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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

Novo Colaborador do blog: o naturopata João Beles

Foi com grande alegria que recebi o convite da Rita e da Sofia  que com ela trabalha, para escrever neste blog..

 

Normalmente as pessoas conhecem-me das minhas presenças no “Queridas manhãs” a falar sobre plantas medicinais, ou da revista Prevenir.

 

Neste blog, vou mostrar uma parte um pouco diferente de mim: a de Pai de uma filha e um filho lindos!

 

Sim, agradeço à vida por já ter o privilégio de ser pai hà mais de 14 anos! A paternidade é maravilhosa e tornou-me um homem diferente e por isso mesmo sinto que escrever no Barriga Mendinha, faz sentido para mim, para além de profissional, também como pai.

 

E por coincidência, foi precisamente nesta altura, quando a minha filha nasceu, que comecei a minha atividade profissionalcomo naturopata. Dois nascimentos em mim... Dizem que não há coincidências.

Desde aí, têm sido um acumular de inúmeras experiências, tanto com os meus pacientes como com os meus filhos. E partilhar convosco algumas preocupações vai ser muito compensador. Estes serão alguns temas que poderão ver por aqui nos próximos meses:

 

O que fazer com os primeiros dentes?

 

Leite de vaca, sim ou não?

 

A carne é boa ou má para as crianças?

 

Eles estão com uma gripe... e agora?

 

O meu bebé não para de chorar com gases... o que posso fazer?

 

É a resposta a estas questões que acontecem todos os dia nas nossas casa mas que às vezes nos afligem e que baseadas, tanto na minha prática profissional como de pai, entendo serem importantes de partilhar num espaço como este.

 

Espero poder ajudar todas as mães e pais a darem as opções de saúde mais saudáveis e

naturais para os seus filhos. E aproveitem,para enviar alguamas questões que a Rita me irá passando...

 

Vamo-nos vendo por aqui!

 

Até breve!

 

João Beles

Naturopata. Professor do IMT – Instituto de Medicina Tradicional

Autor dos livros “Naturopatia, a natureza cura a natureza” e “As plantas medicinais que

emagrecem”.

SER MÃE: Tânia Ribas de Oliveira



Para além de ser apresentadora do "Portugal do Coração" da RTP e uma das "namoradinhas de Portugal", a Tânia é minha amiga desde há muitos anos. E temos tantas coincidências giras nas nossas vidas:

Nascemos ambas nos dias 18 (ela de Junho e eu de Outubro) do mesmo ano: 1976. E numa clínica que já não existe, a "Clínica de S. Gabriel", em Arroios, Lisboa. Quase, quase nos cruzámos nos berçários nos gugús dadás da vida...

Mas mais tarde, fomos colegas de Faculdade no curso de Sociologia do Trabalho, ambas trabalhamos em televisão e ambas estivemos grávidas na mesma altura.

Ela ainda está de barriguinha, e o seu Tomás irá nascer em Dezembro, dois meses depois da minha Matilde.

Enfim, coincidências e caminhos paralelos à parte, a verdade é que a considero muito como profissional e pessoa e tenho muito orgulho em  tê-la, na pele de uma grávida activa, resplandescente e feliz, nesta minha Flash Interview sobre...


SER MÃE...


1- A vontade de ser Mãe apanhou-te de surpresa ou, como mulher, sempre pensaste nisso?

Sempre pensei nisso... Mas ia adiando sem, no entanto, ter grandes motivos para isso! Quando eu e o João decidimos que tinha chegado o momento, foi muito rápido, felizmente!

2 - A altura de engravidar tem que ser a ideal ou o ideal "cria-se" a partir do momento que se sabe que se espera um filho?

Eu acho que cada casal é um mundo e tudo depende da vida de cada um. Acredito que o mais importante seja desejar muito ter um filho, mas também é importante que haja o mínimo de condições financeiras para isso.

3- Qual a TUA definição de ser Mãe?

É o maior amor que se pode sentir, não é? É incondicional e eterno... Eu ainda não vi o meu bebé, mas já é o coração que mais amo no mundo.


4- Consegues transmitir em palavras as emoções que sentiste e foste sentindo quando soubeste que estavas grávida e no seu evoluir ? 

À medida que a gravidez vai evoluindo, o amor que sentimos vai aumentando. Nos primeiros três meses, em que ainda por cima não devemos contar a toda a gente, é estranho. Sabemos que estamos grávidas, mas não se nota nada, no entanto a roupa deixa de servir como servia e o peito está muito sensível... Eu andei muito enjoada e a fazer um programa em directo todos os dias não foi fácil... A partir daí foi sempre a melhorar! Quando comecei a sentir os primeiros pontapés a emoção foi imensa! Agora já nem sei viver sem esta companhia...

5- Que cuidados tens tido durante a gravidez? Dicas para manter a forma e o bem estar físico e psíquico.

Tenho os cuidados normais com a alimentação! Tento não comer muitos doces nem fritos e redobro a fruta! Bebo muita água!

6 - Que tipo de parto vais/desejas ter? E que cuidados médicos não dispensas?

Desejo um parto natural e já pedi ao meu médico para me por o bebé ao colo mal nasça. Faço mesmo questão disso!

7- Agumas dicas de beleza? Cremes, produtos, exercícios, cuidados, alimentação... ou nada?  A genética ajuda mas não só pois não?

Comecei a por creme anti-estrias com poucas semanas de gravidez. Ponho duas vezes por dia e dois diferentes! Um para o peito e outro para barriga, coxas e pernas.




8 - Como achas que no (teu e noutros) mercado de trabalho se olha para a mulher grávida. Alguma história a partilhar?

Bom, só posso falar por mim... Sinto-me mais acarinhada do que nunca! Como diz o Joao Baião "que não falte nada à mamã"!


9 - Onde e como te vestiste para a gravidez?

No Verão, usei mais vestidos e no Inverno uso maioritariamente leggings e camisolas, camisas e blusas. Sempre o mais confortável possível!

10 - E o enxoval do bebé? Foste muito cuidadosa, antecipada, ansiosa, gastaste muito dinheiro? Ou pelo contrário, esperaste pelas prendas, herdaste coisinhas de amiguinhos e familiares...?

Ui... Essa parte foi a pior! Recebi muitos presentes da Chicco e precipitei-me nos saldos de Setembro...

11- Conselhos e desabafos para as outras futuras mamãs que nos lêem..

É a melhor sensação que se pode ter na vida! Recomendo!

As mulheres são mães cada vez mais tarde. Preocupações e realidades.


No passado (e não assim há tanto tempo) a mulher realizava-se quase total e essencialmente através da maternidade, o que actualmente deixou de fazer sentido, uma vez que encontra ganhos e realização pessoal também na área profissional, académica e social. Ser mãe passou a ser uma opção, como tantas outras e o procurar a realização aos outros níveis faz com que a maternidade fique um pouco adiada em termos de idade.




Ao olharmos para a realidade da sociedade actual e no que se reporta ao contexto particular do nosso país, verificamos que existe ainda uma uniformização de tendências ligadas à fecundidade, principalmente no que se refere à diminuição do número de filhos, retardamento da idade média para o nascimento do primeiro filho e concentração do período reprodutivo num número reduzido de anos. Perante estes factos, somos também levados a afirmar que tudo isto é indissociável do desenvolvimento de métodos contraceptivos altamente eficazes que permitem, com uma segurança quase absoluta, definir exactamente o quantum e o timing da fecundidade.

Neste contexto, a decisão de ter um filho, é hoje um passo mais complexo do que no passado. Actualmente, a maioria dos casais sente que deve limitar o número de filhos que vão ter, e que devem ainda adiar a gravidez, até que ambos reunam as condições que consideram indispensáveis para o nascimento de um filho. A maternidade deixa assim, de ser a primeira e única preocupação da mulher, uma vez que a par dela vêm sendo delineados outros ideais.

A maternidade é um dos acontecimentos mais importantes da vida da mulher e representa um desafio à sua maturidade, à estrutura da sua personalidade e é também uma possibilidade para o desenvolvimento de novas competências, seja qual for a idade. Isto decorre do facto da mulher ter de se ajustar a um conjunto de mudanças que se verificam a nível biológico, psicológico, conjugal e familiar. De forma a viver esta experiência de um modo gratificante para toda a família, as alterações psicológicas que ocorrem durante a gravidez, o parto e após o parto devem ser conhecidas. Se a mulher possuir um bom relacionamento conjugal e familiar e um bom suporte social, durante a gravidez e após o parto, estas alterações poderão ser atenuadas e mais facilmente ultrapassadas.

A maternidade e o nascimento de um bebé, seja qual for a idade, é um acontecimento único na vida de uma mulher/casal. Assim, o curso de preparação para o parto e para a parentalidade é, por exemplo, fundamental para esta nova etapa da vida, fornecendo-lhes conhecimentos e habilidades para ultrapassar e lidar com os desafios que se colocam. 

Este Curso de Preparação para o Parto e da Parentalidade deverá ser iniciado entre a 28ª e a 32ª semana de gestação. Com a Preparação para o Parto, pretende-se informar e capacitar a mulher/casal, ou um familiar ou amiga que a irá acompanhar no trabalho de parto e parto, para a utilização de posicionamentos e métodos não farmacológicos de relaxamento e alívio da dor, que ajudarão a vivenciar a experiência do nascimento do seu filho de uma forma positiva e inesquecível. Este prepara também o casal para a Parentalidade, com sessões teóricas e práticas de preparação das famílias, sobre: Trabalho de Parto, Analgesia Epidural, Amamentação e os cuidados a ter com o recém-nascido, nomeadamente o banho, a mudança da fralda, o manuseamento do bebé, posições para relaxar, massagem do bebé, entre outros.

A analgesia epidural obstétrica veio trazer novas concepções sobre a assistência ao parto, humanizando-o. Constitui o método mais eficaz de alívio da dor, não só durante o trabalho de parto, como também no pós-parto (caso o cateter fique aplicado), o que pode evitar perturbações emocionais na puérpera, passíveis de afectar a relação mãe-filho.  De facto, ocorre alívio significativo das dores em quase todas as mulheres, com alívio completo na maioria dos casos. Por outro lado, mantém a parturiente colaborante, podendo mesmo melhorar a dinâmica do parto, pelo alívio da dor e da ansiedade. A técnica tem poucas contra-indicações às quais se contrapõem algumas situações que comprovadamente beneficiam com a sua utilização. A decisão do seu uso deve ser tomada de forma consciente e ponderada, o que só é possível se as utentes grávidas forem informadas atempadamente, durante as Consultas de Vigilância em Saúde Materna.

Actualmente, a alta precoce é uma situação que cada vez atinge um maior número de utentes nas maternidades. Esta alta precoce refere-se, a uma estadia de 48 horas ou menos das puérperas/recém-nascidos, que apresentem situações de baixo risco. 

O apoio incondicional e o ensino a estas utentes são fundamentais neste momento de “crise”, que é o nascimento de uma criança. A equipa de enfermagem de Saúde Materna e Ginecológica (Parteira) logo cedo programa a preparação destas utentes para o dia da alta. Estas intervenções são cada vez mais sentidas como um grande desafio. As enfermeiras especialistas em Saúde Materna e Obstetricia, assumem um papel crucial neste período tão curto e delicado da vida das mulheres que acabaram de dar à luz um novo ser que se encontra completamente dependente delas próprias. O bem-estar e o desenvolvimento de ambos serão tanto melhores quanto melhores forem esses cuidados. As visitas são efectuadas nas primeiras 24 a 72 horas após a alta. Avalia-se o estado geral do recém-nascido e da puérpera. Reforçam-se todas as indicações fornecidas na maternidade dando também apoio psicológico à puérpera, nesta fase tão sensível das suas vidas. 

 A título de conclusão, é um período complexo na vida da mulher e por consequência na vida do casal. É um momento de grandes alterações de ordem biológica e psicológica, que impõem um ritmo de resposta da mulher, também muito rápido e intenso, numa tentativa de adaptação a uma realidade, que é o nascimento de um filho. Num tempo em que, como referimos, se perspectiva o aumento das doenças afectivas, em que as terapêuticas preconizadas são de carácter misto: farmacológicas e psicológicas; acreditamos que é nosso compromisso ajudar o ser humano a aceitar em si mesmo a sua natureza, a parar de fugir dela,e a gozar desse dom do qual ainda tem tanto medo.

“A maternidade em qualquer idade requer que, mais do que: Desejar ter um filho se Deseje ser MÃE!”.

por:
Enf. Ana Nobre

Como tratar dos cabelos durante a gravidez




O Renato Luís está a frente do Chill Factory, o espaço de onde eu e estes meninos somos embaixadores. Eu chamo lhe o meu "anjo capilar", porque é o único que conhece o "génio" dos meus caracóis. Pedi-lhe uma série de dicas para as mulheres grávidas e mamãs recentes e eis o resultado: Um texto simples e muito certeiro que nos ajuda a desfazer as dúvidas e mitos. Espero que vos ajude, como me ajudou a mim...
A gravidez provoca alterações na mulher de várias formas e em vários sentidos, tanto a nível físico como emocional e uma das preocupações é o que se pode ou deve fazer ou não a nível estético, de beleza. No que respeita aos cabelos, que é a minha especialidade, sabemos que existe a possibilidade dos cabelos se tornarem quebradiços, secos ou oleosos, neste último caso,  devido ao aumento da progesterona que estimula as glândulas sebáceas (mas, por volta do 3º mês de gestação, normalmente esta produção estabiliza e volta tudo ao normal ).

De qualquer forma, o mesmo não acontece a todas as mulheres grávidas, visto que as vitaminas prescritas durante o pré-natal, podem tornar os cabelos mais brilhantes e volumosos. Aliás, muitas grávidas afirmam ter cabelos mais bonitos e não sabem bem porquê... Ora cá está: Vitaminas, meninas, é isso.

Perguntas, nesta altura tão especial da mulher, surgem muitas. Por isso aqui ficam algumas respostas para essas dúvidas mamãs:

QUEBRA E QUEDA DE CABELO:
Em relacão à quebra não existe muito a fazer, os cabelos quebram normalmente 1 centimetro a partir da raiz, o que não é muito evidente a parte quebrada.

Quanto à queda de cabelo, normalmente acontece com mais frequência já depois da gravidez, mas no entanto se acontecer durante a mesma, o que pode fazer é usar um shampoo suave, não o prender e se o fizer faça com elásticos macios ou molas, e na altura de o escovar usar uma escova macia.

COLORACÃO: 
Aqui está uma questão em que médicos e dermatologistas não entram em acordo, pois  em primeiro lugar é importante a saúde do bébé.

Alguns dermatologistas recomendam que não se faça nada até ao 3º mês de gestacão, uma vez que o feto está em formação principlamente o seu cérebro, logo todo o cuidado é pouco, evitando que qualquer produto tóxico entre em contacto com a pele. Após esse período é recomendável que as mãmãs que queiram manter a sua cor façam nuances/ madeixas porque as mesmas não entram em contacto com a raiz. Porém cada gestante  deverá seguir a orientacão do seu obstetra e ir ao encontro do que é melhor para si e para preservar a saúde do bébé.





ALISAMENTOS:
A escova progressiva normalmente não causa problemas, mas também aqui para preservar a saúde do bebé, muitos profissionais de saúde aconselham a fazer este tipo de trabalho após o primeiro trimestre de gestação, e o motivo que aqui se coloca é o mesmo da coloracão do cabelo, uma vez que o feto está na formação dos seus orgãos. A escova progressiva e outros tratamentos químicos para alisar o cabelos são procedimentos feitos com produtos que quase sempre contêm uma substância que é o formol que é apontada como cancerígena e tóxica.

No entanto existem produtos certificados para alisamento capilar sem este componente à base de carbonato de guanidina, mas mesmo assim  a questão deve de ser sempre analisada pelo obestetra.

CORTE DE CABELO PARA DEPOIS DA GRAVIDEZ:
Antes de mais fica aqui o conselho para conversarem primeiro com o profissional de cabeleireiro para juntos tomarem uma decisão sobre o mais adequado para o vosso estilo, tipo de rosto e necessidade, tendo em atenção um corte acima de tudo que seja prático para o vosso dia-a-dia porque não vão dispôr de muito tempo para tratar dele. Segundo sei a vida de grávida é dura e o tempo é pouco (ainda ontem fui "convidado para jantar" em casa da Rita e também a fazer lhe a cor na sua casa de banho, entre fraldas, preparativos para o jantar, choros, amamentação, sestas... acho que se não fosse assim, ela só poria os pés no cabeleireiro daqui a um mês ou dois).

CURTO:
Aqui o conselho é para que seja um corte bem destruturado/desconectado que dá um look de ousadia sem ter de se preocupar muito se o cabelo está desalinhado.

MÉDIO:
Aqui o aconselhável é por um comprimento até aos ombros, pois dá para fazer todo o tipo de penteados, como por exemplo: tranças, rabo-de-cavalo, entre outros, o que acaba por se tornar prático porque pode-se sempre apanhar naqueles dias em que não haverá tempo para o lavar.

LONGO:
Não é aconselhável o corte geométrico, em linha recta, porque o mais provável é que acabem por ter de ser deslocar ao salão 2 vezes por mês para cortar as pontas. Aqui o conselho é optar por um escadeado a começar a partir da zona do queixo.




FRANJA:
Não é o mais aconselhável, no entanto caso seja uma opção optar por uma na diagonal (que começa na altura dos olhos e vai até ao nariz ou ao queixo) isto porque pode sempre prender atrás da orelha ou com um gancho. Simplicidade é o ideal.


Para finalizar, os últimos conselhos:
 - Deve lavar o cabelo 2x por semana de preferência com um shampoo neutro, uma vez que eles actuam sobre as películas e ajudam a equilibrar as secreções sebáceas.

- Alimente-se principalmente com vitaminas A e do complexo B.

- Evite a exposição do cabelo ao sol, água do mar, frio e vento, sem antes aplicar um protector. 

- Na lavagem usar a temperatura da água tépida. 

- Ter cuidado ao escovar, deve fazê-lo com uma escova macia e para a secagem, não use temperaturas muito elevadas. 

- No caso de ter de o apanhar, não faça tranças, rabos-de-cavalo, etc. muito apertados.

- Acima de tudo mesmo que disponha de pouco tempo trate os seus cabelos com amor.


Aqui ficaram algumas sugestões, esperem que vos possam ajudar nesta nova fase da vossa vida.

E SIM... É POSSÍVEL TER CABELOS BONITOS E BEM TRATADOS NA GRAVIDEZ



Por :
RENATO LUÍS by CHILL FACTORY
Rua Oeiras do Piauí, 9 D, Oeiras, PT
Tel. 210 996 017

Os filhos mudam tudo...

Decidi transcrever na íntegra um texto que me “ bateu“ muito.

Principalmente por ser escrito por um homem, porque as mulheres, como já se sabe, costumam ser mais indagativas acerca destes temas e pensam muito sobre as coisas e teorizam... às vezes até demais.

Mas assistir assim a esta catadupa de conselhos, divagações, constatações e preocupações saídas da cabeça de um homem faz nos pensar que ainda nem tudo pode estar perdido.  A humanidade ainda pode ter conserto. E as relações entre homens e mulheres também...

Ter filhos, passar por uma gravidez “a meias”,  mudar totalmente de vida, não se trata só das histórias cor-de-rosa que muitas vezes se veiculam (no fundo, talvez até também para animar a ”a coisa”). 

Muitas vezes surgem situações, pensamentos, medos, realidades dificeis de gerir. Ao ponto de haver cada vez mais casais que se separam durante a gravidez ou logo depois de terem um bebé.

Leiam e absorvam com a emoção que eu absorvi.

E já agora, se não conheciam este blog... não perdem nada em espreitar que é muito bom. Cá fica o link :

http://oarrumadinho.clix.pt/

Até logo e boa leitura :)



"Os filhos mudam tudo.

Deve ser uma das frases que mais oiço a pais vividos, quando em conversa com os pretendentes a papás.
E na verdade os filhos mudam tudo.
Há quatro dias, uma das minhas melhores amigas foi mãe.
Há três dias, um dos meus melhores amigos, que foi pai há uns meses, separou-se.
A ela tive de dizer que os filhos mudam tudo, e alertei-a para muitos perigos de quem já passou pelo nascimento de um filho; a ele tive de dizer que os filhos mudam tudo, e tranquilizá-lo quanto ao futuro, porque também já passei por tudo o que ele está a passar.

Hoje, acho que os filhos mudam tudo, mas tenho a certeza de que é fácil ser-se feliz com a nova realidade que nos bate à porta de um dia para o outro, e que nos rouba muitos momentos fantásticos a dois, substituindo-os por outros que podem ser ainda melhores, mas a três. E o mais importante de tudo é mesmo ter a noção do que se vai encontrar, perceber o que vai mudar, ter consciência do trabalho e das privações que vamos ter pela frente, e estar preparado para todo esse mundo novo.

A maior parte dos casais que se separam após o nascimento de uma criança não sabem lidar com esse mundo novo. Não o dominam – deixam-se dominar; não o enfrentam – anulam-se; não percebem que a vida deles não acabou – está apenas a começar num novo formato.

Os medos delas

Homens e mulheres têm posturas diferentes relativamente à questão da gravidez/nascimento da criança. Já assisti a imensas discussões sobre este assunto e quase todos batem nas mesmas teclas.
Elas sentem-se mal com o corpo, porque engordaram como nunca e têm borbulhas, e tornozelos agigantados. Sentem-se mal de saúde, porque estão muitas vezes enjoadas, e inchadas e com dores de costas. Sentem-se com a auto-estima em baixo, porque se acham feias e desinteressantes. Sentem-se amedrontadas, porque têm medo de falhar, têm medo do desconhecido, têm medo de não corresponder ao que lhes é exigido, têm medo de não saber tratar de um bebé. Sentem-se inseguras, porque acham que os parceiros já não as acham sexy e vão querer saltar para cima da colega de trabalho. Sentem-se perdidas, porque já não estão a trabalhar, mas também ainda não têm assim tanta coisa para tratar relativamente ao nascimento da criança. Sentem-se receosas, porque fazem contas à vida e começam a perceber as despesas todas que vão ter. Sentem-se pressionadas, porque os pais e os amigos estão sempre a dar palpites sobre o que elas devem fazer e não fazer.

Na verdade, tudo isto gera, muitas vezes, depressões pré ou pós-parto. Há casos, até, de depressões pré e pós parto, que podem durar por um período indeterminado. Mas como qualquer doença, também isto se cura. O problema maior é mesmo que o doente reconheça que está doente, e esteja disposto a tratar-se, o que nem sempre acontece.
Grande parte dos conflitos entre os casais que têm ou vão ter o primeiro filho advém de algumas destas fragilidades e mutações por que o casal passa. 

O papel deles

Ao homem cabe o papel de tentar, de alguma forma, tranquilizar a mulher, ajudar em tudo o que lhe for possível, não deixar que ela entre em pânico, continuar a dar-lhe provas de amor e, também ele, começar a preparar-se para a tal nova realidade que aí vem e que lhe irá, seguramente, alterar rotinas, prioridades, sonos, programas.
Sinceramente, acho que só é possível superar todas as dificuldades relativas ao nascimento de uma criança se a relação entre o casal for muito forte, cúmplice e assente em amor, amizade e companheirismo. Se uma qualquer destas coisas começa a faltar, o mais provável é a torre vir abaixo. Se o amor já é fraco, ou ainda não é suficientemente forte, a vontade de parte a parte em superar tudo e muito menor. Se não há companheirismo, perde-se o respeito, e sem respeito vai-se o amor, e sem amor vai-se tudo.
Este é um jogo de equilíbrios delicado que assusta um bocadinho, mas que todos devem estar cientes de que existe. Mas se decidimos que vamos a jogo temos, os dois, de conhecer as regras.

Os pais que se anulam

Outro dos maiores problemas após o nascimento da criança tem a ver com o facto de muitos pais deixarem-se anular por completo. Deixam de fazer tudo, mas mesmo tudo, por causa da criança. Não há cinemas, não há férias, não há jantares de amigos, não há saídas a dois, porque primeiro está o bebé. Naturalmente que quem nunca teve um filho fica assustado com essa tal realidade nova, não sabe o que fazer, mas por isso disse antes que é preciso conhecer as regras de jogo, e as regras de jogo dizem que é preciso ter bom senso, é preciso ser adulto, é preciso perceber que sem momentos de felicidade a dois (ou até sozinhos - porque também precisamos de tempo para nós, homens e mulheres) jamais haverá momentos de felicidade a três, porque a união quebra-se, porque ninguém é feliz, porque deixou de haver um amor entre três pessoas, e passou apenas a haver uma mãe que ama um filho, um pai que ama um filho, e não há um pai que ama uma mãe, apenas um homem e uma mulher que tratam de uma criança.

O sexo

Pode parece estúpido ou até uma falta de sensibilidade falar de sexo nesta altura, mas a sexualidade também desempenha um papel fundamental nesta fase da vida de um casal que vai ter ou teve recentemente um filho (“lá estão os homens a pensar no sexo, e sempre a pôr o sexo à frente de tudo”, vão pensar algumas leitoras). Quando falo de sexualidade falo sobretudo de intimidade. A baixa auto-estima das mulheres leva a que muitas vezes se afastem dos companheiros, que recusem todos os contactos ou aproximações mais íntimas. As hormonas também têm aqui um papel importante, é evidente, e os níveis de desejo podem baixar significativamente. Mas uma coisa é não ter desejo, outra é afastar-se sexualmente do companheiro durante três, seis, nove meses, ou por vezes durante mais tempo. Não chega dizerem-nos “Olha, amanha-te, porque agora tive um filho teu e não me apetece”. Da mesma forma que os homens têm de perceber que nesse capítulo as coisas são diferentes, as mulheres devem entender que não podem, pura e simplesmente, deixar de existir enquanto mulheres e passarem a ser exclusivamente mães. Muitos amigos meus queixam-se disso mesmo: “Agora já não tenho mulher, tenho uma mamã lá em casa”. E isso é outro dos factores que levam ao afastamento entre os casais. O sexo é uma forma de aproximação entre os casais em qualquer altura, é um momento de intimidade e amor. E quando isso se vai, lá está, tudo o resto pode ruir.

Um filho muda tudo.
Mas pode ser a melhor coisa do mundo para um casal.
É só ser crescidinho, ter bom senso e muito amor para dar. Ao filho e ao parceiro ou à parceira."

Publicada por O Arrumadinho 

SER MÃE por Flor Guerreiro


Decidi criar uma nova rúbrica no nosso Blog que se chama SER MÃE.

Aqui darei espaço próprio e na 1ª pessoa a algumas mulheres emblemáticas da nossa sociedade e espaço público, que conhecemos noutras facetas mas que ao experimentar a Magia da Maternidade se sentem felizes em explicar o Amor que lhes mudou as vidas e as prioridades.

Grávidas, recém mamãs ou já mães de família: eis as mulheres a quem vemos a faceta pública mas muitas vezes não conhecemos como conciliam vida profissional e maternidade nem  nunca as sentimos tão perto, na privacidade das palavras dirigidas aos Amores das suas vidas: os filhos.

SER MÃE também é isto: Partilhar. Por esta partilha agradeço, já que sei que nos vai inspirar a todas.


A primeira convidada é uma das manequins portuguesas mais consideradas, internacionais e uma das melhores da sua geração.  Chama-se Flor, tem 28 anos e é mãe da linda Noémie de quase 2 anos.

Obrigada a ambas.




SER MÃE

A vida definitivamente tem duas fases: antes e depois de ser Mãe.

Tudo muda MESMO. Sentir uma vida a crescer dentro de nós transforma-nos e segurá-la nos braços sem nada pedir e tudo necessitar faz-nos sentir o tão falado mas pouco sentido puro Amor.

Chega a ser algo primitivo, é animal o sentimento de protecção e força que nos transmite a maternidade.

Uma bênção, um milagre? Chamem-lhe o que quiserem, não há palavras que descrevam a transformação que se dá em nós, mulheres, há um sentimento poderosíssimo que nos faz questionar como é possível amar tanto... e é.



Queremos o melhor para eles mas o que é o melhor, é essa a grande questão? Vamos descobrindo pelo caminho... E cada dia é mesmo uma descoberta, uma celebração da Vida e do Amor e por isso tudo o resto vale a pena.

Vê-los sorrir, brincar, aprender... crescer e apenas uma certeza: Quero estar aqui por ti filha para sempre, ver-te crescer e seguir tua vida com a certeza que és feliz, que somos felizes. O  resto a vida proporciona. 

Amo-te :)


por: Flor Guerreiro, Manequim


Amamentar ou não? Claro que sim! Como?


A amamentação deverá ser a forma mais natural de alimentarmos os nossos filhos, afinal somos mamíferos.
O leite materno é um alimento vivo, completo e natural, adequado aos recém-nascidos, é a melhor forma de alimentar as crianças até aos 6 meses de idade. A amamentação tem benefícios para as crianças, as mães, as famílias e a sociedade, essas vantagens são de ordem física, nutricional, imunológica, psicológica, social, económica e ambiental. O leite humano é específico da nossa espécie e, por isso, todos os seus substitutos diferem grandemente dele, o que faz do leite materno o produto de melhor qualidade para alimentar as nossas crianças.
No entanto, o início da amamentação nem sempre é fácil, o que pode desmotivar algumas mães. É um processo de aprendizagem tanto para a mãe como para o bebé. Algumas dificuldades podem surgir no caminho que vamos construindo na amamentação, e muitas vezes, o facto de não se conseguir gerir estas dificuldades poderão levar muitas mães a desistir. Vamos então, dar algumas respostas às dúvidas mais comuns das mães que amamentam.

A via de parto interfere com o início da amamentação?
A via de parto não interfere com o aparecimento do colostro, no entanto, a estimulação é que pode ser mais tardia numa cesariana. Independentemente do tipo de parto, o importante é que o bebé inicie a amamentação o mais precocemente possível, o ideal é este início dar-se na 1ª hora de vida.

Produzimos sempre o mesmo tipo de leite?
Não. Inicialmente produzimos colostro, muito rico em imunoglobulinas (uma espécie de anticorpos naturais), vitamina A, gordura e água, que protege os bebés contra a hipoglicémia e estimula o intestino e o sistema imunitário. Entre o 3º e o 5º dia de vida, dá-se uma transição para o leite de transição, muito calórico e que permite o bebé de recuperar o peso que habitualmente perde nos 1º dias. A partir do 15º dia, surge o leite maduro, que varia ao longo do dia e da mamada.

O que significa amamentação em horário livre?
Horário livre significa que o bebé deve mamar quando necessita e a quantidade que precisa, as imposições de horários raramente funcionam. No entanto, nos primeiros dias, e para que os pais não se sintam perdidos, pode-se considerar um limite mínimo e máximo (2 horas de pausa mínima- indica-nos que a mamada anterior foi suficiente para uma refeição- 4 horas de pausa máxima durante o dia e 5 horas à noite). Ainda assim, deverá ser o bebé a impor o seu intervalo. O tempo de mamada também deverá ser aquele que o bebé quiser. São considerados tempos de pausa o início de uma mamada até ao início da mamada seguinte.

Deve ser dada uma ou duas mamas em cada mamada?
Cada mama produz o leite necessário para uma refeição. Ao fazer-se a alternância das mamas em cada mamada, não é conseguido garantir que o bebé mame todos os componentes existentes no leite (água e açúcar; proteínas e gordura). É, assim, importante que o bebé esvazie completamente uma mama, antes de se passar para a segunda, se o bebé ainda der sinais de fome.


Porque é que nos primeiros dias de vida, o bebé mama durante mais tempo do que após a subida de leite? 
Nos primeiros dias de vida, a mama produz colostro, que é uma substância muito calórica. Alguns dias após a subida de leite (3º- 5º dia de vida), a mama vai produzir outro tipo de leite que vai variando na sua composição ao longo do dia e da mamada. Com o passar do tempo, o bebé também vai ter mais facilidade na realização dos movimentos de sucção e deglutição, pelo que habitualmente, nos primeiros 10 minutos da mamada, o bebé retira cerca de 90% do que necessita para se alimentar. Assim, após a subida de leite, o bebé irá permanecer menos tempo na mama do que nos primeiros dias de vida.

Qual o tempo habitual de que um bebé necessita para mamar?
Um bebé pode permanecer na mama um tempo variável (habitualmente entre 10m a 30m), com as necessárias paragens para respiração ou arrotar. Cada bebé tem o seu próprio ritmo. Bebés que permanecem longos períodos na mama, nem sempre estão a mamar, estão também a satisfazer a necessidade de contacto físico (“mimo”). Aprenda a conhecer o seu bebé e o seu ritmo. A permanência do bebé na mama durante longos períodos de tempo poderá levar à formação de fissuras mamilares, pelo que é muito importante estar atenta aos sinais de boa pega.

O que fazer para estimular os bebés que adormecem à mama?
Os bebés que adormecem com frequência à mama, devem manter-se pouco agasalhados, para que não fiquem demasiado quentes e confortáveis. Palmadinhas no rabinho ou no pé, pequenos toques na orelha, mãos e testa, passar o polegar no dorso; retirar alguma roupa quando muito aquecidos, pode ajudar a estimular o bebé a mamar e a mantê-lo acordado.

Como ter a certeza de que a quantidade de leite produzido é a necessária para o bebé?
Os bebés amamentados integralmente com leite materno, fazem períodos de pausas mais ou menos regulares, com pausas máximas de 4 horas durante o dia e 5 horas à noite, são bebés que interagem com os pais e não se mantêm permanentemente a dormir. Devem fazer pelo menos 5 a 6 xixis e pelo menos 1 cocó por dia, e devem aumentar de peso. Estes são os indicadores de que se encontram bem alimentados e hidratados.

Quais são os sinais que um bebé dá de fome?
O choro é um sinal tardio de fome, devendo iniciar a mamada antes disso. Inicialmente, os bebés ficam agitados, procuram a mama com movimentos da boca e da cabeça e coloca as mãos na boca.

Qual é a melhor posição para pôr o bebé a “arrotar” após a mamada?
Nem todos os bebés arrotam após a mamada. Se fizerem uma boa pega e não engolirem ar, não vão precisar de arrotar. No entanto, após o bebé mamar podem elevá-lo aproximadamente por 5 min (à noite, p. ex. se o bebé mama e fica tranquilo após a mamada, deixem-no dormir e descansem também; se precisar arrotar, ele vai dar-vos sinal, fica desconfortável e começa a chorar, nessa altura se o elevarem ele arrota). Não existe uma posição melhor que outras, poderá ser sentado ao colo, com as costas viradas para a barriga dos pais ou utilizar-se a posição mais tradicional, com o bebé levantado, barriga com barriga com a cabeça apoiada no ombro dos pais.

Como gerir a subida de leite?
Algumas estratégias poderão ser facilitadoras do descongestionamento da mama: a aplicação de calor antes e de frio após a mamada, a massagem durante a aplicação do calor e durante o tempo de mamada e a mudança de posições do bebé enquanto amamenta poderão facilitar os sintomas mais desagradáveis.

Como cuidar da mama?
Após a mamada, o melhor protetor que poderá usar é o seu leite, que deve ser colocado no mamilo e secar ao ar. Este leite final é rico em imunoglobulina e gordura, que funciona como emoliente e protetor das infeções.

A bomba para extração de leite é um elemento indispensável?
A bomba de extracção não é um elemento que deva ser comprado antes do nascimento do bebé, pois poderá não ser necessária. A bomba poderá ser uma ajuda na gestão da subida de leite e também um bom auxílio para as mães que queiram fazer uma reserva de leite para mais tarde, ou que pretendam retirar leite quando regressarem ao trabalho.

Que tipo de bomba escolher: manual ou eléctrica?
Se o tipo de utilização da bomba for para um uso continuado, a eléctrica poderá ser a melhor opção.

Por: Enf.ª Isabel Carvalho
Hospital Beatriz Rebelo e Centro Pré e Pós Parto de Lisboa

FILHOS PREMATUROS II

Ser mãe é a coisa mais extraordinária na vida de uma mulher. Ansiamos pela chegada do nosso rebento, preparamos todo o enxoval, fazemos cursos de preparação para o parto, lemos toda a bibliografia referente ao assunto e “voilá” eis que chega o nosso bebé mas NINGUÉM NOS FALOU EM BEBÉS PREMATUROS.

E agora como é que se lida com um bebé de 1.690 kg?


A Mariana nasceu no dia 3 de Julho de 1997. Estava previsto nascer em meados de Agosto.

De tão pequena que era cabia numa mão. A chupeta era quase tão grande quanto o seu pequeno rosto. As roupas tiveram que ser compradas, à pressa, no hospital das bonecas, as fraldas eram minúsculas e só se vendiam em sítios muito especiais.


"Socorro. Alguém que me ajude." Era o meu grito interior. Como é que eu vou lidar com esta situação?

Fiquei de rastos. O banho do bebé era um pânico. O mudar da fralda, o dar o biberão. Tudo parecia do outro mundo.
Depois, não nos podemos esquecer que quando parimos, temos sempre à nossa volta imensa gente “doutorada” na arte de criar filhos e que adora dar opiniões, muitas delas nunca foram mães.

Ainda nos sentimos pior porque estamos constantemente a receber atestados de incompetência na arte de ser MÃE. Foi preciso dizer BASTA. Agora quem manda sou eu.

Filho prematuro, desde que não tenha sequelas, é um bebé como outro qualquer.
A Mariana saiu do hospital ao fim de 11 dias, esteve 4 dias na incubadora, só por precaução, saiu com 1.750 kg. Não foi amamentada ao peito porque não tive subida de leite. Foi sempre alimentada com fórmulas de leite adaptadas. Comia de 3 em 3 horas, dormia muito bem.

No 1º mês de vida não saiu de casa, por forma  que criasse mais defesas. A Mariana nunca teve qualquer problema de saúde. Aumentou de peso, cresceu, começou a andar com 14 meses, recuperou o peso e o tamanho.

E eu, mãe de 1º filho, PREMATURO, aprendi a lição de que são as crianças que nos ensinam. 

A Mariana percebeu que eu estava extremamente ansiosa e foi ela que me acalmou, que me deu paz e que me transmitiu: “Mãe se eu estou aqui, por alguma razão é, nós duas vamos vencer”.


E aqui está a Mariana com 5 dias...
E aqui.. com 15 anos!



Por:  Maria João Rosado



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Saúde oral na gravidez

Desde que descobri a Dr.ª Noélia, os segredos e mitos sobre o que fazer/ou não fazer na gravidez no que diz respeito aos dentes, dissiparam-se. Fiz um ckeck up com ela, ao que se seguiu um destartarização (perfeitamente aceitável para uma grávida, porque de agressivo não tem nada...). Depois, desafiei-a a colaborar no nosso blog para que as “minhas grávidas” tenham acesso a alguma informação simples e rápida sobre o assunto. Ora cá vai um bocadino de Saúde oral na gravidez:

“As alterações fisiológicas e hormonais provocadas pela gravidez desencadeiam, principalmente  na gengiva, uma maior reacção a produtos inflamatórios, como a placa bacteriana, que se acumula quando a higiene oral não é frequente ou adequada.

Há estudos recentes que correlacionam as doenças gengivais com os partos prematuros e nascimento de crianças de baixo peso (<2500 g). A grande maioria das grávidas apresenta uma gengivite gravídica - inflamação das gengivas provocada pela acumulação de placa bacteriana. Os sintomas são gengivas avermelhadas, “inchadas” e que sangram facilmente com a escovagem. Ter um maior cuidado durante a escovagem, com esforço para lavar muito bem a margem entre a gengiva e o dente e uma maior frequência de escovagens, são óptimos inibidores da gengivite.
Um mito muito frequente na gravidez, é que, a formação dos ossos do bebé retira cálcio aos dentes da mãe. Este conceito está profundamente errado. Algumas cáries que surgem durante a gravidez, não são mais que pequenas lesões que já existiam e que evoluíram, revelando-se nesta fase. Ou que a sua evolução foi acelerada pelo maior número de refeições ou de guloseimas devido aos “desejos” ou pela maior acidez da saliva resultante dos vómitos normais nesta fase.

Caso necessite recorrer ao médico dentista, a melhor altura para marcar consulta é no 2º trimestre. Os primeiros 3 meses são muito importantes no desenvolvimento do bebé, devendo haver o mínimo de intervenções médicas. Durante o último trimestre, o tamanho da barriga já não proporciona conforto na cadeira e o stress associado às visitas ao dentista pode aumentar a incidência de complicações pré-natais.

Caso necessite de tratamentos, mesmo que com anestesia, não se assuste, pois é sempre mais seguro um tratamento dentário do que deixar uma infecção oral progredir e ter implicações negativas no bebé. O primeiro passo para garantir uma boa saúde oral é realizar uma consulta antes de engravidar e efetuar todos os tratamentos dentários necessários. De 3 em 3 meses estão indicadas consultas de higiene oral para manutenção da saúde gengival. 

Visite o seu médico dentista e previna qualquer problema com antecedência. Na gravidez só se desejam sorrisos lindos e de felicidade!”


Por : Noélia Dias  - Médica Dentista  Clínica RIO



Ser mãe de um bebé prematuro


A Maria João foi mãe de uma menina permatura e apesar dela já ser grandinha e “matulona” e de a sua saúde ser hoje de ferro, assume que foi das experiências mais marcantes da sua vida. Por isso, convidei-a para escrever sobre o assunto e partilhar connosco os medos, angústias e procuras de explicação de uma mãe de um “bebé-ratinho”.
“Ninguém está preparado para ter um filho prematuro. Mas o que é efectivamente um prematuro? Geralmente a gravidez, considerada normal, é entre a 38ª e a 42ªsemanas. Quando os bebés nascem antes das 38 semanas então estamos a falar de um bebé prematuro ou de pré-termo. A característica principal do prematuro é a imaturidade do seu organismo sendo mais vulnerável a adoecer, principalmente os bebés com peso inferior a 1500g.
No fundo, o que pode levar a que o bebé nasça prematuro? Podem ser várias as origens. 
No meu caso concreto foi pré-eclampsia. Em linguagem médica quer dizer: "Presença de valores elevados da pressão arterial, edemas (inchaço) nas pernas e albumina na urina. Na maioria dos casos, o primeiro dado que nos leva ao seu diagnóstico são os valores aumentados da pressão arterial – acima ou igual a 140/90 mmHg (habitualmente refere-se 14/9). Estas alterações da pressão arterial, podem acompanhar-se de complicações com alguma gravidade tais como, parto antes do tempo determinado, hemorragias vaginais graves por descolamento da placenta, hemorragias cerebrais, estado geral de colapso circulatório designado de choque ou, inclusivamente, morte fetal e/ou materna.”
Causas: Não se consegui, até hoje, apurar a origem desta patologia. No entanto é extremamente grave, quer para a mãe, quer para o bebé, podendo levar à morte de ambos.
Preparada para uma gravidez normal, enxoval do bebé todo arrumado para nascer em meados de Agosto, eis quando se dá o alerta, em meados de Junho, na ecografia de rotina, que o bebé não estava a crescer.
Nasce um bebé com 1,690kg e com 34 semanas e 6 dias.
E agora? Ninguém prepara uma mãe para receber um bebé de pré-termo. Não é fácil. No próximo mês vou contar-vos mais sobre a experiência de ser mãe de prematuro."

Por: Maria João Rosado

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