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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

Sexo oral pode curar enjoo matinal de grávidas, afirma pesquisador.



É isso mesmo que vocês estão a ler. Um pesquisador americano, da Universidade de Albany, em Nova York, publicou um artigo em que afirma que praticar sexo oral no companheiro que a fecundou pode ser um remédio para o enjoo matinal das grávidas.

E a explicação dele é ainda mais surpreendente: O psicólogo Gordon Gallup afirma que uma das causas do mal-estar é a presença do sémen (um presença não habitual) no corpo da grávida, e que a ingestão de uma quantidade maior do fluído pode fazer o corpo criar resistência a essa situação. No artigo, ele também relaciona o sexo oral à queda da incidência de pré-eclampsia, um problema apresentado que atinge a placenta e pode ser detectado pela presença de proteína na urina e pressão alta.

Outro trabalho publicado por ele em 2002 afirma que o sémen tem qualidades antidepressivas, o que causou polémica, já que o fluído expõe as pessoas ao risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis e gerar uma gravidez indesejada.

“Quero deixar claro que nós não estamos advogando para que as pessoas se abstenham de usar preservativos. É óbvio que uma gravidez indesejada ou uma doença sexualmente transmissível seriam um problema muito maior do que qualquer efeito psicológico vantajoso do sémen”, disse ele ao jornal Daily Mail, que publicou a notícia.

Bem-humorada, a publicação britânica brinca que não foi possível conferir se Gordon tem uma grávida em casa.

Encontrei aqui Sui generis notícia. Não resisti em partilhar. Ai grávidas do mundo! Agora eles não nos deixarão “ter desculpas” loll!!!!

http://extra.globo.com/noticias/bizarro/sexo-oral-pode-curar-enjoo-matinal-de-gravidas-afirma-pesquisador-5762986.html

Let´s talk about sex, baby...


A Dr.ª Céu Santo, é para além de uma excelente obstetra, ginecologista e sexóloga a médica que me tem acompanhado nesta gravidez (talvez se lembrem dela das intervenções nos progaramas da manhã e da tarde da SIC e do programa “ Amor sem limites” da SIC Mulher). É uma médica maravilhosa e acessível . Além disso, como eu adoro, pés na terra, divertida e prática.
Ora vamos lá falar de sexo na gravidez com ela...


Segundo Maria do Céu Santo, «a única diferença é que, fora da gravidez, a mulher tem de recorrer a métodos de planeamento familiar, caso não deseje engravidar. Durante a gestação, o casal apenas tem de adaptar-se a posições mais ou menos confortáveis por causa do volume da barriga».
Sexo trimestre a trimestre
«No primeiro trimestre da gravidez, geralmente, a mulher tem a libido diminuída, enjoos, mastodinia (dor nos seios devido ao aumento de volume), dor na zona do baixo-ventre, junto ao útero. Além do mais, tem bastante sono e uma certa prostração e cansaço», indica a ginecologista, sublinhando que «a conjugação de todos estes factores faz com que a mulher não tenha a habitual vontade de fazer amor, o que é perfeitamente normal».
Durante o segundo trimestre, a mulher encontra-se mais adaptada e o desejo sexual volta a aparecer. Sente-se grávida, mas já não tem muitos sintomas. O aumento do volume da barriga ainda não é significativo, sente menos dores nos seios e já não tem enjoos nem as sensações de desmaio.
«Se não existirem as contra-indicações já referidas, não há inconveniente em ter relações sexuais no terceiro trimestre da gravidez. Porém, alguns homens ficam desconfortáveis, porque julgam que, nas últimas semanas, podem magoar o bebé. Mas isso não acontece», refere Maria do Céu Santo. 
E depois do parto?
Se o sexo decorre naturalmente durante a gravidez, o mesmo não se pode afirmar relativamente à fase imediatamente posterior ao nascimento.
«Após o parto, a mulher tem perdas de sangue (lóquios) por um período de aproximadamente um mês. Por isso, o ideal será recomeçar a ter relações depois de a situação normalizar, sem esquecer que a sexualidade não se resume ao acto sexual em si, mas é um conjunto de afectos extremamente importantes na vida do casal», aconselha a obstetra. 
A episiotomia é uma pequena intervenção cirúrgica bastante frequente durante o parto vaginal. Consiste num corte feito na vagina para facilitar o nascimento do bebé. Quando é suturado dá-se o nome de episiorrafia. Na fase inicial pós-parto, poderá dificultar o acto sexual, por dor e, consequentemente, levar a que a mulher deseje espaçar a frequência das relações.
A amamentação diminui a libido
A amamentação dura aproximadamente entre quatro a seis meses, mas há mulheres que amamentam um ano ou mais. Outras há que, por razões várias (doenças, medicamentos, estética, falta de disponibilidade de amamentar de três em três horas, etc.), preferem secar o peito.
Esta é uma fase em que ocorrem variadas mudanças, sendo uma delas relacionada com a libido, que diminui consideravelmente.
«Durante a amamentação, dá-se um aumento da prolactina, hormona do leite, que bloqueia a ovulação e que também provoca a redução do desejo sexual. Nos casos em que a mulher usa contracepção oral, prescrevemos uma pílula só com progesterona por causa do leite, que também diminui a libido», explica Maria do Céu Santo.
A juntar a tudo isto, acresce o cansaço associado ao recém-nascido. Afinal, o bebé não se «desliga» e, muitas vezes, as noites são passadas «em branco». 
«Costumo dizer que quando uma mulher é mãe entra na fase de “supermulher”. Normalmente, está no auge da actividade profissional, é doméstica, esposa, acumulando com a exigente função de mãe, que neste período irá ser dominante», comenta a médica.
E depois da amamentação?
A gravidez é uma «doença» que dura nove meses e a convalescência toda a vida. Não é por acaso que existe o ditado «Filhos criados, trabalhos dobrados». De facto, se nos primeiros meses não deixam os pais dormir porque choram, mais tarde, os pais não dormem porque os filhos ainda não chegaram a casa...
Todavia, passada a fase inicial da maternidade e a amamentação, que inevitavelmente afectam a sexualidade, a mulher não deverá continuar a colocar o papel de esposa em segundo plano.
«Não pode ser apenas mãe, também tem de ser namorada. Ou seja, manter o casamento e a sexualidade. Até porque o sexo é diferente entre homens e mulheres. Enquanto elas toleram melhor a falta de sexo, eles produzem esperma todos os dias e não fazer amor afecta a relação do casal», reforça Maria do Céu Santo, aconselhando:
«Quando a vida sexual recomeçar, não devem fazer amor só à noite, porque a sexualidade requer energia e tempo, o que normalmente não é conciliável com o cansaço da mulher no final do dia.»
E sugere uma altura apropriada para namorar: «O casal poderá deixar o bebé em casa dos avós, numa sexta-feira ao final do dia e ir buscá-lo no sábado depois de almoço. Assim, terá tempo para fazer amor de forma espontânea sem ter de se condicionar aos horários do recém-nascido.»

Dra. Céu Santo


Telefone: 218 438 080
Avenida da Igreja 66-A,
1700-240 Lisboa

O "Bê-á-bá" da Maternidade: principais dúvidas

A gravidez é um processo que corresponde a um período entre a concepção e o parto. Na grande maioria dos casos, tem a duração de cerca de 9 meses lunares, 40 semanas ou 280 dias. 


Quais as principais alterações que a grávida pode sentir no seu corpo? 
As mamas podem aumentar de volume, ficando mais pesadas e dolorosas. Os mamilos tornam-se mais escuros e maiores. No 3º trimestre, poderá ocorrer a saída de colostro.


Conselhos para a grávida: 
* Usar um soutien adaptado e discos protectores (quando há saída de colostro).

* O útero torna-se mais volumoso, dando lugar nos últimos meses da gravidez a alguma dificuldade respiratória, dor e desconforto abdominal.

* Repousar e adoptar um posicionamento confortável.

* O aumento do volume do útero provoca a distensão dos músculos abdominais podendo levar ao aparecimento das estrias gravídicas.
Conselhos para a grávida:
- Evitar o uso de roupas apertadas;
- Usar, preferencialmente, roupas de algodão (principalmente a roupa que fica em contacto directo com a pele); 
- Hidratar a pele.
 
* A resistência do sistema vascular diminui, porque o aumento do volume do útero empurra o coração para cima e para o lado esquerdo, podendo originar o inchaço das pernas, bem como uma sensação de maior cansaço, varizes, formigueiro, descida da tensão arterial e desmaios.
Conselhos para a grávida:
- Usar meias elásticas para activar a circulação de retorno;
- Repousar, deitada ou sentada, colocando uma almofada sobre as pernas ou os pés, para que estes fiquem elevados;
- Evitar estar muito tempo em pé;
- Tentar não passar rapidamente da posição sentada ou deitado para a posição erecta;
- Realizar exercícios respiratórios moderados e movimentação vigorosa dos membros inferiores.

* O aumento do útero, sobretudo no final da gravidez, leva à elevação do diafragma e ao alargamento do tórax. A respiração fica mais profunda e o ritmo cardíaco torna-se mais rápido, levando à sensação de falta de ar ou dificuldade a respirar.
Conselhos para a grávida:
-  Acalmar-se e, se possível, deitar-se de costas com os braços estendidos para cima e repousar;
-  A compressão da bexiga pelo aumento do tamanho do útero, leva a que a grávida sinta necessidade (e a sensação) de urinar mais vezes. Mas, o esvaziamento da bexiga pode não ser total e fica sempre urina retida, o que pode originar o aparecimento de infecções urinárias. Por isso, deve:
- Urinar sempre que sentir vontade;
- Aumentar a ingestão de água;
- Ingerir líquidos ácidos (limonadas);
- Favorecer, quando deitada, a posição de lado para reduzir a estase de urina.
 
* Principalmente nos primeiros meses, o sistema gastrointestinal é afectado pelas hormonas da gravidez, provocando enjoos e vómitos na mulher, sobretudo ao início do dia ao levantar.
Conselhos para a grávida: 
- Ao acordar, sentar-se primeiro na cama e levantar-se devagar;
- Comer várias vezes ao dia e em pequenas quantidades;
- Comer alimentos ricos em fibras;
- Evitar o consumo de sal e de doces;
- Diminuir a ingestão de café;
- Não consumir álcool ou bebidas com gás;
- Evitar cheiros activos;
- Evitar a ingestão excessiva de líquidos;
- Não fumar.

* A maior pressão do útero sob o estômago leva a que o conteúdo ácido do estômago volte para o esófago, provocando a sensação de queimadura ou ardor, conhecida por azia.
Conselhos para a grávida:
- Tomar chá quente;
- Evitar refeições abundantes, muito condimentadas e com excesso de gorduras.
- Ao tomar pastilhas para a azia devem ser as de alumínio ou de magnésio (não tomar as de sódio).

* O efeito das hormonas da gravidez, nos músculos dos intestinos, leva a que estes funcionem de uma forma mais lentificada, originando dificuldade em evacuar na grávida.
- Aumentar a ingestão de líquidos, sobretudo de água;
- Comer vegetais verdes;
- Beber um copo de água quente ao acordar,
- Tentar evacuar, pelo menos uma vez por dia,
- Usar medicamentos para evacuar, desde que prescritos pelo médico.

* O maior relaxamento dos ligamentos do corpo da mulher e, a posição adoptada para contrabalançar o peso da barriga, leva ao aparecimento de dores nas costas.
Conselhos para a grávida:
- Corrigir a postura;
- Fazer exercícios de suporte abdominal;
- Realizar períodos de repouso;
- Usar calçado baixo (evitar sapatos de salto alto).

Como deve a mulher comer durante a gravidez?
O aumento de peso durante a gravidez está relacionado com o tipo de alimentação da mulher. Nas primeiras semanas é normal que a mulher aumente de peso entre 1 a 2 quilos ou então, que emagreça devido aos vómitos. No 2º e no 3º período da gravidez ocorre um aumento de peso mais acentuado. É normal que na fase final da gravidez o peso até aí adquirido se mantenha. Ao longo da toda a gravidez considera-se como normal um aumento de peso até 10-12 quilos.

A alimentação da grávida deve ser rica e variada, para fornecer ao seu bebé os nutrientes necessários à constituição do seu organismo, não devendo porém pensar que tem que comer por dois, mas sim para dois.

A Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstetrícia tem como papel  fundamental o de educadora, algo muito importante neste período da vida da mulher. Deve ter conhecimento do peso desta antes de engravidar e das suas rotinas alimentares, promovendo ensinos que lhe permitam comer de forma adequada e saudável, uma vez que o aumento de peso sem controlo pode dar origem a complicações durante a gravidez e sobretudo durante o parto. 

Conselhos para a grávida:
- Reforçar o aumento da ingestão de água; 
- Beber pelo menos 1 litro de leite por dia;
- Consumir sumos naturais de fruta, preparados no momento;
- Comer alimentos, principalmente, cozidos ou grelhados;
- Consumir, preferencialmente, carnes brancas;
- Comer peixe fresco;
- Lavar bem todos os alimentos antes de preparar as refeições;
- Cozinhar os alimentos com azeite.
- Evitar os refogados, manteiga e banha para a confecção das refeições;
- Evitar o uso de sal na preparação das refeições;
- Não comer alimentos enlatados;
- Não comer alimentos fumados ou enchidos;
- Evitar a ingestão de fiambre (mulheres não imunes à toxoplasmose);
- Consumir queijo (preferencialmente, queijo fresco);
- Não comer marisco (perigo de intoxicações alimentares);
- Evitar o consumo de doces (bolos, caramelos, pastilhas,…)
- Comer fruta fresca;
- Comer vegetais frescos;
- Cozer os legumes em pouca água e durante pouco tempo para manter os seus nutrientes.

O que deve vestir a grávida para se sentir confortável? 
A grávida deve ser aconselhada a usar roupa larga, cómoda, confeccionada com tecidos que facilitem a transpiração e sejam facilmente laváveis. 

Aconselha-se o uso de collants de descanso para facilitar a activação da circulação de retorno, diminuindo o inchaço das pernas e pés. 

Não deve calçar meias e peúgas apertadas, porque podem dificultar a circulação de retorno, favorecendo o aparecimento de varizes e edemas. 

A roupa interior deve ser preferencialmente de algodão, devendo usar um soutien com boa capacidade de suporte para manter o peito firme. 

Sobre a utilização de cintas na gravidez, se for necessário, deve-se recomendar um modelo específico para grávidas, cuja principal característica é a contenção da musculatura abdominal e a correcção postural. 

O calçado deve ser muito cómodo e os saltos devem ser pequenos, permitindo à grávida uma boa base de apoio.

A grávida pode realizar exercício físico?  
A grávida deve ser aconselhada a praticar exercício físico diário, embora moderado, sendo os mais indicados a natação, os passeios a pé e os exercícios específicos para melhorar a circulação. 

A mulher grávida pode manter a sua actividade sexual?
Nos últimos meses da gravidez mantendo-se o medo de magoar o feto, muitas grávidas acreditam que manter a actividade sexual durante a última fase da gravidez poderá ser um perigo para a saúde do bebé; outras sentem-se menos atraentes fisicamente devido às alterações corporais, tendo receio que os companheiro percam o interesse por elas; os companheiros por seu lado, têm medo de magoar o bebé e outros pensam ainda que as relações sexuais são menos agradáveis devido às alterações corporais da mulher.

Ao efectuar educação sexual na gravidez a enfermeira Especialista em saúde Materna e Obstetricia deve:
- Incentivar a comunicação entre os parceiros sexuais;
- Incentivar a mulher a cuidar da sua aparência, para que se sinta atraente;
- Informar o casal sobre os posicionamentos alternativos, mais adequados para a prática do acto sexual durante o terceiro trimestre gravídico (mulher em posição superior, posição lado a lado e posição de missionário);
- Explicar ao casal que quando este não pode ter, ou prefere não ter relações sexuais com penetração, a necessidade de intimidade e união pode assumir demonstrações de carinho, como beijos e carícias;
- Advertir os casais que gostam de praticar sexo oral de que, o parceiro pode não sentir tanto prazer devido ao cheiro mais intenso das secreções vaginais, sobretudo no terceiro trimestre da gravidez;
- Informar sobre as contra-indicações do coito, nomeadamente em situações de: ameaça de aborto, risco de início de trabalho de parto pré-termo, placenta prévia, presença de contractilidade uterina e/ou hemorragia vaginal.

A grávida pode continuar a ter contacto com os seus animais?
Os animais domésticos (cães, gatos,…) podem  transmitir doenças infecciosas à grávida, podendo afectar, desta forma, o normal desenvolvimento do seu bebé. Para tal, é necessário que o animal seja portador do microorganismo infeccioso e que a grávida seja infectada. Assim, recomendam-se algumas medidas preventivas: 
- Não ingerir alimentos mal cozinhados, sobretudo carne e ovos;
- Evitar o consumo de vegetais crus;
- Lavar cuidadosamente e com água corrente os legumes frescos e as frutas cruas;
- Lavar adequadamente as mãos, após manipulação de carne crua ou trabalho de jardinagem;
- Usar luvas para manipular terra ou realizar trabalhos de jardinagem;
- Evitar o contacto directo com gatos ou utensílios com eles relacionados.


A grávida deve continuar a trabalhar?
Habitualmente não existe qualquer inconveniente em que a grávida mantenha a sua actividade laboral normal, desde que, não trabalhe com substâncias tóxicas, que a sua actividade seja muito stressante ou exija grande esforço físico. Sempre que necessário devemos aconselhar a grávida a deixar de trabalhar nas 2-3 semanas antes da data provável para o parto. 

Preparação para a Parentalidade
Actualmente começam a implementar-se os Cursos de Preparação para a Parentalidade nos Centros de Saúde e Hospitais para que todas as grávidas e, eventualmente os seus companheiros, possam ter acesso gratuito aos mesmos. Podem iniciar-se no segundo ou terceiro trimestres de gravidez, podendo incluir sessões educativas teóricas e práticas, bem como sessões com grupos de grávidas.
Os temas desenvolvidos no decorrer dessas sessões geralmente englobam: 
- Evolução da gravidez e seus desconfortos;
- Sinais e sintomas do trabalho de parto; 
- Assistência ao parto; 
- Papel do acompanhante; 
- Tipos de parto; 
- Tipos de analgesia/anestesia nos diferentes tipos de parto; 
- Exercícios de relaxamento; 
- Exercícios de controle da respiração; 
- Cuidados no pós-parto; 
- Banho do recém-nascido; 
- Aleitamento materno; 
- Vigilância neonatal (teste de diagnóstico precoce e plano nacional de vacinação); 
- Aspectos emocionais da gravidez, parto e pós-parto;
- Orientações nutricionais para a grávida, puérpera e recém-nascido;
- Aspectos legais da maternidade.

Hoje em dia, embora utilizando técnicas diferentes, os cursos de preparação para a parentalidade têm todos os mesmos objectivos: 
- Proporcionar à mulher a informação necessária sobre a gravidez, o parto e o recém-nascido, de modo a que possa viver conscientemente este momento tão especial; 
- Vencer a ansiedade e o medo transmitidos de mães para filhas, para que a dor física não seja ampliada pela angústia; 
- Reduzir ao mínimo a dor (técnicas de respiração, relaxamento, ...); 
- Ensinar a mulher a colaborar com o próprio corpo para que o trabalho de parto e parto decorram da forma mais fácil e confortante possível; 
- Proporcionar o encontro com outras mulheres na mesma situação e que, por isso, melhor do que ninguém podem oferecer a sua colaboração e solidariedade; 
- Fornecer, em muitos casos, ao futuro pai a informação e os conselhos necessários para que em todos os momentos, incluindo o do parto, possa estar o mais perto possível da futura mãe, ajudando-a;
- Apresentar à mulher, sempre que possível, a instituição hospitalar em que irá ser assistida durante o trabalho de parto e parto. 



Por: Enf.ª Ana Nobre






Sexualidade na Gravidez

A maternidade é um dos acontecimentos mais importantes da vida da mulher e representa um desafio à sua maturidade.

Na época actual, os ideais do amor romântico tendem a fragmentar-se sob a pressão da emancipação e da autonomia sexual feminina. A ideia do “para sempre” e do “único amor” é substituída pela procura de relacionamentos especiais e da realização sexual.   As múltiplas facetas que assume, neste período, enquanto conjunto de acções, comportamentos, emoções, sentimentos e valores, variam de pessoa para pessoa, quer social quer culturalmente, ou de acordo com as convicções religiosas e/ou espirituais. 
 As relações amorosas e conjugais, analisadas nas diferentes épocas, apontam para a ideia de que o ser humano sempre procurou meios para “organizar” os relacionamentos afectivos e sexuais, ora com explicações pautadas na natureza, ora na afirmação da vontade de Deus, ora na razão pura do homem. Na sociedade contemporânea, estas três formas aparecem, quer separadas, quer  interligadas, para justificar ou condenar os relacionamentos sexuais humanos. A sexualidade encerra o mistério da vida humana, pois, a partir dela, surge a vida, e é em função dela que a vida continua após a morte. A procura do prazer toma a forma da procura da verdade, substituindo-o pela procura da felicidade do século XIX.
No passado a mulher realizava-se quase essencialmente através da maternidade, hoje em dia, é um pouco diferente, uma vez que ela encontra ganhos na realização pessoal, área profissional, académica e social. Ser mãe passou a ser uma opção como tantas outras e o procurar a realização a esses níveis faz com que a maternidade seja protelada. A decisão de ter um filho, é agora um passo mais complexo do que outrora. Actualmente, a maioria dos casais sente que deve limitar o número de filhos que vão ter, e que devem ainda, adiar a gravidez, até que ambos reúnam as condições que consideram indispensáveis para o nascimento de um filho. A maternidade deixa assim, de ser a primeira e única preocupação da mulher. 
A sexualidade na gravidez, apesar dos receios, preconceitos e/ou medos ligados a este tema, homens e mulheres estão cada vez mais determinados a viver este tempo, intensamente, descobrindo novas formas de prazer e indo ao encontro do desejo um do outro. 
Tudo começa na fecundação, o encontro fantástico dá-se no corpo da mulher reunindo energia, força e amor para dar vida a um ser humano.
O desejo na gravidez vai sofrendo oscilações. No primeiro trimestre está geralmente diminuído por causa da parte hormonal. Nesta fase a grávida pode encontrar-se nauseada, por vezes com vómitos, tem mais sono que o normal, tem frequentemente tonturas, lipotimias (desmaios), e as mamas aumentam de tamanho, tornando-se dolorosas. Nestas circunstâncias, é normal que a grávida não tenha muita disponibilidade para fazer amor. Já o homem, que continua a desejar sexualmente a parceira, receia muitas vezes fazer amor por poder prejudicar a gravidez, o que é um medo totalmente infundado pois, excepto se indicação médica (situações de hemorragia vaginal), o casal pode fazer amor sem problemas. Também poderá acontecer que a grávida não tenha qualquer tipo destes sintomas acima referidos e ter uma prática sexual normal.
No segundo trimestre, a libido (desejo) da mulher, geralmente, volta aos níveis normais. Os vómitos, as náuseas e tonturas desaparecem, as mamas tornam-se menos tensas e até o sono diminuiu. Estes três meses são considerados uma boa fase da gravidez: barriga pequena, a grávida sente-se bem, com uma auto-estima favorável. O casal só precisa de imaginação, para conseguir algumas posições mais confortáveis.
No terceiro trimestre poderão surgir novos receios relacionados com as modificações corporais, medos relativamente ao parto e até mesmo uma baixa auto-estima que poderá levar a mulher a evitar o relacionamento sexual. Neste trimestre da gravidez, os casais geralmente reduzem a frequência da actividade sexual. A mulher não se sente sexualmente atraente pois a sua imagem está alterada. Com a barriga aumentada, o número de posições sexuais fica reduzido e fazer amor pode ser um pouco incómodo, a criatividade é a palavra-chave na procura do prazer. No entanto é muito importante saber que não existe qualquer contra-indicação médica à actividade sexual e chega mesmo a ser aconselhável, o orgasmo e as contracções por ele provocadas, pode até ajudar o nascimento, ou seja, induzir o trabalho de parto naturalmente.
Este trimestre também é caracterizado pelo aumento da ansiedade, devido à proximidade do parto, e pela condição eminente da maternidade. As alterações físicas estão a chegar ao término, e a mulher passa a ver-se como pouco atraente aos olhos do marido. A lubrificação vaginal diminui, e os mitos do sexo vaginal durante a gravidez ganham força. Aproximadamente 80% das mulheres percebem que têm uma diminuição drástica no desejo sexual. Neste período é muito comum o cônjuge também estar vivenciando a ansiedade da chegada da paternidade e o seu desejo sexual geralmente fica prejudicado.

A mulher grávida pode manter a sua actividade sexual durante os últimos meses de gravidez? 

Nos últimos meses da gravidez mantendo-se o medo de magoar o feto, muitas grávidas acreditam que manter a actividade sexual durante a última fase da gravidez poderá ser um perigo para a saúde do bebé; outras sentem-se menos atraentes fisicamente devido às alterações corporais, tendo receio que os companheiros percam o interesse por elas; os companheiros por seu lado, têm medo de magoar o bebé e outros pensam ainda que as relações sexuais são menos agradáveis devido às alterações corporais da mulher.
Ao realizar educação sexual na gravidez a enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstetrícia deve procurar:
- Incentivar a comunicação entre os parceiros sexuais;
- Confrontar a mulher a cuidar da sua aparência, para que se sinta atraente;
- Informar o casal sobre os posicionamentos alternativos, mais adequados para a prática do acto sexual durante o terceiro trimestre (mulher em posição superior, posição lado a lado e posição de missionário);
- Explicar ao casal que, quando este não pode ou prefere não ter relações sexuais com penetração, a necessidade de intimidade e união pode assumir outras formas e demonstrações de carinho, como beijos e carícias;
- Advertir os casais que gostam de praticar sexo oral de que, o parceiro pode não sentir tanto prazer devido ao cheiro mais intenso das secreções vaginais, sobretudo no terceiro trimestre da gravidez;
- Alertar sobre as contra-indicações do coito, nomeadamente em situações de: ameaça de aborto, risco de início de trabalho de parto pré-termo, placenta prévia, presença de contractilidade uterina e/ou hemorragia vaginal.

Algumas da posições aconselháveis:
Em suma vários autores referem que se a grávida, possuir um bom relacionamento conjugal e familiar, durante a gravidez e no pós-parto, a sexualidade na gravidez, poderá ser mais facilmente ultrapassada. O casal tem que ter conhecimento que, relação sexual apenas é proibida ou restrita em algumas situações como: hemorragias durante a gravidez; descolamento de placenta; perda de líquido amniótico; ameaça de parto pré-termo; ameaça de aborto, entre outros. 
Será o casal que vai descobrir juntos, as melhores posições para aproveitar a intimidade até o bebé nascer. E tem que se reforçar que esse momento deve ser vivido com muito prazer. Existem autores que acreditam que, na maioria dos casos, a gravidez por si só não provoca uma ruptura na sexualidade de um casal, seja qual for o trimestre de gravidez, se esta era previamente satisfatória. No entanto consideram importante a abordagem por parte de profissionais de saúde, dado ser um tema de extrema importância e ainda tão frequentemente esquecido. 
Bibliografia e Sites:
  • “Entregue-se a 9 meses de amor”, revista Crescer, Setembro 2006, Editora Impala, p.84-85
  • Sexo durante a gravidez? Claro que sim!, revista Crescer- especial gravidez e parto, nº 12, Editora Impala, p. 27- 29
  • http://www.apf.pt/
  • http://guiadobebe.uol.com.br/psicgestante/sexualidade_na_gravidez.htm
  • BOBAK, Irene [et al.]- Enfermagem na maternidade. 4ª ed. Lisboa: Lusociência, 1999. 989p. ISBN 972-8383-09-6;
  • LOWDERMILK, Deitra [et al.]- O Cuidado em enfermagem materna. 5ª ed. Lisboa: Artmed, 2002;
  • GRAÇA, Luís Mendes- Medicina Materno- fetal. 3ª ed. Lisboa: Lidl, 2005. 733p. ISBN 972-757-325-8;
  • PORTELINHA, Cândida – “Sexualidade na Gravidez”. 1ª Edição. Coimbra Quarteto Editora. Novembro 2003.
  • SANTO, Maria do Céu – Sorria com o Corpo Inteiro – Amor Sem Limites. 1ª ed. Lisboa: Oficina do Livro, Outubro, 2011, pag. 141 – 159.
Por : Enfermeira Ana Nobre