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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

Ajudar...com medicamentos a quem não os pode comprar


Amanhã, estarei com outras figuras públicas e a representar a MUSTELA a dar a cara por esta causa...


E que causa é esta? 

 A 3ª Edição do Progresso – Ajuda, um projeto de ação social das Farmácias Progresso e, desta feita, em prol da Associação Ajuda de Berço.


E como podem vocês também ajudar?
Até ao dia 3 de Novembro, as Farmácias Progresso de Castelo Branco ao Algarve, doarão a totalidade dos medicamentos recolhidos, fruto da boa vontade dos seus utentes, à Associação Ajuda de Berço, atuante junto dos Bebés Desprotegidos, a nível nacional.


Qualquer cidadão poderá contribuir com o seu donativo nas Farmácias Progresso, doando medicamentos de uma lista pré-definida de prioridades, e ajudar estes menores que se encontram recolhidos e a serem, como devem ser, mimados nas casa da associação.

«É muito fácil doar, todas as Farmácias Progresso a nível nacional são aderentes do Progresso-AJUDA. Na lista de prioridades, existem valores de doação a partir de 2 euros. Com o apoio de todos, acreditamos que fazemos bem a muitos!”, acredita Cláudia Medeiros Correia, farmacêutica responsável pelas Farmácias Progresso.




A esta causa associa-se também a MUSTELA – líder incontestável no cuidado da pele dos bebés e das mamãs – em prol dos bebés indefesos e desprotegidos, que a esta associação são confiados.











Como escolher se todos merecem?





A Solidariedade.. Ai a Solidariedade... 

Dá-me cabo da cabeça, porque tantas são as causas, as pessoas, as situações que precisam de ajuda e a possibilidade e disponibidade de cada um de nós acaba por ser relativa...

E para mim que tenho um blog e uma página de Facebook direcionadas para um público de mamãs e papás ( à partida gente com alguma sensibilidade extra a estes temas, principalmente quando mete crianças) , sinto diáriamente um espécie de pressão e uma núvem de obrigatoriedade para divulgar algumas situações. Mas são tantas... Infelizmente. e cada vez mais vêm à asta pública. 

O problema não é ajudar um, dois, três. é conseguir fazê-lo em consciência e... " escolher"... Porquê ajudar o Rodrigo e  não o Gustavo, o Martim, a Márcia, o Mateus?... E todos os dias me chegam apelos ;(

Estes foram apenas alguns dos nomes que me apareceram na net quando, no Google pesquisei " Vamos ajudar...". E lá vem o rol...

As páginas de facebook são muitas, e infelizmente os meninos em questão estão doentes, alguns esperam dadores, outros têm pais com poucas posses e precisam de ajuda monetária para os tratamentos complicados.. e a verdade.. é que todas estas situações me partem o coração.

E como ajudar, quando não se é milionário e não se pode distribuir dinheiro por todos eles que  o merecem ( sim.. o dinheiro é o " veneno" da sociedade e sem ele efectivamente muito dificil procurar novas curas, médicos, instituições de saúde...)? Sim, porque para mim... que sentido faz fazer para um e não para outros? A hipótese mais obvia seria divulgar, claro...Mas minha página ficaria inundada deste apelos e só deles, sem espaço para mais nada... Isto se eu me permitisse a entrar com o coração em cada uma destas tristes mas esperançosas histórias de força. Dos meninos e dos seus pais.

Não que as suas causas não me toquem, muito antes pelo contrário... o problema está mesmo em " escolher" o que não tem que ser escolhido. Ah... e muita atenção, que depois também existem os burlões... os que pedem dinheiro inventando uma triste e tocante história. Deplorável, desses nem falo, que não são o meu foco.

As minhas palavras e espaço vão para quem precisa mesmo e por isso, decidi escrever este post. Para pedir a quem desse lado tem um coração solidário e que depois de dar uma volta por estas páginas, se tenha sentido mais tocado por esta ou por aquela história, por este ou por aquele sorriso, por este ou por aquele apelo.. que tente dar o seu contributo da melhor forma.

E já agora, deixo aqui também o espaço para que enviem mais páginas de apelo ( relativas a crianças- não que também não me custe ver adultros em apuros, mas se vamos por aí a angústia da incapacidade seria ainda maior) de que tenham conhecimento ou que vos sejam próximas.

Eu não quero sequer imaginar o que os pais destes meninos e meninas e de tantos outros que adoecem gravemente sentem, o que será a provação deles... mas sinto-me, também por ser Mãe, totalmente solidária e acreditem que não são raras as vezes que os meus pensamentos estão com eles.

Muitas das vezes em que estou zangada com algo, em que o " mundo" me fez alguma, em que o cansaço quase me derruba, em que os meus filhos não param de chorar ou embirrar... muitas dessas vezes, respiro fundo, páro um segundo e agradeço a Deus pelo facto de ter dois filhos saudáveis.. sim, porque isso é O Importante. Tudo o resto vira detalhes perto dessa hipótese acontecer.

Por isso, aqui vai o meu pequeno mas sentido contributo. Para que desse lado conheçam as Histórias, os medos, os sonhos e os rostos destes meninos e destes pais que lutam, tendo a esperança como melhor amiga e as páginas sociais da internet como aliadas, de forma a chegarem ao máximo de pessoas possíveis, num grito virtual que muito importante pode ser para a recuperação dos seus filhotes.

Uma palavra de força, coragem  muito amor para todos eles. E uma " chamada à realidade" a todos nós... que muitas vezes nos queixamos por tudo e por nada.

Cá vão (atenção que há vários meninos com o mesmo nomes, mas as situações são diferentes)  :

Vamos ajudar o Rodrigo

Vamos ajudar o Gustavo

Vamos ajudar a Cecília

Vamos ajudar o Mateus

Vamos ajudar o Rodrigo

Vamos ajudar o Lucas

Vamos ajudar o Martim

Vamos ajudar a Beatriz

Vamos ajudar o Simão

Vamos ajudar a Lara

Vamos ajudar a Leonor

Vamos ajudar o Gonçalo

Vamos ajudar o Tiago

Vamos ajudar o Tomás


E... muitas mais se encontram na net...

Tivesse eu poderes sobrenaturais... e ajudá-los-ia a todos ;(




Misturar obrigação com ajuda...







Já muitas  vezes aqui assumi que este meu Blog começou por mera brincadeira. Para partilhar as MINHAS histórias que, aparentemente poderiam interessar  e suscitar os comentários e a envolvência  dos meus próximos. Mas os próximos alargaram até aos “afastados”  e, em alguns meses de projecto, percebo que começo a chegar a milhares de pessoas diariamente. E é tão engraçado, como, gradualmente, os “afastados” se vão tornando também quase da família.  Alguns/as, já conheço pelo nome, outros/as vão servindo, para com as suas opiniões ir traçando o perfil dos meus/minhas leitores/as.

Já chego, não só a Portugal Continental e Ilhas, mas também ao Brasil, à Suíça, à Africa do Sul, a França, a Moçambique e Angola... onde existem mamãs e papás com vontade de aprender, partilhar, tirar dúvidas, expor questões e ajudar e ser ajudado.

E é AQUI a este ponto, a que chego. Se acredito que a comunidade BARRIGA MENDINHA é uma comunidade “do e para o BEM”... acho que posso e devo exercer esta minha “ influência” e “tempo de antena” para causas nobres, para alertar, para ajudar.

Mas às vezes, por mais que o nosso coração nos seja sensível, a verdade é que a vida do dia-a-dia, não nos dá a oportunidade financeira ou o tempo para despender, e vamos “deixando passar” a ajuda aos meninos pobres da nossa zona, ao canil do bairro, aos idosos da comunidade, às crianças que sabemos que passam fome...




Não por escolha, mas sim por inércia estúpida, às vezes até envergonhada num pensamento que nos consola com um: ”depois, depois  faço”...

E depois pensei numa forma simples de “dar o primeiro passo”. Às vezes há ideias que nos facilitam a vida. E a consciência. Há ideias que por juntarem muitas gotas, formam um oceano... E nós podemos ajudar a construí-lo.

Como, perguntam-me? E eu respondo-vos com a seguinte explicação:

A lei portuguesa prevê que todos os contribuintes possam doar 0,5% do seu IRS, já liquidado, a uma ONG da sua escolha. Ao fazê-lo, o contribuinte não tem quaisquer custos adicionais com este donativo. Ou seja, não vai ter quaisquer implicações nos pagamentos ou nos reembolsos.

Na prática, o contribuinte opta por beneficiar uma ONG da sua escolha em vez de ceder esses impostos ao Estado. Entendem como podemos ajudar de forma tão simples?

À semelhança de anos anteriores, a UNICEF lançou agora no início de Março uma campanha informativa, pelo fato de muitas pessoas desconhecerem esta possibilidade de doar uma percentagem do seu IRS, e apela aos portugueses a fazerem o seu donativo a esta causa.

Percebem agora, como ao dar um primeiro passo tão pequenino para nós, podemos ajudar um enorme número de crianças que estão subnutridas, que passam frio, que não têm água nem acesso a serviços de saúde ou educação?



O ano passado, por exemplo, 2,4 milhões de crianças beneficiaram de serviços de protecção por parte
da Unicef. 12,4 milhões de pessoas passaram a ter acesso a água em condições para beber, cozinhar e
se lavarem. E NÓS, aqui deste nosso “cantinho à beira-mar plantado”, podemos ajudar a aumentar estes
números. Ou mais e mais. Porque, infelizmente, ainda há tantos meninos a viver em condições desesperadas e desesperantes. Nunca nenhum cêntimo será demais...

Como podem fazer esta contribuição (eu vou, sem dúvida..)?

Muito facilmente… Para tal, ao ao fazer a sua declaração de IRS, basta preencher: Anexo H → Quadro 9 →Campo 901 → Com o NIPC da UNICEF: 500 883 823

E automaticamente, estamos a contribuir para a causa da UNIFEF.

Sabe bem não sabe?



A feira solidária da APCD e a nossa "forcinha"...


A minha tarde de ontem foi passada junto de Amigos.

Mas não foi a tomar um café ou a “deitar conversa fora”... Foi passada na nova “casa” de uma associação pela qual o Zé Manel  (ex-“Fingertips”, atual “Darko” ) dá a cara e, depois de me “dar uma ensaboadela solidária”, explicando o porquê de se sentir ligado a esta causa, me abriu os olhos e o coração a algo... que achamos que só acontece aos outros ...




Entrevistei-o então, a propósito da Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas e registei alguns dos momentos desta feira solidária, onde cada um de nós doou uma peça para ser vendida no meio de tantas outras que já lá existem e cuja venda irá reverter para a Associação em causa.





O que é a APCD?

A APCD é uma IPSS que visa apoiar as famílias de crianças desaparecidas, acompanhando jurídica e psicologicamente todo o processo consequente do desaparecimento e as próprias crianças, após a sua localização.
Por outro lado, a equipa aposta muito na prevenção primária, na mudança de mentalidades e procedimentos no que diz respeito à investigação de casos de crianças desaparecidas, abusadas e exploradas sexualmente.

Como e quando surgiu a tua envolvência no projeto? 

A APCD foi uma ideia de alguém que me é muito próximo e que hoje preside à direcção da instituição, a Patrícia Cipriano.
Quando ela começou a contactar os pais das crianças para se organizarem em prol desta causa, eu tive a oportunidade de contactar de perto com a Filomena Teixeira (mãe do desaparecido Rui Pedro) e tal encontro acabou por facilmente despertar em mim um desejo inquestionável de poder colocar a minha arte ao serviço de tais motivações.

Conheces alguém que tenha passado pela desesperante situação do desaparecimento de uma criança?

Sim. Acredito que só nesse momento tomamos total consciência da força que esta temática carrega consigo e de tudo o que dela é consequente.


O que é, no fundo, esta nova "casa" da associação que abriu em Lisboa? Como funciona?
A APCD começou por ter o primeiro cantinho em São Pedro do Sul, onde funciona a filial Centro/Norte.
A sede sempre foi em Lisboa, mas era uma sede emprestada por uma empresa e não podíamos lá trabalhar, apenas receber correspondência e fazer assembleias gerais ou reuniões.
A Direcção da APCD estabeleceu como meta conseguir ter uma verdadeira sede em Lisboa, porque é aqui que há mais casos de desaparecimento.
Por outro lado, teremos também serviços de apoio a qualquer pessoa que se dirija á instituição, nomeadamente ao nível da terapia familiar, do acompanhamento jurídico ao nível do direito de família e menores, da psicoterapia.
Lisboa é uma cidade onde moram 4 milhões de pessoas e a APCD não pode ficar indiferente a este facto.


Quem pode ter apoios e quais são?
Os apoios às famílias de crianças desaparecidas, a crianças abusadas ou sexualmente exploradas e crianças localizadas após desaparecimento, são de carácter jurídico e psicológico.


O que fazes tu na APCD?
Eu sou voluntário da APCD, como tal, faço o que é preciso com espírito de missão e de serviço.
Na instituição há uma cultura de polivalência e grande humildade.
Vou dar-te um exemplo: Quando fazemos feiras de solidariedade, desde a Presidente à senhora da limpeza, todos agarram no batente e carregam e descarregam.Todavia, por inerência da minha exposição pública, tenho ajudado a APCD a ser mais conhecida das pessoas e dos meios de comunicação social.
Faço concertos para eles, já doei cachets e direitos de autor, mas acima de tudo sou um dos responsáveis pela comunicação com alguns públicos-alvo.
Faço também acções de sensibilização em escolas com os técnicos.

Alguma mensagem? 
Cultivemos o sentido de família de outros tempos. Fomentemos uma relação de maior confiança, respeito e partilha entre país e filhos, educadores e alunos. Regressemos a uma comunicação real e dissequemos o fosso social que certas tecnologias acabam por criar entre seres humanos. Cuidemos do que é nosso com amor.


      Eu e o Zé Manel com Luís Garcia (protagonista da 9ªa série dos Morangos com Açúcar) e Joana Vieira (atriz e apresentadora)


Sandra Pereira, vencedora da última edição dos Ídolos, com o livro que doou.



A vendinha... A Associação...



                                                           Sandra Pereira e Zé Manel


   Agir (músico e filho de Paulo Carvalho e Helena Isabel) e Andrea (a voz de "Selfish Love" de Pedro Casanova)


Algumas "pechinchas" e oportunidades que encontrei por lá. Um dois em um... ajudar e encontrar umas peças vintage bem engraçadas e únicas

Oferece-se... MÚSICA!

                                         
                  Christmas dj 's. Oh Yeah ;) - Rita Mendes e Sofia Gião


Que a Música é Amor acredito que todos os que tenham os sentidos no sítio o saibam.

Que a Música é algo que se oferece já é um pouco mais estranho e difícil de entender, tendo em conta que ela é de todos, não tem dono nem local de permanência.

No entanto, foi o que fiz hoje. Ofereci-a da forma como um dj pode fazê-lo, porque ele é, atualmente um indiscutível veículo para ela chegar ao seu público. E o meu público hoje foi tão especial...

Os meninos da Santa Casa da Misericórdia foram pela primeira vez na vida a uma discoteca (uma matiné, atenção...) e eu tive a honra de lhes dar “a primeira dança” num local fora das portas da sua instituição. 

Coisa tão simples mas tão saborosa, basicamente por ter conseguido ver neles um encanto e alegria que já pouco se vê noutras crianças “mais sortudas“ e a quem tudo é uma espécie de dado adquirido.

As djs de serviço fui eu e a dj Sofia Gião. O local foi o BBC e o set, bem, o set, foi algo nunca ouvido... MESMO!  Desde o Avô Cantigas e a Xana Toc Toc até ao Gangnam Style e ao David Guetta... Enfim, aquilo que nunca passaria num gig normal, mas que eles adoraram . E só podia ser assim.



As mãozinhas da esperança... O quadro feito por eles ;)


No fim, fui homenageada com um quadro que os meninos mais pequeninos fizeram. Um quadro lindo coberto com os prints das suas mãozinhas. Mãozinhas cheias de esperança numa vida melhor, numa sorte qualquer que os bafeje num destes dias com a chegada de uma nova família, de um futuro, de uma profissão, de uma vida que valha a pena.

Ao meu filho Afonso, que foi comigo, não consegui ainda explicar, por ser muito pequeno, que a sorte nem sempre nasce com todos,que as injustiças existem, que meninos abandonados também têm coração e que às vezes esse coração é maior que o mundo (que os engole). Mas acredito, no entanto, que sentiu a energia. Que me sentiu a mim feliz por esta simples tarefa mas que tanto me gratificou. Que sentiu que meninos são iguais em todo o lado e todos são, no fundo “irmãos“.

Agradeço à minha amiga do coração Bebiana, cujo sonho era presentear estas crianças com um dia feliz, por se ter lembrado também ela de mim para esta tarefa. Venham mais ações destas, querida amiga, abraçadas pelo teu profissionalismo e paixão. Só tu, pela tua história de vida, sabes como ninguém o que esta Matiné foi para este grupo de miúdos...




A " minha" Bebiana Azevedo, que organizou tudo isto com a cabeça no sítio e o coração na boca...


Ajudar os outros a sorrirem, também nos ajuda a nós... a sorrir.

E agora... que a Música continue a tocar na vida deles, mesmo depois de nós nos termos ido embora ;) Talvez, quem sabe, o dia de hoje tenha sido um começo...