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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

Como continuar a vida com "menos um" dos que gostamos...

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 A vida é isto mesmo... dói a tua partida... mas a vida continua. Porra...Talvez pareça frio mas é tudo menos gelo. É proteção. A vida continua sempre. Ela é uma estrada inevitável de percorrer. E não há como travá-la...

 

E ela continua com os seus afazeres, os seus horários e as suas rotinas, as suas contas e os seus compromissos, os nossos filhos, sobrinhos e tal e tal, os sorrisos sinceros que vamos tendo (ou a tentativas deles), o trabalho, a família, a luta diária, o tentar encaixar os amigos no meio de tudo para uns minutos de lazer. Segue. E tu que partiste...E o teu filho ficou...( Deus como isso dói..)

 

Para uns a vida acaba assim sem avisar. Para outros, apesar do choque e do "abre olhos" que é... tem que continuar. Na busca incessante da felicidade. Nem que seja em honra de quem já partiu e não teve mais oportunidade de buscar os seus sonhos e desejos terrenos. Percebem?

 

Pronto é isto. Quanto mais vivo mais o sei. E ser realista doi ainda mais. 

 

Se gosto da Vida? Amo... mas acho que ela, podia, de vez em quando dar-nos tempo para chorar e encontrar uma reclusão que, pelo menos a mim ( que vivo literalmente de tudo o que conquisto) não deixa...  

 

Sinto que cada vez mais, se expõem sentimentos nas redes sociais, mas que na vida interna de cada um se esfumam muito mais rápido que os posts... Chorar não e bem visto. Tudo tem que ser explicado, esmiuçado... às vezes não existem razões aparentes e expressivas... é só o coração adormecido pela rotina do dia a dia que desperta. O meu despertou agora e fez-me viajar até a um passado "próximo" mas já com mais de 10 anos.. Eramos todos "tão meninos", tão cheios de sonhos, ideias, certezas... 

 

E agora, que para ti acabou... para nós... 3, 2,1... Tem que ser um "Siga para Bingo"... (esperamos sempre que o "bingo" esteja ali a frente) com um estranho e colado apego na alma aos que, sem razão aparente (podia ser um de nós, esse é o sabor que fica depois de uma morte permatura e próxima) se despediram e partiram para outra realidade (se a houver efetivamente...).

 


Somos todos feitos de Estrelas e as Estrelas são feitas dos que hoje, nos iluminam e vigiam lá de cima. Mas preferia que algumas "estrelas" não brilhassem ainda ;(

 


Beijinho na alma e boa viagem, meu amigo. A nossa, aqui, continua sem parar, mesmo estando fixada e colada ao mesmo sítio e às mesmas certezas que de certas não têm nada. Tudo assim, correndo ao sabor de uma estratégia de um tempo cronológico lixado... tudo, até ao dia... que todos esperamos que demore a chegar, mas que chegará a todos. É esta a minha dificil e quase culpabilizada reflexão de hoje. Volta a dar? Não me parece..

 


O que é afinal a Morte? Como deviamos viver afinal a Vida? Oh Good... tanta coisa na cabeça... e mais as fraldas e os jantares, e as reuniões e os horários e os projetos... e tu e tu e tu e mais tu, pessoas que me marcam ou marcaram... que vão deixando de estar por cá...

 


Com Amor. Era assim que devemos, temos obrigação de viver a vida. E com vontade, mesmo que às vezes pareça tão difícil e estranho.. Viver sem grandes dramas ou ciúmes ou chatices por "coisas poucas" que acreditamos serem "o mundo". Viver sem dores escusadas, sem ânsias ou invejas. Sem dor...

 


A vida é curta mesmo. Vivas 20, 40 ou 90 anos. Se a amarmos será sempre curta... E agora, perto dos 40, ainda mais esse peso cai sobre mim.
Se não a amarmos, acredito que seja um alivio a partida. Mas mesmo assim, tenho em mim que na hora da partida quase todos desejassem uma segunda chance... 

 


A vida de quem cá fica ...continua, é disso que falo. E  como raio conseguimos gerir este sentimento? Uff...

 

 

Honremos a tua e a partida de outros próximos ou que fizeram parte importante da tua vida, tenha sido em que fase tiver sido. Aqui, nestas coisa, o tempo torna-se relativo, só o sentimento... Deixemo-nos de merdas. Sejamos agradecidos e encontremos momentos bons a cada dia que passa.

 

Só isto... Estou toda atabalhoada em sentimentos...

 

Eu.0

Promessa à minha Filha

 

Enquanto adormecia a minha filha Matilde... apercebi-me que tenho... mais 36 anos que ela. 


E apercebi-me como, aos 37, preciso tanto do Amor da minha Mãe. 


Comecei a fazer contas, a prespetivar o futuro, a imaginar a vida difícil e a vida doce... a que ainda virá aí ao dobrar da esquina... 
Nem todas as pessoas suaves e sinceras têm vidas suaves e sinceras... 


Nem todas as pessoas que merecem, têm a vida fácil... e a minha filha poderá precisar de apoio, mimo, conversas, conselhos, abraços, atenção...
Acabei o momento de carinho, energia, calor, medo e Amor.. a prometer-lhe que não partiria cedo... antes dos 86 anos, pelo menos. Ou seja, antes dos 50 dela... quando ela estiver finalmente preparada..


Porque.. eu estou quase nos 40... e ainda não estou.


E ela... será definitivamente uma extensão de mim. E eu estarei aqui para ela.


... E é uma ordem minha para o Universo... Aqui não há hipóteses a indecisões e inseguranças. É assim e pronto. Por ela. Que é a minha Estrela no Universo...


Resumindo...quem ainda resistir por cá.. vai ter que levar comigo.. por mais 50 anos.. no mínimo.., ahahhah!!! Tomem lá!.. E toma lá Matilde Estrela. Está combinado filha, selado e prometido pumba!!! Amo te mais que tudo miúdinha...


You can count on me. Always... ou até aos... 86 pelo menos...  Tendo em conta, que não somos fisicamente imortais... talvez seja um meio termo muito satisfatório nao é meu Amor..? Pelo menos até aí.. estamos salvas. As duas.


Depois, poderei talvez descansar ao deixar-te a ti e ao mano com os instrumentos para se "safarem" mais uns tempos.. No teu percurso, eu serei o que uma Mãe, uma confissora, uma amiga e uma irmã, poderão ser.


Amor eterno. Hoje nos meus braços e ainda sem palavras a não ser palradas. Amanhã nos meus braços... com o conforto que só eu, porque fui "teu útero" e Amor primeiro, terei.. para te apaziguar das injustiças do mundo e te ensinar a tempo, quais as armas a usar nos dias em que a chuva de espadas começar a cair....

Os meus pingos de gente e a sua relação com o computador (e afins)




O Afonso já trata o computador por Tu há algum tempo, mas ver a Matilde a sentir uma brutal atração e... mais ainda... a teclar alegremente no dito com um ar bastante entendido e dotada de uma quase coerente "baby-logic", hoje quando lhe pus o UKI para a entreter enquanto gatinhávamos as duas pelo chão... realmente, fez-me perceber como esta geração é completamente "tecnologic-maniac"... E assustou-me um bocado, assumo...






E aqui surge a questão... Será mesmo este o inevitável caminho da normalidade ( todos usamos, estimula algumas capacidades da criança, é benéfico e facilita a aprendizagem)...ou, antes pelo contrário, será o caminho das crianças absortas, desatentas a tudo o que não seja um ecrã, um "mau caminho" para realidades que não nos são controláveis, a nós pais, um veículo que criará, em paralelo com outros, comportamentos viciantes e incontroláveis? (tenho pânico de vir a ter um daqueles filhos que leva o I pad, a Playstation ou não larga o I Phone ou o Andróide dos pais, durante um jantar de amigos ou numa suposta tarde de convívio).

Ah e além disso... será que afinal a utilização frequente de dispositivos eletrónicos pode afetar os nossos Pingo de gente mais queridos? (li por exemplo AQUI sobre perturbações de sono nas crianças).





A verdade, é que enquanto formos nós a controlar o que vêm, ao que acedem, quando e quanto tempo, acho que estarei minimamente descansada (até porque tenho descoberto verdadeiros aliados na net e projetos muito giros e educativos que acho que são brutais para eles)... o pior vai ser depois. Ai, o depois... a ver vamos, a ver vamos...

Os filhos mudam tudo...

Decidi transcrever na íntegra um texto que me “ bateu“ muito.

Principalmente por ser escrito por um homem, porque as mulheres, como já se sabe, costumam ser mais indagativas acerca destes temas e pensam muito sobre as coisas e teorizam... às vezes até demais.

Mas assistir assim a esta catadupa de conselhos, divagações, constatações e preocupações saídas da cabeça de um homem faz nos pensar que ainda nem tudo pode estar perdido.  A humanidade ainda pode ter conserto. E as relações entre homens e mulheres também...

Ter filhos, passar por uma gravidez “a meias”,  mudar totalmente de vida, não se trata só das histórias cor-de-rosa que muitas vezes se veiculam (no fundo, talvez até também para animar a ”a coisa”). 

Muitas vezes surgem situações, pensamentos, medos, realidades dificeis de gerir. Ao ponto de haver cada vez mais casais que se separam durante a gravidez ou logo depois de terem um bebé.

Leiam e absorvam com a emoção que eu absorvi.

E já agora, se não conheciam este blog... não perdem nada em espreitar que é muito bom. Cá fica o link :

http://oarrumadinho.clix.pt/

Até logo e boa leitura :)



"Os filhos mudam tudo.

Deve ser uma das frases que mais oiço a pais vividos, quando em conversa com os pretendentes a papás.
E na verdade os filhos mudam tudo.
Há quatro dias, uma das minhas melhores amigas foi mãe.
Há três dias, um dos meus melhores amigos, que foi pai há uns meses, separou-se.
A ela tive de dizer que os filhos mudam tudo, e alertei-a para muitos perigos de quem já passou pelo nascimento de um filho; a ele tive de dizer que os filhos mudam tudo, e tranquilizá-lo quanto ao futuro, porque também já passei por tudo o que ele está a passar.

Hoje, acho que os filhos mudam tudo, mas tenho a certeza de que é fácil ser-se feliz com a nova realidade que nos bate à porta de um dia para o outro, e que nos rouba muitos momentos fantásticos a dois, substituindo-os por outros que podem ser ainda melhores, mas a três. E o mais importante de tudo é mesmo ter a noção do que se vai encontrar, perceber o que vai mudar, ter consciência do trabalho e das privações que vamos ter pela frente, e estar preparado para todo esse mundo novo.

A maior parte dos casais que se separam após o nascimento de uma criança não sabem lidar com esse mundo novo. Não o dominam – deixam-se dominar; não o enfrentam – anulam-se; não percebem que a vida deles não acabou – está apenas a começar num novo formato.

Os medos delas

Homens e mulheres têm posturas diferentes relativamente à questão da gravidez/nascimento da criança. Já assisti a imensas discussões sobre este assunto e quase todos batem nas mesmas teclas.
Elas sentem-se mal com o corpo, porque engordaram como nunca e têm borbulhas, e tornozelos agigantados. Sentem-se mal de saúde, porque estão muitas vezes enjoadas, e inchadas e com dores de costas. Sentem-se com a auto-estima em baixo, porque se acham feias e desinteressantes. Sentem-se amedrontadas, porque têm medo de falhar, têm medo do desconhecido, têm medo de não corresponder ao que lhes é exigido, têm medo de não saber tratar de um bebé. Sentem-se inseguras, porque acham que os parceiros já não as acham sexy e vão querer saltar para cima da colega de trabalho. Sentem-se perdidas, porque já não estão a trabalhar, mas também ainda não têm assim tanta coisa para tratar relativamente ao nascimento da criança. Sentem-se receosas, porque fazem contas à vida e começam a perceber as despesas todas que vão ter. Sentem-se pressionadas, porque os pais e os amigos estão sempre a dar palpites sobre o que elas devem fazer e não fazer.

Na verdade, tudo isto gera, muitas vezes, depressões pré ou pós-parto. Há casos, até, de depressões pré e pós parto, que podem durar por um período indeterminado. Mas como qualquer doença, também isto se cura. O problema maior é mesmo que o doente reconheça que está doente, e esteja disposto a tratar-se, o que nem sempre acontece.
Grande parte dos conflitos entre os casais que têm ou vão ter o primeiro filho advém de algumas destas fragilidades e mutações por que o casal passa. 

O papel deles

Ao homem cabe o papel de tentar, de alguma forma, tranquilizar a mulher, ajudar em tudo o que lhe for possível, não deixar que ela entre em pânico, continuar a dar-lhe provas de amor e, também ele, começar a preparar-se para a tal nova realidade que aí vem e que lhe irá, seguramente, alterar rotinas, prioridades, sonos, programas.
Sinceramente, acho que só é possível superar todas as dificuldades relativas ao nascimento de uma criança se a relação entre o casal for muito forte, cúmplice e assente em amor, amizade e companheirismo. Se uma qualquer destas coisas começa a faltar, o mais provável é a torre vir abaixo. Se o amor já é fraco, ou ainda não é suficientemente forte, a vontade de parte a parte em superar tudo e muito menor. Se não há companheirismo, perde-se o respeito, e sem respeito vai-se o amor, e sem amor vai-se tudo.
Este é um jogo de equilíbrios delicado que assusta um bocadinho, mas que todos devem estar cientes de que existe. Mas se decidimos que vamos a jogo temos, os dois, de conhecer as regras.

Os pais que se anulam

Outro dos maiores problemas após o nascimento da criança tem a ver com o facto de muitos pais deixarem-se anular por completo. Deixam de fazer tudo, mas mesmo tudo, por causa da criança. Não há cinemas, não há férias, não há jantares de amigos, não há saídas a dois, porque primeiro está o bebé. Naturalmente que quem nunca teve um filho fica assustado com essa tal realidade nova, não sabe o que fazer, mas por isso disse antes que é preciso conhecer as regras de jogo, e as regras de jogo dizem que é preciso ter bom senso, é preciso ser adulto, é preciso perceber que sem momentos de felicidade a dois (ou até sozinhos - porque também precisamos de tempo para nós, homens e mulheres) jamais haverá momentos de felicidade a três, porque a união quebra-se, porque ninguém é feliz, porque deixou de haver um amor entre três pessoas, e passou apenas a haver uma mãe que ama um filho, um pai que ama um filho, e não há um pai que ama uma mãe, apenas um homem e uma mulher que tratam de uma criança.

O sexo

Pode parece estúpido ou até uma falta de sensibilidade falar de sexo nesta altura, mas a sexualidade também desempenha um papel fundamental nesta fase da vida de um casal que vai ter ou teve recentemente um filho (“lá estão os homens a pensar no sexo, e sempre a pôr o sexo à frente de tudo”, vão pensar algumas leitoras). Quando falo de sexualidade falo sobretudo de intimidade. A baixa auto-estima das mulheres leva a que muitas vezes se afastem dos companheiros, que recusem todos os contactos ou aproximações mais íntimas. As hormonas também têm aqui um papel importante, é evidente, e os níveis de desejo podem baixar significativamente. Mas uma coisa é não ter desejo, outra é afastar-se sexualmente do companheiro durante três, seis, nove meses, ou por vezes durante mais tempo. Não chega dizerem-nos “Olha, amanha-te, porque agora tive um filho teu e não me apetece”. Da mesma forma que os homens têm de perceber que nesse capítulo as coisas são diferentes, as mulheres devem entender que não podem, pura e simplesmente, deixar de existir enquanto mulheres e passarem a ser exclusivamente mães. Muitos amigos meus queixam-se disso mesmo: “Agora já não tenho mulher, tenho uma mamã lá em casa”. E isso é outro dos factores que levam ao afastamento entre os casais. O sexo é uma forma de aproximação entre os casais em qualquer altura, é um momento de intimidade e amor. E quando isso se vai, lá está, tudo o resto pode ruir.

Um filho muda tudo.
Mas pode ser a melhor coisa do mundo para um casal.
É só ser crescidinho, ter bom senso e muito amor para dar. Ao filho e ao parceiro ou à parceira."

Publicada por O Arrumadinho