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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

Já não há ajudas como antigamente...

 

Meus Deus.. ir ao supermercado a meio do dia sozinha.. " só comprar umas coisinhas", acabar carregadíssima, ter que comprar os famosos sacos de 1 centimo - o problema é que pagamos por esta porcaria que nem qualidade para aguentar cheio até mais do que meio.. 
Vim eu.. e 6 sacos!!) da treta.


A caminho de casa 2 deles rasgarem-se completamente... Foi o pânico. Quase que precisava de banda sonora para acompanhar o ridículo da situação.


Melancia no chão... uma garrafa de groselha partida... tudo a fugir pelo meio da rua, fruta a rebolar para baixo dos carros.... Eu... a suar, a corre para aqui e para ali.. Ajudas!?? Népia.. 2 homens e uma senhora a passarem e a fingir que nem viram. E assim é esta sociedade, cada um por si ;(
Só á porta do meu prédio um vizinho me ajudou (acho que como nos podiamos cruzar mais vezes ficava mal não fazer nada) e... trouxe umas coisinhas até ao primeiro andar..


E pronto, agora depois de mais uma ginástic
a para arrumar os congelados lol... acho que vou almoçar algo para repor as forças.

 

Porraaaaaaa..... saio desta pequena história diária, a pensar como a sociedade está cada vez mais egoísta e individualista. Encontrar alguém fora do baralho é mesmo encontrar gente boa ...

Antes era assim...

Filhos meus:  Sei, que tantos anos depois pode ser difícil ter a noção do peso que a palavra Liberdade carrega e o que ela significa na realidade. E o que foi o tal de "25 de Abril" afinal...

 

E explicar-vos que  a Liberdade não é um dado adquirido é mesmo complicado ( e olhem que não é só estar fora da prisão, porque há muitas prisões... que não têm grades)... Até para nós, crescidos, às vezes o é, quanto mais para vocês. Mas cá vai...

 

Foi há 40 anos atrás que os portugueses alcançaram a liberdade deles. Sim, os portugueses.. aqueles do Cristiano Ronaldo (lol)...

 

 

E antes disso, as coisas eram assim:

 

Falar demais e em grupo podia ser perigoso, rir alto e com gosto podia gerar castigo (porque as piadas têm sempre conotações e interpretações), ter ideias, ser criativo era pólvora prestes a explodir.

 

Antes, não se podia escrever nem desenhar tudo o que apetecia às pessoa.

 

Antes, o "Amor" era escolhido pelos interesses e por isso, no fundo não era Amor.

 

Antes, o carinho não podia ser manifestado nas ruas com beijinhos e abraços.

 

Antes, sonhar alto podia ser a "morte do artista", que tinha que podar as suas ideias para poder sobreviver da sua arte.

 

Antes, querer viver fora do país era impossível para quase todos.

 

Antes, estar na rua até muito tarde era proibido (sair à noite, como hoje em dia, entao era impensável senão eras visto como marginal).

 

Antes, a palavra Proibido era uma das palavras mais usadas do dicionário , mais do que palavras tão importantes como Amar, Aprender, Saber, Respeitar, Sonhar ou Inovar. Aquelas que, a meu ver, fazem um povo andar para a frente com consistência.

 

Antes, as pessoas viviam com medo dos "polícias" que muitas vezes não sabiam bem o que faziam.. mas faziam na mesma, porque os mandavam fazer. E "mandar" e "obedecer" eram lei para a sobrevivência da maioria.

 

Passaram muitos anos, é verdade. E agora já não é assim. Podemos escolher o queremos ser, fazer e como fazê-lo. Mas a Liberdade também é difícil, acreditem, não são só alegrias.

 

É dificil ser livre, porque para isso, precisamos ser responsáveis. Não ter quem mande em nós, exige mais das próprias pessoas mas também lhes oferece a hipótese de ser alegre e realizado por mérito próprio. E quando isso acontece, não temos ninguém a "culpar". E o contrário também (quando as coisas não nos correm bem)...

 

Foi isso, que faz hoje 40 anos... um grupo de pessoas conseguiu conquistar. Essa hipótese de ser quem queremos ser. E a esses senhores, temos que estar agradecidos. Por causa deste dia, o tal 25 de Abril... hoje podemos brincar, escolher, gritar e até ser um pouco loucos.

 

Agora filhos, também vos digo... que estes 40 anos, fizeram dessa liberdade conquistada algo que está menos bonito a cada dia que passa e isso entristesse muitos.. acho que as pessoas se esqueceram disto tudo que eu vos contei aqui. E fazem muitas asneiras, porque sabem que "podem"... 

 

Ser Livre é mesmo muito especial e há muitos meninos e crescidos noutros países que ainda vivem com medo de ser quem são e de ser castigados... E por isso deviamos todos agradecer cada dia bonito que vivemos e em que nos é permitido escolher o nosso caminho. Algo que devia ser feito em consciência e não à "balda"como tantas  o vezes é...

 

Meus filhos, espero, durante esta vossa fase de infância e adolescência conseguir passar-vos os valores como os que vos falo aqui e fazer-vos perceber que devemos muitos beijinhos e agradecimentos a pessoas como a Avó Clara, o Avô João, o Avô Mário, o Tio Luís e tantos outros... que quando eram novinhos (mais novinhos que a Mãe...)  lutaram por um mundo melhor para os filhos e netos, que somos nós.

 

Obrigada. Antes era assim como vos contei.

 

 

E depois? Como será daqui a uns anos ?

 

O depois vai depender de nós. E de vocês. Principalmente de vocês. Mas para continuarmos a lutar por um mundo e país melhor ( e tanto que precisamos de um novo brilho!).. Vocês têm mesmo que, nos vossos corações ainda puros de criança, conseguir entender um bocadinho e respeitar este nosso passado, abrindo os olhos para um mundo que é assim, inesperado... tudo o que temos hoje, podemos não ter amanhã, porque o que era ontem... também já não o é hoje..

 

É por isso, meu amores, meus filhos, meus herdeiros de corpo, alma e princípios... que gostava de vos pedir que podessem dar valor a esta História que é a nossa. A do nosso país.

 

A política não é para aqui chamada, os valores sim. Não me apetece falar das coisas más, nem de regimes, nem de gente que aproveitou mal a democracia, a tal Liberdade de que falei. Apetece-me que percebam... que somos, apesar de tudo,  uns sortudos. Porquê? Por duas coisas muito simples e muito importantes. Mas algo que não existia antes: o acabar do Medo e a  existência da nossa Liberdade de Escolha ...

 

E eu, mesmo no meio de tantas dificuldades escolho sempre... ter Esperança!

 

 

Gosto deles como sendo dois. Mas gosto dos dois como se fossem um.

 

 

 

Hoje apetece-me falar dos dois. Há muito que não o faço. E desta vez dos dois mas de forma diferente. Apesar de serem mesmo tão díspares e singulares, hoje quero falar dos dois... em um. Dos irmãos como uma "entidade"una, como um núcleo duro, um grupo de dois que podia ser de 3 ou 4... porque quanto mais observo estes e outros irmãos de famílias mais numerosas é assim que me entram na percepção. Principalmente quando são pequenos.

  

Ser irmão é algo que não se explica. Sente-se, vive-se, ganha-se (mesmo sem se querer ganhar nada..)

 

Mas ganha-se mesmo. Porque, principalmente, com idades tão próximas como os meus têm, numa altura das suas vidas em que ainda não conjeturam ou teorizam nada, a sua inocência e genuídade é o que vai ditar as regras. E elas vão mudando. Vão se adaptando, vão sendo primeiro "dele" (do irmão mais velho, que se sente o "superior"), depois as do mais pequenote, porque exige muita e extrema atenção de toda a rede familiar e mais tarde... quando o bebé já não é novidade e tudo já está instalado.. vão passar a existir as "nossas regras", as de ambos ( ou "trambos" se fossem três e aí por diante).

 

Dou por mim, a apreciar babada a interação dos meus dois anjinhos-diabretes. Sim... uma hora às festinhas e a soltar frases como "Ó Mãe... a mana é tão fofinhaaa", como logo a seguir um acotovelar de queixas sentidas porque a mana "destuíu" a torre de Lego ou.. "tá a comer a banana do Afonso"... ihhh.. e haviam de ver, o ar decidido de legítima satisfação quando a pirralha consegue roubar-lhe algo e meter na boca antes dele...

 

É algo que me comove deveras, assumo. Tanto vê-los aos beijinhos... como à pancada loll... sim, é isso mesmo, porque não serve este texto para analizar birras, ciúmes ou estratégias de como agir de forma justa e na diferença de cada um, isso é tema para outra crónica e sim.. um dia destes também o abordarei, mas aqui... hoje, é hora de falar da coexistência mágica destes dois seres que criei dentro de mim... e da forma como me enternece saber que sempre se terão um ao outro.

 

Acho que a melhor prenda que uma Mãe pode dar a um filho.. é um irmão. É uma oferta tão grandiosa, que passa pelo apagar de uma solidão que felizmente não conhecerão (pelo menos na infância, depois na vida adulta, já é outra história... porque aí quantas e quantas vezes a estupidez nata dos adultos interfere nessas relações que deviam ser inquebráveis...).

 

Talvez eu dê uma maior importância a este tema, porque eu mesma, apesar de ter tido uma infância feliz à minha maneira, esbarrei muitas vezes de cara com essa solidão do filho único e o meu maior desejo, sempre foi ter tido um ou uma companheira de casa, quando era pequenina. Mais tarde, nasceu a minha irmã, que é hoje uma grande amiga, mas a verdade é que eu tinha 15 anos, quando ela veio ao mundo por isso... até uma amiga imaginária inventei em criança. Chamava-se "Nanita" e andava sempre nos meus pensamentos. 

 

Cá por casa, a Matilde Estrela, do alto dos seus 17 meses... e o Afonso Luz com toda a maturidade dos 3 anos e 5 meses...lol... já começam a "encaixar" na vida, a ter uma cumplicidade própria nas rotinas e até nas brincadeiras um do outro. Sinto já que o mano tem por ela, um sentimento de proteção muito giro e ela... bem... e ela... tem reações de Amor, à maneira dela... Sinto-a triste, quando acorda de manhã e a primeira coisa que faz é olhar para a cama do mano.. e não o vê lá (algumas vezes está em "fins de semana de pai" ou numa das avós, devido aos meus afazeres profissionais) e percebo o quanto se diverte (aliás os dois) naqueles momentos em que o irmão já a deixa "brincar" ( mesmo que isso seja desarrumar tudo o que ele fez) nos seus espaços e momentos.

 

Gosto deles. Gosto deles por serem tão diferentes. E, ui, se são. Mas gosto também deles pelo que os une. Por serem só um. No meu Amor por eles. Pelo seu conjunto... que depois, se desdobra na singularidade de cada qual... 

 

E pronto, é desta confusão, nada confusa (sim, porque para nós faz todo o sentido do mundo, mesmo que alguns fiquem sem perceber muito bem).. que respira diáriamente o Coração de uma Mãe. Certo?...

 

E era isto... ;)

 

 

A ambiguidade trabalho-ausência dos nossos filhos.

E, ando aqui eu a matutar... como exorcizar o tempo que não temos com os nossos filhos...? A quem gritar esta dor, que nos dizem "não ter razão de ser"... mas que nos persegue sem dó nem piedade?

 

Ando a massacrar-me com isso, cada vez mais. Por mais que me digam: "Mas tu tens que trabalhar.. eles irão entender mais tarde...".. sim, pois, mas e Agora? Agora, não é depois.  E eles não percebem nada de nada.. só que eu não estou presente, tanto como eu queria e eles, especialmente.

 

A vida é matreira. Dá-nos. E tira-nos. Oferece-nos a vida primeiro. A deles. Dos nossos bebés Amores. Uma, duas ou mais vidas encaixadas nas nossas. Traz-nos o sentido perdido ou nunca antes  encontrado. Tudo parece, finalmente encaixar. E depois, tira-nos o tempo para estar com eles, com as nossas sementes. Obriga-nos a lutar (ainda mais) pela vida. E isso significa.. sair de casa. Trabalhar. Dedicar energia a coisas e loisas. Querer ser melhor e mais forte que antes... Deixá-los na escola, nas avós, nas amas... E é essa a injustiça primeira, por que qualquer Mãe tem que passar, não acham? O afastamento do que nos foi umblilicalmente apegado...

 

 

Cada história é uma história, cada rotina uma rotina, cada razão uma razão. Não quero, por isso, fazer da minha especial, antes pelo contrário, quero abraçar, com este sentimento, todas as Mães que passam por esta mesma ambiguidade de sentimentos e por este sentir que os dias importantes nos estão a fugir pelos dedos. Os dias dos nossos filhos.

 

Existe um sentimento de culpa constante na maioria das Mães, quando recomeçam a fazer a "sua vida". Porque no fundo, acho que o nosso coração, a partir do momento que passamos pela experiência da Maternidade, começa a bater por mais do que só a "Nossa Vida".. A "nossa vida", deixa mesmo de ser Una e só passa a fazer sentido em conjunto. Com a deles. A "nossa vida" passa a ser, já mais do que nós mesmas. A nossa existência anterior, muitas vezes, até parece deixar de fazer sentido, por isso mesmo.

 

"Era tudo tão diferente", "Sou outra pessoa".. Pois, mas as contas continuam a ser as mesmas (ou mais, normalmente mais mesmo, que as crianças "saem caras"), a carreira não pára. A luta por ela, se existe, ou por um trabalho novo, se se tem que procurar por ele e sim... a própria realização, se não nos debruçarmos  só nas coisas práticas... a realização da Mulher. Porque no fundo, por muito Amor que tenhamos à Maternidade, também o temos que ter a nós mesmas.

 

E assim surge a tal ambiguidade. Estou a passar por ela, a todos os níveis. Mil projetos que estou a agarrar, alguns que ambicionava há tanto tempo, outros... surpresas que têem atropelado a minha vida assim, cheias de garra, força... e que me gritam ao ouvido: "É agora ou nunca, Rita!!"... Sinto-me feliz. Acho... Porque por outro lado, o cansaço toma conta de mim a cada esquina do dia e uma parte do meu corpo só quer dormir, parar, quando não estou a trabalhar. (e até às vezes quando estou lol.. disfarço é muito bem).. Outra parte,  parece que toma energéticos instantâneos cada vez que se aproxima a hora de ir buscar os diabretes à escola, à Avó ou ao Papai...É o Amor incondicional que nos dá a força escondida no meio da exaustão.

 

E assim se vai vivendo. Mas os dias passam. E os miúdos crescem. Menos perto de mim do que sonhei, quando os carregava na barriga e depois nos braços, com a certeza de que  nunca me iria separar deles. E isso entristece-me.

 

É a dicotomia da escolha. Terrível.. A separação física é inevitável, nos dias normais de uma "vida moderna",é um desapego que tem que ser feito. Um "trabalho" difícil para uma Mãe apaixonada fazer. Talvez das tarefas mais difíceis a levar a cabo, durante toda uma vida (alguns afastamentos são permanentes, outros felizmente não e é aí que me centro, para não me sentir assim tão tristinha..sim, porque eles continuam"ali").

 

Não me quero auto-recriminar. Sei que faço o melhor que posso. Tal como milhares de Mães lutadoras, que encontram a força sobre-humana, a cada passo da caminhada em direção a uma vida melhor.. mas... ai meu Deus.. custa tanto... ter que delegar o que não era suposto ser delegado. Sim.. para além de Mulher Moderna, também sou Mulher Selvagem... aquele bicho que precisa das crias por perto.

 

Fecho os olhos, por uns minutos e penso... " Espero mesmo que ao menos que eles se venham a sentir orgulhosos de mim, e que saibam que a prioridade foram sempre eles". E são. E isso o mais importante de tudo. E um objetivo a longo prazo.

 

Quando estou muito cansada (devido às poucas horas de sono que as tenras e próximas idades dos meus filhotes me dão e às horas e horas de trabalho que vai surgindo, ou eu própria faço surgir..) ...dou por mim a teorizar meia "zonzon", que talvez tivesse sido melhor  eu ter nascido numa época mais facilitista e tradicional para as Mulheres. Menos exigente. Mais natural e menos pesada. Qual emancipação qual quê!? Dj? Andar na estrada a "papar" kms? Reuniões constantes para "agarrar" aquele projeto? Pretensões artistas? Programas de televisão? Escrever, criar, e tal e tal? aiii tanta coisa, que canseira...... Tratar dos filhos, deixar os homens "sustentar" a casa e deixar o resto fluir... isso sim , é que era.. um real descanso. E eles, os filhos... na bainha das minhas saias ;)

 

E pronto, depois acordo dessa espécie de transe e...bem... quer dizer... pensando melhor... eu não seria pessoa para isso, pois não??

 

Ainda bem que ando mesmo a aprender artes circences no programa da RTP Desafio Total... acho que afinal, me podem dar um jeitaço (na parte logistica... o pior é que o coração não é virado para equilibrismos....)

 

 

 

 

 

Como explicar a quem não entende?..

 

Enfim... há tantas e tantas vezes que me sinto assim...

 

Mas, como explicar a alguém que, não sabe do que falamos, que quando nos "queixamos" é só para ter uma palmadinha nas costas, ou uma ajuda extra nas horas difíceis e de privação de sono e da própria identidade? ... 

 

Sim, porque, quem sabe do que eu falo, sabe também que não mudava uma vírgula deste meu estado de cansaço... porque se assim o fosse, estaria a abdicar de tempo com os meus filhos e de acompanhar a existência, o crescimento e as Pessoas que estou ajudar a serem criadas para oferecer ao Mundo.

 

Sei que descanso menos, mas não quero deixar os miúdos nas avós nos fins de semana (a não ser que trabalhe, o que já são algumas vezes ,mas aí.. também não os deixo para relaxar, antes pelo contrário), não quero amas que tratem deles como se não fossem meus, nem quero sequer que eles vivam as birras deles com outros. Porque são meus...

 

Entendido, queridas pessoas? E por favor, deixem-me queixar, vá lá... Às vezes pode ser tão eficaz como um café a meio do dia ;)

 

Agora... se me virem por aí descabelada e com olheiras até ao chão, já sabem... são a minha opção de uma vida. Porque quero tê-los por perto o máximo de tempo que puder. E nada me vai fazer mudar esta prespetiva. Get it?

Orgulho nas coisas normais...

Toda a minha vida foi vivida envolta em intensidades valentes. Nunca nada foi calminho.... embora eu procure tantooooo isso...

 

E agora a Maternidade, não podia ser diferente, ora pois está.

 

Se eu julgava que as emoções loucas iriam diminuir... ao decidir ter dois filhos com idades tão próximas, só mesmo num momento de plena inocência eu pensei que tudo poderia vir a correr tranquilinho e azul suave, tipo ambiente cool de quartinho infantil de revista..

 

 

Ora então vejam só. Quando me estou a centrar nos primeiros passos da Matilde, logo depois, o Afonso começa a fazer xixi... em pé!! Ambas as conquistas têm a ver com a condição motora e com a garantia da independência. E não dá para dar os parabéns a um e não a outro.

 

É que não posso minimizar uma destas conquistas, não posso não (falo do xixi claro...). Engraçado como cada indivíduo, mesmo que pequenino, encaixa as suas prioridades e vive as suas inseguranças, dando-lhes a volta até à "vitória final"...

 

Falo do quê? Do facto, de que ainda há 2 ou 3 semanas, o pirralho andava numa fase terrível em que chegava a fazer xixi na cama duas e três vezes por noite e agora de um momento para o outro, passa pelo "processo" todo,  melhor que um festivaleiro a tirar a pilinha no canto do gradeamento do recinto.

 

Andei preocupada com o retrocesso dele. Já tinha passado a fase de não se consegir conter e eu era uma Mãe toda "inchada" quanto a isso. Até que os seus descuidos voltaram. Em pior...Pensei em tudo. Ciúmes, chamadas de atenção, frio do Inverno que não ajuda a ir à casa de banho, retrocesso devido à mana pequena... enfim, tudo legítimo.. até que... weeewwwiiiii!!!! Aprendeu a fazer xixi em pé... e agora.. é um senhor!!

 

Viva o meu "mijãozinho" que tanto amo e que começa a ser um homenzinho em ponto pequeno ( ai meu Deus, como o tempo passa...)..

 

Quanto à minha Matita, Stopppp!!!... que aqui as emoções de vê-la, primeiro a caminhar toda cambaleante e agora a correr como uma embriagadazita em ponto pequeno, são assim... de encher o peito e o coração.. Passo a vida a dizer palermices como "Tão queridaaa" e " Olha para aquiloooo"... Pois é, é que quanto a ela... o que dizer acerca das emoções de assistir a ver um filho a dar os primeiros passos a não ser estas básicas baboseiras "à Mãe" que nos saem da boca ? Literal e metafóricamente. A vida esperava por ela. Agora ela já a busca, já começa a correr atrás dela. Ai que sensação... 

 

 

Já tinha sendido todo este empolgamento (sim, porque os pais ficam mesmo empolgados) com o Afonso e ainda pensei que agora, com ela, fosse ser um pouquinho menos emotiva. Mas qual quê?!... É daquelas coisas por que (quase) todos os seres humanos passam, algo que não é "anormal", nem sequer especial, no fundo faz parte parte das leis da natureza humana... mas para nós, os progenitores (acredito que de todos os credos, cores, linguas e cores...) é como se fosse o maior triunfo do Mundo... E no fundo é.

 

Andar é encontrar a primeira fase da auto-suficiência. Andar é um pouco o caminho (passo a redundância) rumo à portinha da toca onde os filhos antes eram totalmente dependentes de nós, um rumo à vida independente. E por isso... é também um entusiasmo ambíguo ( uma Mãe que se preze tanta ama.. como odeia este "desprender" gradual das suas crias em doses iguais e involuntários...)

 

Epá... no fundo, estas últimas semanas de tão simples, previsíveis e funcionais (ambos estão a dominar pouco a pouco as suas pequenas grandes "passadas")... têm sido muito intensas. Para todos.

 

Porque é da vida deles que falamos. E a vida deles é a minha vida. E porque de tão óbvias e singelas, estas pequenas batalhas entre o "tentar" e o  "conseguir" estão, desde tenrinha idade a vincar neles que para tudo existe um querer, um aprender, um orgulho, um caminho...e... Uma Mãe a aplaudir e dar um abraçinho de Amor, carinho e muito muito orgulho !!

 

Bem... que semanas intensas e cheias de coisas tão normais...

 

Parabéns Tesourinhos! Cada dia que passa, estão mais ricos e mais "pessoínhas" ...

 

 

 

Promessa à minha Filha

 

Enquanto adormecia a minha filha Matilde... apercebi-me que tenho... mais 36 anos que ela. 


E apercebi-me como, aos 37, preciso tanto do Amor da minha Mãe. 


Comecei a fazer contas, a prespetivar o futuro, a imaginar a vida difícil e a vida doce... a que ainda virá aí ao dobrar da esquina... 
Nem todas as pessoas suaves e sinceras têm vidas suaves e sinceras... 


Nem todas as pessoas que merecem, têm a vida fácil... e a minha filha poderá precisar de apoio, mimo, conversas, conselhos, abraços, atenção...
Acabei o momento de carinho, energia, calor, medo e Amor.. a prometer-lhe que não partiria cedo... antes dos 86 anos, pelo menos. Ou seja, antes dos 50 dela... quando ela estiver finalmente preparada..


Porque.. eu estou quase nos 40... e ainda não estou.


E ela... será definitivamente uma extensão de mim. E eu estarei aqui para ela.


... E é uma ordem minha para o Universo... Aqui não há hipóteses a indecisões e inseguranças. É assim e pronto. Por ela. Que é a minha Estrela no Universo...


Resumindo...quem ainda resistir por cá.. vai ter que levar comigo.. por mais 50 anos.. no mínimo.., ahahhah!!! Tomem lá!.. E toma lá Matilde Estrela. Está combinado filha, selado e prometido pumba!!! Amo te mais que tudo miúdinha...


You can count on me. Always... ou até aos... 86 pelo menos...  Tendo em conta, que não somos fisicamente imortais... talvez seja um meio termo muito satisfatório nao é meu Amor..? Pelo menos até aí.. estamos salvas. As duas.


Depois, poderei talvez descansar ao deixar-te a ti e ao mano com os instrumentos para se "safarem" mais uns tempos.. No teu percurso, eu serei o que uma Mãe, uma confissora, uma amiga e uma irmã, poderão ser.


Amor eterno. Hoje nos meus braços e ainda sem palavras a não ser palradas. Amanhã nos meus braços... com o conforto que só eu, porque fui "teu útero" e Amor primeiro, terei.. para te apaziguar das injustiças do mundo e te ensinar a tempo, quais as armas a usar nos dias em que a chuva de espadas começar a cair....

A carta de início de ano que todos deviam escrever a si mesmos..

 

 

 

 

2014 para mim…

 

REGRA NÚMERO 1 e da qual dependem todas as outras - Ao encontro da POSITIVIDADE.

 

- Por mais que a vida me vá pregando rasteiras, me vá cansando e me envolva em situações difíceis o MAIS importante é olhar sempre para o QUE HÁ de BOM: Parece Clichet, mas para uma pessoa como eu, este EXERCÍCIO (e que difícil e diário terá que ser) fará a diferença entre ver a vida como um copo meio vazio ( centrar-me no que não tenho) ou um copo meio cheio (centrar-me no que falta para atingir a borda do mesmo). Tudo o resto que descrever terá SEMPRE que ser acompanhado por esta sensação sincera de Agradecimento e não de lamúria.

 

- Afastar os MEDOS que me assombram as relações por ter sido muito magoada e ter cada vez mais dificuldade em acreditar no Ser Humano. Mas a verdade é que medo puxa desconfiança e desconfiança puxa descontentamento e descontentamento Separação quase inevitável.. Não pressionar  tanto quem se cruzar comigo. Quem vive comigo. Deixar fluir. O medo corrói e mais vale deixar o destino e o Amor fazer o que tem de ser feito. Acreditando sempre, claro.. mas sabendo, sem sombra de dúvida que ninguém é perfeito... e que “ na imperfeição se pode encontrar o certo para nós”...

 

- Quero deixar de ser INSEGURA no que faço e quero (deixar é forte.. quero aprender a ser cada vez menos) deixar fluir mais. Nas relações e no trabalho. Se começar por “ fingir” ser SEGURA , por exemplo, mais cedo ou mais tarde essa programação irá ser real no meu sistema e eu estarei no meu pleno e confiante Ser como tanto  quero. Só com confiança (a mais difícil das minhas lutas, apesar de saber que para fora não o transmito assim tanto…) chegarei a ser quem quero e à estabilidade que mereço. Preciso Acreditar.

 

- Arranjar  cada vez mais ROTINAS (tenho-as cada vez mais, até porque com dois bebés é quase impossível não as ter. Mas quero mais. Mais minhas. Mais apuradas). Não nos esqueçamos que não ter um emprego “nine to five” pode deixar muita coisa sempre para “fazer amanhã”... Não pode ser. Até porque tenho tantos planos para este ano, que só com os dias estruturados e organizados do início ao fim, atingirei os meus objetivos.

 

. Afonso e Matilde meia hora mais cedo na escola já fará a diferença. Estão muito dorminhocos, não sei o que faça a estes sornas que, se os deixar, não acordam antes das 10...

 

Quero:

 

. Arranjar TEMPO e não descurar o ginásio e agora a dança... por eles estou, desde o mês passado no Jazzy Life club, onde posso fazer ambos e onde vou pôr o Afonso no Hip Hop (não nos esqueçamos que ele quer ser bailarino ;) aqui será a primeira experiência) Sem estas atividades (para as quais às vezes existe a preguicite do arranque) tudo o resto se torna mais difícil. Sem eles não sou a mesma. Ah e claro... tornar o corpo saudável com o exercício, irá manter-me, cada vez mais centrada na alimentação coerente e correta..

 

- Não me deixar desmotivar com a dificuldade de arranjar patrocínios para os meus projetos. O blog, o programa de tv da Dj Mendinha, o merchandising e evento anual da Barriga Mendinha.... E eu tenho MESMO que me dedicar muito. Não está nada fácil, as condicionantes do país não são as melhores, mas nada é impossível...  Estas batalhas diárias, acabarão por ser a minha realização e orgulho, quando as coisas começarem a rolar como desejo.

 

  • Procurar um sítio/ publicação / canal tv para uma rúbrica Barriga Mendinha. Para a minha concretização, realização e imagem pública. Para chegar ainda a mais gente.
  • Lançar os meus 3 projetos do ano ligados ao Blog e à marca Barriga Mendinha: Cursos de culinária, workshop de imagem para grávidas e merchanding  de beleza infantil... uiiii só surpresa.. e muito trabalho.
  • Lançar o evento Anual da BARRIGA MENDINHA: já existe a ideia, agora é encontrar as pessoas certas para me ajudarem a pô-la de pé.

 

- ACREDITAR  que posso ser uma GRANDE DJ (com a credibilidade que fui ganhando ao longo dos anos e manter-se intacta e motivada mesmo com o lançamento de 100 djs por dia...) e dedicar tempo e vontade à "causa". Por vezes, as dificuldades, concorrência, falta de princípios, falta de bons cachets ou datas, desmotivam-me de tal forma que me vejo fechada em mim e sem vontade de  investir naquilo que é efectivamente também a minha carreira. Manter o estúdio arrumado e apetecível para me dar vontade de trabalhar.

 

- Por falar em ARRUMAÇAO, devo começar o ano a arrumar as papeladas, o estúdio, os cds, o cliping, as fotografias, a roupa - a minha e a deles... Sentir me organizada e limpa!! Isto sem falar no resto da casa... sim, porque ando cheia de pica para renovações (e vou já começar o ano com grandes obras na casa de banho...)

 

- Organizar as contas nos 2 primeiros meses do ano e depois juntar dinheiro todos os meses, nem que seja um mínimo. Agora não ou só eu...( o trio invencível precisa de dinheiro para viver confortavel, como todos os núcleos familiares)

 

-Dedicar me mais A MIM e não sentir na relação amorosa o centro do meu mundo. Não deixar de fazer nada por "ele", mesmo que o Ame. Já se viu que isso só acaba por causar desconforto a longo prazo. Se ao inicio é muito bom, em qualquer relação, mais cedo ou mais tarde sentirei que não faço o que gosto, em detrimento de alguém que gosta de mim mas não me dá o valor, tempo e atenção desejada. No fundo, tem sido sempre assim. Afinal Homens  e Mulheres são mesmo diferentes. Mais vale menos tempo mas de qualidade e se esse não existir, mais vale... gostar de mim, reencontrar esse Amor por mim mesma e pronto. Digam o que disserem, apontem o que apontarem.. Mais vale ser independente, forte, confiante… e no “ tempo livre” encontrar a paixão. E não ao contrário (toda a minha vida essa foi a equação e sempre me dei mal. Terei que experimentar o oposto algum destes dias, Vou tentar agora , talvez me surpreenda pela positiva).

 

- Ter como importante objectivo encontrar a ESTABILIDADE monetária. É muito difícil. Doloroso até viver na incógnita. Um mês muito bom, um mês muito mau. Para isso, tenho que me compenetrar que me vou ter que me "comercializar" como dj e produtora. Já é tempo… Preciso e mereço ganhar o meu dinheiro e viver confortável sem medo do mês seguinte...

 

- Ah, tirar o CURSO PRODUÇÃO e, com a ajuda e coordenação da minha agência, lançar até ao Verão um tema meu.

 

- E claro... deixar que a minha Sofia (agente lindaaaa), “trate” da DJ MENDINHA como anda a fazer., Segundo sei... grandes novidades para a criançada ( e também para mim eheheh) vêm aí...

 

- Não esquecer planos a LONGO prazo e tê -los sempre em mente este ano, porque este pode ser o primeiro passo paro os muitos que virão:

 

. Como sou Mãe de dois lindos Seres... ser feliz e ter estrutura monetária e emocional é cada vez mais imperativo. 

 

. Passar TEMPO DE QUALIDADE, com eles. Mais e mais. Eles são o meu principal porto de abrigo. E eu sei que sou o deles.

 

. Não esquecer que ainda quero dedicar me muito à ESCRITA, a minha primeira e grande paixão, mas não consigo fazer tudo a mesmo tempo. Nunca descurar que hei de escrever uma nova peça de teatro ou editar um livro! Por agora... no Blog exerço essa minha paixão e contacto com o público.

 

. QUERO SER FELIZ! Sou muito exigente às vezes, no entanto.. a vida é boa... sabiam?? Lindaaaa... uma experiência única e que passa rápido. E é o maior espectáculo do mundo, há que fazer com que valha a pena, aplaudi-lo de pé. Mesmo quando o Universo nos prega grandes partidas e nos sentimos sozinhos no mundo ( sim... e olhem que sentir isso com tanta a gente à volta, não é pera doce...);) 

 

Bom ano 2014 Mendinha. Força, tu consegues. Sempre conseguiste ;) E a tua força, casa vez mais, acaba por chegar para ti e para outros e outras que tu contagias com essa energia.

 

Sim, por isso.. e pelos teus filhos... vale tudo a pena.

 

Bora lá, para mais uma rodadaaaaaa ***

 

Ser Mãe também é falhar...

 

 

O que vos vou contar hoje, não é feliz.

 

E quem é Mãe de coração, vai perceber a minha tristeza... e deceção comigo própria, apesar de estar a tentar afastar este sentimento...

 

Mas no fundo, ser Mãe é isso mesmo, tentar ser e fazer o melhor.. mas ser humana também. E os humanos (infelizmente) erram..

 

Conto o episódio, porque ao rechear estas páginas virtuais com acontecimentos giros, fotos divertidas e uma aparente vida colorida, não invalida que por vezes, a vida de Mãe trabalhadora, cansada (noites muito mal dormidas afetam-nos de uma forma que nós próprias vamos desvalorizando, até ao dia...), me traga situações de aperto, tristeza, falha. E é bom que conheçam esta vertente da Maternidade também. Nem tudo são "Chálálás"...

 

E foi mesmo isso que hoje aconteceu. Uma falha. Das grandes. Mas que felizmente, depois de "dada a volta", acho que me afetou mais a mim, do que efetivamente, ao próprio Afonso.

 

O que foi, pode parecer coisa pouca, mas é "daquelas" situações simbólicas que eu jurei que nunca aconteceria na minha vida enquanto Mãe próxima e atenta que tenciono ser... que sei que sou.

 

A festa de Natal do Afonso foi o "acontecimento da semana". Ensaios, roupa xpto, e ainda por cima ele era o menino "que não gostava do Natal" e que era convencido pelos outros "anjinhos" a mudar de ideias... Estava sempre em cena e sentia-se muito especial. Esteve em destaque (e pelo que percebi sempre à procura da Mamã no meio do público...)

 

Era hoje a apresentação. Às 17.

 

E eu?... Cheguei às 18h... já tudo tinha acabado e o Afonso estava já, no meio da confusão ao colo do "Papi Gú" a dizer sorridente, mas tristinho: " Mãe, onde estavas? A trabalhar!??"..

 

Eu... só nesse minuto me apercebi do atraso. Só nesse minuto, mesmo. Não sei porquê, mas com a confusão de reuniões, eventos, encontros e afins.. achei mesmo que era às 18h... falhei por uma hora.

 

Sabem o que fiz?.. O meu sorriso desmontou... e fui disfarçadamente até à casa de banho, onde desatei a chorar e a sentir-me a "pior Mãe do mundo"... Eu, a falhar à festinha de Natal do meu filho? Meu Deus, onde anda a minha cabeça?

 

E pronto, é isto. O Afonso depois contou-me tudo. Vi fotos, fingi (obviamente) estar bem com tudo e uma normalidade que tinha que ser. As professoras, tão queridas, deram-me até o texto do teatrinho para eu me inteirar de tudo e até lemos os dois, num cantinho, ajudados por mais uma coleguinha do "Rei Bebé"...

 

No fundo, tudo acabou bem.

 

No fundo, eu não sou mesmo "perfeita", e nunca mais direi que..."comigo nãooo". Tudo pode sempre acontecer e temos depois é que saber gerir esses imprevistos que achamos que "só acontecem aos outros"...

 

No fundo, a lição a tirar deste acontecimento é a de que esta situação toda e, no fundo, esta minha tristeza, aconteceu mais pelo simbólico e representativo da coisa (sempre achei muito desolador os filhotes que não tinham os pais ou mães presentes nestes acontecimentos tão importantes para eles), mas que me alerta para o cansada, esquecida, confusa que ando... 

 

Isto assustou-me. Acho que tenho sempre tudo controlado. E afinal não. Até o fato de me ter derretido em lágrimas escondida na wc...

 

Afinal... vou ter que aperfeiçoar-me como pessoa, Mãe e profissional. Afinal vou ter que ser ainda mais atenta e organizada... Sim.. e talvez tentar descansar um bocadinho de vez em quando ;)

 

E pronto. Foi isto. Não sou pior Mãe pois não?... Estou mesmo desiludida comigo mesma;( 

 

Amanhã será um melhor dia...

 

 

 

 

Amor incondicional e terapeutico





Chegada de viagem, exausta. Direta de Viseu, onde toquei ontem.. mas não podia ficar mais feliz... A vida é um mar de sorrisos quando chegamos perto de um Amor tão inexplicavelmente gigante...

 

 

 

O Afonso pediu me leitinho e pão com mel!! (Yupii!! Ele teve quase 4 dias sem querer comer nada, nem goluseimas, emagreceu, temos andado muito melindrados com a gastroenterite que felizmente está a passar!!). Depois vimos agarradinhos o "Menino das Estrelas" no Baby tv, ele disse "Amo a ti" e adormeceu..

 




A Matilde já diz que tem 1 ano com o dedinho e aponta para os piupius do "céu" da casa da avó Cinda  Tão querida... E para fazer as minhas delícias...acabámos agora as duas a noite, agarradinhas a rir e a fazer cucús e miminhos ... 



Tão bom meu Deus!! O resto?... As coisas menos boas, as pessoas e os acontecimentos com a energia trocada, os mal entendidos, as discussões, o cansaço, as injustiças, os problemas??.. Tudo, tudo passa, melhora.. cura ao chegar a este ninho.



Obrigada meus filhos. Vocês são o meu lar... (e quem me dera passar mais e mais tempo com vocês, sem ter que andar tanto tempo fora... talvez um dia, juro que luto diáriamente e com afinco para que esse dia chegue de vez....)