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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

Transe-mommy

Hoje aconteceu-me de novo.

 

Desde que os vou buscar até que os adormeço ( humm... entre as 17.30, 18 e as dez da noite, vá, umas 4 horas e meia "non stop") parece que entro em transe, que fico literalmente hipnotizada. As tarefas, as birras, as negociações, os mimos, os pedidos de atenção, os banhos, as refeições, o arrumar as compras, o estar atenta às asneiras e cabrioloces, os ciúmes de irmãos, as mãozinhas prontas a agarrar tudo o que lhes é "proibido". Sim, é isso... deixo de existir enquanto ser pensante e passo a ser Mãe e dona de casa a 100... desculpem a 200%. Totalmente "out", embregada nos minutos que passam a correr, mas que, no final, me deixam como se tivesse corrido a maratona. E é assim todo o santo dia.

 

Hoje dei por mim, a teorizar sobre isso, assim num espécie de flash racional... em que voltei, nem sei bem porquê, a ser a Rita "Eu", por uns segundos e em que me apercebi que andava tipo formiguinha pela casa (que ainda por cima é muito maior do que a minha antiga, por isso tenho que andar também o dobro do tempo a arrumar brinquedos, buscar roupas, ligar e desligar o bico do fogão, abrir e fechar a água do banho, arrumar os bibes, ligar a tv da sala e desligar a da cozinha...).

 

Há pouco, eles adormeceram e eu "voltei a mim". Consegui ir colocar os meus cremes da noite, secar o cabelo, pôr o telemóvel , que teve quase 5 horas desligado, a carregar e... voltar a olhar para o facebook e restantes redes sociais lol... 

 

Pensei na Rita-Mãe de há uns minutos atrás e tentei analisar como estava o meu cérebro vazio de tudo, que não eles e as tarefas incansáveis há um bocadinho atrás. E apeteceu-me perguntar.... se somos todas assim? Eu acho que sim, sinceramente. Que independentemente de sermos profissionais ou donas de casa, novinhas ou mais "cotas", intelectuais ou "desinteressadas"... todas, depois de virarem "Mães de família" ( seja que tipo de família fôr) têm nos filhos e nos deveres rotineiros que com eles se identificam, uma espécie de momentos hipnóticos em que ficam assim que umas "máquinas multitasking". Tudo dentro das suas portas, entre quatro paredes, sem ninguém para assistir, aplaudir, considerar... ser algo tão estranho, tão intenso, tão perfeito, tão inato, tão selvagem. Nós  e as nossas crias. Nós e o nosso ninho. Nós e o nosso mundo.

 

Somos não somos? Mesmo umas Super Mulheres, em estado hipnótico ;)

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A "nossa" varicela foi assim...

...Que felizmente (ou não sei lá), não foi "nossa", só do Afonso Luz.

 

Há uns dias, fiz um post no facebook, pedindo às minhas seguidoras e aos meus seguidores que não estranhassem a ausência de um texto mais completo sobre a varicela e a forma como a família Mendinha passou por ela. estava, no fundo a aguardar se eu (que nunca tive a doença em pequenina) ou a minha Matilde Estrela iamos apanhar as chatas borbulhinhas, pois assim faria mais sentido contar tudo o que tinha acontecido.

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Mas... passaram já 3 semanas... e nenhuma de nós foi contaminada. Fortalhaças as meninas da família hein?? 

 

Sempre ouvi dizer que em famílias com mais do que um filho, o inferno da varicela termina num dos petizes (normalmente em 6, 7 dias costuma ficar tudo sanado, se for uma "varicela sem complicações", ficando só algumas marquinhas para sarar depois com o tempo e, claro para poder contar a história aos amigos ;))... e está a começar no outro... Mães desesperadas por terem que ficar em casa duas ou três semanas de seguida, porque esta doença não aparece ao mesmo tempo nos pirralhos, que seca... bem , mas a verdade é que quando as idades dos filhos não são são muito afastadas, quase 90% dos irmãozinhos dos "pintarolas" ( era assim que eu chamava ao Afonso Luz para me meter com ele)... apanham a dita!

 

E pronto... achando eu que iria ter que contar como gerir com 3 criaturas de seguida cheias de borbulhas e comichão...assim só tenho que contar a experiència de um... e que aqui entre nós, já deu pano para mangas, coitadinho!

 

A varicela é daquelas que não mata.. mas mói. Começa de vagarinho, com uma comichãozita aqui e outra ali ( a que não liguei muito no primeiro dia).. mas que ao fim de 48 horas de encubação (segundo dizem é nessa fase, em que ainda não sabemos que eles estão doentinhos que passam aos manos e outras crianças e adultos)... as malditas borbulhas invadem o corpo todo e eles sofrem imenso. Primeiro porque ao surgirem dão comichões horríveis e depois... porque lhes temos que pedir constantetemnte para não coçarem, para que não fiquem com muitas marcas visíveis, depois do surto passar...

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 Sempre ouvi dizer ( e até conheço adultos que mostram a deles com uma espécie de orgulho "varicelal") que a primeira borbulha a aparecer vai deixar marca para a vida. Algumas pessoas na cara, outras, com mais sorte no corpo num local menos vísivel. Ao meu filho, começaram no pescoço, na parte de trás. A ver vamos se a marca se mantém ou não.

 

Mas, deixem-me dizer-vos, mamãs e papás, que se nunca tiverem contato com esta doença de perto, e mesmo sabendo nós que é algo "banal" em miúdos pequenos.. é assustador ver minuto a minuto as borbulhas a aparecer (a primeira fase), depois a criar água (a segunda fase), depois ferida, principalmente quando inevitávelmente se coçam (a terceira fase).. e depois, o nascimento da crosta ( a quarta e ultima fase).

 

Tudo isto demora uns 6 a 7 dias, desde o início ao terminus. Depois, há que ter cuidado para que as marquinhas não fiquem na pele fresquinha deles ( aconselho, nas primeiras semanas, pelo menos na cara e tendo em conta que não é ainda Verão, usar um creme com proteção solar).

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Bem, depois de passado, depois de ter ouvido muita coisa, lido outra tanta, ter sido aconselhada por um pediatra e falado com muitas mamãs amigas que já eram experiêntes na coisa, aqui ficam as dicas, os produtos, a minha própria opinião, baseada em toda a informação que recebi de variadas formas:

 

A varicela é grave ?

 

Quando contraída na infância não. A varicela é uma doença geralmente benigna que dura 4 a 7 dias, causa mau-estar e febre baixa ( o Afonso quase não teve) , e origina lesões na pele que causam comichão. Mas a doença tem evolução favorável e raramente tem complicações, especialmente se houver cuidados higiénicos. Nos adultos, porém, os sinais clínicos e sistémicos da varicela são em geral mais graves e duradouros. A probabilidade de complicações com hospitalização é também maior em adultos.

 

Quem pode apanhar a doença?

 

A varicela é altamente contagiosa. Em Portugal práticamente todos os indivíduos são infectados pelo menos uma vez na vida. Temos evidência de que cerca de 57% das crianças com 6 anos de idade já contactou com o vírus. Aos 20 anos de idade, já cerca de 95% dos indivíduos foi infectado e esta percentagem tende para 100% com a idade. Baseado nisto, cálculos simples permitem estimar que o número de casos por ano em Portugal deve rondar os 100 mil. Pronto.. até aqui eu e a minha filha somos "tortas"... demos beijinhos, tomámos banho juntas com o mano, dormimos várias vezes na mesma cama.... e somos a tal mínima percentagem que não apanha... mas atenção, não se fiem nisso ( e não sei se ainda não se pode manifestar, apesar de já terem passado muitos dias...)

 

Quando ou porquê pode haver maior preocupação com a doença?

 

Se o seu filho/a apresentar vómitos contínuos, estiver excessivamente sonolento/a, tiver dificuldade em caminhar, tosse muito intensa, dificuldade em respirar, dor no peito, dor de estômago forte ou febre superior a 40 °, deverá consultar o pediatra, embora não seja necessário fazê-lo de forma imediata. São poucos os casos de complicações mas existem, há que estar sempre atenta!

Se o seu filho/a apresentar uma vermelhidão, dor ou inchaço excessivo nas zonas da erupção, tiver febre durante mais de uma semana ou continuar a apresentar novas lesões ao fim de 7 dias, é recomendável dirigir-se às urgências.

 

A vacirela não se cura... ela vai passando, mas há foram de atenuar os sintomas e prevenir que as marcas na pele predurem. Como?

 

•Para aliviar a comichão: É muito importante aliviar a comichão, que é o sintoma que mais incomoda o nosso/a filho/a. Os banhos de água morna com aveia ou com 1/2 chávena de bicarbonato não só resultam, como limpam a pele e ajudam a prevenir uma possível infecção bacteriana acrescida. Muito me falaram em Banhos com Maizena diluída no banho, fi-lo e pareceu-me aliviar, principalmente na altura. Depois do banho Creme sem parabenos ( eu usei  Strelatia, da linha da Mustela) e creme para colocar localmente em cada borbulha ( escolhi Pluricel da Uriage). Mas há outras opções... perguntem na farmácia. 

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 •Pode dar-se banho normalmente: Não há que ter medo banho às crianças mesmo que tenham uma erupção severa. O banho não alastra a erupção nem a agrava; pelo contrário, provavelmente ajudará a prevenir uma infecção bacteriana. Mas esfreguem-nos com cuidado e suavidade, e, em seguida, secá-los bem. ( bem... de qualquer forma... digo-vos que dar o banho, colocar água e mexer nas borbulhas... era um filme, ele não queria sequer que lhe tocasse quanto mais o metesse em água...que dramalhões se passaram aqui nem imaginam...)

 


Os anti-histamínicos por via oral também reduzem a comichão e ajudam a conciliar o sono. Por aqui, o Atarax em xarope foi vital para o aliviar nos primeiros dias e principalmente noite... e mesmo a dormir, gemia e queixava-se tanto, pobre miúdo ;(...

O Paracetamol também pode ser usado se a febre exceder os 38,5°. No entanto... e muita atenção a esta dica, NÃO se deve dar ASPIRINA ® a crianças com varicela, já que o binómio aspirina-varicela foi associado a uma doença denominada Síndroma de Reye, que afecta o cérebro, o fígado e os rins. Os antibióticos não têm qualquer efeito sobre a varicela, não vale a pena entrar nessa, ok?


•Procurar evitar que se cocem: Prestem especial atenção e cortem-lhe bem as unhas das mãos para evitar mais lesões ao coçarem-se.


•Às refeições, dieta normal: Proporcionem aos miúdos uma alimentação normal, mas tendo em conta que provavelmente não terá muita fome e por isso nada de preocupações se a quantidade habitual durante alguns dias. Deve, no entanto, beber muitos sumos e água. 


E pronto... agora... se algum dos vossos estiver assim... pensar positivo. Depois dos primeitos dias deles em stress e nós aflitase irritadas por vê-los assim e não poder fazer nada ... quando os sintomas começam a atenuar, não há porque não tentar relaxar e usufruir de uma semana inteirinha com eles. Jogos, sessões de filmes, desenhos, conversas, mimos e ronha... e no final de contas, tudo se cura muito melhor com carinho, não é? ( e vão ver que gostam desses momentos com eles, que se calhar não tinham há tanto tempo... eu por mim falo... quando "acabou" a "folga" até me custou levá-lo de novo à escolinha e entregá-lo às rotinas...).

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Paparazzi de "coisas boas"

E por falar em regresso às aulas...

 

Fomos apanhados pela Revista Nova Gente, na rotina de regresso à escolinha..

 

Nem todos os paparrazis são de coisas más, sombrias e escondidas... este, mostra a minha vida,  a parte simples e saborosa, a minha Luz e a minha Estrela e o meu cuidado por eles.


Os meus super meninos ainda muito ensonados mas compenetrados nas suas tarefas...e a mamã a dar muito mimo antes de os deixar na escolinha, com coraçãozinho apertado mas muito orgulhosa nos seus rebentos...


E assim vai a nossa vida... (pormenores sobre o nosso dia a dia, muito em breve. As/os minhas/meus seguidoras/res do blog merecem ;))

 

               

Ter Sorte... é.... acreditar que se tem sorte!

                    

Há uns dias atrás a Matilde caiu.. mas caiu, tipo assim coisa valente.

 

Estavamos num shopping com pouca gente e connosco, estava também o Hugo, o Afonso Luz e a minha avó Nor. O Afonso brincava saltidando de sofá em sofá, aqueles que há nas pracetas de alguns centros comerciais e era, basicamente nele que eu estava focada. Mais nele até, do que na Matita, porque ali naqueles saltos e equilibrismos nos braços das cadeiras é que eu estava a adivinhar um tombo...

 

Bastaram uns segundos para a marota da Matilde começar a subir as escadas, olhei mas não liguei muito. Ela anda à descoberta. A aprender com o seu corpo, a entusiasmar-se com cada movimento e desafio superado. E naquele dia, era a escadaria. A minha avó estava lá, por isso... achei que estava tudo seguro (sabem aquele pensamento de mãe que nem é bem pensamento é só tipo, um esgueirar de olho, para ver se está tudo livre de perigo??Pronto, foi isso..).

 

Ela sobe um degrau, dois, três, quatro. Eu refilo com o Afonso e digo: "olha que ainda cais!" ... Não caiu ele.. Mas caiu ela. E caiu em silêncio. Só vi de soslaio, mas o que vi assustou-me imenso. Umas cambalhotas tortas e quase em câmara lenta desde o quinto degrau, até ao chão frio de azuleijo. Toda torta, toda desamparada e quase, quase bateu com a cabeça nos degraus, que por milagre parece que se "abriram" atrás para deixar passar a sua cabecinha entre as esquinas deles...

 

Um pânico instantâneo no meu âmago animal de Mãe instalou-se num segundo. Vi-a ainda a cair desamparada e um barulho seco do bater das costas fez eco em mim(acho que foi isso mesmo que a safou). Corri a agarrá-la (no fundo, não foi bem uma corrida, foram 3 passos...). Ela choramingou... mas aparentemente nada se passou para ela. Eu é que tremia como vara verde.

 

Tentei perceber o que se tinha passado. Então, eu estava aqui tão perto e estou sempre tão atenta aos dois... Então a avó Nor estava a dois passos da baby... "Então... e a avó Nor não fez nada? Nem lhe alcançou a mão!", pensei eu toda nervosa e revoltada... Pois. Pois não, na altura não me ocorreu mas percebi depois, mais calma que a avó tem os reflexos de uma velhinha de 86 anos... e que não tem força para apanhar uma bebé de 13 quilos, nem a rapidez que nós temos para se aperceber que a queda estava a acontecer. No fundo... eu é que achei que ela estando "ali", a Bebé estava bem...

 

Erro meu. Esse. O de estar a achar que o Afonso ia cair e não olhar um minuto para ela, o de delegar funções quando só eu é que tenho que cuidar dos meus filhos... sim, sei que pode ser um exagero pensar assim, mas foi inevitável senti-lo. E assim passei rapidamente a culpa do pouco apoio da avó para as minhas costas largas de Mãe... que apesar de não ter culpa efetivamente... me sentia com ela, porque .. "Mãe é Mãe e tem que estar em todo o lado"..

 

O episódio acabou por não correr mal, o susto passou rápido (aos outros..) mas eu fiquei ainda tanto tempo a pensar nisso (ou não estaria a escrever sobre o tema...). Principalmente a pensar como somos nós, impotentes, perante um acidente. Como a culpa deve afetar quem se vê envolvido numa situação de acidente com um filho. O pior pesadelo pode acontecer na situação mais estúpida, num simples momento de desatenção (nosso... e de Deus). Que sensação estranha e que me deixou a tremer por fora e por dentro.

 

Depois de alguns dias a matutar no assunto (uma sensação também sublinhada, assumo, pelas  mediáticas mortes do filho da Judite de Sousa e de 3 crianças num acidente de moto-quatro) cheguei à conclusão de que a atenção e as medidas de segurança são, como é claro, importantes, mas o destino pode ser lixado... Acho que quando tem que acontecer, acontece, quando não... lá nos conseguimos safar e aos nossos.

 

Não há muitas razões para que uma queda aparatosa daquelas não tivesse deixado um arranhão e a minha catraia se tenha assustado menos que com muitos tropeções. Tal como, às vezes, não há também muitas razões para que uma criança se engasgue e sufoque, seja atropelada, mordida por um cão, se afogue ou... seja roubada por um desconhecido... Ai que horror de pensamentos... e nem os digo em voz alta, só os registo aqui porque sei, que quem é Mãe de coração e mão cheia... pensa nisso tanto como eu.

 

Sorte? O que é isso?? Basicamente a palavra mágica. A energia que queremos atrair, a a direção que esperamos que todos estes precauços de vida tenham como destino final. E pronto é isto.. cabeça de Mãe, não pára. Pois não?...

 

E ter Sorte é... basicamente... acreditar que se tem sorte!!  Não acham? Não há mais nada a fazer... E depois, seja o que Deus e o Destino quiserem...

Amen...

                    

Como explicar a quem não entende?..

 

Enfim... há tantas e tantas vezes que me sinto assim...

 

Mas, como explicar a alguém que, não sabe do que falamos, que quando nos "queixamos" é só para ter uma palmadinha nas costas, ou uma ajuda extra nas horas difíceis e de privação de sono e da própria identidade? ... 

 

Sim, porque, quem sabe do que eu falo, sabe também que não mudava uma vírgula deste meu estado de cansaço... porque se assim o fosse, estaria a abdicar de tempo com os meus filhos e de acompanhar a existência, o crescimento e as Pessoas que estou ajudar a serem criadas para oferecer ao Mundo.

 

Sei que descanso menos, mas não quero deixar os miúdos nas avós nos fins de semana (a não ser que trabalhe, o que já são algumas vezes ,mas aí.. também não os deixo para relaxar, antes pelo contrário), não quero amas que tratem deles como se não fossem meus, nem quero sequer que eles vivam as birras deles com outros. Porque são meus...

 

Entendido, queridas pessoas? E por favor, deixem-me queixar, vá lá... Às vezes pode ser tão eficaz como um café a meio do dia ;)

 

Agora... se me virem por aí descabelada e com olheiras até ao chão, já sabem... são a minha opção de uma vida. Porque quero tê-los por perto o máximo de tempo que puder. E nada me vai fazer mudar esta prespetiva. Get it?

A pureza e eficácia que entraram na minha vida ;)

Ter dois filhos bebés com idades tão próximas... não é pêra doce. É doce, mas não é pêra não... ;)

Principalmente na hora das refeições.

 

Um com 3 anos, outra com 1 e um mix tremendo de emoções à volta da mini mesa dos meus pequerruchos.

 

Muita alegria uns dias, birras noutros, a piada da aprendizagem das boas maneiras, cozinhada com a sujidade com que a cozinha acabada de limpar fica, quando a Matilde deita o prato do mano ao chão... ou o Afonso cospe tudo para o prato (e só acerta metade), porque diz que tem espinhas (seja peixe, carninha ou... ervilhas ;))..

 

 

Sim é dificíl... mas como em tudo na Maternidade e que por aqui vou descrevendo, é tudo compensado com o sentimento avassalador de Amor, cuidado, atenção e orgulho...

 

E é aqui que entra o post de hoje. O cuidado que temos com eles.

 

A vontade que tenho de os proteger da vida moderna, no pior sentido da palavra (sim, que também há coisas boas) é forte, mas ambígua.

 

Eu explico: Não me importo que peguem na terra, de não esterilizar os biberons (só o fiz mesmo nos primeiros meses), de que a Matilde use e reuse a chucha que vai caindo por aí... sim, sou daquelas que dizem que essas coisas até fazem ajudar a criar anti-corpos nas crianças.  No entanto, há outros "pequenos grandes pornenores" que me apoquentam e muito...A poluição, os químicos, os trangénicos, isso sim... isso sim é mais a minha "praia", as questões que me enchem de medo. O que eles ingerem, consomem, o que respiram, o que lhe entra no organismo e que consequências essas portas abertas podem acabar por ter.

 

 

Eu, sempre lavei tudo o que era dos pirralhos à mão (e verdade seja dito, também a maioria das nossas coisas), nos primeiros tempos, com um detergente especial de uma marca de Biberons, depois com o detergente normal mais ecológico.. enfim... mas eis que algo me convenceu. O tempo tem sido cada vez menos (muito trabalho e as exigências deles cada vez maiores) e decidi reavaliar o uso da máquina de lavar loiça. Ela esteve durante quase um ano aqui a ladinho do lava loiças, basicamente... a enfeitar a cozinha ;)

 

E foi assim que descobri a FINISH POWER & PURE.

 

Vi vídeos, ouvi especialistas e sim... fiquei certa que era um produto fidedigno. Por isso falo nele, acreditem. Estou a experimentá-lo há um mês e meio e estou rendida.

 

Não só pelo fato de  responder a tudo aquilo  a que esperamos de um detergente: ser altamente eficaz e ter menos químicos... mas também porque o abrilhantador é mesmo Mágico! e as pastilhas lavam mesmoooo! Acreditem, fiquei parva. Parece que tenho uma série de copos, pratos e faianças novas... Só falta ouvir um "plim"...

 

 

Esta nova linha Finish Power & Pure com oxigénio activo, com uma fórmula mais inovadora com menos corantes e alergénicos é mesmo a nova amiga cá de casa e foi ela que fez algo que o Hugo, há tanto tempo ansiava: que eu me encantasse com a chamada "prática corrente da Máquina da loiça".

 

Pronto, deixei de ser a "velha do Restelo" de entre amigas e já sinto que os miúdos estão protegidos. Porquê? Porque a quantidade de químicos e aditivos foi reduzida substancialmente, o que faz com que a loiça das crianças possa ir à máquina sem qualquer risco.

 

  

Bem, a verdade verdadinha é que esta linha contém um catalisador que gera milhões de moléculas de oxigénio e com elas a maior a sujidade desaparece.. e isso sim, foi outra uma das formas de me convencer!

 

Incrível, como certas coisas entram na nossa vida tarde... estando mesmo ali ao lado há muito tempo.

 

Mas ao menos.. ao entrar, que entre em bom!

 

Obrigado FINISH por me terem apresentado a marca e o conceito POWER&PURE :) e por fazerem da máquina de lavar loiça mais do que uma peça gira do cantinho da minha cozinha...

 

Just the way I like it! Puro e a descomplicar. E tal e qual, toda a Mãe-trabalhadora que se preze, anseia que seja o mundo à sua volta. Verdade?

 

Grandes pequenos nadas...

 

E quando a vida se torna pesada e os dilemas se apoderam da nossa cabeça...

 

...um simples fim de tarde com a companhia certa, pode fazer-nos voltar a acreditar que tudo é por uma razão e que a Perfeição está nos pequenos pormenores...

 

...que no coração é que está a certeza de todas as coisas.

 

Obrigada meninos.

 

 

Amor incondicional e terapeutico





Chegada de viagem, exausta. Direta de Viseu, onde toquei ontem.. mas não podia ficar mais feliz... A vida é um mar de sorrisos quando chegamos perto de um Amor tão inexplicavelmente gigante...

 

 

 

O Afonso pediu me leitinho e pão com mel!! (Yupii!! Ele teve quase 4 dias sem querer comer nada, nem goluseimas, emagreceu, temos andado muito melindrados com a gastroenterite que felizmente está a passar!!). Depois vimos agarradinhos o "Menino das Estrelas" no Baby tv, ele disse "Amo a ti" e adormeceu..

 




A Matilde já diz que tem 1 ano com o dedinho e aponta para os piupius do "céu" da casa da avó Cinda  Tão querida... E para fazer as minhas delícias...acabámos agora as duas a noite, agarradinhas a rir e a fazer cucús e miminhos ... 



Tão bom meu Deus!! O resto?... As coisas menos boas, as pessoas e os acontecimentos com a energia trocada, os mal entendidos, as discussões, o cansaço, as injustiças, os problemas??.. Tudo, tudo passa, melhora.. cura ao chegar a este ninho.



Obrigada meus filhos. Vocês são o meu lar... (e quem me dera passar mais e mais tempo com vocês, sem ter que andar tanto tempo fora... talvez um dia, juro que luto diáriamente e com afinco para que esse dia chegue de vez....)

Dispo a Mãe, visto Dj : Its weekend!!



E depois de uma semana completamente Mommy-Mode... (Ui e só eu é que sei o que foi. Um com gastroenterite, outra com dentes a romper..) Eis que... tcham tcahm tcham tcahm.... Decidi "tirar o robe "e "vestir os phones"...
 Rita Mendes totalmente versão Dj a caminho... 
Tem que ser. É assim que "arrumo" a minha vida, em diversas gavetas que abro e fecho conforme a ocasião... Só assim não dou em doida ..


Hoje... Champagneria Real em Santos, Lisboa.

Amanhã..Ceia dos Malandros e Sai De Rastos Bar em Viseu.
E assim... combato o frio... lol... com muita música, muita estrada, muita força, muita vontade .... de voltar no Domingo e.. voltar a vestir o robe LOL
Bom Fim de semana minha gente.
(fotografia_ Pau Storch para MagmaPhoto)

A necessidade de estar só com um "deles"



Partilho hoje umas fotos simples de um passeio de fim de tarde com a nossa Matile Estrela. Nada demais - é uma prática natural fazê-lo agora com o bom tempo - não fosse pelo simples fato de hoje o termos feito sem o Afonso. Um dos priminhos da parte do pai fez anos e ele foi festejar com ele e com a família e ficou a dormir por lá.

Claro que como qualquer coração de mãe... as saudades apertam logo e agora percebo algo que a minha mãe me tentava explicar mas até me irritava um bocado, quando por exemplo eu estava com ela a fazer algo agradável e ela não parava de balbuciar frases como: " Ai que pena a tua irmã não estar, aii, a mana devia gostar tanto de ver..." e coisas que tal. Agora entendo-te Mummy, pronto, dou a mão à palmatória... o nosso Coração multiplica-se em Amor, conforme os filhos que vamos tendo...

No entanto... sim, no entanto... hoje, dei por mim a usufruir imenso desta pirralha que está quase a fazer 10 meses, mais do que normalmente consigo fazer, quando tenho que dispersar os cuidados e atenções pelos dois. 

Com o Afonso Luz (em alguns programas de "crescidos" feitos a dois) já tinha chegado a essa conclusão, a de que ele precisa de momentos sozinho comigo, em que "volto" a ser "toda dele", até porque agora sim, começo a ter a noção de que a evolução da mana, de bebé quase inerte, a menina que exige muitos olhos e arranca muitos sorrisos dos familiares lá de casa.. o está a deixar um pouco melindrado. Está mais mimalho, faz mais birras, quer dormir sozinho comigo " sem mana".. enfim, o que se espera de um menino de quase 3 anos que sente o "seu território ameaçado"...

Mas com a Matilde, que é mais pequenina e com exigências tão diferentes, fez-se hoje o "clic". Foi um passeio simples, mas completamente focado nas suas gargalhadas, nos seus passinhos, com os papás mais unidos nas suas brincadeiras que se centravam unicamente na nossa filhota. E percebi que ela também sentiu essa energia e que nós próprios, mesmo sem nos apercebermos muito bem, de igual forma.

Resumindo, esta pequena confissão aparece ao aperceber-me de que ainda bem que só tenho 2 filhos, porque se tivesse 4 ou 5, seria muito mais difícil, ter estes momentos "unos" com cada um deles. Como tiro o chapéu a essas mães...

É maravilhosa a confusão familiar, suscita a união e até o " desenrasque" das crianças (que eu odeio crianças "enrasquadinhas").. mas cada um deles merece os pais só para si de vez em quando, a atenção total e os programas adaptados aos seus desejos e necessidades e... não são só eles que merecem. Nós também... ;)

Cada filho, é um filho, cada Amor é um Amor, cada momento vivido a sós, vai definitivamente ser importante no desenvolvimento deles e figurar nas memórias afetivas que terão das suas infâncias.

E pronto.. teoria feita... ficam alguns momentos de carinho e de sorrisos deste fim de tarde a 3, tão cheio de simplicidade, mas tão saboroso.

Às vezes, mesmo só muito às vezes... Menos, pode tornar-se definitivamente Mais... ;)