Ser um cidadão ou cidadã atento/a é tanto criticar, como aplaudir. Sabemos que tantas coisas podiam ser melhores, na nossa sociedade, e no apoio à infância e maternidade e paternidade ainda vai havendo muito a fazer. Por isso, é que pequenos grandes progressos como estes que hoje vos apresento, são motivo de felicidade. Porque nem todos nascem ensinados, porque as "primeiras viagens" são sempre motivo de inseguranças, porque a parte burocrática às vezes nos falha, por falta de informação ou até contra-informação....
Tenho uma criança é uma das medidas do programa Simplex+2016 que reúne, num só guia, toda a informação relevante sobre a paternidade e maternidade nos primeiros anos da criança, seja na área da saúde, prestações sociais, direitos laborais ou declarações de rendimentos.
A partir de HOJE, os futuros e recém pais e mães já podem aceder a www.portaldocidadao.pt/tenho-uma-crianca e encontrar informação sobre os direitos das grávidas trabalhadoras, licenças parentais, ou podem saber quais os passos que devem dar para registar o nascimento da criança. O portal informa ainda sobre os apoios financeiros disponíveis e os benefícios fiscais, ajuda a encontrar um plano sobre vacinação, bem como esclarece sobre educação pré-escolar, entre outras informações relevantes que até aqui estavam dispersas pelos vários serviços públicos.
Tenho uma criança foi uma medida desenvolvida pelas áreas governativas Modernização Administrativa, Finanças, Justiça, Ministro Adjunto; Educação, Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e Saúde. Que nós, aqui no Barriga Mendinha, aplaudimos de pé ;) Parabéns pela iniciativa!
A minha paixão pelas peças infantis da companhia de teatro Byfurcação continua e por isso, vou fazer questão de ir com os meus pimpolhos, ver mais esta... Até porque, nos é uma história super familiar, que tantas vezes ouvimos no carro ( temos um cd com a história ). Um dos poderes da criatividade é sem dúvida, poder descontruir o que está instituido e este "pessoal" fá-lo como ninguém, usando estas histórias infantis tradicionais, como base.
João e o Pé de Feijão, vai estrear este sábado na jardineta do Museu Nacional de História Natural e da Ciência no Principe Real e, apesar de eu não estar cá este fim de semana, não quero deixar de ter o meu "Barriga Mendinha" representado e para isso: toma lá passatempo!!
Ora então... tenho a gosto:
1 bilhete famíla para a estreia , sabado, dia 1, às 16h
2 duplos para domingo, dia 2, às 11 h
2 duplos para domingo, dia 2 , às 16
Para se habilitarem têm que participar até dia 30 de Junho, esta próxima 6a feira, até as 15h, pois as sessão de oferta são já este fim de semana.
- Partilhar este passatempo no vosso Facebook pessoal ou página
- E ainda.... deixar a vossa prova de participação aqui nos comentários deste post dizendo que participam e porquê e deixando o vosso mail ( nada de anónimos, senão depois não vos encontramos para vos informar que gostaram...).
Participem! Ir ao Teatro com as nossas crianças e oferecer-lhes um mundo encantado tão importante para o seu desenvolvimento sensitivo ;)
Sinopse: João e o Pé de Feijão é um conto de origem inglesa, amoral e controverso. Nele se retrata a aventura de um rapaz que vivia com a sua Mãe e que por não terem o que comer, têm de vender a vaca Malhadinha, único sustento da familia. No caminho para a feira encontra um feiticeiro que lhe oferece 5 feijões mágicos, em troca da vaca. Daí para a frente as aventuras de João sucedem-se, até que acaba por roubar um gigante de uma forma impune. Desde uma galinha que põe ovos de ouro, até uma harpa falante, todos os elementos são envolventes para o público mais pequeno. No final da estória, João e a sua Mãe arrependem-se, da ganância, da avidez, prometendo não voltar a usar meios pouco convencionais para obter riqueza. Assim como na época, o tema e a moral foram contestadas, também este espectáculo para a infância pretende abrir o conto a novas leituras e interpretações. O jogo teatral é lúdico e apelativo, sobretudo para os mais pequeninos, que são transportados para o mundo de João onde se apela à imaginação e participação.
FICHA TÉCNICA Adaptação do Texto: Sérgio Moura Afonso | Encenação: Sérgio Moura Afonso | Interpretação: Maria Curado Ribeiro; Rafael Serra e Ricardo Karitsis | Música Original: Nuno Cintrão | Figurinos e Cenografia: Flávio Tomé | Desenho de luz: Byfurcação Teatro | Ilustração: José Frutuoso| Operação de som : Byfurcação Teatro| Produção: Byfurcação Teatro JOÃO E O PÉ DE FEIJÃO |Museu Nacional de História Natural e da Ciência| De 1 Julho a 30 Setembro | Sábados às 16:00 e Domingos às 11H30 e às 16:00 Local: Jardineta do Museu Nacional de História Natural e da Ciência
Classificação: M/3 Duração: cerca 50 min Bilhetes: 8€ Crianças com 2 anos pagam 3€ A partir dos 3 anos inclusive pagam 8€ 5€ - grupos superiores a 20 pessoas – na mesma sessão Capacidade: 120Lug
O meu namoro com eles começou por acaso, através de um amigo em comum... e mal me foram apresentados a empatia foi imediata. Para já, por causa do nome, Clara & Morena... ou seja: uma das formas carinhosas que chamamos à minha mãe. Ela é Clara de nome mas morenaça de pele e por isso, tantas vezes este nome me soa ao mimo e risadas da mamã. Depois por causa da história de "vida" dos ditos: desenhados por um designer italiano, estruturados em Portugal e elaborados na Índia, por famílias tradionalmente ligadas à manufatura.
Há uns tempos desafiei-me a fotografar diáriamente os que mais gostava. A Minha coleção #claraemorenashoes, que propõe não só mostrar aos que me seguem como também eu mesma ser cobaia dessa experiência, que a marca de sapatos em questão é adquada a tantas ocasiões, situações, dias (e noites) como as que uma pessoa como eu, vai vivendo e experiênciando.
Por isso, agora, decidi publicar parte do meu desafio # 30days30shoes, agora que já tenho um conjunto de fotos giras com vários looks e diversas circunstâncias e porque assim é mais fácil apreciar estas pequenas obras de arte "Clara e Morena", que tanto me orgulho de representar.
"Aquela cena de ser criança", de não deixar morrer a nossa criança interior, de relembrar que "nós adultos" não podemos esquecer que nos temos que divertir, curtir as pequenas coisas, ver o mundo com um olhar inocente etc.... pois, essa cena que tanto aparece em posts e frases feitas nas redes sociais entre imagens de baloiros, sorrisos rasgados e meninos na pradaria e que tanto preocupa os "adultos", que não se devem esquecer disso... sou eu! Ou seja, ao contrário dos que se precisam relembrar e estimular essas premissas, sabe Deus, quantas vezes a que custo, de forma a não se "acizentarem de mais"... eu transpiro essa "criancice" por todos os poros e dou a alma a essa forma de estar. Mas olhem que o reverso da medalha e existe e magoa, ai se magoa... porque quantas vezes, para me fazer valer à frente dos "crescidões da sociedade", tenho mesmo é que abafá-la, ir contra a minha natureza. E nem imaginam o que me custa ter de fazer do que não sou...
E sabem porquê? Porque a sociedade é hipócrita, sim senhora. Apesar destes "apelos" à nossa memória infantil, a verdade é que quando alguém com mais de 20 e poucos anos mostra abertamente essa sede de viver essa "palerma" vontade de existir, essa tosca maneira de ir acreditando na essência humana, essa forma genuína de relativizar problemas, essa cabeça no ar que se vai perdendo das "coisas sérias" porque a natureza a distrai, porque uma conversa a cativa, porque uma pessoa a encanta.... sim, quando isso acontece, todas as frases feitas dos livrinhos de frases bonitas do bem....passam para o Universo do idilico do "mindfullness" mas que nao se encaixa, de todo na treta da "realidade da vida".
E pronto assim se vai vivendo, entre o orgulho real que tenho nesta minha forma de Existir (e tenho mesmo, por mais críticas que possam pairar por aí à "boca pequena") ,e as desilusões que apanho com as pessoas, que por isso mesmo me passam a perna em três tempos, como se estivessem a enganar literalmente uma "miúda". Entre o oferecer o respeito infantil e verdadeiro e receber em troca, o desrespeito de "velhos do Restelo".Entre o estar tão de bem com a vida que mesmo nos "ventavais" ( ahhaha, era assim que eu dizia vendaval, quando tinha a idade dos meus filhos....) consigo encontrar beleza, e o medo que tenho que esta sociedade me esmague por não fazer as coisas como ela dita, institui, formata e obriga...
Bem, hoje, no também instituído Dia da Criança ( já sabem o que penso destes "Dias de...." não sabem?!...), apeteceu-me, então, fazer uma homenagem diferente, não a politicamente correta, às "crianças em cronologia" que sim, tanto merecem ser homenageadas, mimadas e respeitas TODOS os dias, mas aos "Crescidos- Criança" como eu. Acredito que alguns e algumas desta minha "tribo" andem, como eu, pela vida, num misto de encantamento sincero ao amar a nossa pura essência e muita e constante dor de estômago por sermos obrigádos a "viver à séria", segundo as regras, as chatices, as contas, as reuniões, os compromissos, os hábitos e sobrevicer aos tantos"maus adultos" que por aí se pavoneiam...
A nós, aqueles que esperamos ainda ser criança aos 80 ( tenho uma avó assim, é uma maravilha ;)), àqueles que se sentem tantas vezes melhor entre os miúdos do que os graúdos, àqueles que não se deixam amarrar aos estériotipos das idades, das rotinas, das profissões... a esses... a minha vénia neste dia. Estou convosco e não... não vergarei. Isso queriam vocês!! Ahaahahha!! Feliz dia da criança a nós ( e já agora, também às nossas, que são tantas vezes o acender da chama desta coisa maravilhosa que é o Amor que que os meninos e meninas ainda não "formatados" vivem tão sem preconceitos, plena e docemente..)