Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

O "fantástico" mundo de ser RP...

fantastico mundo RP.png

 

No trabalho de Rp, Assessoria vip e de imprensa, que cada vez mais (com orgulho) faço, tenho todo o tipo de eventos. Aqueles que todos querem ir e me chegam a ligar para ter convites, aqueles que eu "tenho que convencer" os convidados chaves a estarem presentes, por ser importante para o meu trabalho face à marca que me contrata e aqueles "meio-meio", os que são convites para um momento de lazer, onde os convidados, obviamente não pagam bilhete, têm direito a uma champanhoca e uma croquetezito e ainda é fixe, porque todos nos conhecemos e temos ali uma meia hora de convívio com pessoal amigo ou pomos a conversa em dia com quem não vemos há séculos. E para todos, faço o meu trabalho da igual forma e com a mesma dedicação.

 
Incluo-mo no "pacote" porque muitas vezes (aliás, a maioria, sou também eu convidada por marcas, agencias de comunicação ou Rps para estar nas ditas festas e obviamente uma vezes vou, outras nem por isso, nem sempre temos tempo, paciência, cabeça ou disponibilidade e não é de todo disso que falo, é do respeito pelo trabalho, mesmo que não se possa ou queira estar presente). Ora aqui é que está. Eu estou dos dois lados. Conheço os "quês e os porquês" de quem é convidado ( e quanto mais conhecido ou "apetecível" mediaticamente mais convites se tem, o que pode até tornar chato... mas é só "descarrilar " um pouco na carreia ou fazer menos tv  e capas de revista e puffttt... e lá se passam de 10 por semana para um por mês. ou nenhum, às vezes.. triste, mas real e é algo que as pessoas parecem não se lembrar...).
 
Conheço e muito bem o lado de quem convida e faz disso um trabalho tão digno como outro qualquer. Convida ( muitas vezes 10 vezes, até o "chato" obter uma resposta, um mero "sim ou não"), cruza listas, reporta à agência ou à marca com que trabalha, convida imprensa (outro filme...), recebe-os a todos, faz o link entre uns e outros, faz o folow up do que sai na comunicação social, gere conflitos (se os houver com as figuras e os orgãos) e ainda tem que aparecere no dia do dito evento linda e penteada e vestida maravilhosamente e maquilhada a preceito ( quantas vezes no carro, a correr), quando muitas vezes ainda nem teve tempo para respirar, quanto mais andar em cabeleireiros e afins. É trabalho e muito, meus amigos. Não é treta, percebam isso.
 
Comecei a fazê-lo ( ser RP) quando, percebi que 10 anos de tv, eventos, presenças, amizades e afins entre figuras aparemente apetecíveis para a imprensa, deviam e podiam ser potenciadas. Sim.. na altura estava sem trabalho e comecei a fazê-lo atabalhoadamete e sem grandes critérios (a maioria em festa à noite...), para ganhar dinheiro, porque a "caixinha mágica" ( ainda o será??..) tinha desistido de mim... e eu sim, continuava a existir, a ter vida, contas para pagar, sonhos, vontade de realizaçao e de trabalhar. Hoje, outros 10 anos volveram e trabalho com gabinete próprio, ligada a grandes agências, a marcas conceituadas, quase nunca " na noite" ( e que ar prejurativo que cada vez mais "a noite" tem....). Mesmo assim e é aí que eu quero chegar "as pessoas"  ( os chamados Vips) continuma a borrifar nos convites que lhes são interessados. Quando falo "nas pessoas" falo nas que devem achar este trabalho desvirtuoso porque "agora" ( e sim... nem vos conto a quantidade deles que vi em principio de carreira desejosos e fazendo tudo "para aparecer" e que agora se fazem de muito seletos) são muito solicitados e são "os maiores da cocada preta".
 
Nem vos digo, o que ao longo destes anos tenho sido surpreendida. Negativa ( uiii, demais) mas também positivamente, ao menos isso.
 
Gente que começou "ontem" que nem se digna a responder, via facebook, via sms, via whatsup ( às vezes até me sinto envergonhada de tanta insistência minha por todos os meios lol..., mas não devia sentir, no fundo eles sim... porque o faço para "ganhar o meu", tal como eles e eles (os maravilhosos artistas) nem se dignam a tirar 2 segundos da sua vida maravilhosamnete ocupada- como a minha lol- para um " sim ou um não".). Pior... gente que era minha amiga, AMIGA de casa, de copos, de escola...( e que depois "subiu" de estatuto - e olhem que quem sobe alto....) que mesmo sabendo que "preciso" do apoio deles, da presença deles ou que seja... da resposta digna  e certa deles ... estão sempre muito desatentos e " a mil"... ui, é cada facada que nem vos digo.
 
Outros, pior ainda, respondem com desdém... tipo: " não é do meu estilo", "Já não vou a coisas dessas", " Não me parece ser bom para a minha imagem"... Triste é que um dia, quem sabe, o destino muda e precisem "de novo" de aparecer na imprensa, de ir a eventos (onde não ofereçam guita ou bens materiais churudos), só porque simpatizam a relações públicas ( e é por isso, que me considero boa no que faço, porque sei receber e mais ainda, canalizar cada evento para determinado tipo de pessoas), ou até porque sabem a importancia que a sua presença tem para a qualidade e sucesso do meu evento. Simplesmente porque são demasiado "estrelas" ( Meu Deus... em Portugal tudo isso é tão efémero meus filhos, wake up!!) para se irem simplesmente divertir um pouco numa estreia de um filme, de uma peça de teatro, na abertura de uma loja, num evento original promovido por uma marca cool ( que quem me conhece sabe que sou rigída quanto a isso e só trabalho o que considero de bom gosto).
 
 Quem sabe... como ja aconteceu a tantos ( não os vou enumerar mas quem está no meio conhece uns tantos), se estiverem "entre projetos" durante muito tempo ( ou seja desemoregados e sem aparecer algum tempo nos meios mediáticos).. uii...é vê-los como Rps de discotecas e restaurantes e a fazer, muitas vezes, mal feito, e para ganhar uns trocos, o trabalho de quem, por exigências  e experiência da vida ( mas há mais de uma década, como é o meu caso) o faz como um trabalho sério, competente e sem ter vergonha dele.
 
 
Por outro lado... nãooo, nem todos têm que se sentir beliscados...  até porque a maioria dos "maiores", dos que mais trabalham de forma mediática, dos que andam "aqui há anos" de algumas (e frizo algumas, muitas não são assim...)  meninas que estão "em alta" no nosso meio, mesmo que não possam, respeitam o meu trabalho e respondem-me SEMPRE. Pessoas com as quais até  nem tenho grande amizade, mas sim simpatia e que (essas pessoas sim) são assediadas para TUDO o que é evento. E sim, também andam "sempre a mil" e  sim... mesmo assim, respondem-me sempre, mesmo que a maioria das vezes não consigam estar presentes. A essa, aplaudo de pé, são gente digna e que sabe onde e como se posicionar. Porque sabem ver que o que faço é trabalho , não é ser " a chaga das mensagens que não merecem resposta".
 
Se em cima, por questões óbvias não posso apontar nomes ( até porque muita desta revolta tem a ver com o facto de muitos terem passado na minha vida em forma de "amigos", ou pelo menos era o que eu achava), aqui posso e devo falar em nomes. Profissionais e pessoas de bom tom, educados e ... que sabem de onde vieram. Do mesmo "sítio" que eu. Sabem que hoje sou eu, amanhão são eles. Sabem que arregaçar as mangas e trabalhar não é vergonha e que, qui ça, um dia, precisarem de pagar as contas, talvez eles também venham a estar neste (digno papel) de representar marcas e conceitos e precisar de Figuras públicas para lhes dar a cor e visibilidade necessária: Inês e Luisa Castel- Branco, Jessica Ataíde, Raquel Strada, Ana Rita Claro, Helena Isabel, Margarida Pinto Correia, Alda Gomes, João baião, Rogério Samora, Marco Delgado, Fernanda Serrano, Melânia Gomes, Alberta Marques Fernandes, Claudio Ramos, Daniel Oliveira, José wallentein, Jorge Corrula e Paula Lobo Antunes, Pedro Lima,, Isabel Abreu, José Fidalgo, Iva Domingues, Rita Salema, Paula Neves... epa... sei lá...Verdadeiros "VIPS" com tudo o que isso acarreta.. e  só para terem uma ideia... respondem, sempre, estes e outros, possam ou não ( nem que seja à segunda mensagem e pessoal.. nem sabem o significado que isso tem para mim) .. .
 
 
Mas são mais... muitos mais, os que nem se dignam a dar sinal de vida, nem à primeira, nem à segunda nem à terceira vez ( uns porque aos 6 meses de fama acham que não têm de o fazer- quem raio lhes ensina isso? outros, porque ao terem adquirido um estatuto se acham "too much" para responder aquela miúda com quem já trabalharam lado a lado, mas que agora, é dj e relações públicas e não estrela da Tv " e da rádio pirata"... e aiii, como eu gostava de lhes apontar o dedo e falar em nomes. Mas não posso, até porque o meu trabalho ( neste ambito das relações publicas) vive disso... e nem sabem o que me dói... pessoas que começaram lado a lado comigo se acharem " muito" para se chatearem com "estas coisas"... Basicamente serve este texto, não para apontar o dedo mas sim para os alertar.... um dia sou eu, a "precisar de ti", outro dia és tu a "precisar de mim"... e olhem, que isto "da fama", meu amores, muda como o vento... e aiiii, como eu me lembro de tantos vocês a pedirem para fazer presenças por "5 escudos" e a pedirem cunhas para a aprecer nas revistas...
 
 
E assim me vou... que ainda tenho muito boa gente para contactar, um evento fantástico, hoje , no São Jorge para coordenar e outro amanhã num novo espaço que será o meu novo "nest", o meu novo "ninho" de trabalho, onde isto e tantas outras coisas multidisciplinares acontecerão.. Meus amigos, trabalhar no meio artístico e mediático é para os que se safam, mas também para os que respeitam, sabem? Porque de outra forma, acreditem ou não.. mais dia menos dia " 10 anos vão parecer 10 minutos" e "tudo o vento levou..." e aí.... puffffttt.. se calhar até me ( a mim  e outros RPs, bons Rps, que desses também não os há muitos)  me telefonam de novo para ir papar o voulevent de camarão da festinha de inauguração da esquina).
 

"Eu me quero de volta".

e58c8bf390f7fa26fc0cddba4f5dcee9.jpg

 E pronto. Os blogs são, ou deviam ser isto. Uma forma de chegar aos "nossos" seguidores, amigos e até inimigos, que esses também espreitam, acredito... , aos que aparecem aqui aos trambolões... e ...ou...mas também.... uma forma de chegar genuina e verdadeira. Um outro "eu", esta coisa dos blogs. Eu acho. Porque, na verdade, cada vez mais existem blogs que para mim não têm nada de blogs, são antes sites, plataformas comerciais, edições de moda melhor ou pior conseguidas. Nada contra. Mas não são blogs, são outra coisa...E eu quero este este, o meu... continue a ser um blog como assim eu acredito que tem que ser. Uma extensão de mim mesma. Dos meus gostos, das minhas paixões, dos meus medos, das minhas dúvidas, do meu ego e da minha procura ou aniquilação do mesmo, das ânsias da minha alma, como pessoa, profissional, mãe e mulher. 

 

Se calhar por isso tenho escrito pouco. Tenho andado sem vontade, ou sem força para grandes "Eus"... tenho feito mais o "chapa cinco", para não deixar cair este meu projeto querido, o Barriga Mendinha, mas a verdade é que a escrita não tem fluido. Ando desiludida com muita coisa, ando uma tristonha em busca diária do que me faz sorrir. Ando com pouco tempo ( mas que isso não sirva de efetiva desculpa porque no fundo por esta ou por outra razão, sempre andei...) e mais que isso, sem sentir que os feed backs da minha "cena genuína" andem a ser os melhores. Epá.. acho que ando sem inspiração, ou sem vontade, é mais isso basicamente. Com poucas coisas relevantes para vos dizer.

 

Durmo pouco, ando preocupada, tenho muitas frentes. Foco-me nas coisas mais imediatas da vida, para sentir que ela não me foge entre os dedos, porque sei que se me ponho com grandes teorias ou conjeturas (tanto aqui nas escritas como na própria vida) não vou gostar de onde estou, do que vivo, e corro o sério risco de descambar. Por isso (e porque a idade tem isso de nos fazer conseguir ser o que queremos, mesmo que não seja esse o caminho da nossa essência), para me proteger, acho que me tenho "embrutecido" por opção. Como? Ao pensar menos, ao ler menos, ao escrever menos... ao sentir menos. Perigoso... 

 

Pode ser que ao escrever hoje, aqui sobre mim mesma e não sobre peças de teatro, produtos, moda ou acontecimentos, esteja a começar o corte com esta impossibilidade (e frustração) de não andar a gostar nada  de ser o que tenho sido nos últimos tempos. Talvez seja o clique para que volte a ser mais genuína e fluida. Mais... "Rita Mendes" aquela de que, com voltas e contravoltas, com mais ou menos acertos, eu sempre me orgulhei. A ver vamos. É que também, não vejo, para já grandes saídas. Abstenho-me, obviamente de descortinar os meus porquês... mas no fundo, acredito que apesar dos sorrisos e tentar encontrar o melhor de mim todos os dias ( porque sim, não deixo de ter a positividade colada à minha pele, sempre, chova o que chover, existam as tempestades que existirem à volta da minha e nossa existência), o "deixar andar" tem acabado por ser a solução. 

 

Acredito que quem assiste à minha pró-atividade quase constantr não entenda muito bem do que... ou como raio falo de um "deixar andar", sim... na vida não dou, de todo, chance à inércia, não posso, ela própria não mo permite. Um projeto atrás do outro ( porque metade são boicotados, outra metade não vêm o sucesso merecido).. Mas na alma (e não se esqueçam que isso também acaba por mexer com a minha criatividade e auto-estima, algo importantíssimo para quem é artista) ando a passar por um "banho-maria" muito estranho. Porque acho que já não tenho força para sofrimentos épicos e desgostos aniquiladores. E mais vai valendo assim, sem valer nada de jeito, pelo menos, ao meu jeito...

 

Olhem, nem sei. Só sei que não sou perfeita e isso é que é ser Pessoa real. Tenho defeitos, erro, volto atrás, assumo ou não assumo (e até aí sou um ser normal). Luto contra tudo e contra todos por valores que me parecem ser só meus. Choro no privado, sorrio frente a uma câmara. Defendo-me do que não deveria ter que me defender. Tento ser uma boa mãe, esforço-me tanto por ser o que sempre me exigi, nesse campo. E falta-me o tempo, o apoio e às vezes até a paciência. Arrependo-me de me abrir para quem nunca o devia ter feito., por ter mostrado os meus "calcanhares de aquiles" a quem depois mos pontapeia aí mesmo onde dói... Levo chapadas de punho fechado e tento oferecer em troca, chapadas de luva branca. Caio e volto a levantar-me, mas, cada vez mais sei que as mãos que me ajudam a voltar a cima, são cada vez menos e que tenho que assumir (acho que a constatação deste fato é que me alimenta mas tem consumido o coração) que o "nós" existe cada vez menos na sociedade em que vivemos. Cada um por si. E eu... a sofrer por isso.

 

Hoje, voltei a escrever algo "meu" no blog. Mas aqueles "meus" em que acho que muitos se irão rever. Estar triste e mais cabisbaixo não faz de mim (nem de vocês) uma pessoa deprimida, acabada, doente, fraca... faz de mim uma pessoa normal que vive a sociedade  em dias estranhos e impessoais, as  críticas constantes como violência contra si mesmo, as relações humanas com laços cada vez mais soltos, as frustrações e instabilidades pessoais da forma mais saudável possível, mas que não deixa de ser dolorosa. Faz de mim, uma pessoa que busca o equilibrio entre o que quer... E o "que se pode" e alguma felicidade nessa equação... E quem não o percebe é que deve mesmo ter problemas e "maldades entranhadas".

 

Ser humano é ser frágil. E, segundo os meus princípios, é também saber dar a volta, não tentando esconder-se atrás de uma perfeição que não existe. Até já. Amanhã voltarei. Porque eu "me quero de volta"... e por mais que estes processos pessoais naõ sejam facéis, o querer muito já é um primeiro passo, um passo muito importante... vamos lá!!

 

 

 

 

 

 

 

Quando o querer não é necessariamente poder..

 

Quantas vezes amo este blog como se fosse meu filho.

Mas quantas vezes, o chego a odiar, como a um bastardo mal educado.

Quando?

Quando não há tempo para nada e sinto que me prende... quando não encontro feed back do outro lado depois de tanto esforço, quando não consigo chegar onde e a quem quero, quando os outros afazeres são tantos que não me dedico aos conteúdos como acho que vocês merecem e a minha criatividade o exige, quando no meio da minha azáfama do dia a dia, existe ainda a pressão de ter que vir colocar um post, quando sinto que virou um vício em como todos os vícios... é ambiguo. Acreditem que muitas vezes não é facil gerir tudo isto...

Escrever faz parte de mim. Mas não é de agora, este blog só tornou essa necessidade diária e mais oficial... ou antes, talvez só a tenha tornado público e de acesso aberto a mais gente, porque, pensando bem, tempos houve, em que a maior disponibilidade e a ânsia artistica própria dos meus ainda sonhadores e sequiosos 20 e poucos anos me "obrigavam" a despejar letras e textos e pensamentos todos os santos dias. Foram cadernos e cadernos (antes da época dos computadores) e depois... pastas e pastas de word ;) Ah sim, e antes da maternidade e antes, claro da febre dos bloques, já eu os tinha descoberto e já há uns bons anos tratava a blogosfera por tu ( blogs como o Exatamendes ou o As lágrimas são o supremo sorriso exorcizaram muitas das minhas versões apaixonada, desencantada, intensa, à descoberta da vida...).

 

 

Sei que sou polivalente, às vezes até por demais. Aos olhos dos outros e até aos meus. Uns dias por gosto, outros por obrigação. A vida é tão curta e gosto de tanta coisa, mas mais que isso ( e vou-o sentindo a cada dia que a idade e as responsabilidades carregam um pouco mais...)... quem não tem ordenados fixos como eu... sim... tem que se fazer à estrada, criar caminhos... e dinheiro... Se hoje o blog não vai dar o suficiente, tenho que marcar mais gigs (ou... espetáculos como dj, para quem não conhece a gíria), se não os há em número que chegue, tenho que decidir produzir um evento e partir à procura de patrocinadores e marcas, se o mercado está saturado esse mês e os budgets estão todos alocados, há que... sei lá... há que procurar escrever uma crónica, criar uma feira ou negócio, entrar numa série, correr atrás de algo como comunicadora, aceitar um cargo como relações públicas, entrar num programa de tv para "encher chouriços" (sim, que projetos à séria não têm havido, infelizmente para mim, já que esse é o veiculo por excelência...)

Hoje, como em tantos outros dias estou cansada disto. Não ter rotinas, não saber como é o dia de amanhã... Sim é bom quando se é miudo, mas não ter certezas de nada também não dá pá... já chegava disso não Universo?? 

 

Não me encaixo onde alguns apontam, no rol de "famosos flash" que fazem de tudo um pouco e quem não sabem quem são ou para onde vão. Eu sei bem. Só não sei como, porque... olha porque acho que o destino facilita a uns, dificulta a outros... e só assim chegamos à aprendizagem necessária ( grrr... isto são as coisas que digo a mim mesma para me convencer que vale a pena tanto esforço..).

 

Não fui eu que corri atrás desta vida. Foi ela que se agarrou a mim. Tinha eu 18 anos quanfo fiz o meu primeiro programa de tv. E mesmo assim... no meio da confusão ainda consegui tirar um curso. Nada mau, hammm??... Fiz o "Templo dos Jogos", o "Portugal Radical" e... pifftttt... decidi desistir... dizia eu, do alto dos meus 21 anos: "esta vida não é a que quero, o que eu quero é escrever".. e vai daí que estive dois anos a trabalhar como repórter e jornalista na revista XIS que era uma maravilha de conceito (primeiro no Correio da Manhã, depois no Público) e acreditem ou não... ganhando pouco e sabendo que o caminho a percorrer seria ainda imenso... foi das épocas profissionais da minha vida em que me senti mais realizada...

Vai daí.. que um dia... um senhor chamado Rui Unas... me ligou e disse: " Olha lá miúda, nós não nos conhecemos mas... vou fazer um programa chamado Curto Circuto.. e acho que tu és a cara do projeto"... Como dizer que não a isto?? E lá fui eu.. e lá recomecei eu a vida airada ( olhem lá a foto.. era uma pitinha de 22 anos ). Até hoje... lol

 

Gostava de poder tratar deste blog com mais Amor, com mais tempo de pesquisa, com mais horas de verdadeira dedicação. Sinto-me culpada por, às veszes, sentir que me foge das mãos... mas que fazer? Um dia que possa viver de fazer conteúdos, de escrever, de criar... ui... aí serei tão feliz! Mas, acho, que tendo em conta, as condicionantes do país em que vivemos talvez seja pedir demais... A verdade é que tenho tantas e tantas ideias que não consigo, por falta de tempo (por me ter que dedicar a outras coisas), por em prática...

 

Mesmo sem pedir o que quer que seja, hoje apeteceu-me começar a semana com este desabafo. Depois de levar os meus filhos à escola e ter iniciado o dia com um birra daquelas das senhora Matilde Estrela ( é outra temática que ainda não consegui abordar convenientemente aqui... o fato dela ser uma menina muito mais difícil do que alguma vez foi o mano e a forma como estou a lidar com isso...)... sentei-me e imaginei a minha vida perfeita. Dizem que ao imaginar os pormenores, tim tim por tim tim, estamos a atrair a nós o que desejamos. E eu muitas vezes faço isso. Imagino o ambiente, o sentimento de realização, a luz, o tempo calmo, a inspiração, os projetos, a decoração, a ausênicia de stress e "tic tacs" nervosos do relógio de um dia de 12 horas que passa sem folêgo a correr...e sonhei...

Sonhei, aqui sentadinha na mesa do café, no dia em que a escrita, a descoberta das pessoas e de mim mesma, através dela e dos instrumentos criativos que a fazem mais rica (imagem, fotografia, vídeo) e do contar de histórias e experiências será o meu principal ganha pão e atividade. isso... e os meus filhos, claro. Eles precisam de uma mãe, descontraída, feliz, realizada e estável. Para que assim o sejam também.

 

E pronto era isto. Agora... acabou o timming da escrita, que hoje até foi grande. Sigo para reuniões, bancos, estúdio de dj...ah... e hoje ainda para a lida da casa, que a minha Dona Fátima está de férias há 3 semanas e tenho a casa  que parece que lá passou um tufão!

 

Beijo e até jáaaaa.... Ah... e ai de vocês que digam que este texto tem aqui ou ali um erro de género ou de letras repetidas ou tal e tal... não tenho (ainda!! ...) uma equipa a trabalhar comigo e a rever os textos (ando a batalhar para um dia destes conseguir pagar aí um ordenadito, mas ainda não tá fácil...- sim... a maioria do blogs de sucesso têm-na sabiam?), e escrevi ao correr da pena - ou da tecla lol- que já estou hiper atrasada.

 

A semana começa e é mais uma oportunidade de lançar adubo à terra. Mais uma oportunidade de alimentar os sonhos, nem que seja a colocá-los em palavras.. para ver o que acontece ;)

 

Love u, seguidores/as. Daqui do meu cantinho... até ao fim do mundo. Juntos por essas estradas que vamos percorrendo. Eu... e vocês.

 

 

A ambiguidade trabalho-ausência dos nossos filhos.

E, ando aqui eu a matutar... como exorcizar o tempo que não temos com os nossos filhos...? A quem gritar esta dor, que nos dizem "não ter razão de ser"... mas que nos persegue sem dó nem piedade?

 

Ando a massacrar-me com isso, cada vez mais. Por mais que me digam: "Mas tu tens que trabalhar.. eles irão entender mais tarde...".. sim, pois, mas e Agora? Agora, não é depois.  E eles não percebem nada de nada.. só que eu não estou presente, tanto como eu queria e eles, especialmente.

 

A vida é matreira. Dá-nos. E tira-nos. Oferece-nos a vida primeiro. A deles. Dos nossos bebés Amores. Uma, duas ou mais vidas encaixadas nas nossas. Traz-nos o sentido perdido ou nunca antes  encontrado. Tudo parece, finalmente encaixar. E depois, tira-nos o tempo para estar com eles, com as nossas sementes. Obriga-nos a lutar (ainda mais) pela vida. E isso significa.. sair de casa. Trabalhar. Dedicar energia a coisas e loisas. Querer ser melhor e mais forte que antes... Deixá-los na escola, nas avós, nas amas... E é essa a injustiça primeira, por que qualquer Mãe tem que passar, não acham? O afastamento do que nos foi umblilicalmente apegado...

 

 

Cada história é uma história, cada rotina uma rotina, cada razão uma razão. Não quero, por isso, fazer da minha especial, antes pelo contrário, quero abraçar, com este sentimento, todas as Mães que passam por esta mesma ambiguidade de sentimentos e por este sentir que os dias importantes nos estão a fugir pelos dedos. Os dias dos nossos filhos.

 

Existe um sentimento de culpa constante na maioria das Mães, quando recomeçam a fazer a "sua vida". Porque no fundo, acho que o nosso coração, a partir do momento que passamos pela experiência da Maternidade, começa a bater por mais do que só a "Nossa Vida".. A "nossa vida", deixa mesmo de ser Una e só passa a fazer sentido em conjunto. Com a deles. A "nossa vida" passa a ser, já mais do que nós mesmas. A nossa existência anterior, muitas vezes, até parece deixar de fazer sentido, por isso mesmo.

 

"Era tudo tão diferente", "Sou outra pessoa".. Pois, mas as contas continuam a ser as mesmas (ou mais, normalmente mais mesmo, que as crianças "saem caras"), a carreira não pára. A luta por ela, se existe, ou por um trabalho novo, se se tem que procurar por ele e sim... a própria realização, se não nos debruçarmos  só nas coisas práticas... a realização da Mulher. Porque no fundo, por muito Amor que tenhamos à Maternidade, também o temos que ter a nós mesmas.

 

E assim surge a tal ambiguidade. Estou a passar por ela, a todos os níveis. Mil projetos que estou a agarrar, alguns que ambicionava há tanto tempo, outros... surpresas que têem atropelado a minha vida assim, cheias de garra, força... e que me gritam ao ouvido: "É agora ou nunca, Rita!!"... Sinto-me feliz. Acho... Porque por outro lado, o cansaço toma conta de mim a cada esquina do dia e uma parte do meu corpo só quer dormir, parar, quando não estou a trabalhar. (e até às vezes quando estou lol.. disfarço é muito bem).. Outra parte,  parece que toma energéticos instantâneos cada vez que se aproxima a hora de ir buscar os diabretes à escola, à Avó ou ao Papai...É o Amor incondicional que nos dá a força escondida no meio da exaustão.

 

E assim se vai vivendo. Mas os dias passam. E os miúdos crescem. Menos perto de mim do que sonhei, quando os carregava na barriga e depois nos braços, com a certeza de que  nunca me iria separar deles. E isso entristece-me.

 

É a dicotomia da escolha. Terrível.. A separação física é inevitável, nos dias normais de uma "vida moderna",é um desapego que tem que ser feito. Um "trabalho" difícil para uma Mãe apaixonada fazer. Talvez das tarefas mais difíceis a levar a cabo, durante toda uma vida (alguns afastamentos são permanentes, outros felizmente não e é aí que me centro, para não me sentir assim tão tristinha..sim, porque eles continuam"ali").

 

Não me quero auto-recriminar. Sei que faço o melhor que posso. Tal como milhares de Mães lutadoras, que encontram a força sobre-humana, a cada passo da caminhada em direção a uma vida melhor.. mas... ai meu Deus.. custa tanto... ter que delegar o que não era suposto ser delegado. Sim.. para além de Mulher Moderna, também sou Mulher Selvagem... aquele bicho que precisa das crias por perto.

 

Fecho os olhos, por uns minutos e penso... " Espero mesmo que ao menos que eles se venham a sentir orgulhosos de mim, e que saibam que a prioridade foram sempre eles". E são. E isso o mais importante de tudo. E um objetivo a longo prazo.

 

Quando estou muito cansada (devido às poucas horas de sono que as tenras e próximas idades dos meus filhotes me dão e às horas e horas de trabalho que vai surgindo, ou eu própria faço surgir..) ...dou por mim a teorizar meia "zonzon", que talvez tivesse sido melhor  eu ter nascido numa época mais facilitista e tradicional para as Mulheres. Menos exigente. Mais natural e menos pesada. Qual emancipação qual quê!? Dj? Andar na estrada a "papar" kms? Reuniões constantes para "agarrar" aquele projeto? Pretensões artistas? Programas de televisão? Escrever, criar, e tal e tal? aiii tanta coisa, que canseira...... Tratar dos filhos, deixar os homens "sustentar" a casa e deixar o resto fluir... isso sim , é que era.. um real descanso. E eles, os filhos... na bainha das minhas saias ;)

 

E pronto, depois acordo dessa espécie de transe e...bem... quer dizer... pensando melhor... eu não seria pessoa para isso, pois não??

 

Ainda bem que ando mesmo a aprender artes circences no programa da RTP Desafio Total... acho que afinal, me podem dar um jeitaço (na parte logistica... o pior é que o coração não é virado para equilibrismos....)

 

 

 

 

 

Red Lips by... me

Ontem, sábado, "vesti-me" de baton vermelho. Fi-lo porque estava simples de roupa. Uma camisa branca larga apertada até a cima e os meus cabelos revoltos e volumosos apanhados em trança. Assim pareceu-me que a regra de que só se deve dar um toque extra sensual quando a simplicidade impera estava salvaguardada.
Esta regra existe para "proteger" o bom gosto e assim distinguir o que tem classe do que é efetivamente brega ou vulgar. É basicamente a mesma regra do bom senso que afirma que mulher de mini saia não deve usar decote e vice versa... mesmo que seja uma top model muito bem feita, a elegância, acima de tudo...
Estava no carro quando tirei esta foto a mim mesma.. e pus-me a pensar num tema tão simples e tão giro: " Só há 2 ou 3 anos é que consigo usar baton vermelho. Sempre achei piroso e achei que não me assentava bem... que estranho... agora, tenho usado bastante... Porque será que mudei assim tanto de gosto??".
Percebi então que não, não mudei de gosto. Sempre olhei com alguma inveja as mulheres que o sabiam usar bem, eu é que não me sentia confortável nesse "papel". Será que dá para entender assim explicado??



Nunca percebi quem usa baton vermelho só porque sim. Ou porque fica bem com a roupa. Ou com o tom de pele. Nunca percebi, porque para mim, quer a nível estético quer simbólico, o baton vermelho tem a força da confiança e só pode ser usado devidamente com o carisma a gritar "Eu sei quem sou" e "Gosto de mim mesma e gosto que gostem de mim".
 E olhem que, pelo menos falando por mim mesma e mandando para o lado as opiniões alheias dos que acham conhecer sobre a minha personalidade, chegar a este patamar que acabei de descrever (principalmente aceitando defeitos e tentando torná-los caracteristicas a meu favor) é coisa que só agora, a partir dos 35, comecei a conseguir fazer com mais desenvoltura...
O baton vermelho confunde-se com a história da Mulher ao longo dos tempos. Com a sua sensualidade, com a sua força, com a sua beleza... mas o seu perigo, pode não ter só a ver com os atributos de uma mulher mas também porque se pode associar ao vulgar e degradante. Olhem lá o exemplo em baixo... Esta Paris Hilton, sempre em "apuros"... Ahahah!!...
Ok, ok, agora a sério... pus-me a pensar e sem falar numa ou outra produção mais ousada em que se tenha usado a boca vermelha, a verdade é que me vieram automáticamente à cabeça algumas mulheres emblemáticas, com os seus lábios encarnados e perfeitos... 
 Seja em que época for, a cor de fogo transforma qualquer "mulherzinha" num "mulherão". Oferece-lhe atitude, acende-le a sesu(ou sexu)alidade e acredito até que mexa no seu psicológico e no dos outros. 
Eu pelo menos assim o sinto em mim.
E até para isso, para seduzir, com a consciência de que se está a fazê-lo é preciso.... coragem.
Ora absorvam estes perfeitos... Red Lips:
 Rita Haywoth



Marylin Monroe



Monica Bellucci



Gwen Steffani

 



Angelina Jolie

 



Kim Kardashian



Scarllet Johansson



Christina Aguilera

 

 

Katy Perry
Audrey Hepburn
E a pergunta crucial : E os homens gostam ou não de baton vermelho???
Pela imagem... e por tudo o que descrevi em cima... parece-me bem que SIM!!!
Na gola da camisa, nos "restos" de beijo deixado por acaso ou até para um ar dramático e intenso deles mesmos ....
 (Resolvi publicar esta foto... porque mesmo assim pintado.. vale a pena alegrar este post não só com mulheres bonitas. Também merecemos um Josh Hartnett para nós não acham??)

Lembrei...







Lembrei-me de repente. Lembrei-me que afinal a vida podia ser diferente.

Lembrei-me de repente que os sonhos, quando não concretizados, vão-se apagando lentamente da memória. Estranhamente dotados de uma lentidão tão rápida que quando nos lembramos de procurá-los já só encontramos uma réstia da sua essência, uma neblina inebriante que só deixa ver correctamente os contornos menos nítidos desses desejos encapuçados.

Lembrei-me de repente que a Esperança é o que move qualquer mortal. E que não se deve nunca deixá-la sentir-se incerta e indubitavelmente apagada. Senão, quem paga - ou se apaga - somos nós.

Lembrei-me de repente que a Felicidade tem de ser alcançada,

Mas que não está parada, pachorrenta, à nossa espera. Ela corre e nós atrás dela corremos. Se quisermos, claro. Busca incessante , uma jornada incansável. Por isso, convém estar o máximo em forma possível, para que em vez de fugir possamos perseguir.

Lembrei-me de repente que se tem que Amar o Mundo para que ele nos ame de volta. E lembrei-me que o Amor é O mais Fundamental e que o Coração em vez de doer, deve oferecer-nos o maior prazer, o de gostar ...sempre.

Lembrei-me de repente que uma vida sem sentido não tem sentido nenhum. Que uma vida triste não pode crescer, só minguar. Senão não é bem vida, só sobrevivência.

Lembrei-me de repente de que se deve sorrir não só pelos lábios, mas pela Alma, pelo Coração, pela Certeza. De que se deve sempre dar a volta por cima, porque é lá em cima, que se olharmos bem, mesmo em dias de chuva está a cor azul....

Arranjar o coração






Ontem o Afonso Luz pegou nas suas ferramentas de cartão, enfiou-as dentro da minha camisola e começou a fazer " movimentos de trabalho"...

Perguntei eu:

" Filhote, o que estás a fazer?"

Ele :

" Estou a  alanjáre o coiação da Mãe..."

Fiquei derretida, mas logo a seguir o derretido deu lugar a melaço.... porque ele esperou uns segundos e depois de sentir que tinha terminado a tarefa, perguntou-me ainda:

" Agoia estás Fuíz? "...

Como poderia não estar ??....




O caminho menos difícil...







Acho que quando nasci, a Vida me ofereceu uma enxada grande e eficiente, afiada, certeira... E ofereceu-me também uma caixinha fechada, muito perra e empoeirada com muitas pequenas enxadinhas , que eu nunca pensei sequer ter que vir a abrir.

Cavei a Vida durante algum tempo com a grande, sem dificudades de maior, julgando que ela faria o seu trabalho na terra molinha. Para sempre e com a celeridade pretendida por mim mesma. 


Até que a terra endureceu e a enxada se partiu... aí tornou-se mais dificil, cada vez mais rijo, mas não impossivel.

Aí, parti à luta uma e outra e outra vez. De enxadinha na mão. E eram várias, lembram-se? Mas não infinitas... E elas iam-se partindo uma atrás da outra, quando encontravam pedras sem gema ou animais que as trincavam. 

Quando se partiu a última, comecei a cavar com as mãos. Ao início, foi muito, muito difícil, eu não tinha sido ensinada a fazê-lo.. Mesmo assim eu continuava incansável, não queria vergar, nem pensar.. Precisava chegar " lá" e ainda faltava um bom bocado.

Suei, chorei, quase desisti com bolhas nas mãos e no coração, mas num dia de chuva intensa, em que a lama se entranhava já na minha pele e na minha alma... olhei por cima do meu ombro e já não estava sozinha a cavar. 

Ao meu lado tinha uma Luz e tinha uma Estrela e, entre brincadeiras de castelos e dias de trabalho mais árduo, os meus filhos salvaram o meu cansaço e devolveram-me a vontade de buscar uma nova enxada para , juntamente com eles, tornar de novo, o caminho menos difícil...



A voz ao Povo...



Se a revolução está mesmo a chegar, ainda ninguém o sabe. A todos nos apetece, mas todos temos medo dela. Mas também temos medo de um futuro na apatia de não ter lutado.

A Palavra vale o que vale.Devia valer muito. Já valeu mais. Hoje, sentimos que o Povo é mais uma estatística do que uma força real, falta-lhe o poder da Mudança na palma das mãos. Os governantes não nos temem. Os governantes não se misturam com o povo. E a desilusão maior, é que os “ do momento” apelidam-se de socialistas.

Como Mãe temo o Mundo que se constrói. O Futuro. Porque a falta de princípios, as demagogias na educação, a precaridade da saúde, de emprego, de soluções calhará cada vez mais vincada na vida dos nossos, por agora, inocentes filhos...

Como Mulher temo o Mundo que se construiu. O Passado. Porque é mais difícil recuperar, tratar, remendar.. do que construir um caminho sem buracos, rasgões ou pontos mal cozidos e por atar.

Como Cidadã temo o Mundo que se constrói. O presente. Porque é nele que nos temos que centrar para resgatar o Passado e apostar num novo Futuro. E muito, mas mesmo muito poucos conseguem vive no Agora. E só ele nos pode salvar.

Estas imagens ( tiradas pelo fotógrafo Hugo Caetano) foram o orgulho da minha família. Porque somos 2 adultos e um deles esteve lá. Eu não pude por questões de trabalho ( e isso nos dias que correm, é prioridade, basta olhar para o número vergonhoso de desempregados ), mas ele esteve lá e fez a “ minha Revolução”.

Porque o seu olhar e a sua lente viram o que os outros viram, mas sentiram-no de forma diferente. Os pormenores, as cores, as emoções, as tensões, os temores, as incertezas de um país que é o nosso, vistas pelo pai da minha filha. Na casa dos 30 anos e com medo que o resto da vida seja vivida num país.. que teve sempre tudo para chegar aos 1000 mas passa a vida quase sempre nos 100.

Se a voz do Povo é ainda relevante, não sei.. Mas que a Energia global deste povo descobridor o é, ainda acredito. Quero acreditar. Para que o Passado, o Presente e o Futuro ainda possam fazer sentido juntos numa frase. Como sempre o fez.. desde o princípio dos tempos...

Força Portugal! Força Portugueses! Nós vamos lá...

(Mais imagens em: Hugo Caetano Fotógrafo)











































... E ponto...





As pessoas mais felizes não tem tudo.. mas fazem tudo para ser felizes com o que a vida lhes dá... sempre tentei ser assim. Não SOU feliz, tenho MOMENTOS felizes.

A mim, a vida.. deu-me os meus bebés, ambas as vezes, de forma " sui generis" e não planeada e até ser mãe e passar algumas dificuldades práticas e emocionais... achava que era clichê dizer que " os meus filhos são o mais importante". Mas são.

Agora sim , percebo a dura, doce, estranha e certa realidade dessa afirmação.

São eles que me dão a força para caminhar, apesar de muitas vezes serem também eles que me cansam na caminhada. Mas nada que os seus sorrisos não curem. Eles são puros, não são como os adultos e os seus jogos de egoísmo e orgulho.

Deles e para eles há sempre perdão, justificação, apoio e luta. 

Eles são e serão a minha cura, o meu conforto, a minha força.

Mesmo sem nada, com eles teria e terei tudo. 

Obrigada Universo. Às vezes preciso passar provações e parar para sentir orgulho em mim mesma e no meu percurso. E por mais, que me tentem deitar abaixo.. erguer-me uma e outra e outra vez, porque Eu o mereço como Ser Humano... e agora que sou Mãe ainda mais. 

Por mim e por eles .

... E ponto...