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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

SER MÃE... entrevista a CARLA PEREIRA D'ASCENSÃO


Apesar da estatística e inquestionável baixa da natalidade no nosso país... acreditem que eu, euzinha, olho à volta e só vejo amigas, conhecidas e colegas de profissão a engravidarem e a terem bebés.

Acreditem, que, apesar de saber que o país não atravessa a melhor fase e que cada criança que pomos no mundo é mais uma responsabilidade e  foco de preocupação, também conheço as alegrias imensuráveis que nos oferecem e por isso, é sempre uma alegria receber a notícia de mais uma gravidez...

A Carla (Pereira d'Ascensão) é daquelas meninas - tem 32 anos, mas apesar do peso da profissão como jornalista de informação da TVI, confiro-lhe um ar querido e "girlish" como poucas - que estão literalmente brilhantes com o novo estado e que mostram estar a aproveitar cada minutinho de sensações novas, sonhando a sua perspetiva nova de vida ao lado da pequena menina que aí vem de uma forma muito intensa e entusiasmada.

Uma inspiração, portanto, esta gravidez, que a esta data conta 5 meses e quase meio.

Ora, acompanhem as suas saboreadas palavras aqui, na entrevista que lhe fiz... e digam se não tenho razão...





SER MÃE...


A vontade de ser mãe apanhou-te de surpresa ou, como mulher, sempre pensaste nisso?
Sempre pensei em ser Mãe. Desde pequenina que sempre que alguém me perguntava "o que queria ser quando fosse grande" eu respondia: "Quero ser Mãe"... Tinha o relógio biológico aceleradíssimo...

 A altura de engravidar tem que ser a ideal ou o ideal "cria-se" a partir do momento que se sabe que se espera um filho?
A verdade é que se esperarmos pela altura ideal para ter um filho nunca vamos encontrar essa altura, essa época ideal... No nosso caso foi efetivamente tudo pensado e tudo correu bem... Com os "timings" que queríamos e tudo... A bebé nascer na Primavera vai ser maravilhoso! Nós queríamos isso e conseguimos! Sinto-me abençoada! Acho que tenho mesmo várias estrelinhas lá em cima a olhar por mim!

Qual a TUA definição de ser Mãe?
Acho que ainda não a tenho completa... Estou a aprendê-la agora aos poucos e a partir de Maio irei aprender ainda mais... A única coisa que tenho por certa, e mesmo caindo em lugar comum não posso deixar de o dizer, é que a partir do momento que descobrimos que temos um ser no nosso ventre, todas as prioridades se alteram... O nosso bebé passa a ser posto em primeiro lugar para tudo, passa a ser o centro do nosso mundo!

Consegues transmitir em palavras as emoções que sentiste e foste sentindo quando soubeste que estavas grávida e no seu evoluir ? 
Acho que sim... Mas nada que eu diga vai poder explicar na totalidade tudo o que se sente... No dia em que o teste dá positivo é uma mistura de alegria, euforia, de sonho concretizado, de medo, vontade de partilhar, de poder agarrar a barriga e dizer: "Filho(a)!" São muitos sentimentos... Conforme o tempo foi passando fui-me sentindo muito mais calma, serena... A felicidade tomou conta de mim... Têm sido os melhores tempos da minha vida... Foi tudo bom demais... Não tive um único enjoo... Nada de más disposições...Só tinha fome e borbulhas... Até ter apanhado um susto às 19 semanas... quatro contrações, que eu não sabia que o eram... Obrigaram-me a abrandar o ritmo... Percebi que grávida, e por muito que quisesse, não podia ter o mesmo ritmo que tinha antes... Mas estou mais feliz que nunca, apesar de estar de baixa e ter algumas condicionantes... Estou ansiosa por ver a cara dela, por sentir o cheiro dela, por tê-la entre nós...

Que cuidados tens tido durante a gravidez? Dicas para manter a forma e o bem estar físico e psíquico.
Como várias vezes por dia, no máximo, de três em três horas, até porque se não o fizer fico com tonturas! Tento fazer uma alimentação o mais variada possível... A todos níveis... Peixe, carne, salada ao almoço, vegetais cozidos ao jantar, uns cereais ao pequeno-almoço, outros ao lanche, leite e iogurtes, queijos pasteurizados, fiambre só de perú cozido no forno... Não toco em enchidos que não tenham sido cozinhados... Desinfeto tudo o que queira comer cru com vinagre, durante meia hora, porque não sou imune à toxoplasmose.
Este ano não comi míscaros:(((( Marisco muito raramente, só camarão, não toco em bivalves...E Sushi nada:(((((((( Com um enorme sacrifício... Mesmo... Mas é pela melhor de todas as causas... 
Faço um esforço incrível para beber um litro e meio de água por dia... Agora, no Inverno, ainda me custa mais beber água... Tenho feito batota e bebo tisanas! Não toco em bebidas com gás...
Tomei ácido fólico, agora tomo ferro dia sim dia não, para não interferir muito com a parte intestinal e comecei há pouco com o magnésio para ajudar nas cãibras (tenho tido imensas nas pernas) e noutras dores abdominais que devem ter a ver com o facto de eu ser muito estreita e a bebé precisar de mais espaço!

Que tipo de parto vais/desejas ter? E que cuidados médicos não dispensas?
Caindo no cliché mais uma vez, e nesta fase da vida percebes porque existem clichés... Quero acima de tudo que corra tudo bem tanto para a bebé como para mim... O que eu gostava? Que fosse natural, com epidural, apesar de ter pânico de agulhas... Cuidados médicos? Rezo para que seja o Dr. Fernando Cirurgião, o meu médico, a fazer-me o parto!

Algumas dicas de beleza. Cremes, produtos, exercícios, cuidados, alimentação... ou nada?  A genética ajuda mas não só pois não? lol
Óleo no corpo todo uma vez por dia, (Johnson's ou de amêndoas doces) a seguir ao banho e creme anti-estrias (Phyolastil Gel da Lierac) duas vezes por dia, do peito até aos joelhos! Esse é o cuidado de que não me esqueço.
Como fiquei com muitas borbulhas, precisei de um hidratante sem gordura (sérum preparateur apaisant rééquilibrant da Lierac) e de um fluído matificante (fluide matifiant anti-impefections da Lierac). Tratamento que faço também duas vezes por dia, no rosto. 
Quanto ao exercício físico, caminhava cerca de 3 a 5km, duas/três vezes por semana... Depois das contrações, como tive suspeita de descolamento de placenta estive parada até agora. Ontem tive a consulta das 21 semanas e posso lentamente voltar às minhas caminhadas, mas com conta, peso e medida... Meia hora no máximo, com cinta, tenho uma barriga muito grande para o meu tamanho.... E se houver cansaço ou alguma dor antes da meia hora, devo descansar e sentar-me imediatamente.

Como achas que no (teu e noutros) mercado de trabalho se olha para a mulher grávida. Alguma história a partilhar?
Nada de especial a apontar, mas posso dizer-te que não é fácil ser jornalista de informação em televisão e seguir todas as recomendações que uma grávida deve seguir, no fundo ter os cuidados necessários é quase impossível...
Por muito que deixes de fazer reportagens de manifestações, de incêndios e coisas do género, há um stress inerente à profissão... Aquela adrenalina, aquele "corre corre" de chegar as 12:45 com uma peça que tem que entrar no ar no Jornal da Uma às 13:10 por exemplo, e que até pode dar um gozo extra à profissão, não ajuda nem um bocadinho na gravidez...  São minutos em que sem ter consciência disso estás a stressar também o bebé, mesmo que estejas com fome não paras para comer e mesmo que estejas "aflita para um xixi" também não vais à casa-de-banho, porque "peça boa é peça que entra" e não estás a fazer bem nenhum ao bebé nem a ti... São ossos do ofício... 

Onde e como te vestiste para a gravidez?
Tenho vestido a grande maioria da minha roupa! Muitos vestidos de malha! Adoro!
Continuo a vestir um 34 de calças, mas o botão não aperta já há um tempo... ;)
Por isso acabei por encontrar na H&M uns jeans azuis e umas calças pretas com a cintura super descida e com o elástico de apoio para a barriga! Ótimas, giras e baratas! Para além destas, as leggings são ótimas companheiras nesta fase!!



- Para sair com a pernoca gorda de fora no Verão com 3 meses!! A Carla já faz conjuntinhos lindos para a princesa que vem aí... -   


E o enxoval do bebé? Foste muito cuidadosa, antecipada, ansiosa, gastaste muito dinheiro? Ou pelo contrário, esperaste pelas prendas, herdaste coisinhas de amiguinhos e familiares?
Nada de grandes ansiedades! Esperei pelas 12 semanas para comprar as primeiras peças... Comecei por comprar uns interiores brancos e beiges, muito pequeninos! Lindos! Depois comprei coisas neutras como camisas brancas com golinhas, tapa fraldas xadrez, que davam para menino e menina! 
Dia 7 de Dezembro tive a confirmação de que era uma menina! Ou seja o meu Natal foi literalmente cor-de-rosa! Recebi muitos presentes para a bebé! Já tenho vários vestidos, saias, pijamas, casacos, muita coisa cor-de-rosa! Vamos herdar muitas coisas de um sobrinho, que estão ótimas, novas e são de família. Até acho giro passarem de uns para outros, desde que estejam em condições! Também tenho imensas coisas que me vão ser emprestadas por amigas!

Conselhos e desabafos para as outras futuras mamãs que nos leem...
Vão ouvir muitas coisas, umas boas outras bem por isso, ouçam, mas não acreditem que tudo vai acontecer convosco! Nem fiquem a matutar em tudo o que ouvem! 
Eu sofria horrores com azia, tinha o estômago hiper-ácido e toda a gente me dizia:" Ai, coitada, grávida vais sofrer horrores com azia!" Pois...  deixei de ter azia... zero!! Não sei se vai voltar, mas até agora nada...
Cuidem-se, mimem-se...
Se quiserem comer alguma coisa que não têm a certeza se podem, não arrisquem... Não sou fundamentalista, mas são uns meses da nossa vida, deixar de comer qualquer coisa é um sacrifício mínimo, porque é pela melhor de todas as causas.
Leiam, mantenham-se sempre informadas. Se lerem coisas contraditórias perguntem ao vosso médico e sigam a opinião dele para não andarem baralhadas. Acho de extrema importância confiarem a 100% no vosso(a) médico(a), sentirem-se apoiadas por ele(a). Apontem todas as dúvidas que tiverem, de umas consultas para as outras, e não deixem de perguntar nada!
Partilhar cada momento da gravidez com as nossas caras-metade é fundamental!
Acho que é tudo! Gozem cada momento, porque passa a voar! Parece que descobri ontem que estava grávida e já lá vão quase 22 semanas! Mais de meio caminho está feito!! Sejam felizes e façam os vossos bebés felizes!!!

E quando a gravidez não corre exactamente como tínhamos imaginado?

Pois tudo começa no dia em que sabemos que estamos grávidas… Começam, então, também os cálculos pessoais e profissionais para aquelas 38/40 semaninhas…

“Vai nascer em Abril… Já vai estar assim um tempo mais quentinho!” Compram-se roupinhas mais fresquitas e vão-se deixando os pormenores lá mais para o final… “Lá para as 33/34 semanas vamos acabar de fazer o quartinho, comprar o ovinho, o carrinho… Ah, e vou trabalhar até ao finzinho, até nem tenho ganho muito peso nem me sinto inchada,  por isso, lá para o fim de Março… bye, bye coleguinhas!”




Já desde, mais ou menos as 21 semanas de gestação que sentia a minha barriga ficar dura com alguma frequência, mas, mãe de primeira viagem, sempre achei que isso seria um sintoma natural da gravidez.“Deve ser ela a espreguiçar-se que faz pressão na minha barriga ;o)… E nem me queixava disto à obstetra.

Comecei as aulas de preparação para o parto por volta das 26 semanas e é na 3ª aula que surge o tema das contracções… Descubro então que afinal ando a ter contracções há mais de 1 mês e aprendo que as contracções e a falta de água (chegava a não beber nenhuma por dia!!) vão favorecendo o encurtamento do colo do útero! E eu a pensar que a água só era importante para evitar as infecções urinárias! Às 31 semanas, e depois de uma noite passada com barriga dura e umas dorzitas no fundo da barriga, acabo nas urgências do Hospital Garcia de Orta, a conselho do enfermeiro das aulas de pré parto. Pensei eu que, era apenas para ver se estava tudo bem… Já não saí de lá! O meu colo do útero estava tão curtinho, tão curtinho que o risco de ter a minha bebé a qualquer momento era enorme!! 

Fiquei stressadíssima! Não estava nada nos meus planos “interromper” a minha vida naquela altura e muito menos ter uma bebé prematura!!! Tinha noção dos problemas de saúde que podem vir a ter os bebés prematuros, nomeadamente os problemas respiratórios nos primeiros anos de vida.




Pensei, no entanto, que ficaria por lá internada para aí 1 semanita para vigilância  mas, as semanas foram passando uma atrás da outra… Foram 5 semanas em repouso absoluto! Na verdade, poderia ter vindo para casa fazer o repouso passadas para aí umas 2 semanas mas os meus medos começaram a apoderar-se de mim: “E se entro em trabalho de parto e não me apercebo a tempo ou estou sozinha em casa?!”. Sabia que teria de fazer uma cesariana porque a Teresa nunca deu a volta e esteve sempre, praticamente de pé, com uma perna esticadita, tecnicamente chamada de posição pélvica, modo pés. Como se não bastasse o meu útero é um pouco atípico e tem uma pequena divisão que à partida, e quanto maior ela ficava, já não iria permitir que ela desse mesmo a volta. A minha ansiedade não iria ajudar nada a prolongar a estadia da Teresa no lugar que lhe era devido e, por isso, os médicos foram achando que era melhor manter-me por lá.

Todos os dias eram de incerteza… Será que vai ser hoje?! 
Parecia que todos os dias havia uma novidade… Ou era o líquido amniótico que parecia ter diminuído, ou eram perdas de líquido que indiciavam a possibilidade de ruptura da bolsa, ou dores no fundo da barriga que podiam significar início de trabalho de parto… 5 semanas vividas assim… Dia a dia… e como dizem os médicos, quando há indício de partos prematuros, cada dia que passa é uma vitória, porque nos  garante que o nosso bebé está um bocadinho mais forte e mais pronto para enfrentar o mundo…




Mas nem tudo foi mau. Enquanto lá estive, partilhei o quarto duplo com quatro diferentes grávidas e a conversa não tinha fim o dia inteiro… Na verdade, tirando as ansiedades, os dias passavam rápido com muita conversa entre as colegas e o corpo de enfermagem que sempre foi EXTRAORDINÁRIO! Tanto estavam lá para rirmos um bom bocado como sempre que era preciso passar a mão na cabeça e acalmar os medos e angústias naturais de quem se encontra naquela situação.

A Teresa acabou por nascer no dia 4 de Março, com 35 semanas e 6 dias… prematura, mas com 3,020Kg!!! Abençoado repouso absoluto em serviço de hotel!

E sabem que mais, acabou por não ser por vontade dela - Uma descida brusca de plaquetas da mãe é que obrigou a que, naquele dia, tivesse que se avançar para a cesariana.

O que aprendi com esta experiência? Que devemos perguntar tudinho ao obstetra que nos segue, mesmo que achemos que estamos a ser chatas ou piquinhas, se forem verdadeiros profissionais vão com certeza entender todas as nossas dúvidas… Percebi a importância das aulas de pré-parto com enfermeiros especialistas em obstetrícia, como foi o meu caso. Foi, sem dúvida, graças a eles e à sua experiência na área que não tive a Teresa com 31 semanas, e que hoje tenho uma bebé linda e super saudável!

Ah, e não deixem nada para a última hora, nunca se sabe o que vai acontecer e a Teresa, não tem o quarto acabado… Até hoje ;)

Beijinhos,
Diamantina Rodrigues


SER MÃE: Tânia Ribas de Oliveira



Para além de ser apresentadora do "Portugal do Coração" da RTP e uma das "namoradinhas de Portugal", a Tânia é minha amiga desde há muitos anos. E temos tantas coincidências giras nas nossas vidas:

Nascemos ambas nos dias 18 (ela de Junho e eu de Outubro) do mesmo ano: 1976. E numa clínica que já não existe, a "Clínica de S. Gabriel", em Arroios, Lisboa. Quase, quase nos cruzámos nos berçários nos gugús dadás da vida...

Mas mais tarde, fomos colegas de Faculdade no curso de Sociologia do Trabalho, ambas trabalhamos em televisão e ambas estivemos grávidas na mesma altura.

Ela ainda está de barriguinha, e o seu Tomás irá nascer em Dezembro, dois meses depois da minha Matilde.

Enfim, coincidências e caminhos paralelos à parte, a verdade é que a considero muito como profissional e pessoa e tenho muito orgulho em  tê-la, na pele de uma grávida activa, resplandescente e feliz, nesta minha Flash Interview sobre...


SER MÃE...


1- A vontade de ser Mãe apanhou-te de surpresa ou, como mulher, sempre pensaste nisso?

Sempre pensei nisso... Mas ia adiando sem, no entanto, ter grandes motivos para isso! Quando eu e o João decidimos que tinha chegado o momento, foi muito rápido, felizmente!

2 - A altura de engravidar tem que ser a ideal ou o ideal "cria-se" a partir do momento que se sabe que se espera um filho?

Eu acho que cada casal é um mundo e tudo depende da vida de cada um. Acredito que o mais importante seja desejar muito ter um filho, mas também é importante que haja o mínimo de condições financeiras para isso.

3- Qual a TUA definição de ser Mãe?

É o maior amor que se pode sentir, não é? É incondicional e eterno... Eu ainda não vi o meu bebé, mas já é o coração que mais amo no mundo.


4- Consegues transmitir em palavras as emoções que sentiste e foste sentindo quando soubeste que estavas grávida e no seu evoluir ? 

À medida que a gravidez vai evoluindo, o amor que sentimos vai aumentando. Nos primeiros três meses, em que ainda por cima não devemos contar a toda a gente, é estranho. Sabemos que estamos grávidas, mas não se nota nada, no entanto a roupa deixa de servir como servia e o peito está muito sensível... Eu andei muito enjoada e a fazer um programa em directo todos os dias não foi fácil... A partir daí foi sempre a melhorar! Quando comecei a sentir os primeiros pontapés a emoção foi imensa! Agora já nem sei viver sem esta companhia...

5- Que cuidados tens tido durante a gravidez? Dicas para manter a forma e o bem estar físico e psíquico.

Tenho os cuidados normais com a alimentação! Tento não comer muitos doces nem fritos e redobro a fruta! Bebo muita água!

6 - Que tipo de parto vais/desejas ter? E que cuidados médicos não dispensas?

Desejo um parto natural e já pedi ao meu médico para me por o bebé ao colo mal nasça. Faço mesmo questão disso!

7- Agumas dicas de beleza? Cremes, produtos, exercícios, cuidados, alimentação... ou nada?  A genética ajuda mas não só pois não?

Comecei a por creme anti-estrias com poucas semanas de gravidez. Ponho duas vezes por dia e dois diferentes! Um para o peito e outro para barriga, coxas e pernas.




8 - Como achas que no (teu e noutros) mercado de trabalho se olha para a mulher grávida. Alguma história a partilhar?

Bom, só posso falar por mim... Sinto-me mais acarinhada do que nunca! Como diz o Joao Baião "que não falte nada à mamã"!


9 - Onde e como te vestiste para a gravidez?

No Verão, usei mais vestidos e no Inverno uso maioritariamente leggings e camisolas, camisas e blusas. Sempre o mais confortável possível!

10 - E o enxoval do bebé? Foste muito cuidadosa, antecipada, ansiosa, gastaste muito dinheiro? Ou pelo contrário, esperaste pelas prendas, herdaste coisinhas de amiguinhos e familiares...?

Ui... Essa parte foi a pior! Recebi muitos presentes da Chicco e precipitei-me nos saldos de Setembro...

11- Conselhos e desabafos para as outras futuras mamãs que nos lêem..

É a melhor sensação que se pode ter na vida! Recomendo!

SER MÃE por Flor Guerreiro


Decidi criar uma nova rúbrica no nosso Blog que se chama SER MÃE.

Aqui darei espaço próprio e na 1ª pessoa a algumas mulheres emblemáticas da nossa sociedade e espaço público, que conhecemos noutras facetas mas que ao experimentar a Magia da Maternidade se sentem felizes em explicar o Amor que lhes mudou as vidas e as prioridades.

Grávidas, recém mamãs ou já mães de família: eis as mulheres a quem vemos a faceta pública mas muitas vezes não conhecemos como conciliam vida profissional e maternidade nem  nunca as sentimos tão perto, na privacidade das palavras dirigidas aos Amores das suas vidas: os filhos.

SER MÃE também é isto: Partilhar. Por esta partilha agradeço, já que sei que nos vai inspirar a todas.


A primeira convidada é uma das manequins portuguesas mais consideradas, internacionais e uma das melhores da sua geração.  Chama-se Flor, tem 28 anos e é mãe da linda Noémie de quase 2 anos.

Obrigada a ambas.




SER MÃE

A vida definitivamente tem duas fases: antes e depois de ser Mãe.

Tudo muda MESMO. Sentir uma vida a crescer dentro de nós transforma-nos e segurá-la nos braços sem nada pedir e tudo necessitar faz-nos sentir o tão falado mas pouco sentido puro Amor.

Chega a ser algo primitivo, é animal o sentimento de protecção e força que nos transmite a maternidade.

Uma bênção, um milagre? Chamem-lhe o que quiserem, não há palavras que descrevam a transformação que se dá em nós, mulheres, há um sentimento poderosíssimo que nos faz questionar como é possível amar tanto... e é.



Queremos o melhor para eles mas o que é o melhor, é essa a grande questão? Vamos descobrindo pelo caminho... E cada dia é mesmo uma descoberta, uma celebração da Vida e do Amor e por isso tudo o resto vale a pena.

Vê-los sorrir, brincar, aprender... crescer e apenas uma certeza: Quero estar aqui por ti filha para sempre, ver-te crescer e seguir tua vida com a certeza que és feliz, que somos felizes. O  resto a vida proporciona. 

Amo-te :)


por: Flor Guerreiro, Manequim


A Leonor e o Pai




Ser pai não se explica nem se consegue descrever. Acontece simplesmente quando se é. Porque o que se sente se transforma de maneira tão absurda e completa que, sem mais nem menos, passa a fazer sentido. Tudo passa a fazer sentido. A Rita pediu-me um texto sobre esta aventura de se ser pai. Haveria tanto por dizer... que optei por contar uma história, que só os pais vão entender!

Há três anos, à hora do costume o telefone tocou cá em casa. Assim que atendi, um grito 'Pai, já sei escrever pai!'. Fiquei em silêncio uns segundo, poucos mas os suficientes para Ela me sentir a falar 'tás a ouvir? Já sei escrever pai e papá'. A Leonor, tinha acabado de entrar para a escola e estava a descobrir o caminho das letras e com ela a emoção das palavras. Cá por casa sempre se leu muito, sempre se contaram histórias. O que Ela mais gosta é de livros, de imaginar, de falar... A Leonor é a alegria de todos os dias, poderia dizer que era especial , mas todas as crianças o são. O que eu quero, é que no meio de tantas letras e palavras, com o tempo ela entenda a o importante que isso é. Quando o telefone se desligou no velho truque do 'desliga tu primeiro... 1,2,3... Oh! Não desligaste!!', fiquei outros tantos segundos encostado à parede tal como estava. Inerte, com vontade de congelar aquela felicidade.

No peito, o orgulho do dever cumprido e a certeza de que este é o caminho... Passaram três anos e noto agora que num devagar  cheio de pressa, vão crescendo. Hoje, olhei para a Leonor a subir apressada a rua que nos leva à nossa casa do Alentejo. Ia a fazer uma birra, nesta idade é normal. O passo largo, seguro, quase assustadoramente independente, chamou-me a atenção. Enquanto subíamos a rua, aproveitei para a fotografar. A memória é muitas vezes traiçoeira, gosto de registar para guardar. Num instante me vieram as imagens de quando era muito pequena, e para subir a mesma rua, tinha que ir ao meu colo, depois arrastada lentamente pelos seus pequeninos passos com sapatos coloridos e mais tarde aos ombros, como tanto gosta...

Está grande a minha filha! São oito anos e olhando assim de repente, parece que foi ontem. A rua fez-se mais pequena para ela. Num instante se mete em casa. Já não é segredo para ninguém que sou saudosista, que me apego às memórias, que invento um futuro. Gostava que este meu futuro passasse por esta rua, com ela, muitas vezes apressada e resmungona, mas de olhar à espreita, à espera de um sinal para eu dizer, ' eu levo-te aos ombros!'. E aí, ela franze a testa, e como se me estivesse a fazer um favor, diz, 'Mas cuidado, que eu não quero cair!'. E assim será sempre, enquanto eu conseguir: levá-la aos ombros e protegê-la das quedas. É assim que tem que ser, até ao dia em que os papéis se invertem, e em que precise eu dos ombros dela...

E sabem  o que penso quando estou muito cansado ou naqueles dias que todos temos mais tristes, muitas vezes sem razão...? Olho para uma fotografia da minha filha e leio-lhe nos olhos grandes que me quer feliz e cheio de força com o coração a ritmo certo e a emocionar-me com as suas descobertas diárias e tão absolutamente nossas. A rir-me com os seus exageros... Quando me atrevo a reclamar de qualquer coisa, imagino que ela me abre os olhos e me diz 'pai! Se eu não estou cansada, tu também não estás. És maior que eu!'- Se é suposto ser assim, é assim que será. Mas quem tem filhos desta idade sabe que eles podiam nem dormir, que nunca estariam cansados. Ou estou enganado?

Filhos com idades próximas! Socorro!



Quando a Rita me pediu para escrever como é ser mãe de duas crianças com idades tão próximas pensei: “Se calhar, mais valia ter pedido a alguém que tenha tido gémeos, deve ser quase igual!” mas pensando bem… é muito diferente!!! Não sei se melhor, se pior, mas é com certeza igualmente trabalhoso ;)
Sempre quis ter filhos com idades próximas. Queria que fossem os melhores amigos e para isso as brincadeiras e as vontades deveriam ser parecidas e, nada melhor do que terem pouca diferença de idades, pensei eu.
Acho que fiz muito bem! Eles adoram-se e gostam de estar juntos. Se o Kenzo não está, a Mia pergunta muito por ele, e para ele um pulo dela é o motivo de inúmeras gargalhadas.
Quando saí da maternidade, depois de uma cesariana pois o rapaz estava sentadinho no trono, vinha cheia de dores e os mimos que a minha filhota me pedia doíam ao dar e doíam se não desse… dá para compreender certo?? Mil vezes um parto normal! 
Nessa altura foi um pouco complicado, ter de tratar de duas crianças muito pequenas mas com diferentes necessidades torna-se complicado principalmente no pós parto e na altura da guerra hormonal. Estás numa fase em que necessitas de calma e as birras da tua filha, misturadas com os choros do teu filho deixam te de rastos… rastos em dose dupla! E até tive sorte pois os meus nunca foram muito chorosos comparando com estórias que ouvia por aí…
Depois vêm as papas de um à mesma hora dos cócós do outro… Não sabemos se devemos levar a comida para a casa de banho ou trazer o penico para a sala!  E por coincidência calha sempre á mesma hora!!! O adormecer de um e no minuto seguinte, quando pensavas que te ias sentar um pouco no sofá, o acordar do outro… e agora o banho em dose dupla para não ter de andar atrás do mais pequeno que só quer é andar a passear por todo o lado… Tudo vale, é preciso é descontração ;)
Apesar desta correria, é maravilhoso vê-los crescer com tanto carinho um pelo outro e sinto que realmente a minha aposta foi certa. 
O fato de serem muito pequenos faz com que ambos necessitem constantemente de nós para alguma coisa e o nosso tempo não chega para mais nada. Temos de abdicar das nossas vontades, descansos ou desejos mas agora que ele fez um ano e começa a interagir mais é tudo muito mais calmo e as rotinas já estão tão mecanizadas que às vezes chego ao fim do dia e penso… eu fiz isto tudo hoje???
E quando um vai para casa dos avós? Aí é que tudo parece diferente, tomar conta de um é TÃO FÁCIL! Mas a casa fica vazia...
Amo demais os meus filhos, não abdicaria de um minuto sequer do stress passado pois eles dão-me muitos mais minutos de felicidade. Não consigo descrever como me sinto quando à noite os coloco na minha cama e eles se enroscam um no outro pra dormir agarradinhos antes de os colocar nas suas respetivas camas. É tão bom ver esse carinho! 
Quero dizer às futuras mamãs que esperam o segundo filho e estão em pânico a pensar como vão gerir a sua vida, que somos guerreiras e temos mais força do que pensamos, vamos buscar forças não sei onde nos momentos mais complicados e conseguimos tudo a que nos propomos, e para que isso aconteça basta amarmos. E o amor de um filho é a coisa mais maravilhosa do mundo!
E se ajudar, pensem o mesmo que eu pensei… Ao fim de um ano tudo vai fica diferente e mais calmo! E não é que é verdade!!! Será que está na hora de ir ao TERCEIRO???  ;) 




Por Mónica Sofia - Empresária, modelo, música e... MÃE ;)