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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

A minha Idade Metabólica? uns surpreendentes 24 anos......







A idade cronológica de um indivíduo pode não representar a sua verdadeira idade biológica. 
Descobri isso hoje e de uma forma muito sorridente e airosa. Sim, porque aos 36 dizerem-nos que tenho a idade metabólica de 24.... é mesmo de ficar vaidosa não é?
Para descobrir a idade metabólica de um indivíduo é preciso fazer uma avaliação nutricional e física e enquanto na primeira são identificados os hábitos alimentares, na avaliação física são analisados peso, altura, medidas de circunferência (cintura, quadril, tórax, braço, antebraço, abdômen, coxa e panturrilha) e das dobras cutâneas.




E foi isso que hoje fiz, ao começar uma série de tratamentos estéticos na Clínica Body Concept do Chiado. Medidinha, inquirida e pesada...numa balança toda hiper moderna e quase espacial...uma maquineta que, pelo que entendi utiliza o sistema de medição por bioimpedância (BIA) que mediante um sinal de baixa frequência calcula a gordura e a composição corporal.
E eis que a notícia que me fez ganhar o dia: 24 anos! Ui que maravilha! Menos 12...
Bem, a verdade é que, para além de feliz, também fiquei com a pulga atrás da orelha... e com a certeza de que a genética e e a sorte me têm ajudado mesmo. É que  os maus hábitos tornam o organismo mais velho do que sua idade cronológica e o bons hábitos promovem o efeito inverso.  Essa alteração é uma via de mão dupla, porque indivíduos com idades cronológicas avançadas, que cultivaram hábitos saudáveis na juventude e idade adulta, podem nesses casos ter a idade metabólica reduzida.

No meu caso, a minha vida tem sido de “ altos e baixos”. Durante 6 anos, por exemplo fui vegetariana, e pratiquei bastante exercício, nomeadamente Yoga e cheguei a ser Macrobiótica imaginem ( entre os 24 e os 30 mais ou menos ), mas depois, assumo que me descuidei de novo e a vida de dj, por exemplo ( deitava-me mais tarde, bebia alcool ao fim de semana, dormia de manhã e larguei o ginásio talvez por lei natural da preguiça do estilo de vida que se instalou..) não ajudava. Foi assim, acho que até engravidar do Afonso, aos 33...  ( no fundo os meus 3 anos de “desgraceira” ).
Hoje em dia, não me consigo centrar tanto em mim como em tempos. Os filhos, o constante stress, as horas que não esticam, a vida familiar, o ter que cozinhar não só ao meu gosto. Mas também não estou no extremo oposto, a do desleixo -  em que, assumo, tantas vezes, devido ao cansaço ( as mamãs-profissionais sabem com certeza do que falo), me apetece cair..


Enfim, isto tudo para dizer que hoje é um dia importante para mim. Passo a explicar : se existem tipos de personalidade em que o desafio é “provar” a si mesmo e aos outros que consegue ser melhor quando a “ coisa fica preta”, quando nos criticam, quando nos dizem “não és capaz”..., no meu caso, eu sou o oposto... Quanto mais me “ dão na cabeça” menos força tenho para ser melhor, para me superar mas quando me incentivam a isso.. ui, quando me incentivam a isso, dando uma maravilhosa palmadinha nas costas e deixando-me vaidosa e orgulhosa de mim mesma.. então sinto-me imparável e com vontade de tudo.
É o que está a acontecer agora. Sinto-me sortuda. e se o Universo me dá 24 anos , então tudo farei para não o desiludir. No fundo não tenho que me “ curar”, tenho que me precaver, que me prevenir. E agora.. que cada vez estou mais ciente que o tempo não pára e já passei o meio dos 30, esta foi uma espécie de prenda especial que caiu  o meu colo.
A oportunidade está definitivamente aqui. Continuar a acreditar na juventue, na sorte, na genética mas... tratar de mim. Sim, agora já não posso “ fiar-me na Virgem sem correr”. Porque o tal maravilhoso metabolismo, também se pode fartar de trabalhar por si só enquanto eu estou na sombra da bananeira.
Obrigada balancinha maravilha e contas estatisticamente representativas da minha vida passada, presente e agora... Futura.
Sim... porque a vantagem da idade metabólica dos tais 24 anos, é conseguir a saúde, o coração e o corpinho de menina, mas a cabeça, a razão, as prioridades e a auto estima de uma mulher já mais bem vivida de 36. 
Para isso há que conseguir reencontrar a onda do que me faz bem... porque quantas vezes o que nos faz  pior é o mais viciante de todos os males..
Hoje é dia de festejar. E de traçar objetivos .. Há dias marcantes. Há dias assim...

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