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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

o filme dos meus 40 anos... snifff....

 

 

Sei que os amigos são meus, que a família é a minha e que as recordações que me levararam ontem a chorar de felicidade são aqui da "miúda".. mas  a verdade é que acho que qualquer ser emotivo que se preze, gosta destas "piroseiras emocionais". Todos adoramos memórias, fotos antigas, gente que ama outra gente e que está sempre lá... mesmo que às vezes, o tempo as afaste pelos afazeres "chatos" do dia a dia.

 

Ontem foi um dia intenso mas bom. Fui alvo de uma festa surpresa e simmm... fui MESMO surpreendida lol.. porque estava numa de passar o jantar de anos só com o Hugo e os meninos, numa um bocadinho mais nostálgica e "farta de festas que em festa passo eu a vida, a trabalhar " ( quem me conhece, sabe que esta é uma frase que uso muito...).

 

Supostamente a minha mãe andava no Norte em trabalho e não tinha tempo nem para um beijinho... "talvez um café lá em casa no fim do dia" ( e eu triste..), o meu pai tinha ido ver o Sporting e por isso não lhe "dava jeito" jantar comigo ( e eu a rezar lhe pela pele lol) e a minha mana a fazer um trabalho na faculdade...

 

O Hugo e a minha mãe, acabaram por conseguir  reunir alguns dos meus amigos de sempre no nosso restaurante Meritíssimo, quando eu achava que ia a um vegetariano, imaginem lol  (falharam outros da minha tribo, mas também. a uma terça feira é normal... eu desculpo ok gente?)... e pronto, foi isto... simples e emotivo. Começo bem os 40, sabem? Em ternura... ( dos 40!?? Uauuu..... fugiu-me a boca para a verdade ;))

 

E agora.... digam me lá se o esforço de quem juntou as fotos ( cada um mandou as suas) e que quem fez o filme maravilha ( a minha querida amiga Cláudinha) não foi tão compensado? Está lindooooo... e eu chorei como uma Madalena arrependida ahahha... só podia.

 

Amo-vos a todos pá! Fiquei mesmo de coração cheio. Foi a melhor prenda que me podiam ter oferecido. "Afinal" vale a pena apostar em relações humanas genuínas e cheias de amor. Adoro os, sem excepção. Obrigada e até jaaaaaa ...

 

 

Um resumo rápido de um Amor que nasceu faz hoje 4 anos..

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Faz esta madrugada 4 anos que eu e o Hugo Caetano nos beijámos pela primeira vez! (e nesta foto... o beijo NA BOCA ainda não tinha sido dado imaginem... ;))

 

Durante uns dias eu só conseguia balbuciar de forma irónica entre os meus botões e em conversas com as minhas amigas: "C'um Catano" (em alusão parvinha ao nome do rapaz....;))... " não estava nada à espera disto"... E não estava mesmo.

 

O Afonsinho tinha 10 meses de vida e estavámos a começar os dois a assentar a nossa vida depois de uma gravidez passada sozinha e de uma relação falhada e conflituosa. Durante um tempo, tinha vivido com o bebécas em casa da minha mãe... mas tinha acabado de me mudar finalmente para uma pequena vivendinha "casa de bonecas" pertinho da praia, na zona do Estoril.

 

Estava a refazer a vida. Uma vida de mamã solteira. Orgulhosa... certa de que era o caminho, mas... triste por ter falhado no plano de oferecer uma família ao meu filho e no fundo a mim mesma.

 

E pronto... foi neste ambiente, que... surgiu o primeiro beijo. Numa altura em que "não queria nem saber de homens" (achava eu ....;)), em que estava a estruturar os meus passos, apoiada pela família próxima e me considerava "arrumada" de filhos, com o meu Afonso Luz a fazer as minhas delícias e a iluminar o meu mundo que durante tanto tempo tinha estado na penumbra.

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E pronto... surgiu o primeiro beijo... um beijio que mudou tudo. O rumo da minha /nossa vida curvou assim ali, a fundo, naquele paredão da praia de Carvelos, às 5 e tal da manhã do dia 23 de Setembro de 2011.

 

O beijo, dado depois de um noitada divertida numa discoteca em Lisboa, foi apaixonado, muito... e assim andámos durante muito tempo. Quase como que anestesiados e envoltos em sorrisos. (Olhem só o meu ar na foto de baixo- a data é 8 de Novembro 2011, duas semanas depois de termos grudado um no outro -.. completamente totó e in love ahahha)

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 O Afonso gostou dele. E ele do Afonso. Começaram a ser amigos. A "casinha de bonecas" foi-se tornando pequena... porque agora, os "dois bonecos" que viviam comigo (O Hugo dormia lá tipo 6 dias da semana, ok... para não parecer mal ficar as 7...) já faziam muito alarido, tinham muita tralha, ocupavam muito espaço, davam muitos tropeções. Até porque o Afonso estava literalmente, a começar a andar...

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Começámos a ter certezas. As de que "ninguém aparece na vida de ninguém por acaso" e de que passar tempo junto (e cada vez mais e mais e mais tempo) fazia sentido. Entre sonhos, passeios de Skate, brincadeiras com o puto, idas à praia, momentos a dois, apresentações às famílias de ambos... lá fomos encaixando uma vida na outra... e pouco tempo depois... um barrigão e um novo amor a crescer dentro de mim...quem diria!? Que turbilhão de acontecimentos... e sentimentos...

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Três meses e meio depois do Beijo... A nossa Estrela junta-se ao grupo. Começa o seu feijãozinho a crescer na minha barriga, que já tinha sido a casa do mano e agora era a dela. Loucura!? Sim... maravilhosa e... acabou, depois da surpresa por ser muito desejada. Mudámos de casa, transformá-mo-nos em "família oficial" E pronto... o resto é história já contada...

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Faz esta madrugada 4 anos que eu e o Hugo Caetano nos beijamos pela primeira vez!

 

E que a minha família nasceu, efetivamente, junto com este Amor. Obrigada Universo, pelo que me tens oferecido, desde então. Não é uma família tradicional, certo. Mas é uma família feliz e em constante aprendizagem. E apesar de nem sempre ser fácil e ser preciso muito golpe de cintura , estou-te mesmo muito grata... 

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Como te apresentarei o Mundo

Hoje dei de caras com o ínicio de um texto que comecei a escrever para o meu primeiro filho, a minha Luz, o meu Afonso... Acabei por ficar "pelo caminho" deste projeto de "livro" que acabou por não nascer com ele (com o filho) um pouco por influências estúpidas de alguém que me desencentivou, dizendo que talvez não fosse "suficientemente bom" para ser publicado, ele era um "artista". Eu acreditei nele. Mas cada vez que pego nestas páginas (e tenho mais, bastantes mais), me arrependo, porque a intensidade, verdade e amor, transpõem estas letras que aqui vemos. E acho que qualquer mãe saberá do que falo. Hoje dei de caras com este texto. Partilho-o, de lágrimas nostálgicas nos olhos e com o coração cheio de sentimentos bons. Se gostarem e quiserem mais... bora lá, é só eu pesquisar nos arquivos e reviver convosco estes sentires tão especiais de uma grávida de primeira viagem, cheia de esperanças, medos, sonhos e intenções. Acredito que muitas se identificarão.

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Vou tentar apresentar-te os seres humanos. Até porque tu vais ser um também. Já te se formam não só a cabeça, o tronco e os membros, mas também o coração - não só o que bombeia sangue mas o que sente, e também a cabeça – não só a que pensa mas a que discorre. Pelo menos assim o espero. Pelo menos esses serão o essencial dos essenciais a transmitir-te.  E o resto virá por acréscimo. Sim, porque se essas premissas estiverem ambas presentes, acredito que tudo o resto fluirá como o leito de um rio em fundo macio.

 

 

Tens já forma dentro do meu corpo. Sinto te a mover há coisa de 2 semanas e cada dia é uma descoberta para mim e provavelmente também para ti. Sei que já tens tacto, que sentes já alegria gulosa ou repulsa por qualquer alimentos que eu coma e tu gostes mais ou menos. Já tens pêlos – poucos, espero eu e provavelmente as tuas futuras namoradas…- e de vez em quando bocejas e soluças. Já sentes a minha voz e incomodas-te com sons demasiado agressivos. Para mim, que entre outras coisas, sou Dj, é algo que me aflige bastante. Que tipo de música e vibração te desagrada e que sons te embalam e te consolam. Agora, de phones cor de rosa nos ouvidos deixo a música electrónica de lado e oiço Lisa Ekcdal, Jane Monhein, Norah Jones, Stacy Kent, Katie Noonan um  jazz de meninas mas  muito bem colado a uma noite de sábado à noite com toda a nostalgia do sabor agridoce de me apetecer ficar em casa.

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Hoje estou nostálgica sim. Cheia de dúvidas, tristezas que perto da felicidade de te ter no meu útero deviam ser puros pormenores. Mas que não o são. E até por isso me sinto um pouco culpada e assim no circuito fechado de me parecer , então, até um bocadinho pior ainda…

 

 

Há dias assim. Em que a fortaleza dos mil sorrisos se desmorona como um castelo de areia e aí muitas lágrimas são derramadas e o aperto no peito parece não passar. Talvez por isso e por me sentir desasada, deslocada e amargurada me tenha visto impelida a escrever-te. A falar-te baixinho tão baixinho, quase como em segredo, sendo o único som o teclado do computador e a forma das letras  que vão nascendo nesta conversa que agora inicio contigo. Quero-te perceber ainda sem sequer teres nascido. Quero que me percebas tu a mim agora de forma instintiva, mais tarde, com a ajuda da rotina e ligação que entre nós vai crescer, mas porque não também através destas palavras que agora vou fazendo aparecer e que um dia mais tarde te podem vir a aproximar de mim e a perceber quem sou? E quem fui, enquanto te formavas Ser, menino, homem dentro de mim.

 

 

Mostrar-te-ei que não há razão para temer os sentimentos. Os sorrisos ou as lágrimas. Os considerados bons e os apontados como maus e vergonhosos. São eles, todos eles, que nos ensinam quem somos e são eles que nos hão de ir direccionando para o nosso caminho. Esses, os que vivem assim, são os  que tem coragem de ser quem são e isso, para  mim é o mais maravilhoso acto e coragem nos dias que correm. Ser sempre o que esperam de nós, não só se torna a longo prazo muito enfadonho, como nos faz sentir uma estagnação no próprio pulsar da vida.

 

 

As lágrimas são o supremo sorriso. Quem não as entende é porque esconde a alma atrás dos olhos. E hoje eu já me fartei de chorar…

 

 

Talvez as hormonas de grávida de 5 meses me estejam também a (des)ajudar neste pranto semi apoiado por razões que de tão óbvias por vezes me parecem tão descabidas. Se eu as sentia  aproximar-se.. porquê ser assim surpreendida quando os receios passam a concretizações? Enfim, mais uma das incongruências dos seres humanos com que também tu muito provavelmente terás que aprender a lidar um dia. Nem que seja pelo poder da repetição ou pelo vencer pelo cansaço. Aiiiii, e como eu gostaria de te poder poupar destas dores… Sem cura imediata, sem antídoto ainda conhecido, os desgostos e desilusões só se curam mesmo com o tempo, não há volta a dar.

 

 

Ensino te desde já, uma das mais duras descobertas. Não vale lutar contra ela, nunca a um nível imediato nem espernear para que se evapore assim. A dor, nomeadamente a da perda ( que é a que sinto hoje…) não diminui com a razão nem se dissipa com a lucidez. Ela tem vida própria e só a generosidade da existência e o tempo a podem ir apagando. Solução? Esperar e mesmo quando se sofre, condição também ”sene quoi non” do Ser Humano com o coração no sítio e a Alma no lugar, o melhor de tudo é, no entanto, saber que um destes dias havemos de acordar apaziguados e mais leves dessa dor, com a respiração mais pura e a visão menos turva, sorrindo e saboreando outra vez os presentes da vida e questionando nos” porque raio me senti tanto tempo eu assim?”.

  

 

Mas hoje… é assim mesmo que me sinto.  Enfim, tudo passa e a verdade é que ter- te, agora no real panorama da minha vida me oferece mais força para superar um… desgosto dos grandes, uma desilusão, um passo a mais de menos acreditar no Amor… Que é o que menos precisava nesta vida agora. Mas se te resolvo contar tudo para que saibas quem sou, tens que primeiramente saber, que sou ainal e definitivamente uma mulher de Amor, de afecto e e bem querer. Que não equaciono a vida sem ele e tanto me encanto pelas suas ofertas quase improváveis e maravilhosas como me deixo cair no desprazimento e desgosto de um Amor não correspondido, de um Amor que afinal não o era ou de um Amor que nunca existiu, de um desengano forçado ou desesperado. Amar, mesmo quando nos entristece é o que nos mostra que estamos vivos e temos a capacidade da oferta, da utopia, da Verdade. Porque só o Amor é verdade. Mesmo quando se torna a antítese dela.

 

 

Refugio me hoje, no inicio desta carta para ti, filho que vens a caminho de mim e do mundo. Tu que vais ser Homem como os homens que na vida, ao passarem por mim, me têm feito sofrer. Depois de me terem feito sorrir. E isso , por si só é já uma dádiva, uma razão para ter valido a pena. Não é? Hoje refugio-me numa ideia que é a de te deixar um roteiro não linear, de como ser feliz neste estranho mas tão admirável mundo em que vais nascer. Sem normas, sem regras algumas a não ser as regras do contentamento e da felicidade.  Ou da busca delas. E por isso mesmo… a regra do risco.

 

 

A perspectiva de ser mãe… é deliciosa e assustadora ao mesmo tempo. E olha que em voz alta , não parece bem admiti lo. Se desde sempre me lembro de desejar um catrefada de filhos, agora é  altura certa para pensar de mim para comigo se seria mesmo um desejo autêntico ou um projecção de um ideal de vida que tanto quis. A Família. O homem-príncipe ao meu lado, os lanches ao domingo, os passeios na praia lado a lado com os miúdos, o cão e o love of my life… A vida encantada. De uma menina encantada também à nascença com as hipóteses infinitas que o mundo nos apresenta. Tanta coisa e tão pouco tempo.  E tanto engano. Tanto desejo e tão pouca concretização ( ou desilusão), tanto sonho e tão pouca realização… ou talvez, tanta insatisfação para quem acreditou, durante grande parte da vida, que tudo podia acontecer… E olha, aqui estou eu, “ mãe solteira” e ainda com tantos planos por concretizar. Muito longe do ideal de família mas apesar de tudo, talvez até mais perto de quem sou na realidade. Só custa assumir e olhar para dentro, mas uma vez feito… é seguir as pedras da calçada e ver o que nos espera ao cimo da rua.

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Bem, se te quero apresentar os seres humanos, nada melhor do que, numa assentada, nos centrarmos no parágrafo  anterior. Curto, pouco conciso mas efectivamente  demonstrativo de uma das características mais comuns a quase todos os seres humanos: A Insatisfação, o descontentamento. E eu, por mais que me queira distanciar da carneirada, não consegui ainda fugir a essa praga.

 

Querer mais, melhor, sonhar o que devia ficar só mesmo por aí e deixar de sofrer por quimeras. Ou não. E acredites ou não, esta, é ainda a minha grande dúvida.  Será melhor evitar a dor não nos vergando aos sonhos, tornando me uma conformada, fugindo caminho que me vai atirar contar o muro ou seguir a fundo e curtir entretanto as curvas e o vento na cara? Aos 33 anos de idade e depois de já muitos percalços, tropeções, desilusões e desenganos, lá tento  eu obrigar a minha razão a deixar me de pé atrás com tamanho idealismo fantasioso que faz de mim a personalidade genuína e sonhadora que sou  para que não me volte a magoar.   Mais uma e outra e outra vez. Não aprendo. Ou pareço não querer aprender. A insatisfação tanto nos pode entristecer como oferecer a força da loucura e da procura pelos nossos objectivos. E não é que há vezes em que as coisas até podem correr bem ??

 

Ser humano é errar , mas é principalmente agir sem pensar à partida nisso. E depois logo se vê. A Vida é isso, um grande teste, por vezes de filosofia, outra de matemática, que vamos ter que ir resolvendo, umas vezes passando com distinção. Outras correndo até sérios riscos de ter que ir à Oral e ser inclusivamente humilhado por colegas e professores.

 

O esboço da vida vai começar agora a ser traçado. O teu. E o meu também, que nunca é tarde para mudanças. Se bem que o Ser humano é casmurro e de poucas metamorfoses profundas. Cada vez mais acredito nisso, uma coisa é o aperfeiçoamento. Viável e até obrigatório para quem pretende fazer da vida “ aquela” viagem. Outra é a mudança… Somos pior que jumentos, digo te eu. Por isso é que “ de pequenino se torce o pepino” sim senhora. É aí que a educação e visão primeira do mundo nos condiciona para o resto da nossa vida. E aí que os princípios nos são incutidos, que os receios originais se instalam para o resto das idades e os grandes sonhos se começam a desenhar. Por isso, a grande responsabilidade de ser pai ou mãe. Somos nós que vos apresentamos o Mundo e que levamos ao Mundo o mais essencial de vocês. É através dos nossos olhos, atitudes, verdades, desassossegos e sensibilidades que vocês, crianças deste mundo, que dentro em pouco deixarão de ser crianças irão cavalgar por aí fora criando empatias com os outros ou subjugando outros iguais , formando( ou destruindo) famílias, fundando partidos e princípios ou apostando em anarquias, participando em lutas pela equidade ou  ao seu invés, criando conjunturas injustas, sendo atraídos pela sintonia ou aliciados pela ambiguidade ou intranquilidade.

 

Por que caminho escolherás seguir tu? Dependerá também de mim? Acredito que vais ser Especial. Porque sim. Porque penso muito nisso e só por aí o caminho começa já a ser traçado. Porque serás um prolongamento de mim e porque se vais nascer será para fazer a diferença. Nem que seja na tua rua. Às vezes as viagens mais incríveis fazem se sem sair do mesmo lugar… A minha irá durar 9 meses. Até te ver e sentir finalmente que o meu rumo mudou ao nascer o teu…

A Cura também é feita pela energia positiva. E sim... vocês também ajudaram!

 

 

 

 

Quem me acompanha não só pelo blog mas também pelos facebook quer Pessoal quer da Barriga Mendinha, sabe que tenho andado com o coração nas mãos com o meu pai internado no Hospital. Foi uma entrada de urgência, com uma septicémia muito grave em que me disseram..."prepare-se para o pior". Depois uma cirurgia em que perdeu tanto sangue que parecia impossível repor... seguiram-se dias dolorosos nos cuidados intensivos e agora... pouco a pouco, quase miraculosamente... já estamos em fase calminha de recuperação e fora de perigo.

 

Não dei muitos detalhes, até porque de chatices e pormenores sórdidos já está o mundo cheio, mas não deixei de partilhar um ou outro desabafo, uma ou outra foto do hospital, tendo em conta que esta minha comunidade virtual me vai acompanhando mais ou menos em tudo e é muito difícil esconder com posts mais ou menos "chapa 5", a tristeza e preocupação que me iam cá dentro do peito...

 

Muitos criticam o Fb e as redes sociais por aparentemente se moverem por amigos virtuais e que em nada acrescentam à tua "vida real", a não ser um afagar de ego e uma tentativa de esconder algumas solidões. Eu concordo, obviamente em alguns pontos e dependendo da forma de utilização e das motivações que se têm para estar on line, acredito que muitas vezes tudo não passa de "bluff". Mas nem sempre.

 

Quantas vezes, fico triste com uns likes (ou dislikes) postos ao acaso de pessoas que sabes que se estão a borrifar para ti, quantas vezes, alguns comentários despropositados me entristecem e me fazem ver uma sociedade dura, egoísta, preconceituosa, de gente que cara a cara não consegue "vomitar" o que descarrega na net... Mas a verdade é que aqui, com a doença do meu pai senti conforto... E por isso vos agradeço.

 

Deixem-me explicar-vos.

 

 

 

Eu sei que vivemos todos a mil e alguns de nós temos até relações mais virtuais do que reais (se querem que vos diga isso não me incomoda tanto assim, porque os meus amigos "olho no olho" continuam a existir, a telefonar, a jantar e a passear comigo... o resto é um simpático aproximar de pessoas com empatia e até de gente com a qual não contactariamos de outra forma), mas também sei que as "futilidades", polémicas, humor, imagens chocantes... são o que mais suscita comentários, Likes e afins. Por isso, me senti tão bem ao perceber a quantidade de gente amiga, conhecida, seguidora, fã, amiga de amigo... que tirou o seu minuto para escrever, desejar as melhoras, deixar-nos uma palavra de força.

 

Acreditem que eu, que "sou toda das Energias", acho que isso "nos" ajudou. Ok, ok???!!! Energia através do computador!?? Qual quê! Energia positiva das pessoas. Sim, todos têm uma vida a mil, todos se preocupam com o seu "umbigo"... mas se num segundo que seja, as 300, 400, 500 pessoas que puseram um "gosto" no meu curto texto que falava da recuperação do meu pai, que quase nos deixou... e de repente começou a recuperar, sim se  nem que tenha sido por um segundo, todas elas emanaram a Energia que precisava para me sentir confiante, isso ajudou sim!

 

É bom saber, que mesmo sem o conhecerem, se aperceberam, deste tão especial Amor que lhe tenho e... "Likaram", e me ofereçam palavras de conforto e lhe mandaram beijinhos e abraços... e eu, que, como vivo muito na rede, nem sempre consigo comentar tudo o que se passa ou dirigir-me a todos os que me abordam de uma ou de outra forma... aqui, nesta situação, não vi como se esquivar a agradecer-vos a Todos sem exepção.

 

Também para mim o tempo é curto, também faço um scroll rotineiro e rápido na cronologia dos meus amigos virtuais e sem dúvida que só paro para escrever algo, quando essa pessoa me diz mesmo algo ou o tema me toca particularmente. As horas urgem, a sociedade vive a correr, a preocupação com os outros é escassa, porque todos andam "na luta"...

 

 

Mas o agradecimento é o melhor tempo que se pode "perder". Porque não se perde. Ganha-se. Em gratidão, em sorrisos, em simpatia, em verdade, em amigos, em reconhecimento. E ganha-se um pedacinho mais do Mundo.

 

Só que passa "por elas", por um susto assim sabe do que estive e estou ainda a sentir. Tudo parece ficar para segundo plano. Muitas vezes, um desfecho infeliz é inevitável e temos que nos preparar para ele, é a lei da vida... mas a verdade é que quando a ciência, a força, a vontade de viver...e... a Energia Positiva se conjugam... há que agradecer a todas essas condicionantes e ao Universo.

 

Sim, porque acredito agora  (depois de uma semana e meia de tensão e aflição) que o Avô Mário ainda vai andar aí um bom tempo a curtir os seus netinhos, a "azucrinar" a minha cabeça e a da minha mana... a ter ideias estapafúrdias... e a "pegar a vida pelos cornos" lol... Esta analogia veio-me agora à mente... porque ouvi várias vezes os médicos dizerem: "Este homem é um touro" ... sim, tudo o que o podia ter levado de nós, foi até agora ultrapassado.

 

Agora, cá estamos. Eu que já "tinha pouco que fazer"... agora tenho mais esta preocupação. Ele ainda está no hospital onde o visito diáriamente e terei, quando ele sair (não sei se numa semana se num mês) de tratar de todas as deligências para que se sinta digno e confortável na sua recuperação.

 

Mas sabem que mais? É nestas alturas que percebemos na realidade o que significa "Amor incondicional"... É isto. Mesmo que seja difícil, mesmo que me leve horas a outras coisas, mesmo que me aborreçam algumas rotinas do dia-a-dia que irei passar a ter, mesmo que o sistema de saúde (ai o sistema....) me dificulte a vida, onde devia facilitar... mesmo assim: Ainda bem que o meu pai está cá para isso tudo. E a verdade é que, se já gostava muito da sua companhia, agora irei com certeza, depois deste susto, dar muito mais valor a cada pedacinho passado com ele.

 

Sabe o que adoro? Vê-lo a brincar com os meus filhos! E é nessa imagem que me centro quando penso nas suas melhoras.

 

Todos os meninos e meninas deviam ter avós presentes, brincalhões, amigos e atentos. E os meus.... vão continuar a ter! Obrigada avô e Pai Mário pela tua luta pela vida, apesar de sabermos que a dita vida não ter sido muito simpática para ti nos últimos tempos... Mas tudo muda. E para que isso aconteça... precisamos do quê? O.p.o.r.t.u.n.i.d.a.d.e....Só isso... E eis que ela está aqui!!

 

Obrigada a todos.

Obrigada ao Universo. A Deus.

Obrigada a todos os profissionais que o ajudaram tanto no Hospital de São José, como no Curry Cabral, onde ainda está.

Obrigada à família próxima (principamente ao meu Hugo, à minha irmã, aos primos Francisco - e sua Sofia- e Marilú e e ao meu padrinho Luís) e...

Obrigada ao bater do coração ( o meu que aqueceu ainda mais com esta intensidade de sentimentos... e ao dele... que continua a bombar como se quer!!)

OBRIGADA...

 

Quando não estás... imagino-te

E assim eu o o Hugo Caetano estamos a começar um projeto criativo giríssimo. Vamos desvendando mais, pouco a pouco ( até porque nós mesmos ainda o estamos a delinear..).
A ideia vai passar por, fotografar-nos a nós, casal,  com vários elementos usados no nosso dia a dia. Sempre como se o outro estivesse mas só em pensamento. Porque no fundo não estará... 
Um casal, que o é, mas o ser. Se é que me entendem? Ou então, um "Não-casal", que ao não ter o outro presente fisicamente, acaba sempre por o ter... Complicado? Talvez, mas muito interessante, tanto do ponto de vista estético (vou publicando algumas fotos do projeto para vocês terem a noção em primeira mão e me irem dando a vossa opinião), como do ponto de vista simbólico.
A Solidão versus a Companhia.
A Presença versus a Ausência.
A Permanência versus a Fuga.
O Amor versus a Indiferença.
Aqui fica a primeira experiência deste nosso Criative Photo Project chamado : " QUANDO NÃO ESTÁS... IMAGINO-TE" :







O dia 1 do aniversário do Afonso Luz ...


É provavel que nos próximos dias, vos vá "sobrecarregar" com fotos do aniversário do Afonso. E da festa. E das roupas. E da decoração. E dos momentos. Sei lá...

Ando em pulgas com isto tudo e estou a tentar registar muita coisa para vos mostrar e vos descrever, em imagens o especial que este 3º aniversário do meu Luz está a ser.

É o primeiro que ele próprio está a "viver ªa séria"... e isso.. há que levar "à seria"..

Hoje, no próprio dia dos anos dele, fomos até ao Rei Bebé, a sua/nossa creche e festejámos com quem,  diariamente o faz feliz.

O Avô Mário, a avó Clara, a Bibó Nor (que fez o seu famoso bolo de chocolate) e o "Papi Gú" (que tirou as fotos e não aparece...) também estiveram e isso ainda o deixou mais feliz.

Vejam as imagens.

Sintam o possível, perto deste grande Amor...

( E.... amanhã ... tcham tcahm tcham tcham... há mais!!!)









































O Coordenado todo"estiloso" que o Afonso veste ( os ténis bota, as calças, o cinto, e a camisa) são da nova coleção da ZIPPY. Adoro a onda "lenhador" citadino ;)

Dia da Mãe feliz por serem dois este ano


O meu primeiro dia da Mãe com 2 filhos!
Como a minha vida mudou!
Com um muda muito, com dois, a mudança  é total e avassaladora.


Como me sinto invadida por um Amor incondicional por estes pequenos seres.
Tinham que ser estes dois e não outros, não o canso de repetir..


Como as minhas prioridades se alteraram!
Hoje em dia tudo é feito e decidido em função da sua felicidade e tranquilidade.


Como eles são a minha vida...
 E tudo o resto são pormenores...


Hoje, não houve um minuto que nos separássemos. 
E acabo o dia exausta ( ontem a Matilde quase não me deixou dormir...) mas com um sorriso na alma do tamanho do meu Amor.


Com dois filhos, o Amor não se divide. O Amor aumenta. 
E isso é verdadeira magia.
E isso é verdadeira perfeição.


Beijo a todas as Mães, que como eu, tentam verbalizar o que no fundo, só o nosso coração consegue sussurrar às veias, ao sangue, à pele à alma, ao espírito e a todos os poros e energias do nosso corpo.


Espero que tenham tido um bom dia. 
Simbólico mas importante. 
Porque as ligações familiares e emocionais são bonitas de celebrar ***










Faz hoje 6 meses que sou uma ESTRELA BEBÉ




Faz hoje, agora, 6 meses ... e já as lágrimas de felicidade do rosto dos meus pais tinham  secado, dando lugar a um sorriso exausto de felicidade.

Eu tinha nascido para lhes trazer uma nova vida, um novo sentir, novas prioridades, novos sonhos e muita, muita felicidade.

Porque Eu fui a escolhida para ser sua filha :)

Amo-vos papás. Porque sei que também me amam a mim.

E assim irá ser a vida inteira.

Esta sim, é uma verdade incondicional...

Aconteça o que acontecer. Eu estou presa ao vosso coração. E vocês presos ao meu...

E por isso, vos peço, que me ajudem a ser feliz, tentando vocês ser felizes também...

Um beijo por cada dia de vida...

Vossa,

Matilde Estrela



O caminho menos difícil...







Acho que quando nasci, a Vida me ofereceu uma enxada grande e eficiente, afiada, certeira... E ofereceu-me também uma caixinha fechada, muito perra e empoeirada com muitas pequenas enxadinhas , que eu nunca pensei sequer ter que vir a abrir.

Cavei a Vida durante algum tempo com a grande, sem dificudades de maior, julgando que ela faria o seu trabalho na terra molinha. Para sempre e com a celeridade pretendida por mim mesma. 


Até que a terra endureceu e a enxada se partiu... aí tornou-se mais dificil, cada vez mais rijo, mas não impossivel.

Aí, parti à luta uma e outra e outra vez. De enxadinha na mão. E eram várias, lembram-se? Mas não infinitas... E elas iam-se partindo uma atrás da outra, quando encontravam pedras sem gema ou animais que as trincavam. 

Quando se partiu a última, comecei a cavar com as mãos. Ao início, foi muito, muito difícil, eu não tinha sido ensinada a fazê-lo.. Mesmo assim eu continuava incansável, não queria vergar, nem pensar.. Precisava chegar " lá" e ainda faltava um bom bocado.

Suei, chorei, quase desisti com bolhas nas mãos e no coração, mas num dia de chuva intensa, em que a lama se entranhava já na minha pele e na minha alma... olhei por cima do meu ombro e já não estava sozinha a cavar. 

Ao meu lado tinha uma Luz e tinha uma Estrela e, entre brincadeiras de castelos e dias de trabalho mais árduo, os meus filhos salvaram o meu cansaço e devolveram-me a vontade de buscar uma nova enxada para , juntamente com eles, tornar de novo, o caminho menos difícil...