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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

Maminhas Novas? Oh yé! Pois é!

Captura de Tela 2016-05-03 às 12.59.22.png

 

Não... não AUMENTEI efetivamente ( porque já tinha bastantes maminhas ;))... mas ARRUMEI, na realidade (adoro o termo ;)) e num trabalho muito bem feito pelo Dr. Angelo Rebelo  na CLÍNICA MILENIO, que se chama mastopexia com próteses a nível médico.
 
 
Depois de ter emagrecido quase 10 quilos graças à ajuda da PRONOKAL e de ter amamentado com todo o prazer que uma mamã pode ter, os seus dois filhotes...eu, que sempre me orgulhei do meu peito, comecei a ficar triste, porque estes dois fatores, o deixaram efetivamente diferente, com menos textura e volume.
 
Não... não foi "pura e simplesmente colocar silicone", foi fazer um procedimento cirúrgico que me deixou quase como era há uns anos...Oh Yé!!
 
 
A cirurgia estética está cada vez mais perfecionista e certeira e consegue solucionar os problemas específicos de cada mulher, e o meu era diferente "desta e desta e desta e desta".... Era a MINHA questão. Não queria , de todo, ser "igual a todas as outras" ( como muitas vezes se diz de quem recorre à cirurgia estética) nem aumentar o número do soutien... que basicamente continua o meu 36 de sempre. E, desengane-se, quem ainda acha que é a cirurgia que faz isso. Só.. para quem o quer.  Cada pessoa é uma pessoa e cada solução, tamanho, feitio, textura e técnica também (até porque haviam várias e, depois de muita atenção, foi por esta que o Dr. Angelo me aconselhou) .
 
 
Bem, mas sim... aqui a Ritinha, andava descontente por ver as "miúdas mais em baixo" lol..se é que me entendem. E se havia solução.. porque não??
 
 
Apesar de eu e as minhas mamocas ainda estarmos em recuperação ( fiz a intervenção há 11 dias - grande segredo que consegui esconder heimmm!??? ;)), os resultados que começo a ver a olho nú, agradam-me muito. Já faço a minha vida normal desde o 3º dia depois da operação ( têm me visto a tocar e a tratar dos babies e no restaurante e tal e tal, não têm??) e cada dia que passa me sinto mais estabilizada e bonitaça <3. Com os habituais cuidados, sempre com o soutiem adequado, depois de uma ( e só) semana medicada... estou quase pronta para a vida!
 
 
Este vídeo saiu ontem no Flash Vidas/ CM TV, e foi o exclusivo que fiz com o Grupo COFINA para acompanhar todo o procedimento ( é muito engraçado de ver... e feito com muito bom gosto, o que a todos os intervenientes agradeço). O resultado final, numa bonita produção, sairá daqui a umas semanas na revista FLASH (ainda nem fiz as fotos... estamos a aguardar que eu me sinta mesmo nos "trinques" e que o Dr, dê a "ordem de soltura" final).
 
 
 
 
( Ah... na foto que surge aqui a "pintar" o video... ainda tinha quase 10 quilos mais do que tenho agora (foi em Dezembro Passado, antes de ter iniciado a dieta).. por isso não digam: " ahhh... mas ela tinha umas boas maminhas!! lol" .. Ah pois "tinha"... mas a verdade é que quando emagrecemos, não escolhemos onde... e acreditem que, apesar do resto do corpo estar a ficar top com a alimentação cuidada e o exercício inevitáveis para um processo de emagrecimento saudável, as afetadas foram as "ditas"... e graças a Deus... ou antes... ao Dr. Angelo Rebelo, por estas novas técnicas que nos fazem voltar a sentir mais femininas e bonitas ).
 
 
Mais fotos e claro.... as descrições de todos os pormenores, sensações, motivos " a la Mendinha style" só para as minhas e meus seguidores, os que me gostam e querem bem.. (não as críticas sem filtro, maldosas, parvas e que censuram, muitas vezes sem saber porquê.... e já as há, obviamenteeeeee por aí...), muito em breve!!
 
 
Até já! Beijinhos meus... e das mamocas novas!! Ehehehh!!

Os meus rituais de beleza Mustela





Hoje é sábado e dia de fazer balanços...

Ontem tomei o meu duche já tarde, depois de por os meninos na cama, e tive uma enorme tentação de me deitar logo, de tão cansada que estava... Mas nem mesmo assim deixei de por os meu creminhos de corpo. É que é mesmo importante levar as coisa mesmo à risca. 

Já estive grávida, já tive bebé…voltei a estar grávida e voltei a ter bebé…:) Um aventura! 

A verdade é que a Mustela me acompanhou sempre…e continua a acompanhar! E acho que é altura de lhe fazer uma "homenagem" em nome do meu corpo e do meu bem estar. ;)

Se hoje recuperei a forma como recuperei, em parte devo-o à gama Mustela 9 Meses, acredito muito nisso.

A linha da grávida da marca, andava sempre comigo ( mesmo quando estava fora em trabalho) e ajudou-me a prevenir  as estrias que todas tememos (o Óleo para as Estrias é maravilhoso para usar no banho ou de manhã e o Anti-Estrias Creme não mancha e deixa que me vista logo...excelente!).

 Para  além de todos os produtos complementares, o creme para a tensão mamária, para as pernas
cansadas e pesadas (adoro a fragrância a mentol e o toque de frescura...aiiii se me aliviava!), e o hidratrante corporal que ainda hoje utilizo...maravilhoso - é este aqui da foto em cima!

 Já no pós-parto, continuei a "besuntar-me" com Mustela 9 Meses ( que passou a18.. e vai chegar a 36.. ou mais lol), desta vez com o gel Reestruturante Corporal que me ajudou a recuperar a silhueta e a combater a flacidez da pele...e se consegui amamentar até aos 4 meses, em parte devo-o à ajuda do
Bálsamo Amamentação, sem lanolina (importante meninas) e que me
ajudou a proteger todos os dias os mamilos.

 Há grávidas ou recentes mamãs por aí?? Claro que sim ;)

Apostem na Mustela 9 Meses...não se vão arrepender, juro!!!

E se forem como eu, mesmo depois de já não "precisarem" (bem... "precisar", "precisamos" sempre)... vão continuar a usar muitos dos produtos.

 O cheirinho é incontornável de maravilhoso e a textura também.

Try it girls <3





Como diz uma amiga minha :"A amamentação mexe muito com a cabeça.."






Ter criado este blog foi das maiores aventuras que tive.. depois da aventura de ter sido mãe, claro. Uma vez...e depois.. duas vezes.

Digo isto, porque para além das peripécias normais da vida, ter que “ alimentar” este espaço virtual diáriamente e de forma coente, faz de mim uma mulher muito mais atenta tanto ao que se passa não só  comigo como com as outras Mães. Faz-me também pensar mais, fazer análises a muitas coisas que, se não fosse por isto, me passariam mais ao lado como ações naturais ou situações mais mundanas.

Sei que a amamentação é “A” questão depois de se ter um bebé. E às vezes, até antes, tal é o receio de que : o leite não suba, de que doa muito, de que encaroçe, de que o leite não seja “ bom “ ou suficiente ( conversa de avó e vizinha chata...), do crescimento das mamas e posterior flacidez das mesmas, de como os nossos homens vão reagir “à coisa”... Sei e já é a segunda vez que passo pela situação,mas na realidade nunca é igual, acreditem.

Apesar de ter já aqui no BARRIGA, publicado dicas e informações muito válidas sobre a amamentação - vejam :  barrigamendinha.clix.pt/2012/07/amamentacao-em-varios-passos.html e barrigamendinha.clix.pt/2012/10/amamentar-ou-nao-claro-que-sim-como.html-, têm-me pedido muitas vezes que escreva sobre a MINHA experiência, sobre como EU vivo e vivi a situação. Sobre o Amor e o desamor do “ dar maminha”..

Sim, Amor e desamor, porque até aí existe um estigma ( e vejo-o muito nos comentários quase críticos de umas mamãs às outras no nosso Facebook quando abordamos o tema ) sobre a Mãe que tem e dá leite e a Mãe que não.

É estranho como em algumas situações, os seres humanos em pleno século XXI, ainda se comportam, mesmo que inconscientemente, como “ selvagens”, “ligados às raízes”, com o preconceito e o legado da tradição que até as mais “ moderninhas” muitas vezes se deixam levar por esses clichés - o instinto " da que alimenta".... O que chamo a " ditadura da amamentação "... Parece que existem Mães de primeira e de segunda, conforme se amamenta ou não, conforme o leite é fraco ou pouco ou se encharca os discos de leite e mais leite...e algumas mulheres entram em profunda frustração.

Falo em Amor e desamor porque ( e isto até eu o sinto..) : É tão bom amamentar sim senhor - o sentimento único de União com o nosso bebé, o calor dele, a estranha sensação fisica do sugar que nos faz sentir imprescindíveis na vida daquela criança, o Amor e  a dependência deles por nós .. porque os alimentamos e “ preparamos” para a vida..mas também existe o reverso da medalha. E que não faz de nós piores pessoas ou sequer más mães ( e sei que muitas se recriminam por estes pensamentos ) - Temos medo das dores ( e muitas vezes elas acontecem e são provações terríveis que as mulheres passam, na minha opinião às vezes até em demasia.. tudo para não deixar o bebé sem a mama da mãe ), temos medo de “ estragar “ o peito. Temos receio da aceitação dos homens ( muitos mete-lhes confusão o leite a sair e sexualmente pode tornar-se complicado ), de não saber lidar com o aumento, em muitos casos exagerado, dos seios...

Depois há a tal “ obcessão” com o “ há ou não leite suficiente”. A culpa. As dúvidas...Falei há uns dias, com uma amiga, que foi mãe há um mês e também ela me pediu para abordar o assunto aqui no blog. Dizia-me ela : “ A amamentação mexe muito com a cabeça”. E mexe mesmo. E só o compreendemos quando passamos pelo processo. Algo tão “ fácil e natural” que se pode tornar um tormento por se desejar tudo tão perfeito, tranquilo, como na cartilha que nos impingem... Basicamente, a vontade de ser “ a Mãe perfeita” que passa por amamentar o seu bebé. E sem dramas.

Digo-vos, por exemplo, que não concordo de todo, com quem, anula o seu sofrimento para poder amamentar. Mastites, bicos do peito feridos, dores horríveis, já ouvi falar em mães que insistem na amamentação mesmo depois de sangrar e rasgar a pele das maminhas ... Acham isso natural? Eu não. Totalmente a favor da amamentação sim, mas não a qualquer custo...

Amamentar claro, mas durante o tempo que a própria Mãe considerar bom para ambos, para ela e para o bebé. Há que ser coerente. Acredito mesmo que a felicidade da Mãe ( ou ao inverso, o seu sofrimento ) passa de grosso modo para a criança. Seja pela maminha ou pela mão que “serve o biberon”... Chamo a isso energia. E isso para mim é mesmo o mais importante...

Hoje, postei uma mensagem no Face em que dava conta da minha gradual passagem do leite da maminha para o 2 mundo" dos leites de suplemento. Mostrei numa foto várias latas de MILKID, o leite que escolhi principalmente porque soube que era o único leite no nosso mercado feito com base nas necessidades alimentares das mulheres portuguesas e consequentemente dos seus bebés.. E realmente a Matilde tem-no aceitado muito bem.

Este post gerou uma série de reações controversas, umas “ solidárias” para comigo, outras críticas e tendenciosas. “ Porquê acho que deixei de ter leite? “, “ Porque não o estimulo?”, “ Porque é que não insisto? “. 

Porquê? Porque não quero, não acho que o tenha que fazer. Principalmente porque não quero fazer desta questão “O” centro da minha Maternidade. Tenho tantas outras coisas em que me centrar também... A Matilde mamou 3 meses e tal (exatamente o mesmo tempo do seu mano Afonso ) e sinto que “ cumpri” o meu papel essencial neste processo. Tanto de uma vez, como na outra, uma semana depois de os ter, já andava a trabalhar. Não porque sou workaholic mas sim porque por circunstâncias da minha vida tenho necessidade de o fazer. Não dá para parar.. no meu meio, as oportunidades não surgem duas vezes... e sinceramente a maioria está-se a “ borrifar “ para o cansaço de teres sido Mãe há pouco tempo... Se não quiseres tu determinado trabalho, acredita que não esperam por ti e há mais 7 cães a um osso à espera de ocupar o lugar que deveria ser teu. E acredito que tudo isso se reprecute no nosso organismo... talvez também por isso a minha " volta a forma " tão rápida também...  ( nem tudo são rosas.. e o cansaço pode fazer isso )..

Tudo isto, esta pressão, esta exaustão, o fato de trabalharmuitas vezes à noite, o ter horários sempre apertados e tudo isso associado a outros tantos problemas pessoais e familiares que para aqui não interessam agora... talvez tenham sido em ambas as situações determinantes no diminuir da quantidade do leitinho. O resto... já vem de mim. No fundo, uma sensação ambígua que já tentei aqui explicar onde por um lado ssinto que devia amentar “ atá dar”..  outra parte de mim, a de mulher- profissional, percebe que ao fazer o desmame pode ser uma forma de não me sentir eu tão presa - nem imaginam o que tem sido gerir o trabalho e a presença da Matita comigo de 3 em 3 horas - e de ela não ser tão dependente de mim...poder ficar nas avós, passear com o pai...

Neste momento, e por isso mesmo  o estar a recorrer ao leite de suplemento, estou a dar maminha de manhã e maminha à noite e isso sim, pretendo fazer até conseguir. O elo que existe entre ambas continuará a existir, a emoção da união entre Mãe e Filha, o Amor que se sente ao alimentar o nosso pequeno Ser manter-se-á... e os anticorpos que o leite materno também... mas não, não vou insistir, beber cerveja preta ou vitaminas estimulantes, andar de médico em médico, marterizar-me com os porques e com os porque nãos...

Comecei a faze-lo porque efetivamente ela, muitas vezes depois de mamar, choramingava e queria mais. Dei-lhe biberon a primeira vez e senti-a consolada... e não.. não começou a rejeitar a mama, como muita gente diz. Cada caso é um caso, mas no nosso ela parece distinguir as coisas lá na sua cabecita, à sua maneira... e a verdade é que agora " adere" a ambas as situações...

Esta questão é mesmo muito importante na vida de uma recente Mãe e da sua “cria”. E é essencial saber gerir na nossa cabeça, nos nossos sentimentos os comentários alheios. Partindo do principio que todas as mães querem o melhor para os seus filhos... quem somos nós para julgar a sua vontade, persistência, estilo de vida?

  A amamentação é maravilhosa para umas, tortuosa para outras. Algumas mães dedicam os primeiros meses ou até anos das vidas dos seus filhos ao papel da Maternidade por completo, se trabalhar fora de casa e por isso mesmo com todo o tempo do mundo para se dedicarem exclusivamente a ele. Outras, tem a vida tão cheia de afazeres, responsabilidades...que este processo acaba por deixar de ser proveitoso mas sim mais um foco de stress... - e não se esqueçam que as crianças mesmo no seu silênciosinho também sentem isso...

Parei agora o texto uma meia hora e voltei... fi-lo, porque fui dar "a maminha da noite".. e que bom! Que consolo para mim e para ela. E neste momento da nossa vidinha carinhosa de mãe e filha...  é nesses momentos tão bons que me focarei ... Achem o que acharem do outro lado. 

E tenho dito! A vida continua, o Amor Incondicional também ..

Cerveja sem álcool (preta) na gravidez e amamentação?




O que acham disto? Será verdade?
Bem, eu fui de manhã ao supermercado e comprei duas... a ver.
Comprei pretas, porque também já li algures que o malte de cevada ajuda a produção de leite (no entanto, também já me disseram que é mito, mas como é sem alcool, mal não me há de fazer).

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“Ao observar a ação da cerveja sem álcool no organismo de 80 grávidas, pesquisadores espanhóis concluíram que a bebida melhora em até 30% a capacidade antioxidante do leite materno.

Um estudo feito pelo Hospital Doutor Peset e pela Universidade de Valência, em Espanha aponta que cerveja sem álcool pode aumentar em até 30% a capacidade antioxidante do leite materno. A pesquisa, iniciada em 2008, estudou 80 grávidas saudáveis, de diferentes origens e hábitos e cujos bebés nasceram com o peso adequado para sua idade de gestação.


Para chegar aos resultados, pesquisadores deram a 40 dessas mulheres o equivalente a uma garrafa long-neck de cerveja sem álcool diariamente. No fim, descobriram que houve aumento na capacidade antioxidante do leite delas, o que beneficia não só a mãe como o próprio filho.

A pesquisadora e chefe de Pediatria do Hospital Doutor Peset, Pilar Cardoner, afirmou que o objetivo é demonstrar que a ingestão de um produto rico em antioxidantes como a cerveja sem álcool pode "modificar a capacidade antioxidante do leite humano", e com isso reduzir o risco de doenças cardiovasculares nas crianças.

O estudo aconteceu graças a colaboração entre o Hospital Doutor Peset e o Centro de Informação Cerveja e Saúde, entidade de caráter científico que fomenta a pesquisa sobre as propriedades nutricionais da cerveja e sua relação com a saúde.”

Amamentar ou não? Claro que sim! Como?


A amamentação deverá ser a forma mais natural de alimentarmos os nossos filhos, afinal somos mamíferos.
O leite materno é um alimento vivo, completo e natural, adequado aos recém-nascidos, é a melhor forma de alimentar as crianças até aos 6 meses de idade. A amamentação tem benefícios para as crianças, as mães, as famílias e a sociedade, essas vantagens são de ordem física, nutricional, imunológica, psicológica, social, económica e ambiental. O leite humano é específico da nossa espécie e, por isso, todos os seus substitutos diferem grandemente dele, o que faz do leite materno o produto de melhor qualidade para alimentar as nossas crianças.
No entanto, o início da amamentação nem sempre é fácil, o que pode desmotivar algumas mães. É um processo de aprendizagem tanto para a mãe como para o bebé. Algumas dificuldades podem surgir no caminho que vamos construindo na amamentação, e muitas vezes, o facto de não se conseguir gerir estas dificuldades poderão levar muitas mães a desistir. Vamos então, dar algumas respostas às dúvidas mais comuns das mães que amamentam.

A via de parto interfere com o início da amamentação?
A via de parto não interfere com o aparecimento do colostro, no entanto, a estimulação é que pode ser mais tardia numa cesariana. Independentemente do tipo de parto, o importante é que o bebé inicie a amamentação o mais precocemente possível, o ideal é este início dar-se na 1ª hora de vida.

Produzimos sempre o mesmo tipo de leite?
Não. Inicialmente produzimos colostro, muito rico em imunoglobulinas (uma espécie de anticorpos naturais), vitamina A, gordura e água, que protege os bebés contra a hipoglicémia e estimula o intestino e o sistema imunitário. Entre o 3º e o 5º dia de vida, dá-se uma transição para o leite de transição, muito calórico e que permite o bebé de recuperar o peso que habitualmente perde nos 1º dias. A partir do 15º dia, surge o leite maduro, que varia ao longo do dia e da mamada.

O que significa amamentação em horário livre?
Horário livre significa que o bebé deve mamar quando necessita e a quantidade que precisa, as imposições de horários raramente funcionam. No entanto, nos primeiros dias, e para que os pais não se sintam perdidos, pode-se considerar um limite mínimo e máximo (2 horas de pausa mínima- indica-nos que a mamada anterior foi suficiente para uma refeição- 4 horas de pausa máxima durante o dia e 5 horas à noite). Ainda assim, deverá ser o bebé a impor o seu intervalo. O tempo de mamada também deverá ser aquele que o bebé quiser. São considerados tempos de pausa o início de uma mamada até ao início da mamada seguinte.

Deve ser dada uma ou duas mamas em cada mamada?
Cada mama produz o leite necessário para uma refeição. Ao fazer-se a alternância das mamas em cada mamada, não é conseguido garantir que o bebé mame todos os componentes existentes no leite (água e açúcar; proteínas e gordura). É, assim, importante que o bebé esvazie completamente uma mama, antes de se passar para a segunda, se o bebé ainda der sinais de fome.


Porque é que nos primeiros dias de vida, o bebé mama durante mais tempo do que após a subida de leite? 
Nos primeiros dias de vida, a mama produz colostro, que é uma substância muito calórica. Alguns dias após a subida de leite (3º- 5º dia de vida), a mama vai produzir outro tipo de leite que vai variando na sua composição ao longo do dia e da mamada. Com o passar do tempo, o bebé também vai ter mais facilidade na realização dos movimentos de sucção e deglutição, pelo que habitualmente, nos primeiros 10 minutos da mamada, o bebé retira cerca de 90% do que necessita para se alimentar. Assim, após a subida de leite, o bebé irá permanecer menos tempo na mama do que nos primeiros dias de vida.

Qual o tempo habitual de que um bebé necessita para mamar?
Um bebé pode permanecer na mama um tempo variável (habitualmente entre 10m a 30m), com as necessárias paragens para respiração ou arrotar. Cada bebé tem o seu próprio ritmo. Bebés que permanecem longos períodos na mama, nem sempre estão a mamar, estão também a satisfazer a necessidade de contacto físico (“mimo”). Aprenda a conhecer o seu bebé e o seu ritmo. A permanência do bebé na mama durante longos períodos de tempo poderá levar à formação de fissuras mamilares, pelo que é muito importante estar atenta aos sinais de boa pega.

O que fazer para estimular os bebés que adormecem à mama?
Os bebés que adormecem com frequência à mama, devem manter-se pouco agasalhados, para que não fiquem demasiado quentes e confortáveis. Palmadinhas no rabinho ou no pé, pequenos toques na orelha, mãos e testa, passar o polegar no dorso; retirar alguma roupa quando muito aquecidos, pode ajudar a estimular o bebé a mamar e a mantê-lo acordado.

Como ter a certeza de que a quantidade de leite produzido é a necessária para o bebé?
Os bebés amamentados integralmente com leite materno, fazem períodos de pausas mais ou menos regulares, com pausas máximas de 4 horas durante o dia e 5 horas à noite, são bebés que interagem com os pais e não se mantêm permanentemente a dormir. Devem fazer pelo menos 5 a 6 xixis e pelo menos 1 cocó por dia, e devem aumentar de peso. Estes são os indicadores de que se encontram bem alimentados e hidratados.

Quais são os sinais que um bebé dá de fome?
O choro é um sinal tardio de fome, devendo iniciar a mamada antes disso. Inicialmente, os bebés ficam agitados, procuram a mama com movimentos da boca e da cabeça e coloca as mãos na boca.

Qual é a melhor posição para pôr o bebé a “arrotar” após a mamada?
Nem todos os bebés arrotam após a mamada. Se fizerem uma boa pega e não engolirem ar, não vão precisar de arrotar. No entanto, após o bebé mamar podem elevá-lo aproximadamente por 5 min (à noite, p. ex. se o bebé mama e fica tranquilo após a mamada, deixem-no dormir e descansem também; se precisar arrotar, ele vai dar-vos sinal, fica desconfortável e começa a chorar, nessa altura se o elevarem ele arrota). Não existe uma posição melhor que outras, poderá ser sentado ao colo, com as costas viradas para a barriga dos pais ou utilizar-se a posição mais tradicional, com o bebé levantado, barriga com barriga com a cabeça apoiada no ombro dos pais.

Como gerir a subida de leite?
Algumas estratégias poderão ser facilitadoras do descongestionamento da mama: a aplicação de calor antes e de frio após a mamada, a massagem durante a aplicação do calor e durante o tempo de mamada e a mudança de posições do bebé enquanto amamenta poderão facilitar os sintomas mais desagradáveis.

Como cuidar da mama?
Após a mamada, o melhor protetor que poderá usar é o seu leite, que deve ser colocado no mamilo e secar ao ar. Este leite final é rico em imunoglobulina e gordura, que funciona como emoliente e protetor das infeções.

A bomba para extração de leite é um elemento indispensável?
A bomba de extracção não é um elemento que deva ser comprado antes do nascimento do bebé, pois poderá não ser necessária. A bomba poderá ser uma ajuda na gestão da subida de leite e também um bom auxílio para as mães que queiram fazer uma reserva de leite para mais tarde, ou que pretendam retirar leite quando regressarem ao trabalho.

Que tipo de bomba escolher: manual ou eléctrica?
Se o tipo de utilização da bomba for para um uso continuado, a eléctrica poderá ser a melhor opção.

Por: Enf.ª Isabel Carvalho
Hospital Beatriz Rebelo e Centro Pré e Pós Parto de Lisboa

A amamentação em vários passos



A mulher deve ter em consideração algumas recomendações, com vista à facilitação do processo de amamentação:
- Deve repousar quando o bebé dorme – o repouso facilita a recuperação e estimula a produção de leite;
- Limitar ao mínimo as actividades domésticas – peça e aceite ajuda; 
- Realizar uma dieta equilibrada e beber muita água;
- Praticar caminhadas ou exercício físico;
- Cuidar e mimar-se – para se sentir melhor consigo própria e reduzir os níveis de stress.

Quais as vantagens do leite materno para a mãe?
- Proporciona uma perda de peso mais rápida;
- Assegura que o útero volte à sua forma pré-gravídica, mais rapidamente, reduzindo as hemorragias no pós-parto;
- Funciona como método contraceptivo;
- Diminui incidência do cancro da mama, útero e ovário.
- É um método económico.

Durante a gravidez a mulher de ter alguns cuidados com o peito:
- Lavar suavemente com água corrente;
- Não usar sabonete no mamilo;
- Secar muito bem;
- Usar um soutien com bom suporte.

Como ocorre a produção do leite materno?
As células produtoras de leite são estimuladas por uma hormona, a prolactina. Embora a mama possa produzir colostro durante a gravidez, o leite só é produzido após o parto. 
O colostro pode ter um aspecto esbranquiçado ou ser espesso e amarelo. O início da produção de leite (descida de leite), acontece após o parto e varia de mulher para mulher entre as 24 horas e os 5/6 dias. Durante este período, o bebé pode ficar perfeitamente alimentado só com o colostro. O estômago do bebé é do tamanho de um berlinde pequeno nas primeiras 24 horas de vida, nos três dias seguintes aumenta de tamanho até ao de um berlinde grande, no fim da primeira semana de vida parece-se com uma bola de pingue-pongue. Este tamanho faz-nos perceber que com pouca quantidade o bebé fica saciado. 
Quando o bebé mama, o seu reflexo de sucção estimula a zona da auréola, o que conduz à produção de oxitocina (hormona responsável pelo esvaziamento mamário e pelas contracções do útero). A presença de oxitocina faz com que o leite saía da mama e também promove o retorno do útero à posição pré-gravidica. Esta simultaneidade faz com que muitas mulheres sintam contracções uterinas quando estão a amamentar, nos primeiros dias após o parto.
Conselhos para a grávida: 
Amamentar é um acto natural, mas pode requerer algum tempo de aprendizagem e adaptação da mãe e do bebé. A calma e o bom senso são preciosos aliados.
Quanto mais precocemente o bebé começar a mamar melhor para:
- A sua adaptação e aprendizagem;
- O início da subida/descida de leite.

O ideal é que o bebé seja colocado à mama na primeira hora de vida, período em que está muito desperto e facilmente aprende o “caminho” para a mama. Após este período pode adormecer e ser difícil acordá-lo e fazer com que ele mame.

Posição para amamentar:
Da mãe: 
- Sentada com as costas bem apoiadas e os pés assentes num banquinho (ou outro objecto) de forma a que os joelhos fiquem mais elevados que a bacia;
- Deitada de lado.

Do bebé: 
- Virado para a mãe – barriga com barriga;
- Cara virada para a mama e boca junto do mamilo;
- Costas do bebé bem apoiadas.

Como amamentar:
- Aproximar a boca do bebé do mamilo, deixá-lo cheirar e dar “lambedelas”. O bebé acaba por abrir bem a boca e com a língua ligeiramente de fora “agarrar” todo o mamilo e quase a totalidade da auréola;
- A boca do bebé deve estar bem aberta;
- O queixo deve tocar na mama;
- A auréola deve ficar quase toda no interior da boca do bebé. Vê-se mais auréola acima que em baixo;
- O lábio inferior do bebé fica virado para fora;
- Não se preocupe com o nariz, embora pareça tapado o bebé consegue respirar perfeitamente;
- Não pressione ou aperte o mamilo;
- Não deixe o bebé mamar na “ponta” do mamilo – não o alimenta e só provoca gretas;
- Quando for necessário interromper a mamada, não puxe o bebé porque magoa o mamilo – coloque o seu dedo mindinho no canto da boca do bebé e quando este não estiver a sugar retire o mamilo;
- Nas primeiras mamadas pode ser necessário reiniciar todo este processo várias vezes porque o bebé cansa-se e ao descansar larga a mama. Com o passar dos dias vai aprender a descansar sem perder a mama, ou quando a larga consegue pegá-la rápida e eficazmente.

Sinais de uma boa pega:
- Queixo do bebé toca a mama da mãe;
- A boca do bebé está bem aberta;
- O lábio inferior está virado para fora;
- Vê-se mais auréola acima que abaixo da boca do bebé. 


Duração/Intervalo das Mamadas:
Cada bebé é um ser único com necessidades e ritmos próprios, desde que não haja qualquer complicação prévia detectada devemos usar o bom senso e seguir algumas dicas para facilitar a amamentação:
- Deve ser o bebé a determinar a hora em que quer mamar (horário livre);
- Deve mamar até estar satisfeito, só de uma mama, em cada mamada;
- Se necessário oferecer a outra mama, e na próxima mamada começa por esta mama (a última que ofereceu);
- Embora a duração da mamada varie de bebé para bebé, e vá diminuindo com o passar das semanas, em média nas primeiras semanas, 30 minutos é tempo suficiente para o bebé ficar satisfeito. A maior parte dos bebés ingere a quantidade que precisa nos primeiros 5 a 10 minutos de cada mamada;
- Durante a mamada o bebé faz pequenos intervalos para descansar;
- No fim da mamada, regra geral, se o bebé está satisfeito, fica sossegado e adormece;
- Pode repetir-se a mamada na outra mama, logo que o bebé volte a acordar, mas devemos ter em atenção que o intervalo deve ter no mínimo 1 hora 30 minutos, pois se for inferior podemos estar perante duas situações: 
•         O bebé está a fazer da mama chucha;
•         O bebé está com fome.


Cuidados com a Mama/Mamilos:
Mama:
- Se estiver confortável, não mexa.
- Se estiver muito cheia ou com caroços:  
•         Passe água quente com o chuveiro ou coloque panos quentes húmidos;
•         Tente esvaziar manualmente ou com bomba até ficar com o peito confortável;
•         Coloque gelo nas zonas mais doridas.
- Se antes da mamada o peito estiver muito cheio pode ser necessário esvaziá-lo um pouco para o bebé conseguir agarrar melhor o mamilo;
- Quanto menos manipular a mama melhor;
- Quanto mais estimulada for a mama mais leite produz, pelo que devemos ir reduzindo progressivamente as intervenções;
- Estas intervenções, quando necessárias, devem ser realizadas após a mamada.
- Para melhorar uma mama muito cheia e desconfortável, pode colocar a toda a volta da mama folhas de couve verdes, (cortam-se pedaços e colocam-se directamente sobre a mama por baixo do soutien) substituem-se quando estiverem secas.

Mamilos:
- Após cada mamada limpar muito bem com uma fralda de pano macia;
- Espremer um pouco de leite e espalhar no mamilo, deixar secar;
- Vestir um bom soutien de suporte;
- Só lavar o peito uma vez por dia, sem sabonete;
- Se estiver a usar creme protector no mamilo, deve limpar o excesso antes da mamada, espremer umas gotas do seu leite espalhando-o no mamilo e dar de mamar de seguida. 

Em conclusão, esperar um filho, em especial o primeiro ou não, é um dos acontecimentos mais importantes da vida da mulher e representa um desafio à estrutura da sua personalidade. É também uma oportunidade para o desenvolvimento de novas responsabilidades, pois acima de de tudo tem que haver da parte da mulher “O Desejo de ser Mãe.”.

Por: Enf.ª Ana Nobre