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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

3 experiências incríveis que quero partilhar convosco

Experiências partilháveis e incríveis dos meus últimos 2 dias (todas empolgantes para mim, mas bem diferentes no tema e na emoção):

 

Experiência incrível nº 1:

 

Provei, esta semana, um tipo de carne, considerado o melhor e mais caro do mundo. A raça Kobe é japonesa e a Waygiu é sua mana. Diz-se que Wagyu" significa "vaca japonesa". Diz-se que os animais recebem massagens diariamente, dadas pelos seus criadores, para que a gordura se possa distribuir por toda a carne de forma harmoniosa e uniforme, que também lhes dão cerveja e vinho de arroz para beber e que ouvem Mozart nos seus estábulos. Ó pá... mesmo para uma ex-vegetariana como eu ( incrível não?)... tive que provar, o sabor e a tenrura da carne Wagyu fazem dela uma experiência gastronómica única servida nos melhores restaurantes do mundo e pronto... a Mendinha usou e abusou ;) Só o pedacinho de "xixa" custou 25 euros.. fora os acompanhamentos, claro! Mas valeu cada pedacinho sim... não será para repertir muitas vezes mas lá que é bom... é ;)

Grandes vacas estas sim senhora!! Onde comi esta especialidade maravilhosa? No Atalho Real, o novo restaurante das galerias Embaixada no Príncipe Real.

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Experiência incrível nº 2:

 

A devorar o livro do Dr. Mário Cordeiro sobre birras e dramalhões na infância e de como agir com eles. Chama-se "O grande livro dos medos e das birras" e está, por um lado a mudar a minha forma de as ver e por outro a sublinhar algumas crenças que eu já tinha, nem que fosse meio por intuição... A minha vida familiar, tem sido muito fustigada por estas "visitas da dona Birra, que pode ser considerada uma catástofre , mas também não é menos verdade que é um comportamento normal, dentro dos parâmetros de desenvolvimento da criança e que pode ser uma oportunidade educativa e de estruturação do nosso filho, enquanto pessoa e cidadão"... Uf.... e que venham elas, as fúrias, que agora (acho...) que já sei como lidar com os diabretes!! lol

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Experiência incrível nº 3:

 

Pela primeira vez na vida tenho 2 grupos de trabalho, empresa, escritório. LOL... sim.. eu sou logo assim, basicamente nunca tive "poiso" fixo (sempre trabalhei em casa, ou um ou outro dia numa ou outra produtora, voando de evento em evento, de gravação em gravação... por aí)... E pronto, agora não sou menina para menos. Fixei-me dentro de uma agência de comunicação em Outubro ( a United Creative), o sítio onde tenho a minha fantástica-mega sala "apadrinhada" por uma mega parede do Super Homem. Por outro lado, comecei, também pelas mesmas alturas a trabalhar com equipa Teamway da Just a showroom, onde também passo muitas manhãs a aprender, a ter formações e a curtir as novidades do meu negócio Amway. E pimba!!! A experiência incrível... é que à falta de um jantar e troca de prendas de Natal de empresa... tenho 2 este ano! Dois! É a loucura! A minha vida está mesmo a mudar ahahha!! Quem me viu e quem me vê... O da Teamway foi há dois dias (o tal onde experimentei a carne de vaquinha Waygiu) e o da United vai ser hoje no Main. Ah... e com direito a presente de "amigo secreto" ... Ó pra ele aqui na minha mão:

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E pronto... mais emoções... nas cenas dos próximos capítulos. Me aguardem...

 

O que gostam e os que fingem que gostam

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Quanto mais "crescemos", na idade e na cabeça... e principalmente quando a determinado momento da nossa vida fomos pais... mais percebemos que existem mesmo dois tipos de pessoas. As que gostam de vida de família e as que não ( mesmo que se convençam do contrário). Mesmo as que têm família, atenção. Não falo dos solteirões ou solteironas assumidos, que a esses, o seu estilo de vida não afeta ninguém, é uma escolha vivida com mais ou menos afinco. Falo dos que já estão envolvidos nela até à cabecinha... e que se têm que ver com as tarefas e confusões diárias deste tipo de "pandilha" que são os progenitores.. Existem desde sempre, mas nem todos são iguais. Nem todos foram talhados para o ser.

 

Refiro-me aos pais e mães de família que o são e que, a meio do caminho, percebem (ou não percebem efetivamente, quem percebe são os de fora), que não gostam de o ser. Não que não gostem dos filhos ou da mulher ou marido. Mas tudo o resto, é um triste acordar para o facto de que não foram talhados para esse papel. Muitas vezes agarram-se ao fato de que " agora que os conheço não conseguia viver sem eles"... mas a verdade é que se a vida lhes desse uma segunda oportunidade e voltassem uns aninhos atrás, escolheriam, num piscar de olhos... "nunca os ter conhecido" para facilitar a própria vida. E a própria consciência.

 

Estes adultos a que me refiro, refilam com tudo e não lidam bem com aquilo que quem ama a maternidade/paternidade sabe que faz parte do pacote. Não toleram a desarrumação, embirram com tudo o que seja mais de meia 10 minutos de gritaria, não sabem lidar com birras e acham que as crianças têm que ter " a consciência de.." ( Meu Deus, como raio é que miúdos de 2, 4 ou até mais anos... têm a consciência do que quer que seja...). A estas pessoas, que basicamente entraram aos trambolhões nesta vida a convencer-se que sim, que era por ali, começa depois a acontecer que a sua vida se torna mesmo difícil, pesada, cansativa, dormente, rotineira  e sofredora e entram no processo de não saber lidar com isso, a irritar todos à sua volta. A sua revolta começa a sair pelos poros e a não compreensão do que está a acontecer, fá-los muitas vezes, virar pessoas agressivas e non-gratas até no seio da própria família que dizem Amar tanto mas cujo "peso" (referem muito esta palavra) é demasiado.

 

Para eles, é demasiado... que os miúdos acordem vezes sem conta por pesadelos, xixis ou pura e simplesmente mimo (que é tão bom e tão preciso, mais ano menos ano havemos de querê-lo e eles do seu alto e sobranceiro orgulho adolescente já só o aceitaram as prestações e com a vergonha normal da idade), para eles é demasiado ter os brinquedos no meio da sala, para eles é demasiado ter que os apanhar cedo na escola (quanto mais cedo mais tempo "para os aturar"), para eles é demasiado entender que todas as crianças saudáveis... passam por fases difíceis... e que nos cabe a nós, educadores, ajudar a encontrar o caminho, não obrigá-los a viver de acordo com as nossa regras déspotas.

 

Hoje, a meio de um trabalho de pesquisa, passei os olhos por um blogue em que vi um pai e uma Mãe de 3 filhos pequenos em fotos lindas com um ar vintage e sereno, em tarefas diárias e normais... com o ar mais calmo e apaixonado ( o casal, um pelo outro e pela vida em comum) possível. Pus-me a pensar, se não será também esse género de imagem  que nos leva a querer também essa vida, quase inantigível, começo a achar. Esse "homem perfeito" que não berra, que ajuda sem cobrar, que sabe que depois de cumprir o seu papel de pai de família de forma doce, conseguirá com esses gestos ternos que tanto cativam uma mulher, conseguir os tais poucos mas bons momentos íntimos com a Mãe dos seus filhos, quando conseguem ter um tempinho a dois. Tempo esse que é tão raro, mas que não deve nunca ser atirado à cara, culpar os filhos, o cansaço extremo ou a pouca vontade. Elas são razões válidas, mas que... no cenário ideal... conseguem juntar ainda mais o casal.. nessa espécie de "demanda".

 

Talvez seja um mito, talvez seja uma forma idelista de olhar a família. Mas a verdade, é que, ainda acredito, que mesmo fora desse ambiente idílico, se possa gostar a sério deste cansaço compensador que ter uma família em "início de carreira" pode oferecer. A verdade é que acho que realmente existem por aí, muitos pais e mães que oes são não por vocação mas por obrigação e "porque aconteceu"... E verdade é que eu não sou nada disso. E estou farta de demagogias...

 

Procurei, batalhei ( um destes dias, um dia em que me apeteça expor mais a minha intimidade, explicar-vos-ei que para mim ter filhos não foi a coisa mais natural  e fácil do mundo mas que sempre o quis muito) e agora que os tenho sei que a vida são dois dias. E que a infância deles... é um! Por isso, cada vez mais sei que não quero viver "esse dia" entre medos, gritos, críticas, solidões de casa cheia em que o receio do sujo, do desrrumado, da birra seja uma constante. A verdade é que, mesmo cansada (e tanto muitas vezes), sempre soube que ter um família me cobraria uma fatura: e que eu a poderia pagar  de duas formas :com a revolta ou com a certeza de que a iria fazer suavemente e sentindo justiça nisso. A escolha está nas nossa mãos.

 

A Cada dia que passa mais percebo, olhando para o lado que  existem mesmo dois tipos de pessoas. As que gostam da vida de família e as que não. As que fingem (principalmente para fora... para "parecer bem") e as que, ao inves, acham tudo (mesmo as coisas menos boas) natural e fluído. Mas as famílias existem em ambos os lados. Mas as crianças crescem e educam-se em ambos os lados. A diferença essencial é que enquanto numas famílias aprendem a comunhão, o perdão, a compreensão, o valor da voz e da palavra... noutras aprendem a revolta, a tristeza, o silêncio e crescem sem a certeza de que a sua opinião conta. E conta. Tem que contar sempre.

 

Por mim, que sempre sonhei com "casa cheia"... por mais que me queiram vergar, vou continuar a adorar uma "messy house", os brinquedos pelo chão, os ciúmes e berraria entre irmãos (porque sei que se não nos intrometermos com castigos estúpidos, mais cedo ou mais tarde surgem os mimos e brincadeiras), a loiça suja  que não tive tempo de lavar e o cheirinho a comida acabada de fazer, enquanto leio uma história na cama aos miúdos. Continuarei ao não me "queixar" mas sim a orgulhar-me das noites mal dormidas, do cansaço que é andar com os dois na rua, do sentimento de missão cumprida cada vez que os "vergo" com uma conversa em vez de com um grito...nem que tenha que levar com muitas birras e arrumar muita bagunça até que isso me aconteça.

 

E pronto tenho dito. Ufff....

 

 

 

 

 

 

Haja pachorra!

               

Hoje quero falar-vos de algo que já ando para abordar há uns largos meses. As birras. O mau génio. Os caprichos. Uff... a loucura que às vezes, é para as Mães e Pais  para gerir estas fases (sim, esperamos sempre que sejam fases).

 

Acho que, no fundo, não o tinho feito ainda, porque como não é um tema lá muito feliz e que como me tem feito a "cabeça em água", tinha quase a sensação de que se não o exteriorizasse aqui... a questão desapareceria assim como por magia...Pronto tinham sido uns "episódios e tal e agora já estava tudo ok de novo.

 

Mas, pronto, cá estou eu, porque.. passados uns bons mesinhos da personalidade vincada e "tortinha" da Matilde Estrela se ter começado a desenvolver ...  consigo escrever finalmente sobre a questão... mas porque até aqui não tinha muito o que dizer a não ser que andava desesperada com ela. Agora faço-o, porque estou mais calma e calejada com o assunto.. Que remédio lol...

 

Com todo este discurso aqui exposto, até parece que estou a criar um ser perigoso, monstruoso, impossívelde aturar.. nada disso tadinha, não exageremos, ok?...Mas que às vezes não há paciência... não há mesmo..

 

O que se passa então aqui por casa e imagino que em tantas outras? Tenho como filha uma princesa linda de quase 2 anos, querida, meiguinha, espertalhona.. mas muito teimosa, exigente para com os pais, ciúmenta com o irmão, cheia de amuos e... caprichosa até à última. E gerir isso, como é, como tem sido? Esta é a questão que trago hoje. Aliás, a que tenho levantado estes últimos meses e tentando como posso, gerir da melhor maneira. Principalmente por ser uma "novidade" nestas bandas. O irmão, claro que não é um santo, longe disso (e agora a entrar nos 4 anos está na idade dos "porquês" e dos "nãos"... ui ui), mas mesmo assim, nunca foi nem metade do "birras" que ela é. E por isso que tudo isto tem sido novo nesta família.

 

Antes de escrever este texto, pensei bastante em como fazê-lo, até porque ao longo deste tempo, já falei com amigas psicólogas infantis, já li uma série de literatura (uma mais idónea que outra) e  acabei por passar os olhos por uns quantos textos "pi-pis" e muito facilitistas em blogs e publicações on-line ligados à maternidade que,se numa primeira fase me encantaram ,depois me deixaram os nervos ainda mais em franja...

               

Textos que têm títulos como "as 15 maneiras de lidar com as birras deles", "Truques para lidar com crianças difíceis", " A psicologia dos ataques de choro", "crianças manipuladoras".. Grrr... só me confundiam ainda mais. E sabem porquê? Porque estas bloggers, estes jornalistas, estes doutores... parece que são detentores de receitas mágicas que se podem resumir nuns quantos ítens, agrupar dentro de um número certo de carateres, e depois de lê-los, a sensação com que ficava era a de que, ao tentar colocar alguns em prática... e mesmo assim falhando, muitas das vezes.. ao invès de me sentir melhor, acontecia o oposto. Acabava por sentir um enorme fracasso.. e, claro está... um cansaço cada vez maior e maior. Então se é assim tão "fácil", se tudo cabe num artigo ou numa ou duas páginas, então se eu tento fazer tudo certo certinho, porque raio não funciona cá em casa? Porque continua ela a gritar, a acordar durante a noite e a chorar durante 1 hora e meia e nos leva ao todos os pontos da casa para tentar perceber o que quer, a não obedecer quando lhe peço que apanhe algo ou que me dê algo, ou que largue algo..

 

Vai daí, que o que me apeteceu escrever não foi nada disso.Dar dicas ou conselhos não era para mim. Até porque também eu os procurei (e procuro), porque cada criança é uma criança, tem uma história, uma família, regras diferentes. Que me desculpem-me os pediatras e pedagogos, mas o que me dizem a mim como Mãe não deve ser dito à Joana, à Patrícia, à Mariana, à Andreia... que também têm passado noites sem dormir, que têm levado cuspidelas, beliscões ou palmadas dos seus bebés (apesar de lhes tentar transmitir que "não se bate"), que tentam educar da melhor maneira as suas crias e que mesmo assim ouvem gente a comentar entredentes na caixa dp supermercado: "Que mal educada é esta criança.." enquanto o nosso rebento espereneia e se atira para o chão porque quer agarrar nas bolachas de chocolate que a mãe não deixa, porque já comeu doces demais nesse dia...

                

O que me apeteceu escrever, então, foi uma espécie de texto de partilha e comunhão. Sim, é isso mesmo, um texto que ajudasse a apaziguar as Mães que como eu, e dentro das suas limitações (sim, porque por melhores que queiramos ser, todas cometemos erros, temos dias menos bons e... não, não somos nem temos que ser perfeitas), tentam fazer tudo certo para que os seus filhos sejam felizes,  contentes com a própria existência, entusiastas com a vida e... calminhos e educados... Para já, há que pensar que como "o nosso" há muitos, depois que "poder ser uma fase" e por fim que a forma de lidar e "levar" cada bebé ou miúdo a fazer o que queremos, não se pode generalizar. 

 

Enquanto para um, um berro de autoridade pode funcionar, para outro, ainda o pode colocar mais nervoso, no meio de uma birra. Por outro lado, há crianças que precisam de entender os "porquês" e necessitam que conversemos com elas, outras são exatamente o oposto, quanto mais falamos "na boa", mais parece que  gozam connosco e nos querem testar até ao limite... Enfim... o que interessa aqui, é que cada caso é um caso. Ajuda partilhar experiências, sim senhora... ajuda e conforta, conseguirmos falar com Mamãs que também têm um "birrinhas" em casa, para que não sintamos coisas como:  " que vergonha... os outros não são assim...". São sim! Muitos são assim.. e  não adianta invadir o nosso espírito preocupado com imagens de Mães, casas e filhos perfeitos, que não sujam, que não desarrumam, que não gritam, ideias que nos são transmitidas nesses tais textos "chapa 5" cheios de dicas infalíveis para que os nossos filhos se comportem de vez.. Isso  nunca vai existir, minhas amigas aiiiiiii.. e sabem porquê? Porque acaba uma fase... e começa outra... E pimba, lá vamos nós de novo!!

               

Durante estes "longos" 4 anos, desde o meu nascimento como Mãe (altura em que o Afonso veio ao mundo)... este meu convívio intenso com estes dois maravilhosos Seres que são os meus filhos, tem-me ensinado que como estas pequenas criaturas, ao partilhar da minha vida de uma maneira tão completa, me fizeram evoluir e mudar de opiniões a cada mês que passava (aquele pensamento clichet: "ai e tal...  o meu filho há de  ver tv às refeições!!" Está bem está...ou.. "Nunca entendi as mães que dizem  ficar e aliviadas quando eles forem  vão fazer ó-ó..." Entendo e bm ;)).

 

Desde que os "dramas Matildenos" começaram e depois de esgotadas muitas estratégias ca´em casa, ouvidas mil (e irritantes) opiniões.. finalmente tenho sentido mudanças positivas no seu comportamento. Já percebi que ela é "torta" por natureza, como boa Escorpião que é... mas sinto-a muito menos exigente, mal criada... parva, portanto ;)

 

E porquê? Pois, a questão é essa... não existem bem "porquês" nem "comos". A única forma de lidar com isto sem flipar, tem sido ser paciente, insistente, compreensiva, equilibrada.... mesmo quando me apetece a mim.... desquilibrar e passar-me. Atenção que quando falo de ter pacência e compreensão, nada invalida uma voz autoritária ou uma palmada de vez em quando... refiro-me mais à calma como nós, Mães, nos vamos apercebendo que só conhecendo e estando muito atenta à criança,  aos seus hábitos, receios e personalidade  os conseguimos "levar"... Ah, e com o ascréscimo de que temos que ter a noção que de um dia para a noite "tudo pode mudar", todas as reações e formas de estar, podem parecer as de outro bebé... pelo menos comigo tem sido assim. Um dia algo a incomoda e grita até mais não, outro dia a mesmo situação será vivida na boa e sem grandes dramas...E pronto... lá temos nós, "mães à beira de um ataque de nervos" que nos adaptar e tentar perceber o que às vezes nem é bem para ser compreendido...

 

Tenho a sorte de ter dois filhos saudáveis, lindos e bem rodeados e de viver com a possibilidade de lhes oferecer umas simpáticas condições de vida. Por isso, agora o resto do "livro" irá ser  escrito baseado na história do meu apoio no seu caminho, dentro deste contexto positivo, e na forma  como eles, os meus filhos, encontraram para se tornarem Pessoas, não só Gente.. 

               

No fundo, percebem onde quero chegar? As birras podem efetivamente ser um filme, podem sim senhora (e eu que o diga que quando vivo estes momentos tensos quase me passo por dentro) mas por favor Mãessss... não matem a cabeça com culpabilizações, com clichets, com opiniões de Avós, Tias, amigas com filhos direitinhos, limpinhos e bem educadinhos de capa de revista (sabem que muitas vezes, nem mesmo as amigas mais próximas nos contam as más educações doa filhos quando lhes perguntamos...parece que cai mal)...

 

Vivam um dia de cada vez, tentem perceber as "vossas" razões e ir atuando de acordo com elas (falta de atenção, má energia à volta da criança, ciúmes, medos, pura personalidade), ter estofo para aturar (Ser Mãe é isso mesmo lol) e minimizar as situações. Eu, por exemplo, cada vez mais sinto que quanto menos importância dou às birras, menos ela as vai fazendo...

 

Beijos a todas e Mães e Pais com filhos birrentos mas que vocês amam como ninguém. E votos de pachorra, pachorra e mais... pachorra. No fundo e para resumir isto tudo, acho que a chave  para ultrapassar, conseguir educar e fazer crescer filhos porreiros são estes 3 pontos. E chega. Não acham?

Como foi para a nossa psicóloga a experiência Barrigas de Amor?

A experiencia do Evento Barrigas de Amor com Barriga Mendinha na 1ª pessoa pela nossa psicóloga de serviço Carla Gaspar Duarte:

Este foi um dia especial. 

Nele, esteve presente o sentimento de pertença e o sentimento de celebração , o que é uma ótima combinação. E isso merece ser comemorado. E agradecido. E muito valorizado.

Da minha parte, tenho muito a agradecer. 

Estive presente no Evento Barrigas de Amor a representar o meu próprio projeto (que podem consultar aqui: https://www.facebook.com/psicologiainfantil.pt ) com uma dinâmica para famílias que tinha por objetivo a promoção de tempo de qualidade entre os seus elementos. A dinâmica foi recebida com carinho e entusiasmo pelas famílias que se sentaram connosco. A Elas um obrigada gigante e ainda um agradecimento especial às visitas que tive. 

Este meu projeto cruzou-se há um tempo atrás ,com o projeto da Rita Mendes e do seu blog que adoro ( podem ver aqui: https://www.facebook.com/BarrigaMendinha ). E hoje, neste dia, cimentámos a família que temos vindo a ser.

Dizer o quê?
Caminhos que se cruzam, mulheres lutadoras, simples e empreendedoras que se identificam. E cruzam projetos. E afetos. 

Outras mulheres conheceram a Rita e o mesmo processo de identificação se deve ter dado porque conheci-as a todas e reconheci-lhes essa faceta à primeira. 

De quem põe tudo o que é, naquilo que faz. Com o coração e de coração.

E é por isso que tenho a agradecer. Agradecer por pertencer a esta família que é a família Mendinha, agradecer por conhecer pessoas fantásticas, agradecer por pertencer a um projeto que promete muito dar e acontecer. E comemorar. 

Porque estes são mais do que motivos para celebrar!!!

Carla Gaspar Duarte

 

 

(obrigada pelas palavras de mimo Carlinha <3. Adorei)

As Barrigas.. vistas pelo umbigo da minha ( ups... de dentro da minha tenda...)

 

O meu tempo é curto tão curto... entre Barrigas de Amor, posts pendentes da Barriga Mendinha, uma sessão louca de fotos feita hoje com 6 mudas de roupa com o Pau Storch, mais uma Matilde Estrela a acordar as 6 da manhã e um Afonso Luz a pedir-me agora de noite extrema atenção (e ainda bem!!)... com 4 sets de dj esta semana e ainda preparação dos mesmos, mais cenas de bancos, contabilistas, escolha de escritório e... reuniões... bem.... pronto, só para vos dizer que... não me vou alongar muito em descrições sobre o maravilhoso evento de ontem.. porque...estou podreeee.

 

Vou deixar que as imagens falem por si. Por falta de tempo... mas também por falta de palavras para descrever a grande felicidade que foi, ter, a meu lado um grupo fantástico de mulheres e projetos que deram cor e ofereceram interesse ao meu projeto e stand Barriga Mendinha.

 

Começámos todas, o dia, em pânico... porque.. chovia a potes (e a montagem do espaço foi feita nesse ambiente e de pézinho molhado...), mas afinal, a partir do meio dia, a tempestade passou a bonança e o Parque dos Poetas, em Oeiras começou a ficar povoado de famílias giras e desejosas de ver as lojinhas, conhecer os projetos e ver os espetáculos preparados para elas.

 

E assim foi! E nós.. fizémos parte deste grande dia, desta grande festa, desta grande e simpática família.

 

O ESPAÇO BARRIGA MENDINHA

(Decoração da Momentos & Detalhes e bolo da N'Cakes)

                    

                    

                    

                    

                    

 A MONTAGEM (à chuva lol)

                    

O PROGRAMA DO STAND BM 

                    

 A ATIVIDADE I (Jogo dos Afetos pela Dra Carla Gaspar - Psicologia infantil e do adolescente)

                    

                     

ATIVIDADE II (workshop de imagem para Mamãs pela stylist Bebiana Azevedo Sabino - White Loft Outlet)

                   

                    

ATIVIDADE III (Beauty Salon Advisr com make up da Mary Kay)

                    

                    

                    

                    

ATIVIDADE IV ( workshop de nutrição e dicas de dietética infantil e juvenil pela Dra Marta Correia Simões ou se preferirem... Gourmarta )

                    

                    

                     

AS PESSOAS

Eu...

                   

 Um dos manos organizadores do evento, o João Poiares... quado se apercebeu que ia ficar um dia de sol ***

                   

A visita da bloger Caco Mãe, Ana Lemos ;)

                   

E.. o grupo (quase) todo completo das incansáveis colaboradoras e parceiras deste dia maravilhoso;)

                    

A minha publisher Sofia e a nossa dietista Marta ;)

                     

O meu orgulho nos pormenores da decoração

                     

A visita da minha família, que veio ter connosco depois de almoço e cuja visita me deixou tão contente :)

Matilde Estrela...

                     

E Afonso Luz *

                    

Ah... e as brincadeiras de fim de tarde, dos "meus homens" a que assisti e fotografei de dentro da nossa tendinha;)

                    

A Dj Mendinha (o meu alter ego músical infantil), ainda atuou no mini-palco... já estava eu meia de rastos, mas embuída pela energia do público e dos meus babies..  e então...lá deu a volta e... tcharam!!! Lá conseguiu uma hora de música energética atirando-se a muitos pulos e pinotes e assim se fechou este grande dia com um "sunset infantil" à maneira...

                    

                   

 

Vejam mais AQUI sobre a Dj Mendinha 

E AQUI mais fotos sobre a nossa participação neste evento ;)

O parto não é a pior parte...

                 

O nascimento de um bebé é, regra geral, uma festa e... ainda bem! O milagre da vida continua a maravilhar-nos e a roubar-nos emoções intensas. Mas esta é, também uma fase muito exigente, principalmente para a Mãe (ou cuidadora) e para o Pai.

 

Tudo muda: o corpo, os horários, as refeições, as rotinas, a dinâmica de casal e familiar, o sono e/ou falta dele. As exigências são muitas e as pressões também: ser mãe, amamentar, não amamentar, cuidar, saber cuidar, ter bom ar, estar apresentável, cuidar de si, estar atenta ao filho mais velho, ter sensibilidade para incluir o companheiro nesta nova dinâmica de mãe-filho e ...Ufa!!

Existe uma lista imensa pela frente que dispensamos desde já.

 

Digam lá se as exigências ou pressões não são enormes???

 

Pois são e creio que todas as Mães conhecem este tipo de stress, é o chamado Baby Blues, um conceito relativamente novo entre os especialistas mas muito antigo nas emoções das Mães. É caracterizado por alguma irritabilidade, choro e cansaço, que surge após o parto, que é comum e que passa assim que as hormonas voltam a organizar-se devidamente.

 

No entanto, se estes sintomas se tornam mais severos e intensos e com uma durabilidade maior no tempo, podemos estar perante uma depressão pós-parto e aqui para tudo! É para ser levado a sério! A depressão pós-parto, que pode surgir logo após o parto e até 1 ano depois do nascimento do bebé, tem felizmente tratamento mas até lá compromete seriamente o bem estar da Mãe e do Bebé.

 

A depressão pós-parto tem origem em causas muito diversas mas o mais importante a reter é que traz muito sofrimento para o dia-a-dia da Mãe e não, não é charme desta ou fita, é algo tem e deve ser tratado, pois não passa com o vento nem tem a ligeireza deste. O papel do companheiro e  da família é aqui, muito importante porque por vezes, sofrimento rima com silêncio. Muitas vezes as Mães sentem-se culpadas por terem estes sentimentos quando todos festejam e acabam por não falar ou minimizar considerando que será uma fase..Mas uma fase com muito sofrimento do qual bem se pode abdicar, por isso se sentir emoções confusas, dúvidas de se é capaz de tratar do seu filho, de tristeza profunda, forte ansiedade e pensamentos que comprometam o seu bem estar ou do bebé, GRITE e ESPERNEI pois está na altura de ser levada a sério e tratar de si, para que depois possa tratar devidamente dos outros.

 

Alguém se identifica?

 

TEXTO: Carla Gaspar Duarte (Psicologia Infantil)

 

* Baby Blues de Rick Kirkman and Jerry Scott

baby talk :)

 

 

As primeiras palavras e a importância que lhes atribuímos...

 

Ao Afonso surgiu-le "LUZ", ou "Wuz" mais propriamente. Olhava para cima, apontava para a luminuzidade e não parava de articular a sua primeira palavra. Adorei e fazia-me mais do que sentido... é que para além do óbvio.. não nos esqueçamos que ele se chama Afonso.. Luz e eu, toda babada achava quase que era uma sinal divino ahahah!!

 

Quanto à Matilde, que anda há um ou dois meses a ensaiar os seu futuros discursos, as palavras foram "Wáwa" (água) e Cã (cão), que para ela é tudo. Até pessoas lol... desde que mexa e faça barulho é.... "Cã"... e nem imaginam o que nos riamos, quando ao início ela chamava Cão a tudo e todos (agora já distinte e tem um "extenso" vocabulário que inclui: Mã, Pá, Mán (mano), Bé (bebé), Vó e Vô etc...)

 

É engraçado perceber que no desenvolvimento da linguagem falada (porque existem mais: a corporal, a falada, a escrita e a gráfica) os bebês começam imitando tudo o que ouvem e sentem... e a importância da estimulação externa para o desenvolvimento da linguagem é importantísimo. ... As primeiras palavras são intimamente relacionadas com os desejos e ações da criança, por isso, chego à conclusão que um precisa imenso de luz e outro.. imenso de água lol... será assim?

  

E por aí?? Quais as primeiras palavras dos vossos mais-que-tudo??

 

(Gostei muito deste texto sobre o assunto. Dêem uma olhadela se os vossos filhotes estão numa destas fases e acho que vão aprender fatos bem interessantes)

 

Irmão – Um super heroí ou um rival?

....Os dois, em vezes alternadas. Heroí... e rival...

 

Por vezes inseparáveis, outras vezes em briga. Como as amizades. E assim

é natural que seja.

 

A relação com um ou vários irmãos é o local privilegiado para aprender

como se constroí uma amizade, como nos relacionamos com o Outro,

como defendemos o que é nosso e aprendemos a respeitar o que não é.

Todos os Pais conhecem estas brigas alternadas com cumplicidades.

Para poderem respirar. E também sabem que a única forma de evitar

rivalidades é optar pelo filho único.

 

Truques? Alguns, básicos e simples:

 

-Opte por deixar as crianças resolverem sózinhas as suas questões

mas caso a “brincadeira” comece a ficar séria ou fora de controlo,

intervenha pois sempre que as crianças não consigam por elas

próprias mediar ou chegar a um entendimento necessitam da

intervenção de um adulto para as ensinar, orientar e colocar regras.

Não queremos que ninguém se magoe.

 

-Evite tomar partido e atribuir culpas. Se não presenciou o motivo da

zanga, parta do princípio que ambas as crianças são responsáveis

e aplique as mesmas medidas. Se o móvel estiver pintado, peça às

duas crianças para o limparem.

 

 -Procure sempre apresentar num discurso claro e simples, soluções

para a situação-problema (elas vão aprendendo).

 

-Ensine as suas crianças a identificarem sentimentos, a dizerem

o que sentem. Explore e incentive esta conquista. Quanto mais

dominarem esta competência menos utilizarão os gritos.

 

-Humor e momentos pausa: “Tudo para o Banho, vamos à caça de

E por aí, como é? Que truques utilizam? Existem casos mais dificeís?

Partilhem connosco!

 

 

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Foste Promovido: A irmão mais velho!!

Pois é! Esta é uma notícia que alegra uma família e que desarruma emoções e espaços

como se uma festa de arromba tivesse passado por aqui. E ainda bem! Notícia tão

grande não poderia deixar tudo na mesma.

 

A Família irá desarrumar-se e arrumar-se de novo com a chegada de mais um.

Assim o é, naturalmente. Muitas novidades, algumas alterações, muito cansaço e a

preocupação com o mais velho. Mas no fim e no meio, a felicidade e a alegria que tudo

arruma e estabiliza.

 

Uma das preocupações mais frequentes nesta altura é: Gostará o o filho único de ser

promovido a mais velho? Eu acredito que sim, um parceiro para a vida é uma dádiva.

No entanto, pelo caminho algumas brigas e ciúmes podem surgir. O que é natural.

 

Então, a pedido de algumas Mamãs, aqui segue o plano básico que poderá ajudar a

lidar com estas emoções:

 

- Envolva o seu filho neste novo projeto de família: falem a três sobre o nome a dar,

onde irá dormir o bebé, qual a decoração do quarto, por exemplo;

 

- É absolutamente obrigatório o irmão que chega trazer um presente para o outro e

aqui não falamos de nada dispendioso, a criatividade é sempre amiga de uma carteira

saudável e produz sempre sorrisos.

 

- Cuidado com a Promoção! Não vale utilizar este argumento a torto e a direito,

porque nem sempre é fácil ser “chefe”, responsável, mais velho, maduro e sorrir o dia

inteiro. As necessidades do mais velho não se alteram só porque chegou um recém-
nascido. Continua a ser a mesma criança, com a mesma necessidade de atenção e

afeto. Aqui vale redobrar a atenção para com ele pois tem de ficar claro que o seu

espaço afetivo na família mantêm-se intato!

 

- Continuar a conceder momentos de qualidade, onde estejam só com o mais velho,

aproveitando uma sesta do mais novo e continuem a fazer as atividades de lazer que

faziam antes e que é do seu agrado: apanhar flores, ler uma história, ver um filme...

 

- Quando um bebé vem para casa, esta é uma fase especialmente exigente para a Mãe

da qual o bebé depende. É importante que o mais velho não passe a estar só com o

Pai enquanto a Mãe trata do recém-nascido. A colaboração do Pai (ou Cuidador) é

indispensável para ajudar neste equilíbrio.

 

- Os avós ou outros familiares são igualmente importantes nesta fase em que “uma

mãozinha” nunca é demais. Mas cuidado: regra geral não é muito boa ideia enviar

o mais velho para casa dos Avós ou outros familiares. É importante envolver o mais

velho nas novas dinâmicas da família. Pode pedir a sua ajuda na altura do banho do

bebé, para ir buscar uma fralda ou brinquedo. Irá sentir-se útil, orgulhoso de ajudar a

Mãe e sentirá que faz parte.

 

E isto é o mais importante: Sentir que faz parte e que todos os dias o Amor dos Pais

se renova por ele e que não está desarrumado ou esquecido numa gaveta qualquer.

Demonstre-o todos os dias. Sempre. Com ou sem Promoção!

 

TEXTO: Dra. Carla Gaspar Duarte - PSICOLOGIA INFANTIL E DO ADOLESCENTE-