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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

CRECHE – O que os pais querem saber



Chega altura dos nossos bebés irem para a a escolinha e o nosso coração aperta. O nosso e o deles, que muitas vezes nem reagem muito bem à coisa o que ainda faz o nosso coraçãozinho de mãe sofre mais.  

A verdade é que a educação das crianças inicia-se desde muito cedo, durante os primeiros anos da sua vida. Assim sendo, as creches, tal como os jardins-de-infância, desempenham um papel fulcral, sendo, em parte, responsáveis pelo desenvolvimento emocional, cognitivo, social e físico-motor da criança. Não há que ter medos. Há sim que ter cuidados. 

Assumo que há uma época de "desmame" tanto dos filhotes como dos pais (às vezes até mais destes...). Eu própria passei por essa fase e a solução que encontrei para me adaptar foi (isto porque o meu trabalho me dava esta possibilidade, nem todas as mães a têm) colocar por uns meses o Afonso em "meio tempo" para a adaptação ser feita lentamente. Correu bem. Ele gostou. Eu senti evoluções e vi-o feliz com a convivência com os meninos e as educadoras. Desde o início deste ano letivo, que já frequenta o Rei Bebé a tempo inteiro e tanto para ele, como para mim que também necessito do meu tempo para trabalhar e dedicar à gravidez (e posterior nasciemnto) da Matita tem sido a melhor opção. 

Mas afinal que é a creche? Perguntam muitos pais e eu decidi pedir diretamente à diretora da creche do meu Afonso para nos explicar na 1a pessoa, para que possamos perceber " com que linhas nos tecer ".  

Ora cá vai: Uma creche  é uma instituição de ensino pré-escolar, tutelada pelo Ministério da Solidariedade e da Segurança Social. Podem ser instituições públicas ou privadas. “A creche é um equipamento de natureza socioeducativa, vocacionado para o apoio à família e à criança, destinada a acolher crianças até aos 3 anos de idade.” – Portaria nº 262/2011 de 31 de Agosto.

Muitos são os pais que se questionam sobre a legalidade das instituições. Para funcionar, a creche tem que possuir Alvará passado pelo Ministério da Solidariedade e da Segurança Social. 

Relativamente às condições de implementação a creche tem que ter:

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As Dúvidas mais frequentes:

1.    A instituição tem que ter pediatra? 
Cada criança tem o seu próprio pediatra pelo que não faz sentido a instituição ter um pediatra em permanência nos seus serviços. Qualquer patologia detetada na instituição é logo comunicada aos pais e os mesmos consultam o seu pediatra.

2.    Como é que são elaboradas as ementas na instituição? 
Deve haver um nutricionista que aconselha a instituição na elaboração das ementas. Não nos podemos esquecer que as crianças enquanto estão no berçário devem seguir à risca o que o pediatra recomenda em termos de alimentação.

3.    Como procedem em caso de doença da criança?
Logo que seja detetada alguma patologia na criança (o mais usual é o aparecimento de febre) os pais são contatados, primeiro para dar a conhecer o estado da criança e depois para saber se a instituição pode aplicar algum antipirético para controlar a febre. Logo que os pais tenham disponibilidade devem recolher a criança.

Por: Maria João Rosado
Directora do colégio REI BEBÉ



Estas e outras questões podem ser esclarecidas através do reibebe@reibebe.com


Campo Grande, n.170-1ºdto. | 1700-094 Lisboa
Telefone: 217 979 667 | Fax: 217 819 403

Let´s talk about sex, baby...


A Dr.ª Céu Santo, é para além de uma excelente obstetra, ginecologista e sexóloga a médica que me tem acompanhado nesta gravidez (talvez se lembrem dela das intervenções nos progaramas da manhã e da tarde da SIC e do programa “ Amor sem limites” da SIC Mulher). É uma médica maravilhosa e acessível . Além disso, como eu adoro, pés na terra, divertida e prática.
Ora vamos lá falar de sexo na gravidez com ela...


Segundo Maria do Céu Santo, «a única diferença é que, fora da gravidez, a mulher tem de recorrer a métodos de planeamento familiar, caso não deseje engravidar. Durante a gestação, o casal apenas tem de adaptar-se a posições mais ou menos confortáveis por causa do volume da barriga».
Sexo trimestre a trimestre
«No primeiro trimestre da gravidez, geralmente, a mulher tem a libido diminuída, enjoos, mastodinia (dor nos seios devido ao aumento de volume), dor na zona do baixo-ventre, junto ao útero. Além do mais, tem bastante sono e uma certa prostração e cansaço», indica a ginecologista, sublinhando que «a conjugação de todos estes factores faz com que a mulher não tenha a habitual vontade de fazer amor, o que é perfeitamente normal».
Durante o segundo trimestre, a mulher encontra-se mais adaptada e o desejo sexual volta a aparecer. Sente-se grávida, mas já não tem muitos sintomas. O aumento do volume da barriga ainda não é significativo, sente menos dores nos seios e já não tem enjoos nem as sensações de desmaio.
«Se não existirem as contra-indicações já referidas, não há inconveniente em ter relações sexuais no terceiro trimestre da gravidez. Porém, alguns homens ficam desconfortáveis, porque julgam que, nas últimas semanas, podem magoar o bebé. Mas isso não acontece», refere Maria do Céu Santo. 
E depois do parto?
Se o sexo decorre naturalmente durante a gravidez, o mesmo não se pode afirmar relativamente à fase imediatamente posterior ao nascimento.
«Após o parto, a mulher tem perdas de sangue (lóquios) por um período de aproximadamente um mês. Por isso, o ideal será recomeçar a ter relações depois de a situação normalizar, sem esquecer que a sexualidade não se resume ao acto sexual em si, mas é um conjunto de afectos extremamente importantes na vida do casal», aconselha a obstetra. 
A episiotomia é uma pequena intervenção cirúrgica bastante frequente durante o parto vaginal. Consiste num corte feito na vagina para facilitar o nascimento do bebé. Quando é suturado dá-se o nome de episiorrafia. Na fase inicial pós-parto, poderá dificultar o acto sexual, por dor e, consequentemente, levar a que a mulher deseje espaçar a frequência das relações.
A amamentação diminui a libido
A amamentação dura aproximadamente entre quatro a seis meses, mas há mulheres que amamentam um ano ou mais. Outras há que, por razões várias (doenças, medicamentos, estética, falta de disponibilidade de amamentar de três em três horas, etc.), preferem secar o peito.
Esta é uma fase em que ocorrem variadas mudanças, sendo uma delas relacionada com a libido, que diminui consideravelmente.
«Durante a amamentação, dá-se um aumento da prolactina, hormona do leite, que bloqueia a ovulação e que também provoca a redução do desejo sexual. Nos casos em que a mulher usa contracepção oral, prescrevemos uma pílula só com progesterona por causa do leite, que também diminui a libido», explica Maria do Céu Santo.
A juntar a tudo isto, acresce o cansaço associado ao recém-nascido. Afinal, o bebé não se «desliga» e, muitas vezes, as noites são passadas «em branco». 
«Costumo dizer que quando uma mulher é mãe entra na fase de “supermulher”. Normalmente, está no auge da actividade profissional, é doméstica, esposa, acumulando com a exigente função de mãe, que neste período irá ser dominante», comenta a médica.
E depois da amamentação?
A gravidez é uma «doença» que dura nove meses e a convalescência toda a vida. Não é por acaso que existe o ditado «Filhos criados, trabalhos dobrados». De facto, se nos primeiros meses não deixam os pais dormir porque choram, mais tarde, os pais não dormem porque os filhos ainda não chegaram a casa...
Todavia, passada a fase inicial da maternidade e a amamentação, que inevitavelmente afectam a sexualidade, a mulher não deverá continuar a colocar o papel de esposa em segundo plano.
«Não pode ser apenas mãe, também tem de ser namorada. Ou seja, manter o casamento e a sexualidade. Até porque o sexo é diferente entre homens e mulheres. Enquanto elas toleram melhor a falta de sexo, eles produzem esperma todos os dias e não fazer amor afecta a relação do casal», reforça Maria do Céu Santo, aconselhando:
«Quando a vida sexual recomeçar, não devem fazer amor só à noite, porque a sexualidade requer energia e tempo, o que normalmente não é conciliável com o cansaço da mulher no final do dia.»
E sugere uma altura apropriada para namorar: «O casal poderá deixar o bebé em casa dos avós, numa sexta-feira ao final do dia e ir buscá-lo no sábado depois de almoço. Assim, terá tempo para fazer amor de forma espontânea sem ter de se condicionar aos horários do recém-nascido.»

Dra. Céu Santo


Telefone: 218 438 080
Avenida da Igreja 66-A,
1700-240 Lisboa

A amamentação em vários passos



A mulher deve ter em consideração algumas recomendações, com vista à facilitação do processo de amamentação:
- Deve repousar quando o bebé dorme – o repouso facilita a recuperação e estimula a produção de leite;
- Limitar ao mínimo as actividades domésticas – peça e aceite ajuda; 
- Realizar uma dieta equilibrada e beber muita água;
- Praticar caminhadas ou exercício físico;
- Cuidar e mimar-se – para se sentir melhor consigo própria e reduzir os níveis de stress.

Quais as vantagens do leite materno para a mãe?
- Proporciona uma perda de peso mais rápida;
- Assegura que o útero volte à sua forma pré-gravídica, mais rapidamente, reduzindo as hemorragias no pós-parto;
- Funciona como método contraceptivo;
- Diminui incidência do cancro da mama, útero e ovário.
- É um método económico.

Durante a gravidez a mulher de ter alguns cuidados com o peito:
- Lavar suavemente com água corrente;
- Não usar sabonete no mamilo;
- Secar muito bem;
- Usar um soutien com bom suporte.

Como ocorre a produção do leite materno?
As células produtoras de leite são estimuladas por uma hormona, a prolactina. Embora a mama possa produzir colostro durante a gravidez, o leite só é produzido após o parto. 
O colostro pode ter um aspecto esbranquiçado ou ser espesso e amarelo. O início da produção de leite (descida de leite), acontece após o parto e varia de mulher para mulher entre as 24 horas e os 5/6 dias. Durante este período, o bebé pode ficar perfeitamente alimentado só com o colostro. O estômago do bebé é do tamanho de um berlinde pequeno nas primeiras 24 horas de vida, nos três dias seguintes aumenta de tamanho até ao de um berlinde grande, no fim da primeira semana de vida parece-se com uma bola de pingue-pongue. Este tamanho faz-nos perceber que com pouca quantidade o bebé fica saciado. 
Quando o bebé mama, o seu reflexo de sucção estimula a zona da auréola, o que conduz à produção de oxitocina (hormona responsável pelo esvaziamento mamário e pelas contracções do útero). A presença de oxitocina faz com que o leite saía da mama e também promove o retorno do útero à posição pré-gravidica. Esta simultaneidade faz com que muitas mulheres sintam contracções uterinas quando estão a amamentar, nos primeiros dias após o parto.
Conselhos para a grávida: 
Amamentar é um acto natural, mas pode requerer algum tempo de aprendizagem e adaptação da mãe e do bebé. A calma e o bom senso são preciosos aliados.
Quanto mais precocemente o bebé começar a mamar melhor para:
- A sua adaptação e aprendizagem;
- O início da subida/descida de leite.

O ideal é que o bebé seja colocado à mama na primeira hora de vida, período em que está muito desperto e facilmente aprende o “caminho” para a mama. Após este período pode adormecer e ser difícil acordá-lo e fazer com que ele mame.

Posição para amamentar:
Da mãe: 
- Sentada com as costas bem apoiadas e os pés assentes num banquinho (ou outro objecto) de forma a que os joelhos fiquem mais elevados que a bacia;
- Deitada de lado.

Do bebé: 
- Virado para a mãe – barriga com barriga;
- Cara virada para a mama e boca junto do mamilo;
- Costas do bebé bem apoiadas.

Como amamentar:
- Aproximar a boca do bebé do mamilo, deixá-lo cheirar e dar “lambedelas”. O bebé acaba por abrir bem a boca e com a língua ligeiramente de fora “agarrar” todo o mamilo e quase a totalidade da auréola;
- A boca do bebé deve estar bem aberta;
- O queixo deve tocar na mama;
- A auréola deve ficar quase toda no interior da boca do bebé. Vê-se mais auréola acima que em baixo;
- O lábio inferior do bebé fica virado para fora;
- Não se preocupe com o nariz, embora pareça tapado o bebé consegue respirar perfeitamente;
- Não pressione ou aperte o mamilo;
- Não deixe o bebé mamar na “ponta” do mamilo – não o alimenta e só provoca gretas;
- Quando for necessário interromper a mamada, não puxe o bebé porque magoa o mamilo – coloque o seu dedo mindinho no canto da boca do bebé e quando este não estiver a sugar retire o mamilo;
- Nas primeiras mamadas pode ser necessário reiniciar todo este processo várias vezes porque o bebé cansa-se e ao descansar larga a mama. Com o passar dos dias vai aprender a descansar sem perder a mama, ou quando a larga consegue pegá-la rápida e eficazmente.

Sinais de uma boa pega:
- Queixo do bebé toca a mama da mãe;
- A boca do bebé está bem aberta;
- O lábio inferior está virado para fora;
- Vê-se mais auréola acima que abaixo da boca do bebé. 


Duração/Intervalo das Mamadas:
Cada bebé é um ser único com necessidades e ritmos próprios, desde que não haja qualquer complicação prévia detectada devemos usar o bom senso e seguir algumas dicas para facilitar a amamentação:
- Deve ser o bebé a determinar a hora em que quer mamar (horário livre);
- Deve mamar até estar satisfeito, só de uma mama, em cada mamada;
- Se necessário oferecer a outra mama, e na próxima mamada começa por esta mama (a última que ofereceu);
- Embora a duração da mamada varie de bebé para bebé, e vá diminuindo com o passar das semanas, em média nas primeiras semanas, 30 minutos é tempo suficiente para o bebé ficar satisfeito. A maior parte dos bebés ingere a quantidade que precisa nos primeiros 5 a 10 minutos de cada mamada;
- Durante a mamada o bebé faz pequenos intervalos para descansar;
- No fim da mamada, regra geral, se o bebé está satisfeito, fica sossegado e adormece;
- Pode repetir-se a mamada na outra mama, logo que o bebé volte a acordar, mas devemos ter em atenção que o intervalo deve ter no mínimo 1 hora 30 minutos, pois se for inferior podemos estar perante duas situações: 
•         O bebé está a fazer da mama chucha;
•         O bebé está com fome.


Cuidados com a Mama/Mamilos:
Mama:
- Se estiver confortável, não mexa.
- Se estiver muito cheia ou com caroços:  
•         Passe água quente com o chuveiro ou coloque panos quentes húmidos;
•         Tente esvaziar manualmente ou com bomba até ficar com o peito confortável;
•         Coloque gelo nas zonas mais doridas.
- Se antes da mamada o peito estiver muito cheio pode ser necessário esvaziá-lo um pouco para o bebé conseguir agarrar melhor o mamilo;
- Quanto menos manipular a mama melhor;
- Quanto mais estimulada for a mama mais leite produz, pelo que devemos ir reduzindo progressivamente as intervenções;
- Estas intervenções, quando necessárias, devem ser realizadas após a mamada.
- Para melhorar uma mama muito cheia e desconfortável, pode colocar a toda a volta da mama folhas de couve verdes, (cortam-se pedaços e colocam-se directamente sobre a mama por baixo do soutien) substituem-se quando estiverem secas.

Mamilos:
- Após cada mamada limpar muito bem com uma fralda de pano macia;
- Espremer um pouco de leite e espalhar no mamilo, deixar secar;
- Vestir um bom soutien de suporte;
- Só lavar o peito uma vez por dia, sem sabonete;
- Se estiver a usar creme protector no mamilo, deve limpar o excesso antes da mamada, espremer umas gotas do seu leite espalhando-o no mamilo e dar de mamar de seguida. 

Em conclusão, esperar um filho, em especial o primeiro ou não, é um dos acontecimentos mais importantes da vida da mulher e representa um desafio à estrutura da sua personalidade. É também uma oportunidade para o desenvolvimento de novas responsabilidades, pois acima de de tudo tem que haver da parte da mulher “O Desejo de ser Mãe.”.

Por: Enf.ª Ana Nobre


O "Bê-á-bá" da Maternidade: principais dúvidas

A gravidez é um processo que corresponde a um período entre a concepção e o parto. Na grande maioria dos casos, tem a duração de cerca de 9 meses lunares, 40 semanas ou 280 dias. 


Quais as principais alterações que a grávida pode sentir no seu corpo? 
As mamas podem aumentar de volume, ficando mais pesadas e dolorosas. Os mamilos tornam-se mais escuros e maiores. No 3º trimestre, poderá ocorrer a saída de colostro.


Conselhos para a grávida: 
* Usar um soutien adaptado e discos protectores (quando há saída de colostro).

* O útero torna-se mais volumoso, dando lugar nos últimos meses da gravidez a alguma dificuldade respiratória, dor e desconforto abdominal.

* Repousar e adoptar um posicionamento confortável.

* O aumento do volume do útero provoca a distensão dos músculos abdominais podendo levar ao aparecimento das estrias gravídicas.
Conselhos para a grávida:
- Evitar o uso de roupas apertadas;
- Usar, preferencialmente, roupas de algodão (principalmente a roupa que fica em contacto directo com a pele); 
- Hidratar a pele.
 
* A resistência do sistema vascular diminui, porque o aumento do volume do útero empurra o coração para cima e para o lado esquerdo, podendo originar o inchaço das pernas, bem como uma sensação de maior cansaço, varizes, formigueiro, descida da tensão arterial e desmaios.
Conselhos para a grávida:
- Usar meias elásticas para activar a circulação de retorno;
- Repousar, deitada ou sentada, colocando uma almofada sobre as pernas ou os pés, para que estes fiquem elevados;
- Evitar estar muito tempo em pé;
- Tentar não passar rapidamente da posição sentada ou deitado para a posição erecta;
- Realizar exercícios respiratórios moderados e movimentação vigorosa dos membros inferiores.

* O aumento do útero, sobretudo no final da gravidez, leva à elevação do diafragma e ao alargamento do tórax. A respiração fica mais profunda e o ritmo cardíaco torna-se mais rápido, levando à sensação de falta de ar ou dificuldade a respirar.
Conselhos para a grávida:
-  Acalmar-se e, se possível, deitar-se de costas com os braços estendidos para cima e repousar;
-  A compressão da bexiga pelo aumento do tamanho do útero, leva a que a grávida sinta necessidade (e a sensação) de urinar mais vezes. Mas, o esvaziamento da bexiga pode não ser total e fica sempre urina retida, o que pode originar o aparecimento de infecções urinárias. Por isso, deve:
- Urinar sempre que sentir vontade;
- Aumentar a ingestão de água;
- Ingerir líquidos ácidos (limonadas);
- Favorecer, quando deitada, a posição de lado para reduzir a estase de urina.
 
* Principalmente nos primeiros meses, o sistema gastrointestinal é afectado pelas hormonas da gravidez, provocando enjoos e vómitos na mulher, sobretudo ao início do dia ao levantar.
Conselhos para a grávida: 
- Ao acordar, sentar-se primeiro na cama e levantar-se devagar;
- Comer várias vezes ao dia e em pequenas quantidades;
- Comer alimentos ricos em fibras;
- Evitar o consumo de sal e de doces;
- Diminuir a ingestão de café;
- Não consumir álcool ou bebidas com gás;
- Evitar cheiros activos;
- Evitar a ingestão excessiva de líquidos;
- Não fumar.

* A maior pressão do útero sob o estômago leva a que o conteúdo ácido do estômago volte para o esófago, provocando a sensação de queimadura ou ardor, conhecida por azia.
Conselhos para a grávida:
- Tomar chá quente;
- Evitar refeições abundantes, muito condimentadas e com excesso de gorduras.
- Ao tomar pastilhas para a azia devem ser as de alumínio ou de magnésio (não tomar as de sódio).

* O efeito das hormonas da gravidez, nos músculos dos intestinos, leva a que estes funcionem de uma forma mais lentificada, originando dificuldade em evacuar na grávida.
- Aumentar a ingestão de líquidos, sobretudo de água;
- Comer vegetais verdes;
- Beber um copo de água quente ao acordar,
- Tentar evacuar, pelo menos uma vez por dia,
- Usar medicamentos para evacuar, desde que prescritos pelo médico.

* O maior relaxamento dos ligamentos do corpo da mulher e, a posição adoptada para contrabalançar o peso da barriga, leva ao aparecimento de dores nas costas.
Conselhos para a grávida:
- Corrigir a postura;
- Fazer exercícios de suporte abdominal;
- Realizar períodos de repouso;
- Usar calçado baixo (evitar sapatos de salto alto).

Como deve a mulher comer durante a gravidez?
O aumento de peso durante a gravidez está relacionado com o tipo de alimentação da mulher. Nas primeiras semanas é normal que a mulher aumente de peso entre 1 a 2 quilos ou então, que emagreça devido aos vómitos. No 2º e no 3º período da gravidez ocorre um aumento de peso mais acentuado. É normal que na fase final da gravidez o peso até aí adquirido se mantenha. Ao longo da toda a gravidez considera-se como normal um aumento de peso até 10-12 quilos.

A alimentação da grávida deve ser rica e variada, para fornecer ao seu bebé os nutrientes necessários à constituição do seu organismo, não devendo porém pensar que tem que comer por dois, mas sim para dois.

A Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstetrícia tem como papel  fundamental o de educadora, algo muito importante neste período da vida da mulher. Deve ter conhecimento do peso desta antes de engravidar e das suas rotinas alimentares, promovendo ensinos que lhe permitam comer de forma adequada e saudável, uma vez que o aumento de peso sem controlo pode dar origem a complicações durante a gravidez e sobretudo durante o parto. 

Conselhos para a grávida:
- Reforçar o aumento da ingestão de água; 
- Beber pelo menos 1 litro de leite por dia;
- Consumir sumos naturais de fruta, preparados no momento;
- Comer alimentos, principalmente, cozidos ou grelhados;
- Consumir, preferencialmente, carnes brancas;
- Comer peixe fresco;
- Lavar bem todos os alimentos antes de preparar as refeições;
- Cozinhar os alimentos com azeite.
- Evitar os refogados, manteiga e banha para a confecção das refeições;
- Evitar o uso de sal na preparação das refeições;
- Não comer alimentos enlatados;
- Não comer alimentos fumados ou enchidos;
- Evitar a ingestão de fiambre (mulheres não imunes à toxoplasmose);
- Consumir queijo (preferencialmente, queijo fresco);
- Não comer marisco (perigo de intoxicações alimentares);
- Evitar o consumo de doces (bolos, caramelos, pastilhas,…)
- Comer fruta fresca;
- Comer vegetais frescos;
- Cozer os legumes em pouca água e durante pouco tempo para manter os seus nutrientes.

O que deve vestir a grávida para se sentir confortável? 
A grávida deve ser aconselhada a usar roupa larga, cómoda, confeccionada com tecidos que facilitem a transpiração e sejam facilmente laváveis. 

Aconselha-se o uso de collants de descanso para facilitar a activação da circulação de retorno, diminuindo o inchaço das pernas e pés. 

Não deve calçar meias e peúgas apertadas, porque podem dificultar a circulação de retorno, favorecendo o aparecimento de varizes e edemas. 

A roupa interior deve ser preferencialmente de algodão, devendo usar um soutien com boa capacidade de suporte para manter o peito firme. 

Sobre a utilização de cintas na gravidez, se for necessário, deve-se recomendar um modelo específico para grávidas, cuja principal característica é a contenção da musculatura abdominal e a correcção postural. 

O calçado deve ser muito cómodo e os saltos devem ser pequenos, permitindo à grávida uma boa base de apoio.

A grávida pode realizar exercício físico?  
A grávida deve ser aconselhada a praticar exercício físico diário, embora moderado, sendo os mais indicados a natação, os passeios a pé e os exercícios específicos para melhorar a circulação. 

A mulher grávida pode manter a sua actividade sexual?
Nos últimos meses da gravidez mantendo-se o medo de magoar o feto, muitas grávidas acreditam que manter a actividade sexual durante a última fase da gravidez poderá ser um perigo para a saúde do bebé; outras sentem-se menos atraentes fisicamente devido às alterações corporais, tendo receio que os companheiro percam o interesse por elas; os companheiros por seu lado, têm medo de magoar o bebé e outros pensam ainda que as relações sexuais são menos agradáveis devido às alterações corporais da mulher.

Ao efectuar educação sexual na gravidez a enfermeira Especialista em saúde Materna e Obstetricia deve:
- Incentivar a comunicação entre os parceiros sexuais;
- Incentivar a mulher a cuidar da sua aparência, para que se sinta atraente;
- Informar o casal sobre os posicionamentos alternativos, mais adequados para a prática do acto sexual durante o terceiro trimestre gravídico (mulher em posição superior, posição lado a lado e posição de missionário);
- Explicar ao casal que quando este não pode ter, ou prefere não ter relações sexuais com penetração, a necessidade de intimidade e união pode assumir demonstrações de carinho, como beijos e carícias;
- Advertir os casais que gostam de praticar sexo oral de que, o parceiro pode não sentir tanto prazer devido ao cheiro mais intenso das secreções vaginais, sobretudo no terceiro trimestre da gravidez;
- Informar sobre as contra-indicações do coito, nomeadamente em situações de: ameaça de aborto, risco de início de trabalho de parto pré-termo, placenta prévia, presença de contractilidade uterina e/ou hemorragia vaginal.

A grávida pode continuar a ter contacto com os seus animais?
Os animais domésticos (cães, gatos,…) podem  transmitir doenças infecciosas à grávida, podendo afectar, desta forma, o normal desenvolvimento do seu bebé. Para tal, é necessário que o animal seja portador do microorganismo infeccioso e que a grávida seja infectada. Assim, recomendam-se algumas medidas preventivas: 
- Não ingerir alimentos mal cozinhados, sobretudo carne e ovos;
- Evitar o consumo de vegetais crus;
- Lavar cuidadosamente e com água corrente os legumes frescos e as frutas cruas;
- Lavar adequadamente as mãos, após manipulação de carne crua ou trabalho de jardinagem;
- Usar luvas para manipular terra ou realizar trabalhos de jardinagem;
- Evitar o contacto directo com gatos ou utensílios com eles relacionados.


A grávida deve continuar a trabalhar?
Habitualmente não existe qualquer inconveniente em que a grávida mantenha a sua actividade laboral normal, desde que, não trabalhe com substâncias tóxicas, que a sua actividade seja muito stressante ou exija grande esforço físico. Sempre que necessário devemos aconselhar a grávida a deixar de trabalhar nas 2-3 semanas antes da data provável para o parto. 

Preparação para a Parentalidade
Actualmente começam a implementar-se os Cursos de Preparação para a Parentalidade nos Centros de Saúde e Hospitais para que todas as grávidas e, eventualmente os seus companheiros, possam ter acesso gratuito aos mesmos. Podem iniciar-se no segundo ou terceiro trimestres de gravidez, podendo incluir sessões educativas teóricas e práticas, bem como sessões com grupos de grávidas.
Os temas desenvolvidos no decorrer dessas sessões geralmente englobam: 
- Evolução da gravidez e seus desconfortos;
- Sinais e sintomas do trabalho de parto; 
- Assistência ao parto; 
- Papel do acompanhante; 
- Tipos de parto; 
- Tipos de analgesia/anestesia nos diferentes tipos de parto; 
- Exercícios de relaxamento; 
- Exercícios de controle da respiração; 
- Cuidados no pós-parto; 
- Banho do recém-nascido; 
- Aleitamento materno; 
- Vigilância neonatal (teste de diagnóstico precoce e plano nacional de vacinação); 
- Aspectos emocionais da gravidez, parto e pós-parto;
- Orientações nutricionais para a grávida, puérpera e recém-nascido;
- Aspectos legais da maternidade.

Hoje em dia, embora utilizando técnicas diferentes, os cursos de preparação para a parentalidade têm todos os mesmos objectivos: 
- Proporcionar à mulher a informação necessária sobre a gravidez, o parto e o recém-nascido, de modo a que possa viver conscientemente este momento tão especial; 
- Vencer a ansiedade e o medo transmitidos de mães para filhas, para que a dor física não seja ampliada pela angústia; 
- Reduzir ao mínimo a dor (técnicas de respiração, relaxamento, ...); 
- Ensinar a mulher a colaborar com o próprio corpo para que o trabalho de parto e parto decorram da forma mais fácil e confortante possível; 
- Proporcionar o encontro com outras mulheres na mesma situação e que, por isso, melhor do que ninguém podem oferecer a sua colaboração e solidariedade; 
- Fornecer, em muitos casos, ao futuro pai a informação e os conselhos necessários para que em todos os momentos, incluindo o do parto, possa estar o mais perto possível da futura mãe, ajudando-a;
- Apresentar à mulher, sempre que possível, a instituição hospitalar em que irá ser assistida durante o trabalho de parto e parto. 



Por: Enf.ª Ana Nobre






Saiba o que são leites adaptados

Alimentar o bebé dá a oportunidade de criar fortes laços de afecto entre a mãe e a criança. Esses laços de afecto incluem um conjunto de benefícios psicológicos, nutricionais, imunológicos e fisiológicos quando se trata do aleitamento materno. Mas é a partir dos 6 meses (ou em determinadas situações logo a partir do nascimento) que o bebé pode ter que ser alimentado com uma amamentação artificial.
Amamentação artificial
Por amamentação artificial considera-se a alimentação do bebé com alimentos lácteos diferentes do leite materno, geralmente são produzidos a partir de leite de vaca e depois adaptados de forma a assegurar as necessidades nutricionais do bebé.
Para este tipo de alimentação/amamentação são necessários vários utensílios, como o biberão, preferencialmente um recipiente de vidro constituído por uma tetina, com o formato e a consistência idênticas ao peito da mãe, através do qual o bebé suga o leite.
Leites de substituição
Com a produção e a comercialização dos leites de substituição houve um grande avanço e desenvolvimento na alimentação dos lactentes, porque desta forma, possibilita que as mães que por algum motivo não têm capacidade em produzir leite, possam alimentar os seus bebés com uma composição artificial adequada às necessidades deles. Assim não têm a necessidade de procurar outras soluções, como antigamente, que podem causar determinados transtornos tanto para a mãe como para o bebé. Por exemplo, quando as mães tinham que recorrer às amas de leite, mais tarde esse tipo de situação podia criar problemas psicológicos à mãe por não puder amamentar o filho, ou em outras situações quando as mães tinham que recorrer ao leite de vaca e/ou de outros mamíferos. Leites estes que podem não satisfazer de forma equilibrada as necessidades nutritivas dos bebés, assim como ainda causar sérios problemas no aparelho gastrointestinal.
Nota – É importante ser esclarecido que o aleitamento materno deve ser mantido sempre que seja possível, porque é a melhor forma de alimentar os bebés desde o nascimento até aos 3 a 6 meses.
Recomendações
Este tipo de leites é indicado nas seguintes situações:
- Quando a mãe tem dificuldade em produzir leite, ou então quando por algum motivo não deve amamentar de forma natural o bebé. As razões pelas quais podem surgir estas situações são quando as mães sofrem de determinada patologia ou de infecções que podem ser transmitidas ao bebé; terapêutica com alguns fármacos que podem ser eliminados junto com o leite; hipogalactia; ou mesmo situações infecciosas que podem ocorrer nos seios.
- Como complemento alimentar e associado ao aleitamento materno a partir do momento em que se inicia a desmame (ablactação), normalmente entre os 4 e os 6 meses. É considerado por muitos pediatras e nutricionistas como um excelente alimento até que o bebé complete um ano e desde que possa começar a beber leite de vaca ou de outro mamífero sem nenhum tipo de restrições. 
Tipos de leites adaptados
Actualmente, os leites destinados ao consumo dos bebés e até ao primeiro ano de idade são vulgarmente designados por “leites adaptados”, embora também há quem os chame de leites “artificiais”. Quase a totalidade destes leites é produzida através de processos industriais a partir do leite de vaca, ao qual são retirados ou adicionados determinados nutrientes para que a sua composição se assemelhe à do leite materno. Apesar do aperfeiçoamento da composição dos leites adaptados é de referir que mesmo assim existem diferenças entre os 2 tipos de leites (humano e os de adaptação), como por exemplo o facto do leite humano conter anticorpos produzidos pelo organismo da mulher.
Na sua grande maioria estes leites encontram-se sob a forma de pó, porque é neste estado que são adequadamente acondicionados nas embalagens e conservados. Estes tipos de leites (em forma de pó) necessitam de ser previamente diluídos antes de serem oferecidos às crianças. Embora os fabricantes indiquem o modo de preparação para cada tipo de leite, a leitura dos rótulos torna-se extremamente importante para os pais.
Embora haja no nosso mercado uma grande variedade de marcas e tipos, é possível distinguir dois tipos de leites adaptados:
- O leite adaptado de iniciação ou de primeira idade: um tipo de leite muito idêntico ao leite materno adequa-se bastante à fisiologia do aparelho digestivo, e às necessidades nutricionais dos lactentes até aos 3 ou 4 meses de idade.
- O leite adaptado de continuação ou de segunda idade: um tipo de leite enriquecido em ácidos gordos e ferro, ideal para a alimentação diária dos lactentes a partir dos 4 ou 5 meses e até ao primeiro ano de idade.
Seleccionar o leite adaptado
O leite adaptado que provém do leite de vaca é a opção, que mais semelhanças apresenta, com o leite materno e então, pode-se dizer que é o melhor tipo de leite para a maior parte dos bebés. Quando por exemplo os bebés são intolerantes à lactose (sensíveis ao açúcar do leite), ou então têm alergia às proteínas do leite, ou ainda que possam estar a recuperar de uma diarreia existem no mercado outro tipo de leites, designados de leites à base de soja, ou leites de origem animal mas modificados industrialmente tornando-os hipoalérgicos. E nunca se deve substituir o leite materno ou um leite adaptado pelo de soja ou outro sem perguntar primeiro ao seu pediatra ou nutricionista.
Apesar de pensar que é uma boa ideia e de que pode ser a solução perfeita para aqueles bebés intolerantes ou alérgicos ao leite de vaca, aproximadamente metade dessas crianças também podem ser alérgicos à soja. Nestes casos pode e deve mesmo escolher um leite adaptado hipoalergénico mas com uma composição enriquecida em ferro. Por exemplo, a Academia Americana de Pediatria aconselha que este tipo de leite seja consumido por todos os bebés durante o seu primeiro ano de vida. No entanto, como já foi referido existem vários tipos de leite à venda no nosso mercado.
Deverá ser o pediatra ou o médico assistente a dar os conselhos sobre o leite mais adequado, especialmente se se suspeitar de intolerâncias e alergias ou de qualquer problema digestivo particular, como regurgitações acentuadas, etc.
Nota – Nunca se deve misturar qualquer tipo de leite adaptado com o leite de vaca. Porque o leite de vaca é difícil de digerir para os bebés e deverá ser evitado antes do primeiro ano.
Leites de crescimento
Durante o primeiro ano de vida, o bebé consegue triplicar o seu peso corporal, coincidindo também com o crescimento significativo do cérebro. A partir daí as necessidades nutricionais vão sempre aumentando até à fase da adolescência. Mas é entre o primeiro ano e os 3 anos que os leites de crescimento devem ser fornecidos (ou em outras idades desde que seja o pediatra ou o nutricionista a recomendar). Estes leites são mais ricos em sais minerais e vitaminas, sendo também ligeiramente mais calóricos do que o leite de vaca. O objectivo destes leites é de ter uma composição em nutrientes equilibrada de forma a compensar o desgaste físico e intelectual diário das crianças.


Por: Alexandre Fernandes (nutricionista)
www.bemnutrir.com


Sexualidade na Gravidez

A maternidade é um dos acontecimentos mais importantes da vida da mulher e representa um desafio à sua maturidade.

Na época actual, os ideais do amor romântico tendem a fragmentar-se sob a pressão da emancipação e da autonomia sexual feminina. A ideia do “para sempre” e do “único amor” é substituída pela procura de relacionamentos especiais e da realização sexual.   As múltiplas facetas que assume, neste período, enquanto conjunto de acções, comportamentos, emoções, sentimentos e valores, variam de pessoa para pessoa, quer social quer culturalmente, ou de acordo com as convicções religiosas e/ou espirituais. 
 As relações amorosas e conjugais, analisadas nas diferentes épocas, apontam para a ideia de que o ser humano sempre procurou meios para “organizar” os relacionamentos afectivos e sexuais, ora com explicações pautadas na natureza, ora na afirmação da vontade de Deus, ora na razão pura do homem. Na sociedade contemporânea, estas três formas aparecem, quer separadas, quer  interligadas, para justificar ou condenar os relacionamentos sexuais humanos. A sexualidade encerra o mistério da vida humana, pois, a partir dela, surge a vida, e é em função dela que a vida continua após a morte. A procura do prazer toma a forma da procura da verdade, substituindo-o pela procura da felicidade do século XIX.
No passado a mulher realizava-se quase essencialmente através da maternidade, hoje em dia, é um pouco diferente, uma vez que ela encontra ganhos na realização pessoal, área profissional, académica e social. Ser mãe passou a ser uma opção como tantas outras e o procurar a realização a esses níveis faz com que a maternidade seja protelada. A decisão de ter um filho, é agora um passo mais complexo do que outrora. Actualmente, a maioria dos casais sente que deve limitar o número de filhos que vão ter, e que devem ainda, adiar a gravidez, até que ambos reúnam as condições que consideram indispensáveis para o nascimento de um filho. A maternidade deixa assim, de ser a primeira e única preocupação da mulher. 
A sexualidade na gravidez, apesar dos receios, preconceitos e/ou medos ligados a este tema, homens e mulheres estão cada vez mais determinados a viver este tempo, intensamente, descobrindo novas formas de prazer e indo ao encontro do desejo um do outro. 
Tudo começa na fecundação, o encontro fantástico dá-se no corpo da mulher reunindo energia, força e amor para dar vida a um ser humano.
O desejo na gravidez vai sofrendo oscilações. No primeiro trimestre está geralmente diminuído por causa da parte hormonal. Nesta fase a grávida pode encontrar-se nauseada, por vezes com vómitos, tem mais sono que o normal, tem frequentemente tonturas, lipotimias (desmaios), e as mamas aumentam de tamanho, tornando-se dolorosas. Nestas circunstâncias, é normal que a grávida não tenha muita disponibilidade para fazer amor. Já o homem, que continua a desejar sexualmente a parceira, receia muitas vezes fazer amor por poder prejudicar a gravidez, o que é um medo totalmente infundado pois, excepto se indicação médica (situações de hemorragia vaginal), o casal pode fazer amor sem problemas. Também poderá acontecer que a grávida não tenha qualquer tipo destes sintomas acima referidos e ter uma prática sexual normal.
No segundo trimestre, a libido (desejo) da mulher, geralmente, volta aos níveis normais. Os vómitos, as náuseas e tonturas desaparecem, as mamas tornam-se menos tensas e até o sono diminuiu. Estes três meses são considerados uma boa fase da gravidez: barriga pequena, a grávida sente-se bem, com uma auto-estima favorável. O casal só precisa de imaginação, para conseguir algumas posições mais confortáveis.
No terceiro trimestre poderão surgir novos receios relacionados com as modificações corporais, medos relativamente ao parto e até mesmo uma baixa auto-estima que poderá levar a mulher a evitar o relacionamento sexual. Neste trimestre da gravidez, os casais geralmente reduzem a frequência da actividade sexual. A mulher não se sente sexualmente atraente pois a sua imagem está alterada. Com a barriga aumentada, o número de posições sexuais fica reduzido e fazer amor pode ser um pouco incómodo, a criatividade é a palavra-chave na procura do prazer. No entanto é muito importante saber que não existe qualquer contra-indicação médica à actividade sexual e chega mesmo a ser aconselhável, o orgasmo e as contracções por ele provocadas, pode até ajudar o nascimento, ou seja, induzir o trabalho de parto naturalmente.
Este trimestre também é caracterizado pelo aumento da ansiedade, devido à proximidade do parto, e pela condição eminente da maternidade. As alterações físicas estão a chegar ao término, e a mulher passa a ver-se como pouco atraente aos olhos do marido. A lubrificação vaginal diminui, e os mitos do sexo vaginal durante a gravidez ganham força. Aproximadamente 80% das mulheres percebem que têm uma diminuição drástica no desejo sexual. Neste período é muito comum o cônjuge também estar vivenciando a ansiedade da chegada da paternidade e o seu desejo sexual geralmente fica prejudicado.

A mulher grávida pode manter a sua actividade sexual durante os últimos meses de gravidez? 

Nos últimos meses da gravidez mantendo-se o medo de magoar o feto, muitas grávidas acreditam que manter a actividade sexual durante a última fase da gravidez poderá ser um perigo para a saúde do bebé; outras sentem-se menos atraentes fisicamente devido às alterações corporais, tendo receio que os companheiros percam o interesse por elas; os companheiros por seu lado, têm medo de magoar o bebé e outros pensam ainda que as relações sexuais são menos agradáveis devido às alterações corporais da mulher.
Ao realizar educação sexual na gravidez a enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstetrícia deve procurar:
- Incentivar a comunicação entre os parceiros sexuais;
- Confrontar a mulher a cuidar da sua aparência, para que se sinta atraente;
- Informar o casal sobre os posicionamentos alternativos, mais adequados para a prática do acto sexual durante o terceiro trimestre (mulher em posição superior, posição lado a lado e posição de missionário);
- Explicar ao casal que, quando este não pode ou prefere não ter relações sexuais com penetração, a necessidade de intimidade e união pode assumir outras formas e demonstrações de carinho, como beijos e carícias;
- Advertir os casais que gostam de praticar sexo oral de que, o parceiro pode não sentir tanto prazer devido ao cheiro mais intenso das secreções vaginais, sobretudo no terceiro trimestre da gravidez;
- Alertar sobre as contra-indicações do coito, nomeadamente em situações de: ameaça de aborto, risco de início de trabalho de parto pré-termo, placenta prévia, presença de contractilidade uterina e/ou hemorragia vaginal.

Algumas da posições aconselháveis:
Em suma vários autores referem que se a grávida, possuir um bom relacionamento conjugal e familiar, durante a gravidez e no pós-parto, a sexualidade na gravidez, poderá ser mais facilmente ultrapassada. O casal tem que ter conhecimento que, relação sexual apenas é proibida ou restrita em algumas situações como: hemorragias durante a gravidez; descolamento de placenta; perda de líquido amniótico; ameaça de parto pré-termo; ameaça de aborto, entre outros. 
Será o casal que vai descobrir juntos, as melhores posições para aproveitar a intimidade até o bebé nascer. E tem que se reforçar que esse momento deve ser vivido com muito prazer. Existem autores que acreditam que, na maioria dos casos, a gravidez por si só não provoca uma ruptura na sexualidade de um casal, seja qual for o trimestre de gravidez, se esta era previamente satisfatória. No entanto consideram importante a abordagem por parte de profissionais de saúde, dado ser um tema de extrema importância e ainda tão frequentemente esquecido. 
Bibliografia e Sites:
  • “Entregue-se a 9 meses de amor”, revista Crescer, Setembro 2006, Editora Impala, p.84-85
  • Sexo durante a gravidez? Claro que sim!, revista Crescer- especial gravidez e parto, nº 12, Editora Impala, p. 27- 29
  • http://www.apf.pt/
  • http://guiadobebe.uol.com.br/psicgestante/sexualidade_na_gravidez.htm
  • BOBAK, Irene [et al.]- Enfermagem na maternidade. 4ª ed. Lisboa: Lusociência, 1999. 989p. ISBN 972-8383-09-6;
  • LOWDERMILK, Deitra [et al.]- O Cuidado em enfermagem materna. 5ª ed. Lisboa: Artmed, 2002;
  • GRAÇA, Luís Mendes- Medicina Materno- fetal. 3ª ed. Lisboa: Lidl, 2005. 733p. ISBN 972-757-325-8;
  • PORTELINHA, Cândida – “Sexualidade na Gravidez”. 1ª Edição. Coimbra Quarteto Editora. Novembro 2003.
  • SANTO, Maria do Céu – Sorria com o Corpo Inteiro – Amor Sem Limites. 1ª ed. Lisboa: Oficina do Livro, Outubro, 2011, pag. 141 – 159.
Por : Enfermeira Ana Nobre



Afinal o que podem ou não as grávidas comer?


O que podem e não podem comer as grávidas?
É fundamental que as grávidas saibam quais os alimentos que podem e não podem comer para que tenham uma gestação saudável, e neste artigo vamos procurar desvendar os segredos da alimentação durante a gestação.
As preocupações e as dúvidas das futuras mães, principalmente para aquelas que é a primeira gravidez, sobre o que podem e não fazer neste período tão especial é muito comum; assim como saber o que podem ou não comer, e que cuidados devem ter com a alimentação.
Uma boa alimentação durante a gestação previne a mãe de patologias que podem aparecer e é imprescindível para o desenvolvimento e o aumento adequado do peso do bebé. À medida que a gestação continua, certos nutrientes passam a ser mais importantes do que outros.

Planear a gravidez
Neste período deve-se iniciar uma suplementação específica e tomar doses extras de ácido fólico e de ferro. O ácido fólico é uma vitamina fundamental porque previne anomalias no tubo neural do bebé em desenvolvimento. Se porventura já está grávida e ainda não faz esta suplementação; procure rapidamente um médico obstetra para uma opinião e uma avaliação médica. O tubo neural do bebé é formado nos primeiros 20 dias de gravidez, quando muitas vezes a mulher ainda nem sabe que está grávida! Alguns dos alimentos ricos nesta vitamina temos: frutas, legumes e vegetais (incluindo sumo de laranja e vegetais de folha verde) e sementes enriquecidas. Deve-se atingir pelo menos 600 µg de ácido fólico por dia. Os médicos aconselham que as mulheres grávidas tomem um suplemento contendo, pelo menos, 600 µg de ácido fólico por dia, em vez de “confiar” apenas nas fontes naturais de ácido fólico, para obter este nutriente/vitamina que é tão importante.
Relativamente ao ferro, se uma mulher sofre de anemia, durante a gravidez, pode aumentar o risco de um parto prematuro, Depois do parto, o cansaço originado pela anemia, leva a que muitas delas descuidem a sua saúde. A fadiga/fraqueza associada à doença é consequência da deficiência de ferro no organismo, que provoca uma diminuição de oxigénio nas células, devido à baixa concentração de hemoglobina no sangue. A esta anemia dá-se o nome de anemia ferropénica.
Uma suplementação deste mineral, durante a gravidez, ajuda a prevenir a carência em ferro que pode aumentar o risco de complicações no momento do parto e durante este, assim como pode promover baixo peso à nascença no bebé e um parto prematuro.
Tenha noção que os alimentos ricos em ferro são: vísceras, carne de vaca e de porco, legumes e cereais enriquecidos.
Alguns cientistas americanos recomendam o consumo de 27 mg de ferro por dia, o que equivale a 50% acima das recomendações normais. Como esta quantidade é muito difícil de atingir apenas com a alimentação, a maioria dos médicos recomenda a toma de um suplemento contendo, pelo menos, 30 mg de ferro.
O que pode comer
Durante a gestação é preciso encontrar um equilíbrio. Para isso, a grávida deve fazer de seis a oito refeições por dia, dando preferência ao consumo de alimentos pouco calóricos, mas ricos nutricionalmente. Em seguida deixo algumas dicas para que a gravidez corra de uma forma saudável e tranquila.
- Diversifique a alimentação. Quanto mais variar os alimentos que consome todos os dias, mais vai estar a ingerir os diferentes nutrientes necessários para uma gestação saudável.
 - Frutas preferencialmente frescas e com casca (bem lavadas e higienizadas), e os respectivos sumos naturais. Pode por exemplo adicionar frutas frescas aos cereais do pequeno-almoço ou ao iogurte, ou comer como sobremesa no final das grandes refeições, ou ainda comer entre as refeições, por exemplo, a meio da manhã ou num dos lanches da tarde.
- Inclua vegetais folhosos como repolho, couve portuguesa, couve lombarda, alface e outros; assim como tubérculos como batata, nabo, mandioca, cenoura, rabanete, etc.
- Coma leguminosas secas ou frescas como feijão, lentilha e grão-de-bico porque fornecem boas quantidades de hidratos de carbono, vitaminas, sais minerais e fibras, e quantidades razoáveis de proteínas.
- No pequeno-almoço, ou na salada do almoço, ou do jantar acrescente algumas nozes e/ou sementes de girassol; porque são boas fontes de ómega 6 (ácido linóleico), importante para o desenvolvimento do cérebro do bebé e na prevenção da pressão arterial elevada na gestante.
- Os hidratos de carbono devem estar presentes em todas as refeições para garantir à grávida e ao bebé a energia necessária. Pães, frutas, massas, arroz, leguminosas, aveia, cereais de pequeno-almoço, etc. Por exemplo, alguns dos alimentos citados ainda fornecem fibras, cálcio e ferro por exemplo.
- Qualquer tipo de carne, de peixe, ovos e inclusive frutos do mar devem ser sempre bem confeccionados. Prefira a ingestão de carnes brancas, porque estas têm uma digestão mais facilitada em relação ás carnes vermelhas. Também tenha o cuidado em alternar nas principais refeições carne com peixe.
- Relativamente à carne de vaca prefira as partes mais magras porque têm menos gordura, um bom exemplo disso é o lombo e a perna. As carnes de aves devem ser confeccionadas sem a pele.
- Coma peixe pelo menos duas vezes na semana. Seja cozido, assado, estufado, ou preparado em papelote. Devido à riqueza em ómega 3 (ácido linolénico).
- Quanto aos ovos podem ser mexidos, cozidos ou simplesmente fazer uma omeleta de claras.
- Opte pela ingestão de alimentos integrais, porque são ricos em vários nutrientes incluindo as fibras, logo fazem bem à saúde, à pele e ajudam na digestão dos alimentos e no funcionamento do intestino, ambos “normalmente” comprometidos durante a gravidez.
- Beber muitos líquidos, principalmente água, infusões e sumos, evita para além da prisão de ventre, a desidratação e eventuais infecções do trato urinário. Se é daquelas pessoas que não gosta de beber água “simples”, experimente: água com rodelas de limão e/ou de laranja, águas engarrafadas de sabores, infusões, chás, tisanas e sumos de frutas frescas. Outra dica que pode ajudar a fazer como que ingira mais “água” é quando for comer uma peça de fruta, primeiro parta-a para uma tigela e antes de comer, acrescente alguns cubos de gelo e coma tudo.
- Leite e os seus derivados somente pasteurizados. Fornecem cálcio, um mineral que auxilia na coagulação sanguínea, ajuda na formação dos ossos e dos dentes, reduz a fadiga muscular, previne infecções e contribui para manter o equilíbrio de ferro no organismo. Se houver deficiência deste nutriente durante a gestação, a grávida corre riscos de surgirem cáries dentárias, cãibras e inchaços.
- Como foi dito anteriormente deve haver uma boa ingestão de alimentos ricos em ferro. Como por exemplo, espinafres, feijão, beterraba, peixes, lentilhas, soja, agriões, trigo e aveia. O ferro é o nutriente responsável pela respiração celular e pelo desenvolvimento da placenta; transporta oxigénio das células maternas para as do feto. Para aumentar e facilitar a sua absorção; coma alimentos ricos em vitamina C (como limão, morango, laranja, kiwi, acerola, salsa, etc).
- O consumo de calorias, vitaminas e sais minerais deve ser maior entre as mulheres grávidas, no entanto sempre controladas, para que o peso não ultrapasse o intervalo considerado normal (entre os 9 - 15kg a mais do peso inicial e antes da gravidez), o acréscimo de energia deve ser na média de apenas 300 calorias diárias. Nota: a ingestão de calorias não necessita de alteração durante os primeiros 3 meses de gestação. Durante os últimos dois trimestres, o organismo precisa de aproximadamente mais 300 calorias por dia do que quando não estava grávida. Contudo é sempre importante uma avaliação nutricional para calcular as calorias que devem ser ingeridas semanal ou mensalmente.

Por: Alexandre Fernandes  (Nutricionista)
www.bemnutrir.com


O quartinho do meu baby ;)


Depois de saber da minha gravidez, um turbilhão de pensamentos passa por mim e com calma relaxo e vou resolvendo-os um a um. Mas não consigo deixar de pensar:
“O que seria um quarto de sonho para o meu bébé?” O que eu gostava mesmo era um quarto que se adaptasse ao seu crescimento com harmonia, cor alegre e com muito e muito amor…
Se for menino vamos escolher o azul, se for menina será rosa!
Agora já não precisamos de escolher só essas cores. Existe uma paleta enorme de cores que podemos escolher para que aquele quarto que estamos a idealizar seja lindo desde que eles saem da nossa barriguinha até à adolescência!
O importante é termos tudo o que necessitamos ao nascer. Um cadeirão bem confortável para amamentar, uma muda fraldas com a altura ideal, uma caminha deliciosa para aqueles soninhos, um roupeiro para colocar toda a roupinha bem arrumadinha, uma luz não muito forte para que o ambiente seja uma continuação de bem estar da barriguinha da mãe.
Ao crescer e perto dos 2 anos sente-se a necessidade de lhe dar mais espaço para correr e saltar.
As cores já podem ser outras e porque não ser a nossa criança a escolhê-las, assim como a nova caminha. Sim, eles já sabem o que gostam e o que querem.
Se for menina vai escolher uma decoração de princesas, se for menino de carros. Geralmente é sempre assim, isto porque somos nós que os ensinamos a gostar destes temas!
Felizmente já podemos personalizar de outra forma os quartinhos, com uma parede bem colorida, na outra uma fotografia bem grande que faz logo a diferença num quarto.
Uma cama com qualidade e bem confortável vai dar até ao final da sua adolescência.

Colocar um edredon que faça conjunto com os cortinados e o candeeiro de tecto e tudo fica diferente, para que eles se sintam bem no seu espaço!
Eles vão crescendo mas também vão aumentando os seus brinquedos e livros. É importante que tudo esteja organizado e tenhamos uma estante para que eles saibam desde pequeninos organizar as suas próprias coisas.
Passando alguns anos e para nós mães já se torna mais fácil tudo isto. Não podemos deixar para trás a altura da escola, quando pela primeira vez vão ter de encarar os livros e as canetas com outra responsabilidade e aí sim, temos que ter em atenção a secretária que vamos escolher para eles, com arrumação e uma altura ideal para que se sintam bem a fazer todos os trabalhos.
Onde encontrar tanta imaginação?


Por: Susana Andrade
"Loja das Crianças"
Morada:
Quinta da Parreirinha
Rua D. Manuel I, 34-B
2695-445 Bobadela
A 5m do Parque das Nações 
Telf: 21 800 69 20 
Fax: 30 971 93 89
Tlm: 93 71 47 391 / 96 15 17 116
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