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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

A Cura também é feita pela energia positiva. E sim... vocês também ajudaram!

 

 

 

 

Quem me acompanha não só pelo blog mas também pelos facebook quer Pessoal quer da Barriga Mendinha, sabe que tenho andado com o coração nas mãos com o meu pai internado no Hospital. Foi uma entrada de urgência, com uma septicémia muito grave em que me disseram..."prepare-se para o pior". Depois uma cirurgia em que perdeu tanto sangue que parecia impossível repor... seguiram-se dias dolorosos nos cuidados intensivos e agora... pouco a pouco, quase miraculosamente... já estamos em fase calminha de recuperação e fora de perigo.

 

Não dei muitos detalhes, até porque de chatices e pormenores sórdidos já está o mundo cheio, mas não deixei de partilhar um ou outro desabafo, uma ou outra foto do hospital, tendo em conta que esta minha comunidade virtual me vai acompanhando mais ou menos em tudo e é muito difícil esconder com posts mais ou menos "chapa 5", a tristeza e preocupação que me iam cá dentro do peito...

 

Muitos criticam o Fb e as redes sociais por aparentemente se moverem por amigos virtuais e que em nada acrescentam à tua "vida real", a não ser um afagar de ego e uma tentativa de esconder algumas solidões. Eu concordo, obviamente em alguns pontos e dependendo da forma de utilização e das motivações que se têm para estar on line, acredito que muitas vezes tudo não passa de "bluff". Mas nem sempre.

 

Quantas vezes, fico triste com uns likes (ou dislikes) postos ao acaso de pessoas que sabes que se estão a borrifar para ti, quantas vezes, alguns comentários despropositados me entristecem e me fazem ver uma sociedade dura, egoísta, preconceituosa, de gente que cara a cara não consegue "vomitar" o que descarrega na net... Mas a verdade é que aqui, com a doença do meu pai senti conforto... E por isso vos agradeço.

 

Deixem-me explicar-vos.

 

 

 

Eu sei que vivemos todos a mil e alguns de nós temos até relações mais virtuais do que reais (se querem que vos diga isso não me incomoda tanto assim, porque os meus amigos "olho no olho" continuam a existir, a telefonar, a jantar e a passear comigo... o resto é um simpático aproximar de pessoas com empatia e até de gente com a qual não contactariamos de outra forma), mas também sei que as "futilidades", polémicas, humor, imagens chocantes... são o que mais suscita comentários, Likes e afins. Por isso, me senti tão bem ao perceber a quantidade de gente amiga, conhecida, seguidora, fã, amiga de amigo... que tirou o seu minuto para escrever, desejar as melhoras, deixar-nos uma palavra de força.

 

Acreditem que eu, que "sou toda das Energias", acho que isso "nos" ajudou. Ok, ok???!!! Energia através do computador!?? Qual quê! Energia positiva das pessoas. Sim, todos têm uma vida a mil, todos se preocupam com o seu "umbigo"... mas se num segundo que seja, as 300, 400, 500 pessoas que puseram um "gosto" no meu curto texto que falava da recuperação do meu pai, que quase nos deixou... e de repente começou a recuperar, sim se  nem que tenha sido por um segundo, todas elas emanaram a Energia que precisava para me sentir confiante, isso ajudou sim!

 

É bom saber, que mesmo sem o conhecerem, se aperceberam, deste tão especial Amor que lhe tenho e... "Likaram", e me ofereçam palavras de conforto e lhe mandaram beijinhos e abraços... e eu, que, como vivo muito na rede, nem sempre consigo comentar tudo o que se passa ou dirigir-me a todos os que me abordam de uma ou de outra forma... aqui, nesta situação, não vi como se esquivar a agradecer-vos a Todos sem exepção.

 

Também para mim o tempo é curto, também faço um scroll rotineiro e rápido na cronologia dos meus amigos virtuais e sem dúvida que só paro para escrever algo, quando essa pessoa me diz mesmo algo ou o tema me toca particularmente. As horas urgem, a sociedade vive a correr, a preocupação com os outros é escassa, porque todos andam "na luta"...

 

 

Mas o agradecimento é o melhor tempo que se pode "perder". Porque não se perde. Ganha-se. Em gratidão, em sorrisos, em simpatia, em verdade, em amigos, em reconhecimento. E ganha-se um pedacinho mais do Mundo.

 

Só que passa "por elas", por um susto assim sabe do que estive e estou ainda a sentir. Tudo parece ficar para segundo plano. Muitas vezes, um desfecho infeliz é inevitável e temos que nos preparar para ele, é a lei da vida... mas a verdade é que quando a ciência, a força, a vontade de viver...e... a Energia Positiva se conjugam... há que agradecer a todas essas condicionantes e ao Universo.

 

Sim, porque acredito agora  (depois de uma semana e meia de tensão e aflição) que o Avô Mário ainda vai andar aí um bom tempo a curtir os seus netinhos, a "azucrinar" a minha cabeça e a da minha mana... a ter ideias estapafúrdias... e a "pegar a vida pelos cornos" lol... Esta analogia veio-me agora à mente... porque ouvi várias vezes os médicos dizerem: "Este homem é um touro" ... sim, tudo o que o podia ter levado de nós, foi até agora ultrapassado.

 

Agora, cá estamos. Eu que já "tinha pouco que fazer"... agora tenho mais esta preocupação. Ele ainda está no hospital onde o visito diáriamente e terei, quando ele sair (não sei se numa semana se num mês) de tratar de todas as deligências para que se sinta digno e confortável na sua recuperação.

 

Mas sabem que mais? É nestas alturas que percebemos na realidade o que significa "Amor incondicional"... É isto. Mesmo que seja difícil, mesmo que me leve horas a outras coisas, mesmo que me aborreçam algumas rotinas do dia-a-dia que irei passar a ter, mesmo que o sistema de saúde (ai o sistema....) me dificulte a vida, onde devia facilitar... mesmo assim: Ainda bem que o meu pai está cá para isso tudo. E a verdade é que, se já gostava muito da sua companhia, agora irei com certeza, depois deste susto, dar muito mais valor a cada pedacinho passado com ele.

 

Sabe o que adoro? Vê-lo a brincar com os meus filhos! E é nessa imagem que me centro quando penso nas suas melhoras.

 

Todos os meninos e meninas deviam ter avós presentes, brincalhões, amigos e atentos. E os meus.... vão continuar a ter! Obrigada avô e Pai Mário pela tua luta pela vida, apesar de sabermos que a dita vida não ter sido muito simpática para ti nos últimos tempos... Mas tudo muda. E para que isso aconteça... precisamos do quê? O.p.o.r.t.u.n.i.d.a.d.e....Só isso... E eis que ela está aqui!!

 

Obrigada a todos.

Obrigada ao Universo. A Deus.

Obrigada a todos os profissionais que o ajudaram tanto no Hospital de São José, como no Curry Cabral, onde ainda está.

Obrigada à família próxima (principamente ao meu Hugo, à minha irmã, aos primos Francisco - e sua Sofia- e Marilú e e ao meu padrinho Luís) e...

Obrigada ao bater do coração ( o meu que aqueceu ainda mais com esta intensidade de sentimentos... e ao dele... que continua a bombar como se quer!!)

OBRIGADA...

 

Meio - Meio... e o meu coração mínimo...





Ontem tive uma noitada a trabalhar e o Afonso ficou no pai, que acabou de mudar de casa... e de vida.

Estava um pouco preocupada, talvez o " sindrome-mãe-preocupada-com-o-que-aos-outros-não-afeta-nem-um-pinguinho "... mas a verdade é que, sendo ele filho de pais separados, a minha tentativa de lhe instaurar algumas rotinas base e  de que as suas referências ( de casa, de familiares, de locais de conforto) sejam fixas.. é uma preocupação constante. Talvez até mais do que as de uma mãe que não tenha passado o primeiro ano da vida do seu baby um bocado em " bolandas", entre várias casas e em mais mãos do que eu própria desejava...

Agora que encontrei a estabilidade que tanto me agrada, o que mais desejo é passá-la também ao meu miúdaço. Preso-a mais que tudo...

Mas, sim, lá veio então, todo contente, por ter estado com o pai João e mais ainda por não ter ido à escola ( enfim, não concordo, por ter sido em cima da hora, mas também não espingardei... fa-lo-ei quando e se acontecer quando ele tiver tarefas escolares, agora ainda é-me ainda um pouco indiferente, a não ser, repito, devido à tal rotina que lhe gosto de manter ).

À chegada, entre a entrega dos Xaropes ( que já tinham ido para lá) e do filhote, disse-me "en passant" que gostava que para o ano o meu Piripiri fosse para uma escola mais perto dele..

- " a meio caminho tás a ver?!... é que queria estar mais tempo com ele..."

- " claro, temos que pensar, mas vê lá que tem que me dar jeito a mim, ele passa a semana aqui..."

- " Pois, mas queria que pensássemos em que ele ficasse metade-metade. Uma semana contigo, outra comigo "....

A esta altura, deixei de ouvir o que quer que fosse.. Fiquei num pânico absoluto e silencioso. Há muito que temia que este dia chegasse. E chegou.

Sei que pode (ainda) ser só conversa... E sei que é politicamente correto achar justa esta divisão de tempo do nosso filho, é o que me fica bem dizer acho... Sei que ele tem o direito de o querer. (E eu.. de o temer...).

Mas eu.. entrei em pânico..  Não sou cabeça, sou coração...

Não consigo imaginar o tempo de uma semana inteirinha sem o meu Anjo Caracolinhos a encher a casa de gargalhadas, asneiras, brinquedos e até canseira. Gosto de tudo o que vem dele... E não consigo imaginar-me a abdicar disso.

E a mana que agora nasceu? Também tenho e terei cada vez mais essa preocupação... Tê-lo semana sim semana não?? Como gerir tudo isso na cabecinha dela?

Bem.. tudo a seu tempo. Tudo no seu caminho e tudo a ser feito como deve ser.

ELE será SEMPRE o mais importante. ( E terei que me por a mim de lado para perceber o que ele sentirá com tudo isto ).

Mas digo-vos... a verdade nua e crua é que o meu coração hoje minguou com esta " ameaça iminente". Senti-me triste, ameaçada, momentaneamente impotente...

Será que alguma vez  me adaptarei a essa ideia? Será que tudo se manterá igual? Será que esta conversa foi só algo no ar?...