo, escolhi um único multivitaminas)

 

-pasta e escova de dentes (com tampinha!!! não sei bem onde vou andar...)

 

-baton hidratante da Noviderm

 

-desmaquilhante da Beatycycle

 

-toalhitas da Mustela

 

-shampoo e máscara de cabelos de Argan da Primark

 

-creme de corpo da Mustela 9 meses

 

-1 mini escova

 

-1 pinça

 

-1 verniz

 

-1 fita de cabelo

 

-1 cover eyes

 

E pronto... espero que tenha sido elucidativo meus amores. Eu por cá... espero desfrutar e bem do que levo (que no fundo são as coisinhas que nos vão oferecendo o conforto da nossa casa...) e também e especialmente do que.. trouxer comigo. Memórias, histórias e claro, algumas compras e presentes... mas para isso, haverá outro post!

 

Até já!!!!

 

De Viagem... a mudar a roupa à alma

 

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E hoje começa a aventura de 10 dias.

 

Sem filhotes ou companheiro... parto daqui a nada rumo a Budapeste para visitar a minha irmã que está a viver em Praga, mas que viaja pela zona da Europa Central com uma amiga de ambas. Hoje junto-me a elas e pretendemos depois conhecer ainda Viena, Salzburgo, quem sabe Berlim. O que o tempo deixar, o destino quiser e a nossa energia permitir.


Vão ser dias de retorno a mim mesma como Pessoa e Mulher que me vão, com toda a certeza enriquecer  e fazer voltar depois a casa, com uma vontade ainda maior de enfrentar os novos desafios profissionais que estão aí ao virar da esquina e especialmente... abraçar os meus (de quem vou morrer de saudades) com mais intensidade, Amor e vontade e proteção.


Mas a volta ainda está distante (sim, que ja me conheço e estes dias vão parecer meses no Calendário Mendinho). Concentremo-nos no Agora e nas peripécias, descobertas e alegrias que ainda terei pela frente.


O caminho, para quem quiser acompanhar far-se-á  aqui, através do meu Blog Barriga Mendinha, onde escreverei o meu diario de viagem e mostrarei as fotos dos locais e momentos mais importantes.


E pronto... até já meus amores.


Beijinhos voadores para todos !


Viajar é trocar a roupa da alma. Eu vou ali só fazer um re-style ao ármario da dita ;)

— a sentir-se entusiasmada 

Uma mãe que viaja sozinha...

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Está quase quase. Faltam 3 dias para a minha viagem.

 

A minha irmã Mariana está em Praga a estudar e eu... vou ter com ela. Já há uns tempos que ando no "vai-não vai" mas ela volta daqui a dois meses e não queria mesmo perder a oportunidade de conhecer a cidade e mais ainda... de usufruir de uns dias "à antiga"... Sim, "à antiga"... uma semana onde a simplicidade, as relações humanas, as experiências, os locais vão ser o principal, uma semana em que abdicarei do conforto dos Hotéis "xptos" e dos restaurantes da moda, uma semana a dormir na residência universitária onde ela está e onde as companheiras terão 24 (a mana) e 29 anos (a nossa amiga que foi há dois dias também, antes de mim)... e eu vou, por tudo isto agarrar nos meus 38...e metê-los na sacola... ahahha... para ver se consigo entrar a 100% na onda delas.

 

Hoje apeteceu-me contar o que me vai na alma e tentar sublinhar o que uma viagem (e o seu significado em certas alturas da vida) podem fazer por uma pessoa. Isto, porque o que parece básico e simples para uns (os que não tem ligações familiares fortes como as que tenho e vivem a vida com aquela sensaçãozinha de existência nómada, que por um período de tempo pode ser tão boa...) ou para outros... completamente impossível (algumas mães de filhos pequenos já me olharam de soslaio e disseram coisas como" meu Deus!! Como consegues ficar longe dos teus filhos tantos dias!?"....). E eu, como (quase sempre) posiciono-me no meio. Meio termo.

 

Sou Mãe mas ainda Mulher, mais ainda Pessoa ( e quantas vezes, nós mães de pequenos pirralhos, nos esquecemos disso). E não viajo para fora do país... acho que... hummm.... há 4 anos será isso? Bem, não nos esqueçamos que me ausento muitos fins de semana para eventos e "gigs" aí pelo país fora e por isso sair em lazer é quase coisa proibida, já que acabo por "gastar os cartuxos" para ir ganhar tostãozinho e palmilhar kilómetros por este Portugal dos pequeninos.. enfim... mas viajar para conhecer um novo país... não o faço desde que fui a Cabo Verde (e aqui entre nós, com memórias não muito felizes.. grrr...).

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Vou. E vou com mais vontade ainda, do que antes de ter filhos e a vida mais "condicionada". Se é que me entendem... porque a verdade é que damos sempre mais valor quando não temos. E agora, ao invés da minha vida há uma década atrás, vivo bastante limitada às rotinas familiares e profissionais e apesar da vida que transmito para fora, poder parecer um pouco mais "sui generis" do que a das mães com profissões mais normais, devido às minhas atividades de Dj e Rp, a verdade é que a disponibilidade não é a mesma, nunca mais foi, não é assim tão diferente das outras mães. Nem pelas efetivas obrigações, nem pelo que o coração me diz, e que é: "Não te consegues afastar para muito longe... nem durante muito tempo"... E assim, a ordem tem sido cumprida...

 

Mas a verdade é que há momentos em que nos faz bem voltar à nossa essência, à "Pessoa" que somos (e às vezes sentimos que "fomos"), deixar de ser  "A Mãe de".. . e ganhar de novo identidade, nome, carateristicas, enfrentar os nossos medos, abraçar os nossos sonhos... nem que seja por uma semana, numa outra cidade, a forçar a nossa energia para aproveitar todos os minutos e momentos ( sim... porque tenho a sensação que vou estar sempre cansada a tentar acompanhar o ritmo das "miúdas"... ou não, vamos ver....) e principalmente a permitir-nos descobrir. Redescobrir quem somos e o que gostamos de verdade (para além da nossa Família). E assim vai ser. Lembro-me de ver algures uma frase de alguém que dizia: "Eu não preciso de um psicólogo, só de uma boa viagem!". E assim, desta feita, lá vou eu fazer terapia.

 

Se não vou morrer de preocupação e saudades? A primeira felizmente não. Dentro dos "senãos" da minha vida, uma das grandes sortes que tenho é confirar de olhos fechados em ambos os pais dos meus filhos. O Afonso vai ficar com o Pai Roger (que está todo entusiasmado em ficar com ele uma semana e tal) e a Matita manter-se-á em casa com o Pai Hugo nas suas rotinas normais ( mas... sem mim! aiiiii!!!). Sei que são atentos e os meus filhos estão muito habituados a estar com eles. Ah... e na 4a e na 6a feira, manterão a rotina da natação juntos... o que também me apazigua por saber que se vão ver e matar saudades um do outro.

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E as minhas saudades? Ui.. isso claro que sim, a cada coisa gira que vir, situação engraçada que viver,  cada noite que me deitar na almofada... sim.. vou tê-los sempre na cabeça e no coração.. mas sabem que mais? Mães felizes e resolvidas, fazem filhos felizes.. e eu acho que vou acrescentar um bocadinho mais de felicidade à minha pessoa com esta viagem e companhias que adoro.

 

Praga, Cracóvia, Budapeste, Berlim... vamos correr as "capelinhas" e voltarei com muito que contar, garanto... e com muitas prendinhas para os meus Mendinhos todos. Muitos beijinhos. Muitas saudades e mimos. Muitas aventuras e... a certeza de que ser uma boa mãe é... dar o exemplo que consideramos certo aos nossos filhos. Sermos nós mesmos, baseados no que conhecemos do mundo e das diferentes culturas que o povoam, é, entre outros principios, o que acredito ser correto passar-lhes como testemunho. E esta semana e meia (a minha primeira viagem sozinha desde que eles nasceram) vai fazer parte dessa minha história e caminho. Algo que acredito, que eles se orgulharão um dia, quando forem mais crescidos.

 

Não viajo para fugir da vida. Viajo para a vida não fugir de mim....