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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

Só eu é que sei....

Ontem à noite:  

 

"...A acabar o dia totalmente dedicado a ti, Matilde Estrela, completamente exausta. Das tuas birras, das tuas exigências, das vergonhas que me fazes passar em publico, das tuas más ondas, dos teus gritos. Mas... Completamente grata, pelos momentos de mimo, de brincadeira, de sintonia e de amor...

 

Sei que és muito difícil e que o trabalho que contigo terei pela frente, vai ser duro, mas tenho a certeza de que nunca te abandonarei na ajuda de te encontrares no caminho certo e de encontrares a tranquilidade que te falta ainda agora. És a personalidade forte da tempestade mas também o doce conforto das nuvens fofinhas.

 

Amo te. E estou aqui sempre... Mesmo que me afastes, que digas que não gostas de mim ou que "a culpa é minha" nem sei bem já do quê...

 

Eu sei, meu bem..eu sei que um dia mais tarde, estes dias e historias difíceis serão piada entre nós, enquanto a amizade entre mãe e filha for a nossa cumplicidade do dia a dia certo, amor meu!? Certo...?... Ai como desejo que chegue essa época...

 

-Fotos tiradas hj no #bounce ( foi o possível, já que não quis tirar fotos comigo..), no #aniversariodocanalbigs... Entre gritos, amuos e vergonhaças e tentativas de mãe mostrar em público uma calma e normalidade, que no fundo, ao fim de muitas horas "disto" já não o eram nada...-

 

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3 experiências incríveis que quero partilhar convosco

Experiências partilháveis e incríveis dos meus últimos 2 dias (todas empolgantes para mim, mas bem diferentes no tema e na emoção):

 

Experiência incrível nº 1:

 

Provei, esta semana, um tipo de carne, considerado o melhor e mais caro do mundo. A raça Kobe é japonesa e a Waygiu é sua mana. Diz-se que Wagyu" significa "vaca japonesa". Diz-se que os animais recebem massagens diariamente, dadas pelos seus criadores, para que a gordura se possa distribuir por toda a carne de forma harmoniosa e uniforme, que também lhes dão cerveja e vinho de arroz para beber e que ouvem Mozart nos seus estábulos. Ó pá... mesmo para uma ex-vegetariana como eu ( incrível não?)... tive que provar, o sabor e a tenrura da carne Wagyu fazem dela uma experiência gastronómica única servida nos melhores restaurantes do mundo e pronto... a Mendinha usou e abusou ;) Só o pedacinho de "xixa" custou 25 euros.. fora os acompanhamentos, claro! Mas valeu cada pedacinho sim... não será para repertir muitas vezes mas lá que é bom... é ;)

Grandes vacas estas sim senhora!! Onde comi esta especialidade maravilhosa? No Atalho Real, o novo restaurante das galerias Embaixada no Príncipe Real.

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Experiência incrível nº 2:

 

A devorar o livro do Dr. Mário Cordeiro sobre birras e dramalhões na infância e de como agir com eles. Chama-se "O grande livro dos medos e das birras" e está, por um lado a mudar a minha forma de as ver e por outro a sublinhar algumas crenças que eu já tinha, nem que fosse meio por intuição... A minha vida familiar, tem sido muito fustigada por estas "visitas da dona Birra, que pode ser considerada uma catástofre , mas também não é menos verdade que é um comportamento normal, dentro dos parâmetros de desenvolvimento da criança e que pode ser uma oportunidade educativa e de estruturação do nosso filho, enquanto pessoa e cidadão"... Uf.... e que venham elas, as fúrias, que agora (acho...) que já sei como lidar com os diabretes!! lol

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Experiência incrível nº 3:

 

Pela primeira vez na vida tenho 2 grupos de trabalho, empresa, escritório. LOL... sim.. eu sou logo assim, basicamente nunca tive "poiso" fixo (sempre trabalhei em casa, ou um ou outro dia numa ou outra produtora, voando de evento em evento, de gravação em gravação... por aí)... E pronto, agora não sou menina para menos. Fixei-me dentro de uma agência de comunicação em Outubro ( a United Creative), o sítio onde tenho a minha fantástica-mega sala "apadrinhada" por uma mega parede do Super Homem. Por outro lado, comecei, também pelas mesmas alturas a trabalhar com equipa Teamway da Just a showroom, onde também passo muitas manhãs a aprender, a ter formações e a curtir as novidades do meu negócio Amway. E pimba!!! A experiência incrível... é que à falta de um jantar e troca de prendas de Natal de empresa... tenho 2 este ano! Dois! É a loucura! A minha vida está mesmo a mudar ahahha!! Quem me viu e quem me vê... O da Teamway foi há dois dias (o tal onde experimentei a carne de vaquinha Waygiu) e o da United vai ser hoje no Main. Ah... e com direito a presente de "amigo secreto" ... Ó pra ele aqui na minha mão:

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E pronto... mais emoções... nas cenas dos próximos capítulos. Me aguardem...

 

Havia de chegar o dia... que filme!!

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Havia de chegar o dia...E não está a ser fácil..

 

E quando...

 

O nosso filho chora porque não quer vir  de casa do pai (depois de um fim de semana e... uma segunda feira em que não foi às aulas porque... acordaram tarde !)?

 

O nosso  diz que quer o pai e a mãe juntos?

 

O nosso filho fica 1 hora e meia a fazer a birra da vida dele  (e da minha...)?

 

O nosso filho diz que não quer o Gú (padrasto) nem a mana... e diz que a "dá" à Vânia (mulher do pai)?...Olhem só a confusão.

 

O nosso filho pergunta quem era "o pai" quando morávamos no "Estoriu" ?(a casa que tivémos antes desta... e onde por acaso "já" não havia pai João na minha vida, e "ainda" não existia "papi Gú" nem mana).

 

O nosso filho porta-se mal, e nos faz passar "aquelas" vergonhas, com guinchos  choros no meio da rua?

 

O nosso filho diz que não tem que ir à escola e  diz que pode  e quer ficar a brincar em casa?

 

O nosso filho diz que "na casa do pai... é assim... por isso aqui... faço assim..." ( seja o que for e muitas vezes tendo eu a noção que é mentira e jogo dele...?

 

O nosso filho... primeiro diz que "só" gosta do pai... depois diz.. "Gosto do Pai... e de ti, só dos dois, no mundo inteiro"...

 

O nosso filho nos confronta... e por mais justificações, pedagogias, palavras, mimos e tentativas ( dificeis, acreditem..) de compreensão.. ficas à toa sem saber muito bem como lidar?

 

E isto tudo...para gerir... no dia anterior ao dia de anos da Mana (que ele diz não querer ir à festa... lol), com trabalho e compromissos pelos cabelos e... claro... uma bebécas de 2 anos que, à sua maneira, também anda a "princesinha rebelde" em pessoa"..

 

 

 

Haja pachorra!

               

Hoje quero falar-vos de algo que já ando para abordar há uns largos meses. As birras. O mau génio. Os caprichos. Uff... a loucura que às vezes, é para as Mães e Pais  para gerir estas fases (sim, esperamos sempre que sejam fases).

 

Acho que, no fundo, não o tinho feito ainda, porque como não é um tema lá muito feliz e que como me tem feito a "cabeça em água", tinha quase a sensação de que se não o exteriorizasse aqui... a questão desapareceria assim como por magia...Pronto tinham sido uns "episódios e tal e agora já estava tudo ok de novo.

 

Mas, pronto, cá estou eu, porque.. passados uns bons mesinhos da personalidade vincada e "tortinha" da Matilde Estrela se ter começado a desenvolver ...  consigo escrever finalmente sobre a questão... mas porque até aqui não tinha muito o que dizer a não ser que andava desesperada com ela. Agora faço-o, porque estou mais calma e calejada com o assunto.. Que remédio lol...

 

Com todo este discurso aqui exposto, até parece que estou a criar um ser perigoso, monstruoso, impossívelde aturar.. nada disso tadinha, não exageremos, ok?...Mas que às vezes não há paciência... não há mesmo..

 

O que se passa então aqui por casa e imagino que em tantas outras? Tenho como filha uma princesa linda de quase 2 anos, querida, meiguinha, espertalhona.. mas muito teimosa, exigente para com os pais, ciúmenta com o irmão, cheia de amuos e... caprichosa até à última. E gerir isso, como é, como tem sido? Esta é a questão que trago hoje. Aliás, a que tenho levantado estes últimos meses e tentando como posso, gerir da melhor maneira. Principalmente por ser uma "novidade" nestas bandas. O irmão, claro que não é um santo, longe disso (e agora a entrar nos 4 anos está na idade dos "porquês" e dos "nãos"... ui ui), mas mesmo assim, nunca foi nem metade do "birras" que ela é. E por isso que tudo isto tem sido novo nesta família.

 

Antes de escrever este texto, pensei bastante em como fazê-lo, até porque ao longo deste tempo, já falei com amigas psicólogas infantis, já li uma série de literatura (uma mais idónea que outra) e  acabei por passar os olhos por uns quantos textos "pi-pis" e muito facilitistas em blogs e publicações on-line ligados à maternidade que,se numa primeira fase me encantaram ,depois me deixaram os nervos ainda mais em franja...

               

Textos que têm títulos como "as 15 maneiras de lidar com as birras deles", "Truques para lidar com crianças difíceis", " A psicologia dos ataques de choro", "crianças manipuladoras".. Grrr... só me confundiam ainda mais. E sabem porquê? Porque estas bloggers, estes jornalistas, estes doutores... parece que são detentores de receitas mágicas que se podem resumir nuns quantos ítens, agrupar dentro de um número certo de carateres, e depois de lê-los, a sensação com que ficava era a de que, ao tentar colocar alguns em prática... e mesmo assim falhando, muitas das vezes.. ao invès de me sentir melhor, acontecia o oposto. Acabava por sentir um enorme fracasso.. e, claro está... um cansaço cada vez maior e maior. Então se é assim tão "fácil", se tudo cabe num artigo ou numa ou duas páginas, então se eu tento fazer tudo certo certinho, porque raio não funciona cá em casa? Porque continua ela a gritar, a acordar durante a noite e a chorar durante 1 hora e meia e nos leva ao todos os pontos da casa para tentar perceber o que quer, a não obedecer quando lhe peço que apanhe algo ou que me dê algo, ou que largue algo..

 

Vai daí, que o que me apeteceu escrever não foi nada disso.Dar dicas ou conselhos não era para mim. Até porque também eu os procurei (e procuro), porque cada criança é uma criança, tem uma história, uma família, regras diferentes. Que me desculpem-me os pediatras e pedagogos, mas o que me dizem a mim como Mãe não deve ser dito à Joana, à Patrícia, à Mariana, à Andreia... que também têm passado noites sem dormir, que têm levado cuspidelas, beliscões ou palmadas dos seus bebés (apesar de lhes tentar transmitir que "não se bate"), que tentam educar da melhor maneira as suas crias e que mesmo assim ouvem gente a comentar entredentes na caixa dp supermercado: "Que mal educada é esta criança.." enquanto o nosso rebento espereneia e se atira para o chão porque quer agarrar nas bolachas de chocolate que a mãe não deixa, porque já comeu doces demais nesse dia...

                

O que me apeteceu escrever, então, foi uma espécie de texto de partilha e comunhão. Sim, é isso mesmo, um texto que ajudasse a apaziguar as Mães que como eu, e dentro das suas limitações (sim, porque por melhores que queiramos ser, todas cometemos erros, temos dias menos bons e... não, não somos nem temos que ser perfeitas), tentam fazer tudo certo para que os seus filhos sejam felizes,  contentes com a própria existência, entusiastas com a vida e... calminhos e educados... Para já, há que pensar que como "o nosso" há muitos, depois que "poder ser uma fase" e por fim que a forma de lidar e "levar" cada bebé ou miúdo a fazer o que queremos, não se pode generalizar. 

 

Enquanto para um, um berro de autoridade pode funcionar, para outro, ainda o pode colocar mais nervoso, no meio de uma birra. Por outro lado, há crianças que precisam de entender os "porquês" e necessitam que conversemos com elas, outras são exatamente o oposto, quanto mais falamos "na boa", mais parece que  gozam connosco e nos querem testar até ao limite... Enfim... o que interessa aqui, é que cada caso é um caso. Ajuda partilhar experiências, sim senhora... ajuda e conforta, conseguirmos falar com Mamãs que também têm um "birrinhas" em casa, para que não sintamos coisas como:  " que vergonha... os outros não são assim...". São sim! Muitos são assim.. e  não adianta invadir o nosso espírito preocupado com imagens de Mães, casas e filhos perfeitos, que não sujam, que não desarrumam, que não gritam, ideias que nos são transmitidas nesses tais textos "chapa 5" cheios de dicas infalíveis para que os nossos filhos se comportem de vez.. Isso  nunca vai existir, minhas amigas aiiiiiii.. e sabem porquê? Porque acaba uma fase... e começa outra... E pimba, lá vamos nós de novo!!

               

Durante estes "longos" 4 anos, desde o meu nascimento como Mãe (altura em que o Afonso veio ao mundo)... este meu convívio intenso com estes dois maravilhosos Seres que são os meus filhos, tem-me ensinado que como estas pequenas criaturas, ao partilhar da minha vida de uma maneira tão completa, me fizeram evoluir e mudar de opiniões a cada mês que passava (aquele pensamento clichet: "ai e tal...  o meu filho há de  ver tv às refeições!!" Está bem está...ou.. "Nunca entendi as mães que dizem  ficar e aliviadas quando eles forem  vão fazer ó-ó..." Entendo e bm ;)).

 

Desde que os "dramas Matildenos" começaram e depois de esgotadas muitas estratégias ca´em casa, ouvidas mil (e irritantes) opiniões.. finalmente tenho sentido mudanças positivas no seu comportamento. Já percebi que ela é "torta" por natureza, como boa Escorpião que é... mas sinto-a muito menos exigente, mal criada... parva, portanto ;)

 

E porquê? Pois, a questão é essa... não existem bem "porquês" nem "comos". A única forma de lidar com isto sem flipar, tem sido ser paciente, insistente, compreensiva, equilibrada.... mesmo quando me apetece a mim.... desquilibrar e passar-me. Atenção que quando falo de ter pacência e compreensão, nada invalida uma voz autoritária ou uma palmada de vez em quando... refiro-me mais à calma como nós, Mães, nos vamos apercebendo que só conhecendo e estando muito atenta à criança,  aos seus hábitos, receios e personalidade  os conseguimos "levar"... Ah, e com o ascréscimo de que temos que ter a noção que de um dia para a noite "tudo pode mudar", todas as reações e formas de estar, podem parecer as de outro bebé... pelo menos comigo tem sido assim. Um dia algo a incomoda e grita até mais não, outro dia a mesmo situação será vivida na boa e sem grandes dramas...E pronto... lá temos nós, "mães à beira de um ataque de nervos" que nos adaptar e tentar perceber o que às vezes nem é bem para ser compreendido...

 

Tenho a sorte de ter dois filhos saudáveis, lindos e bem rodeados e de viver com a possibilidade de lhes oferecer umas simpáticas condições de vida. Por isso, agora o resto do "livro" irá ser  escrito baseado na história do meu apoio no seu caminho, dentro deste contexto positivo, e na forma  como eles, os meus filhos, encontraram para se tornarem Pessoas, não só Gente.. 

               

No fundo, percebem onde quero chegar? As birras podem efetivamente ser um filme, podem sim senhora (e eu que o diga que quando vivo estes momentos tensos quase me passo por dentro) mas por favor Mãessss... não matem a cabeça com culpabilizações, com clichets, com opiniões de Avós, Tias, amigas com filhos direitinhos, limpinhos e bem educadinhos de capa de revista (sabem que muitas vezes, nem mesmo as amigas mais próximas nos contam as más educações doa filhos quando lhes perguntamos...parece que cai mal)...

 

Vivam um dia de cada vez, tentem perceber as "vossas" razões e ir atuando de acordo com elas (falta de atenção, má energia à volta da criança, ciúmes, medos, pura personalidade), ter estofo para aturar (Ser Mãe é isso mesmo lol) e minimizar as situações. Eu, por exemplo, cada vez mais sinto que quanto menos importância dou às birras, menos ela as vai fazendo...

 

Beijos a todas e Mães e Pais com filhos birrentos mas que vocês amam como ninguém. E votos de pachorra, pachorra e mais... pachorra. No fundo e para resumir isto tudo, acho que a chave  para ultrapassar, conseguir educar e fazer crescer filhos porreiros são estes 3 pontos. E chega. Não acham?