Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

Um país em que personalizar se torna perigoso...

mães-mãe-espinha-fala-Frases-quarto-cabelo-você

 

Hoje dei de caras com um texto muito bem escrito sobre a forma como uma mãe (no geral, não lhe conhecemos o nome nem a identidade) lida com as birras da sua filha em público. Mais um do género.

 

Noutro dia, deleite-me com outro em que uma mãe afirma ser "perfeita na sua imperfeição" , uma descrição irónica mas muito realista, sobre os pensamentos e atos que são pouco politicamente corretos, mas que nos passam na cabeça a todas...

 

Mais outro em que alguém conta o que faz "nas costas dos filhos" para seu próprio deleite, até porque uma mãe não deve deixar de ter os seus segredos e os seus pequenos momentos egoístas.

 

Textos sexistas mas divertidos, mães que só querem meninos e as suas diabruras masculinas, outros de mães que só gostam de folhinhos e frufrús. Podemos até não concordar, mas fazem-nos pensar e tentar entrar na vida e experiências de outra mãe. Porque nem todas somos iguais, efetivamente, mas acredito que ao partilhar estas maneiras de estar e de ver a vida familiar, todas as formas acabam por ser válidas e nos fazer pensar... E se?...

 

Textos de mães que se acham o "top" por terem em casa uma equipa de futebol e consideram as de filhos únicos quase que uma farsa no mundo da maternidade, outros textos opostos, em que o filho único ocupa um lugar central na vida de uma mulher que só assim consegue ser feliz e não se imagina a "desfocar" a atenção para outras crianças...

 

Ah.. muita coisa sobre o sono (ou falta dele), o cansaço,  a alimentação, a  educação, o mercado de trabalho VS a vida familiar... principalmente sobre como estes ítens, que no fundo são aqueles que mais nos tocam, às mães dos tempos modernos. Temas que passam muito por histórias e formas de contornar a realidade que que ... há mesmo momentos em que as nossas amadas crianças dão mesmo connosco em doidas! Muita coisa que, basicamente... eu (ou outra blogger que se identifique), por mais vontade que tenha, não podia escrever nunca!!! Ou então teria a cabeça a prémio.

mae-estressada-a-pior-mae-do-mundo-mamae-tagarela-

É triste, porque sim, neste nosso país que tanto amo, mas que de tanto preconceito vive, é assim, enquanto que noutros ( Inglaterra, Estados Unidos, Brasil e até aqui tão perto, em Espanha, por exemplo), existem-nas aos magotes.

 

Mommy bloggers com milhares de  felizes seguidores ( apelido-as de felizes porque não comentam só para criticar, mas muitas vezes para dar ânimo à pessoa que escreve) e.... seguidores que comentam, que aplaudem, que entendem a ironia  e que riem com a "desgraça alheia" de quem sabe rir dos seus próprios stresses familiares (ninguém por dizer que está exausta e precisa de tempo para si, que o seu filho não come nada de jeito, que os coloca de castigo por estar de cabeça em água com as suas má criações ou que não aguenta as birras de outro e por isso, lhe apetece "pendurá-lo" no estendal!... lol... o vai pendura mesmo, get it???)...

fto_ft1_4686.jpg

 A verdade é que há temas de que me apetece tanto falar. Contar histórias mais privadas da minha vida de mãe, um pouco ao espelho dos tais textos que correm aí pela net tão divertidos, incisivos, que colocam o dedo na ferida... e que arrecadam milhares de likes e  comments ao nível do" Pois!! É que é mesmo assim que é lá em casa", "Eu não diria melhor", "Ser mãe não é ser perfeita", "Podia ter sido eu a escrever"... mas não fui.

 

Acabo sempre por desistir porque Eu Existo. Tenho nome, uma imagem pública (há quem acerte e quem não faça puto de ideia de que sou efetivamente) e... somos portugueses. Um povo que gosta de encontrar gaffes, encontrar "no que pegar"...Basicamente é isto.

 

Dou-vos um ou outro exemplo, coisas que me fazem  travar a ironia e forma aberta de escrever sobre temas mais delicados, para que percebam porque me controlo:

 

Imaginem, por exemplo que há uns tempos  cheguei a receber mails e mensagens que roçavam o malcriado, desejando-me mal e aos meus porque eu chamei "diabrete" à minha filha. Chegaram a dizer me que estava a chamar o diabo à minha vida. Ah... quando falei das birras que a Matita faz, dedos foram apontados dizendo que " a minha educação que dou é que não devia ser a correta". No que toca à alimentação, se mostro algum mimo menos saudável ( que não seja integral, fruta ou legumes e tal e tal...Hello!!! Sou preocupada mas não obcecada!!!), recebo mensagens e comentários acusando-me de que dou "veneno" à minha prol ou que devia ter mais atenção ao que lhes ofereço às refeições!...

Universo_Jatoba_birra.jpg

Enfim... e era isto. Tenho pena realmente. Porque quando leio estes textos tão giros, realistas, percebo que a maioria deles, apesar de veiculados por sites e blogues portugueses, são textos traduzidos, ou em última análise adaptados ao português.

 

Por outro lado, observo que as outras mommy opinion leadears aqui da nossa vida digital portuguesinha... quando o tentam fazer, acabam por ser aniquiladas pelas "verdadeiras mães de famíla perfeitas" que existem aí pela net aos montes. Aí. E só aí. E que se acham no direito de se achar melhores ou maiores ou de criticar o que não é para ser citicado, mas sim partilhado.

 

Por isso... é que sinto que mais vale ler e rir com os textos extrangeiros ou não assinados do que me "colocar a jeito" dessas inquizidoras da treta, que só decidem tirar uns minutos para dedilhar o teclado do computador... para dizer mal, porque Eu (ou outra que se identifique e seja real)  assinei a ironia, a asneirada, a piadola, a história embaraçosa, a insegurança, a dúvida ou o sentimento mais íntimo...não é isso minha gente? Que tristeza...

 

É que há tanta coisa "politicamente incorreta" super gira de ser partilhada, não há, digam lá?

 

Toda a famíla tem momentos de família louca, toda a mãe dedicada tem momentos de insegurança, toda a mulher com M grandes tem momentos em que se sente de novo menina e incapaz de seguir em frente. Mas depois... acaba tudo por correr bem de novo. É essa a magia...

 

Há tanto texto e tema irreverente de que se pode falar de forma real e didática,  mas ao mesmo tempo, puxar um sorriso ou até uma gargalhada... Porque de momentos maus, tambem podemos sacar divertimento. Só assim faz sentido...Bem... tanto texto, tanto texto.... Desde que não seja assinado... pelo menos por mim... que não quero ser saco de pancada.

Haus-For-Fun--Adesivo-De-Parede-Familia-Frase-120X

 

 

 

Como te apresentarei o Mundo

Hoje dei de caras com o ínicio de um texto que comecei a escrever para o meu primeiro filho, a minha Luz, o meu Afonso... Acabei por ficar "pelo caminho" deste projeto de "livro" que acabou por não nascer com ele (com o filho) um pouco por influências estúpidas de alguém que me desencentivou, dizendo que talvez não fosse "suficientemente bom" para ser publicado, ele era um "artista". Eu acreditei nele. Mas cada vez que pego nestas páginas (e tenho mais, bastantes mais), me arrependo, porque a intensidade, verdade e amor, transpõem estas letras que aqui vemos. E acho que qualquer mãe saberá do que falo. Hoje dei de caras com este texto. Partilho-o, de lágrimas nostálgicas nos olhos e com o coração cheio de sentimentos bons. Se gostarem e quiserem mais... bora lá, é só eu pesquisar nos arquivos e reviver convosco estes sentires tão especiais de uma grávida de primeira viagem, cheia de esperanças, medos, sonhos e intenções. Acredito que muitas se identificarão.

----------------------------------------------------

299774_200781699991535_1891654478_n.jpg

Vou tentar apresentar-te os seres humanos. Até porque tu vais ser um também. Já te se formam não só a cabeça, o tronco e os membros, mas também o coração - não só o que bombeia sangue mas o que sente, e também a cabeça – não só a que pensa mas a que discorre. Pelo menos assim o espero. Pelo menos esses serão o essencial dos essenciais a transmitir-te.  E o resto virá por acréscimo. Sim, porque se essas premissas estiverem ambas presentes, acredito que tudo o resto fluirá como o leito de um rio em fundo macio.

 

 

Tens já forma dentro do meu corpo. Sinto te a mover há coisa de 2 semanas e cada dia é uma descoberta para mim e provavelmente também para ti. Sei que já tens tacto, que sentes já alegria gulosa ou repulsa por qualquer alimentos que eu coma e tu gostes mais ou menos. Já tens pêlos – poucos, espero eu e provavelmente as tuas futuras namoradas…- e de vez em quando bocejas e soluças. Já sentes a minha voz e incomodas-te com sons demasiado agressivos. Para mim, que entre outras coisas, sou Dj, é algo que me aflige bastante. Que tipo de música e vibração te desagrada e que sons te embalam e te consolam. Agora, de phones cor de rosa nos ouvidos deixo a música electrónica de lado e oiço Lisa Ekcdal, Jane Monhein, Norah Jones, Stacy Kent, Katie Noonan um  jazz de meninas mas  muito bem colado a uma noite de sábado à noite com toda a nostalgia do sabor agridoce de me apetecer ficar em casa.

299535_200783799991325_1870398510_n.jpg 

Hoje estou nostálgica sim. Cheia de dúvidas, tristezas que perto da felicidade de te ter no meu útero deviam ser puros pormenores. Mas que não o são. E até por isso me sinto um pouco culpada e assim no circuito fechado de me parecer , então, até um bocadinho pior ainda…

 

 

Há dias assim. Em que a fortaleza dos mil sorrisos se desmorona como um castelo de areia e aí muitas lágrimas são derramadas e o aperto no peito parece não passar. Talvez por isso e por me sentir desasada, deslocada e amargurada me tenha visto impelida a escrever-te. A falar-te baixinho tão baixinho, quase como em segredo, sendo o único som o teclado do computador e a forma das letras  que vão nascendo nesta conversa que agora inicio contigo. Quero-te perceber ainda sem sequer teres nascido. Quero que me percebas tu a mim agora de forma instintiva, mais tarde, com a ajuda da rotina e ligação que entre nós vai crescer, mas porque não também através destas palavras que agora vou fazendo aparecer e que um dia mais tarde te podem vir a aproximar de mim e a perceber quem sou? E quem fui, enquanto te formavas Ser, menino, homem dentro de mim.

 

 

Mostrar-te-ei que não há razão para temer os sentimentos. Os sorrisos ou as lágrimas. Os considerados bons e os apontados como maus e vergonhosos. São eles, todos eles, que nos ensinam quem somos e são eles que nos hão de ir direccionando para o nosso caminho. Esses, os que vivem assim, são os  que tem coragem de ser quem são e isso, para  mim é o mais maravilhoso acto e coragem nos dias que correm. Ser sempre o que esperam de nós, não só se torna a longo prazo muito enfadonho, como nos faz sentir uma estagnação no próprio pulsar da vida.

 

 

As lágrimas são o supremo sorriso. Quem não as entende é porque esconde a alma atrás dos olhos. E hoje eu já me fartei de chorar…

 

 

Talvez as hormonas de grávida de 5 meses me estejam também a (des)ajudar neste pranto semi apoiado por razões que de tão óbvias por vezes me parecem tão descabidas. Se eu as sentia  aproximar-se.. porquê ser assim surpreendida quando os receios passam a concretizações? Enfim, mais uma das incongruências dos seres humanos com que também tu muito provavelmente terás que aprender a lidar um dia. Nem que seja pelo poder da repetição ou pelo vencer pelo cansaço. Aiiiii, e como eu gostaria de te poder poupar destas dores… Sem cura imediata, sem antídoto ainda conhecido, os desgostos e desilusões só se curam mesmo com o tempo, não há volta a dar.

 

 

Ensino te desde já, uma das mais duras descobertas. Não vale lutar contra ela, nunca a um nível imediato nem espernear para que se evapore assim. A dor, nomeadamente a da perda ( que é a que sinto hoje…) não diminui com a razão nem se dissipa com a lucidez. Ela tem vida própria e só a generosidade da existência e o tempo a podem ir apagando. Solução? Esperar e mesmo quando se sofre, condição também ”sene quoi non” do Ser Humano com o coração no sítio e a Alma no lugar, o melhor de tudo é, no entanto, saber que um destes dias havemos de acordar apaziguados e mais leves dessa dor, com a respiração mais pura e a visão menos turva, sorrindo e saboreando outra vez os presentes da vida e questionando nos” porque raio me senti tanto tempo eu assim?”.

  

 

Mas hoje… é assim mesmo que me sinto.  Enfim, tudo passa e a verdade é que ter- te, agora no real panorama da minha vida me oferece mais força para superar um… desgosto dos grandes, uma desilusão, um passo a mais de menos acreditar no Amor… Que é o que menos precisava nesta vida agora. Mas se te resolvo contar tudo para que saibas quem sou, tens que primeiramente saber, que sou ainal e definitivamente uma mulher de Amor, de afecto e e bem querer. Que não equaciono a vida sem ele e tanto me encanto pelas suas ofertas quase improváveis e maravilhosas como me deixo cair no desprazimento e desgosto de um Amor não correspondido, de um Amor que afinal não o era ou de um Amor que nunca existiu, de um desengano forçado ou desesperado. Amar, mesmo quando nos entristece é o que nos mostra que estamos vivos e temos a capacidade da oferta, da utopia, da Verdade. Porque só o Amor é verdade. Mesmo quando se torna a antítese dela.

 

 

Refugio me hoje, no inicio desta carta para ti, filho que vens a caminho de mim e do mundo. Tu que vais ser Homem como os homens que na vida, ao passarem por mim, me têm feito sofrer. Depois de me terem feito sorrir. E isso , por si só é já uma dádiva, uma razão para ter valido a pena. Não é? Hoje refugio-me numa ideia que é a de te deixar um roteiro não linear, de como ser feliz neste estranho mas tão admirável mundo em que vais nascer. Sem normas, sem regras algumas a não ser as regras do contentamento e da felicidade.  Ou da busca delas. E por isso mesmo… a regra do risco.

 

 

A perspectiva de ser mãe… é deliciosa e assustadora ao mesmo tempo. E olha que em voz alta , não parece bem admiti lo. Se desde sempre me lembro de desejar um catrefada de filhos, agora é  altura certa para pensar de mim para comigo se seria mesmo um desejo autêntico ou um projecção de um ideal de vida que tanto quis. A Família. O homem-príncipe ao meu lado, os lanches ao domingo, os passeios na praia lado a lado com os miúdos, o cão e o love of my life… A vida encantada. De uma menina encantada também à nascença com as hipóteses infinitas que o mundo nos apresenta. Tanta coisa e tão pouco tempo.  E tanto engano. Tanto desejo e tão pouca concretização ( ou desilusão), tanto sonho e tão pouca realização… ou talvez, tanta insatisfação para quem acreditou, durante grande parte da vida, que tudo podia acontecer… E olha, aqui estou eu, “ mãe solteira” e ainda com tantos planos por concretizar. Muito longe do ideal de família mas apesar de tudo, talvez até mais perto de quem sou na realidade. Só custa assumir e olhar para dentro, mas uma vez feito… é seguir as pedras da calçada e ver o que nos espera ao cimo da rua.

419178_293162004086837_605469211_n.jpg

Bem, se te quero apresentar os seres humanos, nada melhor do que, numa assentada, nos centrarmos no parágrafo  anterior. Curto, pouco conciso mas efectivamente  demonstrativo de uma das características mais comuns a quase todos os seres humanos: A Insatisfação, o descontentamento. E eu, por mais que me queira distanciar da carneirada, não consegui ainda fugir a essa praga.

 

Querer mais, melhor, sonhar o que devia ficar só mesmo por aí e deixar de sofrer por quimeras. Ou não. E acredites ou não, esta, é ainda a minha grande dúvida.  Será melhor evitar a dor não nos vergando aos sonhos, tornando me uma conformada, fugindo caminho que me vai atirar contar o muro ou seguir a fundo e curtir entretanto as curvas e o vento na cara? Aos 33 anos de idade e depois de já muitos percalços, tropeções, desilusões e desenganos, lá tento  eu obrigar a minha razão a deixar me de pé atrás com tamanho idealismo fantasioso que faz de mim a personalidade genuína e sonhadora que sou  para que não me volte a magoar.   Mais uma e outra e outra vez. Não aprendo. Ou pareço não querer aprender. A insatisfação tanto nos pode entristecer como oferecer a força da loucura e da procura pelos nossos objectivos. E não é que há vezes em que as coisas até podem correr bem ??

 

Ser humano é errar , mas é principalmente agir sem pensar à partida nisso. E depois logo se vê. A Vida é isso, um grande teste, por vezes de filosofia, outra de matemática, que vamos ter que ir resolvendo, umas vezes passando com distinção. Outras correndo até sérios riscos de ter que ir à Oral e ser inclusivamente humilhado por colegas e professores.

 

O esboço da vida vai começar agora a ser traçado. O teu. E o meu também, que nunca é tarde para mudanças. Se bem que o Ser humano é casmurro e de poucas metamorfoses profundas. Cada vez mais acredito nisso, uma coisa é o aperfeiçoamento. Viável e até obrigatório para quem pretende fazer da vida “ aquela” viagem. Outra é a mudança… Somos pior que jumentos, digo te eu. Por isso é que “ de pequenino se torce o pepino” sim senhora. É aí que a educação e visão primeira do mundo nos condiciona para o resto da nossa vida. E aí que os princípios nos são incutidos, que os receios originais se instalam para o resto das idades e os grandes sonhos se começam a desenhar. Por isso, a grande responsabilidade de ser pai ou mãe. Somos nós que vos apresentamos o Mundo e que levamos ao Mundo o mais essencial de vocês. É através dos nossos olhos, atitudes, verdades, desassossegos e sensibilidades que vocês, crianças deste mundo, que dentro em pouco deixarão de ser crianças irão cavalgar por aí fora criando empatias com os outros ou subjugando outros iguais , formando( ou destruindo) famílias, fundando partidos e princípios ou apostando em anarquias, participando em lutas pela equidade ou  ao seu invés, criando conjunturas injustas, sendo atraídos pela sintonia ou aliciados pela ambiguidade ou intranquilidade.

 

Por que caminho escolherás seguir tu? Dependerá também de mim? Acredito que vais ser Especial. Porque sim. Porque penso muito nisso e só por aí o caminho começa já a ser traçado. Porque serás um prolongamento de mim e porque se vais nascer será para fazer a diferença. Nem que seja na tua rua. Às vezes as viagens mais incríveis fazem se sem sair do mesmo lugar… A minha irá durar 9 meses. Até te ver e sentir finalmente que o meu rumo mudou ao nascer o teu…

A primeira " A voz é vossa" - textos das minhas leitoras publicados no BARRIGA Mendinha







ESTA SEMANA, NA NOVA RÚBRICA EM QUE VOS DOU OPORTUNIDADE DE ME ENVIAREM OS VOSSOS TEXTOS E OS PUBLICAR, ESCOLHI OS DOIS SEGUINTES.



DUAS MULHERES DECIDIDAS, FORTES E CHEIAS DE CERTEZAS :) UMA NO QUE RESPEITA AOS SENTIMENTOS, OUTRA RELATIVA À SEXUALIDADE.



ADOREI AMBAS AS REFLEXÕES.



AGORA, JÁ SABEM... TÊM MAIS UMA SEMANA PARA ME ENVIAR TEXTOS E IDEIAS PARA : barrigamendinha@gmail.com.



DEPOIS, PARA A SEMANA QUE VEM, MAIS DOIS SERÃO AQUI PUBLICADOS... CONTO CONVOSCO PARA ENCHER DE PALAVRAS, ESTE VOSSO/NOSSO ESPAÇO?




CÁ VÃO :





"Acho piada à intensidade que certas amizades ganham de um momento para o outro! Mas ainda acho mais graça à velocidade com que essa intensidade se esvai! Pessoas que consideramos de sangue, por vezes mais do que família e que, numa altura da vida em que precisamos delas, simplesmente não estão lá...não me entristece até porque a vida é mesmo assim feita de mudanças: mudanças de lugares, de sentimentos, de pessoas!Nunca aprendi a contar só comigo...precisei sempre duma muleta em que me apoiar por sentir que era incapacitada para enfrentar os bens e os males sozinha! Hoje orgulho-me de me ter libertado dessa prisão e de ter ao meu lado quem realmente importa!
Amigos??? Tenho poucos mas bons, correndo o risco de ser  clichè!Quem está comigo eu sei que está! Quem finge que está em prole da cusquice pensando me enganar eu também vos reconheço! E quem não está, por mais pena que eu tenha, lamento! Porque se não estão é porque não me fazem falta!
 Com isto apenas quero dizer que as pessoas são um animal estranho!
Mas afinal, no fundo, no fundo...eu gosto de animais ;)"

Joana Cruz (de Corroios)





"Osgasmo

Li por estes dias um artigo que dizia que sete em cada dez mulheres portuguesas sofrem de disfunção sexual, relacionada principalmente com problemas associados ao orgasmo. As causas podem ser várias, segundo o estudo, desde stresse, a dores durante o ato sexual, ao vaginismo e as más experiências sexuais.
Após ler o artigo fiquei a pensar como será a vida íntima destas mulheres, pois uma vida sexual satisfatória faz “milagres” e quando isso não se consegue deve realmente ser algo frustrante e até mesmo triste.
Devido à educação, na maioria católica, as meninas são ensinadas que é feio e pecado tocarem no seu corpo principalmente no “pipi” e nas maminhas e isso só as meninas feias e más é que fazem. E as meninas “bonitas e boas” vão crescendo sem nunca se tocarem e quando entram na idade adulta e na primeiras experiencias sexuais não conhecem o seu corpo. E aí começam as más experiências, as dores de que não se gosta e até mesmo a falta de apetite sexual.
Mas depois de descobrirem as maravilhas que o orgasmo faz ui, aí querem tê-los a toda a hora. Vou partilhar uma história que li numa reportagem sobre a maravilhosa descoberta do orgasmo e da masturbação, de que me lembrei a propósito do tema:
“Tive poucos relacionamentos ao longo da minha vida e nenhum deles me satisfazia por completo, sentia que faltava algo. Durante muito tempo pensei que algo se passava comigo, que não era “normal” na cama. Quando as minhas amigas falavam sobre os orgasmos eu ficava calada pois nunca tinha tido esse sentimento. Até um dia...
Cerca dos meus 30 anos conheci uma pessoa com quem vim a namorar, alguém que me preenchia por completo e ao seu lado pela primeira vez tive orgasmos e aprofundei conhecimentos com as maravilhas da masturbação. No meu primeiro orgasmo tive uma sensação inexplicável, todo o meu corpo foi consumido por um formigueiro estranho e eu sentia-me livre e leve. E quis que aquela sensação continuasse e como por magia eles (orgasmos) sucederam-se uns atrás dos outros. E aliada a esta descoberta de sensações aprendi a conhecer melhor o meu corpo e a tocar-me de forma a ter e dar prazer.
Hoje sinto-me um pouco mais completa na cama e desejo em cada relação sentir aquele formigueiro....”
Esta senhora teve alguns anos “infelizes” certamente, mas hoje em dia esperamos que seja uma das 3 em 10 mulheres que tem orgasmos e que após descobrir as maravilhas do sexo que continue a praticar muito e muita qualidade.

Para terminar, deixo um conselho a quem ler este meu artigo nunca tenham vergonha do vosso corpo e não importa se são gordos, esqueletos, baixos, altos, amarelos ou as pintinhas, libertem-se e desfrutem do sexo na sua plenitude e tirem de cada relação o maior prazer possível."

Nova rúbrica de Domingo : "A Voz é vossa"



Lembram-se que num texto aqui há uns dias atrás vos desafiei a vocês e a mim mesma para algumas mudanças aqui no blog?..

Uma delas eram as rúbricas certinhas e semanais...cheias de novidades e temáticas interessantes para vocês.

Enquanto não organizo a lista final para vos apresentar tudo, qual professora, no quadro para os alunos da classe... vou lançando uma de vez em quando.

E esta??.. Ui e esta... tem mesmo a ver com vocês. Sim, porque vocês é que a vão fazer!!

Juro!! Como?

Passo a explicar:

Muitas são as vezes que vocês, por mail ou mensagens privadas no facebook, me fazem chegar opiniões muito consistentes me formato de texto, textos em forma de crónica, outros retirados de publicações e afins...

Ora, a partir de agora, acho que é perfeitamente legítimo que VOCÊS tenham um espaço para vocês mesmas aqui no nosso blog. Para me enviarem textos que eu, aqui no BARRIGA MENDINHA publicarei.

Falem de tudo. Das vossas histórias, experiências, usem o espaço para publicar uma entrevista feita a alguém que achem que o merece, enviem publicações artistícas, poesia, prosa...eu sei lá, vocês enviam, eu escolho uma ou várias por semana.

Todos os domingos, pessoal!! Sim, hoje é dia de publicar "A VOZ É VOSSA", assim se chamará a rúbrica e durante a semana, receberei através do mail barrigamendinha@gmail.com, as vossas palavras e imagens, que depois, obviamente, sofrerão uma triagem para se apurar o interesse, veracidade, consistência "da coisa"... e assim: O Domingo é vosso!

Gostaram da ideia!? Então vamos lá partilhar e puxar pela cuca amigas/os! Estou aqui também para vos dar a oportunidade de se dirigirem a milhares de pessoas...

A partir de... 1, 2, 3... Agora, podem começar a mandar os vossos textos!

E... antecipadamente... agradeço a vossa dedicação e participação.

Mil beijinhos

Rita