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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

Tudo o que ele tem... ela quer...

Não é assim também em vossa casa? A mais pequena até pode, não querer... não gostar...não estar para aí virada mas... se o mano mais velho tem... ela quer!

 

O caso do novo Um Bongo Tum Tum Manga foi crasso... A Matita, antes, gostava mais do "Elefante" (o de 8 frutos) mas a mãe troxe este novo para casa e o Afonso adorou imediatamente. Já o tinha provado, em tamanho pequenino para o levar para a escola e agora... o tamanho 1 litro veio para casa. E pronto... o mano quis ( e muito, como vêem na foto ahahah) e ela não hesitou.

 

Epá! Reparem lá na cara dela, super sequiosa a olhar para ele, até dá vontade de rir tão é a sofreguidão ;)

 

E pronto... tudo o que ele tem... ela quer... e por isso agora, não deixa escapar o seu pacotão enquanto está a jantar... não vá o mano beber tudo ahahaha!!! 

 

Miúdas.... ;)

 

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Como fazer os nossos miúdos comer legumes? O drama....

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 Pedi a ajuda de uma nutrocionista do meu Clube Holmes Place, a Inês Real para me dar umas dicas sobre como fazer os meus principes comer legumes... parece que só gostam de "porcaria"  e ando a criar estratagemas para os convencer a entrar numa onda mais saudável. A Inês. não só me deu as dicas... como me enviou um texto para  blog, que querida!! Agradeço-lhe, por mim e.. pelas/os minhas/os leitoras/es. Aqui vai:

 

"Crianças e vegetais são um dilema intemporal. A maioria rejeita os vegetais assim que lhes são apresentados, quer pela cor, quer pelo sabor. No entanto, é um grupo alimentar essencial e algumas estratégias podem ser utilizadas no sentido de aumentar o consumo dos mesmos pelas crianças.

 

Criar pratos imaginativos

 

- Preparar refeições divertidas e coloridas e permitir que as crianças brinquem, de certa forma, com os alimentos. Criar caras com os brócolos e cenouras, cortar os vegetais como o pepino em forma de estrela, são alguns exemplos úteis.

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 Como conseguir que as crianças comam vegetais?

 

- Dar nomes aos vegetais, criar ligação entre a criança e os legumes - eles não são o inimigo!

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 Envolver a criança

- Se tiver possibilidade crie uma horta, mostre ao seu filho de onde surgem os vegetais.

- Leve a criança ao mercado; envolvê-la na escolha dos vegetais permite que esta se familiarize com os mesmos.

- Envolva as crianças na preparação e confeção dos vegetais, deixe que a criança lhes toque, explique para que servem. O facto de os conhecerem aumenta a adesão aos mesmos.

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 Esconder e disfarçar os vegetais

 

Sempre que as estratégias anteriores não resultarem podemos tentar ocultar os vegetais para que não sejam detetados. Mas atenção, esta não é a melhor estratégia e pode prolongar a situação por não permitir que a criança se habitue à textura e sabor dos vegetais.

 

- Pode utilizar batidos e sopas trituradas onde não se deteta a forma dos vegetais.

 

- Junte aos vegetais algo que a criança aprecie. Pode enrolar a carne em legumes, juntá-los à massa, fazer um hambúrguer com carne e vegetais, inclui-los em sandes, entre muitos outros.

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Ter perseverança

 

Não é fácil vermos uma criança a saltar uma refeição que não lhe agrada e a ficar com fome, mas não devemos ceder aos seus caprichos.

 

- Guardar a refeição e esperar que tenham fome, nessa situação volta a apresentar o mesmo prato e a criança acaba por comer o que lá estiver.

 

- Explicar que se não come os vegetais também não irá comer a sobremesa, porque mostrou não ter espaço para a mesma.

 

- Não a alicie com guloseimas, dá poder à criança para chantageá-lo e não irá consumir mais vegetais sem a sua recompensa menos saudável.

 

- Incluir vegetais a todas as refeições promove aceitação e gosto.

 

- Dê o exemplo… tenha sempre vegetais na sua refeição."

 

 

Inês Real

Nutricionista Holmes Place Alvalade

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A alimentação em idade escolar

 

E já que estamos a começar um novo ano, vamos começar bem não acham?

 

A alimentação é, e acho que não restam dúvidas, a base da construção, crescimento e manutenção do organismo.

Comer é essencial à vida. Se comemos mal, funcionamos mal. É na infância que se dá a aquisição e consolidação

de hábitos alimentares. Aquilo que as crianças comem durante o seu crescimento e a maturação biológica, assume

uma enorme importância para a sua saúde e bem-estar, bem como para os adultos que eles virão a ser. Durante a

infância, a alimentação equilibrada potencia a capacidade para estudar e aprender, comunicar, pensar e imaginar,

ou seja, tem uma influência positiva no desenvolvimento emocional, intelectual e social. Fisicamente, aumenta a

capacidade de defesa contra as doenças, promove um crescimento saudável, dá energia e dinamismo físico.

A responsabilidade na educação alimentar é dos pais, dos familiares e da escola...afinal são estes são os modelos

diários, que acabam por ser seguidos, imitados e incutidos. Deixemo-nos de comodismos e facilitismos! Há muito

trabalho a fazer!

               

Deixo-vos aqui as dicas fundamentais que devem seguir...

 

• A roda dos alimentos, 100% criação portuguesa, é um guia óptimo para indicar o caminho certo! Sigam a

roda dos alimentos!

 

• Todas as refeições têm a sua importância ao longo do dia, mas o pequeno-almoço é uma refeição

imprescindível, particularmente em idade escolar, para ajudar na concentração, na promoção de um

comportamento tranquilo e na melhoria de variáveis psicomotoras, nomeadamente ao nível do movimento

e precisão de gestos. A omissão desta refeição pode estar relacionada com a diminuição da capacidade

intelectual, qualidade geral do trabalho, sonolência e fadiga. Não tomar o pequeno-almoço também

implica uma menor ingestão de vitaminas e minerais e consequentemente uma maior ingestão de gorduras

saturadas, e está relacionado com o aparecimento de cáries dentárias, problemas intestinais e os problemas

de sono. O pequeno-almoço deve ser composto por leite ou um substituto deste, fruta e pão ou cereais.

 

• De uma forma geral, a alimentação diária deve incluir cereais e derivados, leite ou substitutos deste,

produtos hortícolas e sopa de legumes (ao almoço e ao jantar), mais peixe do que carne, e 3 a 5 peças de

fruta.

 

• As horas de refeição devem ser momentos de partilha e de convívio! Conversar e saborear, sentados à mesa,

sem pressas! Mas é importante que estabelecer regras e horários.

 

• Coma e incentive o consumo de sopa em casa. Na escola deverão ser as auxiliares, professores ou dietistas

de serviço a fazer essa sensibilização na hora da refeição.

 

• Nunca use a comida como prémio: “se te portares bem, dou-te um doce!”

 

• As crianças devem ser incluídas aos processos de manipulação e confecção dos alimentos, ou seja... devem

pôr a mão na massa! Partilhe os cozinhados com o seu filho sempre que for possível!

 

• A ingestão de doces e comida “fast- food” deve ser esporádica. São prejudiciais se consumidos

frequentemente...se gosta do seu filho, não abuse nem o deixe abusar destes alimentos!

 

• Planeie, antecipadamente, com o seu filho o lanche a levar para a escola. Este deve ser composto por

iogurtes, leite, sumos de fruta pontualmente, fruta, pão com compota, queijo, fiambre, queijo fundido,

etc. Não inclua bolachas com creme, batatas fritas, refrigerantes, bolos, chocolates, croissants entre outros

alimentos pouco saudáveis no lanche do seu filho.

 

• A água está no centro da roda dos alimentos! É vital! Habitue os filhotes a levar sempre uma água na

mochila!

 

• Normalmente as crianças rejeitam alimentos que desconhecem. A introdução de alimentos novos deve ser

feita calma e gradualmente; Nunca desista e dê o exemplo!

 

• As crianças devem aprender a desfrutar da actividade física, devem aprender, antes de mais, a brincar!

Reduza o tempo “não-activo” dispendido com a televisão e jogos de computador.

 

Nunca é demais lembrar que a obesidade é uma doença e atinge cada vez mais a população infantil. Uma criança

obesa ou com uma alimentação errada, será certamente um adolescente e adulto com problemas de saúde. No

futuro terá mais probabilidades de sofrer de patologias cardiovasculares, diabetes tipo II, colesterol elevado e

hipertensão, sem esquecer os distúrbios da personalidade, decorrentes do estigma de ser gordo.

Então...vamos a isto?

Pega na lancheira...

É já na 4a feira que o Afonso Luz recomeça a escolinha. E que mudança vai ser. Muda de colégio, para o dos mais crescidos, muda de coleguinhas (felizmente uns 4 ou 5 da antiga escola também transitam para lá por isso acredito que se vai sentir mais acompanhado)... e outra grande mudança: A Mãe vai passar a levar o almoço.

 

Já andei a pensar em ideias, muitas, para refeições, que partilharei em breve com vocês mas mais que isso, andei a matar a cabeça na forma ideial para as transportar.

 

Procurei, procurei e eis que encontrei esta marmita ( lancheira, termus.. como lhe queiram chamar) fantástica que tem 4 compartimentos ( dá para sopa, conduto e frutinha cozida e uma sandes para o lanchinho por exemplo ...), mantém o quentinho da comida durante umas boas horas.

               

 

Comprei-as na loja CASA Home e ainda por cima em saldo! Custava 18 euros e eu adquiri-a por 9!

Achei-a gira, mas pouco infantil e já se sabe que com os miúdos... a parte estética conta muito.

 

O resto... foi usar a imaginação. Conheço o filho que tenho, por isso, achei que umas bonecadas giras iam aliciá-lo a ser minimamente simpático para com esta nova fase (sim... porque comer não é assim a coisa preferida da vida dele lol).

 

Andei louca à procura de autocolantes giros e dei de caras com este livro de 500 dos ditos!!!!! Top mesmo ;) Comprei-o  na Imaginarium também em saldo (em vez de 9 euros, estava a 7) .Cada página tem um tema e ele escolheu o dos dinossauros ;)

 

Vai daí, foi só decorar a marmita, que ficou mesmo ao gosto dele.

(ah... claro que com umas quantas lavagens irão eventualemente começar a cair, mas já percebi que é daquela cola que sai bem e olha... quando isso acontecer, já combinámos mudar de tema. Ora temos os bombeiros, ora os piratas, ora os carros ;)... enfim... é só variar)

 

Et voilá! por aqui estamos prontinhos para começar uma nova rotina, que me vai sair do pêlo a mim e que exigirá alguma adaptação da parte dele. Mas como acredito ter sido a melhor escolha ( além de que mais de 50% dos meninos também leva comida de casa, informei-me acerca disso, com medo de que se sentisse "diferente")... cá vamos começar com muita vontade e orgulho... de ser Mamã cozinheira <3 Tudo pelos meus filhos... compreendem não é Mamãs??