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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

Child "Rei-Ki"

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 (Ontem à noite:)

 

Matita chora, esperneia, não quer comer, não quer vestir, não quer lavar se, não quer deitar se. 2 horas depois "disto' em casa, sempre focada nela...e de tentar ir também dando alguma atenção ao " pobre" Afonso Luz... Ele, já do alto do seu beliche, e eu sentada na cama de baixo, a tentar acalmar-la mas sempre com um repetitivo choramingar e mexe e remexe. Ele espreita e diz-me : "Põe a mão nela mãe. Faz-lhe reiki para a acalmar. Vá! Calma. Eu fico aqui em cima e faço te a ti..."


E assim foi: Em 5 minutos, fez-se silêncio no quarto e enquanto sentia a mãozinha quente dele na minha testa, a testa e o peito da Matilde ficavam também mornos e serenos. Pediu-me a música dela (a que lhe canto desde recém-nascida e que a faz sentir especial por ter sido inventada Por mim, só para ela) e eu disse lhe o quanto a amava e que estaria sempre com ela.


A Energia Universal venceu. Por hoje. A Energia do Amor aqueceu o nosso quarto. Por agora. O Afonso fez acontecer.. Eu fui um veiculo. E a Matita o receptor.


Finalmente posso desejar boa noite. E agardecer.


<3

 

Um dia...




Apetece-me tanto partilhar este poema. Só eu sei porquê mesmo sem haver muita razão para isso agora. 

Um segredo que me faz sentir Musa, especial, palavra eterna e coração na boca.

A poesia e a música. Recorro-lhes nos  momentos em que preciso de acordar a sensibilidade artística.




" um dia, quando a ternura for a única regra da manhã,

acordarei entre os teus braços. a tua pele será talvez demasiado bela.

e a luz compreenderá a impossível compreensão do amor.

um dia, quando a chuva secar na memória, quando o inverno for

tão distante, quando o frio responder devagar com a voz arrastada

de um velho, estarei contigo e cantarão pássaros no parapeito da

nossa janela. 

sim, cantarão pássaros, haverá flores, mas nada disso

será culpa minha, porque eu acordarei nos teus braços e não direi

nem uma palavra, nem o príncipio de uma palavra, para não estragar

a perfeição da felicidade."

José Luis Peixoto