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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

Viva nós, mulheres!

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E agora.. um chears!!...( De café, que tomado com moderação só traz coisas boas ) a todas as mulheres cheias de força, coragem, resiliência e... Sorriso nos lábios e no coração.

 

Hoje é o nosso dia oficial. Todos os outros são dias de sermos gratas por tudo o que vamos alcançando "grão a grão" e de nos impormos numa sociedade ainda muito machista mas que se camufla para "não parecer mal".

 

Sim, ainda precisamos deste dia, porque se legal e eticamente "já somos vistas como iguais", entre 4 paredes, entre bocas "de gajo", entre o que os pais (e mães ;( ) transmitem ainda à sua prol o que é ser a "mulher perfeita"... Ainda há um longo caminho a percorrer.

 

Viva nós!.. As que ( ainda) passam caladas para manter a família, a paz, a estabilidade.

 

E Viva nós!.. As que gritam ao mundo a sua diferença e vontade de assumir e denunciar o que muitas não conseguem. Nenhuma é mais ou menos. Somo mulheres 💗.. e merecemos ser celebradas ✌️🌷💐

O que fazer com uma gravata antiga?

Um tubante/fita é uma boa opção não é?

Quem me acompanha sabe que uso muitos chapéus, lenços e afins.

               

Esta é uma ideia que tive para aproveitar as várias gravatas com que fiquei de herança do meu Avô Zé. Para além de original e na tendência, sou daquelas que acredito que vestir as roupas e acessórios de quem ja cá não está no mundo real, é fazer uma alegre homenagem a quem as usou.

E o meu Zé merece que eu me lembre dele todos os dias...

Hoje foi só mais um.

Gostaram do resultado? 

               

               

Não há borracha que apague algo que foi escrito com a força de Deus...

 

 

Inevitável não ficar afetado com a morte de um filho de alguém. Essa morte, é contra-natura. Seriam os pais a partir antes dos filhos, é essa a lei natural da vida, mas ela parece, na realidade, uma roleta russa que muitas vezes se distrai e dispara ao disparate, acertando em quem não deve. Nos filhos. Nos dos outros. Dos que depois "disso" deixam também eles de viver e passam a sobreviver, que é mesmo a única opção para quem é assim esbofeteado pela vida.

 

"Dos outros", achamos sempre nós... "porque connosco é impensável". Até ao dia... No nosso mais profundo íntimo de mães e de pais, o nosso maior terror vive longuinquo (mas como uma sombra, sabem do que falo não sabem?...) e é essa a forma de lidar com o receio pavoroso. Conseguimos solidariezar-nos, oferecer o colo, as lágrimas até. E o alento que daí surge, é no fundo o exorcizar de um medo, um terror tão profundo de que um dia este tiro acerte a nossa família. E assim, a única forma de continuar a viver a nossa normalidade diária... é não acreditar que a nossa famíla também está "a jogo".

 

Mas está. E acho que é também por isso, que situações tão duras como a que nestes últimos dias acompanhámos de uma Judite de Sousa, jornalista de renome, figura pública e acarinhada do nosso país... e Mãe... nos afetou tanto. Me afetou tanto... ao ponto de ter insónias e pesadelos e quase não dormir há duas noites. Sim, estamos todos "a prémio", e desta vez a má sorte calhou-lhe inexplicávelmente a ela (s)...

 

A força das redes sociais, a força dos orgãos de comunicação enfatizaram desta vez, é certo, uma realidade horrível, mas que acontece desde que o Mundo é Mundo, desde que o destino ou o Karma existem (para quem acredita), desde que a destruição faz parte do vocabulário em paralelo com a palavra Amor. Sublinho este fato, porque acho que a dor de tal perda é tal, que muitas vezes não se fala propositadamente. Com medo "que os Deuses ouçam" e se lembrem "de nós". Só quem passa por ela grita em silêncio e encontra as forças inimagináveis da sobrevivência.

 

Talvez por isso, ainda não tivesse aqui abordado este tema. Não que tantas vezes não me lembre com o carinho da dor de algumas Mães que sei que se perderam, perdendo os seus filhos (as próximas e cujas histórias conheço bem, quase de cor... e as longuínquas, cujas histórias me são alheias mas das quais não deixo de sentir a dor coletiva que se parece colar ao meu próprio medo cada vez que penso nisso)...

 

A verdade é que num blog que celebra o nascimento, a maternidade, a alegria, abordar a morte de um filho, é trazer uma núvem escura a quem vive o céu azul da Primavera.

 

Mas hoje não. Hoje o país está de luto. Por esta mulher, que perdeu o filho num estúpido tropeção numa piscina. E também pela Mãe de 2 meninos ( dois meu Deus!!) que faleceram vítimas de um acidente com uma moto quatro. E também pela criança que morreu num incendio.  E também... pelas outras mães que todos os dias, por aí, em Portugal e no mundo, se perdem a si, perdendo os seus filhos "porque sim". Seja por doença, por guerra, por acidente. Seja pelo que for.

 

O meu coração está triste. E está com elas. E garanto-vos que não só hoje. Todos os dias. Porque todos os dias o medo de que algo aconteça aos nossos é tão grande... que a única forte estratégia é... tentar não pensar nisso, para que os dias fluam, para que a vida corra, para que haja lugar a sorrisos e sonhos...

 

Hoje, depois de mais uma noite de insónias, a sofrer uma dor que não é a minha, mas que no fundo também o é, pela incompreensão desta falta de lógica e imperfeição no "chip do mundo" ( não devia ser permitido por "lei de Deus", que um filho, tivesse a idade que tivesse, morresse antes dos seus progenitores)... aqui deixo a homenagem sentida, a solidariedade possível, as lágrimas deixadas cair pelo rosto e escorridas pela alma, de quem ao Amar tanto os seus, sofre através daquele fio invisível.. que une todas as Mães e mulheres do mundo (tenho também pensado muito na namorada/mulher do André, ele que era do círculo de amigos do meu Hugo e que tinha exatamente a mesma idade dele).

 

Independentemente da classe social, da idade, do país, da cultura, das creças de cada uma ( e um... porque os pais também o sentem sem dúvida), os nossos filhos são a nossa vida e a continuação da nossa existência. E quando esse elo se quebra, quebramos nós também com ele.

 

Deus proteja todas as mulheres que passam tamanha provação, sejam elas quem forem.  Para mim, são mulheres como estas que personificam a força e a coragem. Heroínas, que se levantam, sem ter vontade de o fazer. Simplesmente porque, apesar de tudo.. a vida deve ser honrada. E vivida, nem que seja... por eles, esperando pelo dia de abraçar de novo os seus anjos desaparecidos da terra.

 

Hoje é uma segunda feira feia, triste. Mas... a vida, o dia a dia, as tarefas correm, essa é que é a verdade. E têm que correr, continuar. E os nossos que estão cá merecem-nos a nossa boa energia. Mais que nunca, não lhes podemos transmitir este terror de Mãe. A mim, no entanto, só me apetece, não largar os meus filhos, nem por um minuto. O medo não deixa de me correr pelas veias, essa e que é essa...

 

Não há borracha que apague aquilo que foi escrito com a força de Deus... ;( Só há a esperança de que a dor se transforme na paz do descanso...

 

Nesta avenida que piso, tu passeavas também...





Para além da dor natural numa situação destas.. dou por mim, enquanto dou passos largos a caminho de casa, a pensar... que a Vida é mesmo breve, damm!!

... Ainda "há uns dias", eu brincava e vibrava com as conversas e com a voz poderosa da Tia Celeste. E hoje, ela e os seus 85 anos, foram-se embora..


No velório, pedi-lhe que, ao chegar "lá",  beijasse a avó Gi e o Avô Zé e que ... Não, não que lhes dissesse a falta que fazem,  porque eles sabem-no bem (principalmente a mim, nos momentos em que preciso encontrar o caminho e me sinto a cambalear  no escuro)... Mas que ... os brindasse, antes,  com a gargalhada que dela me lembro e que os 3 se sentassem a contar as novidades e a ironizar com elas, como tão bem os 3 fizeram sempre em vida !!

 Sim, divertidos e a mandar força genuína para nós, através da boa disposição de que tanto precisamos/preciso para ultrapassar os "pequenos grandes males" que se nos vão colando à pele, à alma e ao dia a dia.


Também  o tio Centeno, de quem ela morria de saudades, a esperará .. Mas esse encontro é só deles.

E também a minha querida bisa Alice,  ai que saudades...

Ela estará por lá, de braço dado com as amigas da época, para a acompanhar nas passeatas regadas com conversa trivial, tal qual fizeram anos a fio, aqui pelo perímetro da Avenida de Roma...

A mesma Avenida, que eu, ainda hoje, ainda viva, ao voltar agora, no silencio da tua despedida, Tia, piso.  A mesma Avenida, que com os meus Filhos, vossa descendência, calcorreio todos os dias ao vir para chegar até casa, numa rotina que é agora minha, mas que já foi a de outras gerações...

Nós somos ainda um pouco de ti Tia celeste. E de ti Avó Gi. E de ti Avô Zé. E de ti Bisa Alice...

E assim, as memórias nos fazem viver, sendo por vezes, necessário o impacto e a força deste sopro da Morte, ao levar mais um dos nossos, para nos "acordar" e querer, efetivamente... Viver. Ter medo do tempo que passa e querer aproveitá-lo da melhor forma, não só "estar por estar"...

Querer Viver por nós mesmos. E por vocês, que já se foram.... mas que, no entanto, merecem o nosso respeito, e a homenagem da vossa continuidade.

Tentá-lá-ei honrar todos os dias, juro ... E quando não conseguir ... Conto com uma das vossas gargalhadas inesquecíveis ( é impressionante como a memória visual me trai... mas a auditiva não...) para me darem nas orelhas, orientar com sabedoria e perdoar, Perdoar, acreditando de novo em mim, nas minhas capacidades, na minha força e ignorando as almas negativas e destabilizadoras.

Sempre com um sorriso e uma palmada bem disposta. O vosso sorriso e a vossa palmada, que a partir de certa altura, já se confundem com o que me pertence também. porque em mim, vos tenho a vocês, tal como acredito acontecer com a maioria das pessoas sensíveis e ligadas à família...

Boa viagem Tia / Mulher ... Celeste.



Bom descanso. Bons reencontros.

Homenagem ao meu Avô Zé



Apesar de já passar da meia noite, ainda é dos Dia dos Avós para mim.

Muito podia dizer sobre eles. Muitos beijos podia enviar. Para os meus, para os da Matilde e do Afonso. Para os de todo o mundo.

Mas não deixando de homenagear todos eles, hoje apetece-me enviar um beijo até ao Céu. Para o meu Zé.. com quem sempre tive tanta proximidade... que nunca chamei Avô, simplesmente Zé. Era Avô, amigo, companheiro, "cumpincha", educador, mimalho...

Esta foto tem quase 10 anos. Ele faleceu há seis.

Ainda o sinto na minha vida e imagino o orgulho que teria em ser agora bisavô...E não desfazendo a princesinha Matilde, ele que só teve meninas ( a minha mãe, eu, a minha irmã...)... imagino a loucura que teria pelo rapazolas Afonso Luz...

Foi, uma pessoa tão presente e importante na minha vida que, nele sublinho o exemplo do que os avós devem ser para os netos. 

Amei-o, amo-o e vou neste meu Amor, encontrar mesmo na sua ausência carnal, o orgulho que tenho em tentar, a cada dia ser uma pessoa melhor e dedicar-me de corpo e alma a encontrar o Sucesso na Vida ( sendo o sucesso de que falo, a realização e o conforto da minha família e o encontro de um lugar na sociedade em que sinta que faço, de alguma forma a diferença, ao fazer do meu "pequeno mundo" um sítio melhor a cada dia que passa).

E para todas nós, mulheres românticas (e algumas desencantadas) no Amor... deixe-me dizer-vos que este senhor, conseguiu ser o mais próximo do marido perfeito, aquele companheirão que todas sonhamos ter, durante quase 50 anos. Porque casamentos longos, na época, existiam muitos... mas felizes e serenos acredito que nem tanto assim...Ainda hoje a minha avó me conta as histórias de carinho, apoio, atenção e correção que todas nós sonhamos encontrar um dia, num companheiro de vida. Por isso... um exemplo que, para além de Avô, me alegra, saber que foi como Homem.

Beijo ao meu Zé, e à influência grande que ele teve... na pessoa que sou hoje. obrigada por me teres acompanhado tanto tempo. Muita pena, em não te ter mais tempo ainda... Mas como o Amor se pode tornar eterno, assim também tu o És...

Todo o meu beijinho e mimo para ti e o teu colo "de mel"...