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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

03.07.12

Sou madrinha!

Barriga Mendinha

Demorei algum tempo a escrever este texto pela complexidade da palavra: Madrinha.
Mesmo que o significado dela nos dicionários se traduza em proteção; acompanhamento; substituição na ausência de pais; testemunho real; tomar conta, a palavra Madrinha acarreta muitos mais poderes do que o simples fato de se ser, só por ser Madrinha de um pequeno ou grande ser.
Há momentos em que somos obrigados a iniciar o processo da reflexão, os pais nem sempre ajudam quando os seus ideais banalizam as nossas crenças e ambições, os amigos não nos prestam a atenção devida exatamente pela “seca” de conversa que o mundo da reflexão obriga e o mundo esta contra nós, definitivamente, nesse momento o papel da Madrinha até aqui representado através de prendinhas nos aniversários e afins, ganha história, a mesma história que teve peso na decisão de seres tu! A Madrinha! O amor de alguém que até pode nem ter grau parentesco, se torne da família! A Madrinha revela o “até que enfim, que alguém me ouve”! Os pais deverão pensar que por estas palavras lhes estou a retirar alguma condição, não, nada disso, sabemos todos pelo que passamos em jovens e sabemos também que havia sempre alguém, mais adulto que fazia esse papel e que essa pessoa era mesmo importante.
Sou deveras devota da minha Madrinha de seu nome Maria Arminda, foi nela que encontrei o “Meu Porto Seguro” e hoje presto-lhe aqui a minha homenagem, como sendo das pessoas com maior importância na minha vida e acreditem que a minha vida teve muita reflexão!
Sou Madrinha!
Madrinha do Miguel, da Filipa do Santiago e de ti meu pequeno Afonso Luz, “Cara de alguidar”, o meu sentimento não podia ser de maior orgulho, distinção e gratidão para quem depositou em mim tal tarefa! Ui…! Não te posso prometer nada, mas vou insistir para que aprendas o significado da palavra e a consigamos defender em cada encontro nosso.
Beijo-te.
Da Madrinha Bebiana Azevedo 




03.07.12

Saiba o que são leites adaptados

Barriga Mendinha
Alimentar o bebé dá a oportunidade de criar fortes laços de afecto entre a mãe e a criança. Esses laços de afecto incluem um conjunto de benefícios psicológicos, nutricionais, imunológicos e fisiológicos quando se trata do aleitamento materno. Mas é a partir dos 6 meses (ou em determinadas situações logo a partir do nascimento) que o bebé pode ter que ser alimentado com uma amamentação artificial.
Amamentação artificial
Por amamentação artificial considera-se a alimentação do bebé com alimentos lácteos diferentes do leite materno, geralmente são produzidos a partir de leite de vaca e depois adaptados de forma a assegurar as necessidades nutricionais do bebé.
Para este tipo de alimentação/amamentação são necessários vários utensílios, como o biberão, preferencialmente um recipiente de vidro constituído por uma tetina, com o formato e a consistência idênticas ao peito da mãe, através do qual o bebé suga o leite.
Leites de substituição
Com a produção e a comercialização dos leites de substituição houve um grande avanço e desenvolvimento na alimentação dos lactentes, porque desta forma, possibilita que as mães que por algum motivo não têm capacidade em produzir leite, possam alimentar os seus bebés com uma composição artificial adequada às necessidades deles. Assim não têm a necessidade de procurar outras soluções, como antigamente, que podem causar determinados transtornos tanto para a mãe como para o bebé. Por exemplo, quando as mães tinham que recorrer às amas de leite, mais tarde esse tipo de situação podia criar problemas psicológicos à mãe por não puder amamentar o filho, ou em outras situações quando as mães tinham que recorrer ao leite de vaca e/ou de outros mamíferos. Leites estes que podem não satisfazer de forma equilibrada as necessidades nutritivas dos bebés, assim como ainda causar sérios problemas no aparelho gastrointestinal.
Nota – É importante ser esclarecido que o aleitamento materno deve ser mantido sempre que seja possível, porque é a melhor forma de alimentar os bebés desde o nascimento até aos 3 a 6 meses.
Recomendações
Este tipo de leites é indicado nas seguintes situações:
- Quando a mãe tem dificuldade em produzir leite, ou então quando por algum motivo não deve amamentar de forma natural o bebé. As razões pelas quais podem surgir estas situações são quando as mães sofrem de determinada patologia ou de infecções que podem ser transmitidas ao bebé; terapêutica com alguns fármacos que podem ser eliminados junto com o leite; hipogalactia; ou mesmo situações infecciosas que podem ocorrer nos seios.
- Como complemento alimentar e associado ao aleitamento materno a partir do momento em que se inicia a desmame (ablactação), normalmente entre os 4 e os 6 meses. É considerado por muitos pediatras e nutricionistas como um excelente alimento até que o bebé complete um ano e desde que possa começar a beber leite de vaca ou de outro mamífero sem nenhum tipo de restrições. 
Tipos de leites adaptados
Actualmente, os leites destinados ao consumo dos bebés e até ao primeiro ano de idade são vulgarmente designados por “leites adaptados”, embora também há quem os chame de leites “artificiais”. Quase a totalidade destes leites é produzida através de processos industriais a partir do leite de vaca, ao qual são retirados ou adicionados determinados nutrientes para que a sua composição se assemelhe à do leite materno. Apesar do aperfeiçoamento da composição dos leites adaptados é de referir que mesmo assim existem diferenças entre os 2 tipos de leites (humano e os de adaptação), como por exemplo o facto do leite humano conter anticorpos produzidos pelo organismo da mulher.
Na sua grande maioria estes leites encontram-se sob a forma de pó, porque é neste estado que são adequadamente acondicionados nas embalagens e conservados. Estes tipos de leites (em forma de pó) necessitam de ser previamente diluídos antes de serem oferecidos às crianças. Embora os fabricantes indiquem o modo de preparação para cada tipo de leite, a leitura dos rótulos torna-se extremamente importante para os pais.
Embora haja no nosso mercado uma grande variedade de marcas e tipos, é possível distinguir dois tipos de leites adaptados:
- O leite adaptado de iniciação ou de primeira idade: um tipo de leite muito idêntico ao leite materno adequa-se bastante à fisiologia do aparelho digestivo, e às necessidades nutricionais dos lactentes até aos 3 ou 4 meses de idade.
- O leite adaptado de continuação ou de segunda idade: um tipo de leite enriquecido em ácidos gordos e ferro, ideal para a alimentação diária dos lactentes a partir dos 4 ou 5 meses e até ao primeiro ano de idade.
Seleccionar o leite adaptado
O leite adaptado que provém do leite de vaca é a opção, que mais semelhanças apresenta, com o leite materno e então, pode-se dizer que é o melhor tipo de leite para a maior parte dos bebés. Quando por exemplo os bebés são intolerantes à lactose (sensíveis ao açúcar do leite), ou então têm alergia às proteínas do leite, ou ainda que possam estar a recuperar de uma diarreia existem no mercado outro tipo de leites, designados de leites à base de soja, ou leites de origem animal mas modificados industrialmente tornando-os hipoalérgicos. E nunca se deve substituir o leite materno ou um leite adaptado pelo de soja ou outro sem perguntar primeiro ao seu pediatra ou nutricionista.
Apesar de pensar que é uma boa ideia e de que pode ser a solução perfeita para aqueles bebés intolerantes ou alérgicos ao leite de vaca, aproximadamente metade dessas crianças também podem ser alérgicos à soja. Nestes casos pode e deve mesmo escolher um leite adaptado hipoalergénico mas com uma composição enriquecida em ferro. Por exemplo, a Academia Americana de Pediatria aconselha que este tipo de leite seja consumido por todos os bebés durante o seu primeiro ano de vida. No entanto, como já foi referido existem vários tipos de leite à venda no nosso mercado.
Deverá ser o pediatra ou o médico assistente a dar os conselhos sobre o leite mais adequado, especialmente se se suspeitar de intolerâncias e alergias ou de qualquer problema digestivo particular, como regurgitações acentuadas, etc.
Nota – Nunca se deve misturar qualquer tipo de leite adaptado com o leite de vaca. Porque o leite de vaca é difícil de digerir para os bebés e deverá ser evitado antes do primeiro ano.
Leites de crescimento
Durante o primeiro ano de vida, o bebé consegue triplicar o seu peso corporal, coincidindo também com o crescimento significativo do cérebro. A partir daí as necessidades nutricionais vão sempre aumentando até à fase da adolescência. Mas é entre o primeiro ano e os 3 anos que os leites de crescimento devem ser fornecidos (ou em outras idades desde que seja o pediatra ou o nutricionista a recomendar). Estes leites são mais ricos em sais minerais e vitaminas, sendo também ligeiramente mais calóricos do que o leite de vaca. O objectivo destes leites é de ter uma composição em nutrientes equilibrada de forma a compensar o desgaste físico e intelectual diário das crianças.


Por: Alexandre Fernandes (nutricionista)


03.07.12

Sexualidade na Gravidez

Barriga Mendinha
A maternidade é um dos acontecimentos mais importantes da vida da mulher e representa um desafio à sua maturidade.

Na época actual, os ideais do amor romântico tendem a fragmentar-se sob a pressão da emancipação e da autonomia sexual feminina. A ideia do “para sempre” e do “único amor” é substituída pela procura de relacionamentos especiais e da realização sexual.   As múltiplas facetas que assume, neste período, enquanto conjunto de acções, comportamentos, emoções, sentimentos e valores, variam de pessoa para pessoa, quer social quer culturalmente, ou de acordo com as convicções religiosas e/ou espirituais. 
 As relações amorosas e conjugais, analisadas nas diferentes épocas, apontam para a ideia de que o ser humano sempre procurou meios para “organizar” os relacionamentos afectivos e sexuais, ora com explicações pautadas na natureza, ora na afirmação da vontade de Deus, ora na razão pura do homem. Na sociedade contemporânea, estas três formas aparecem, quer separadas, quer  interligadas, para justificar ou condenar os relacionamentos sexuais humanos. A sexualidade encerra o mistério da vida humana, pois, a partir dela, surge a vida, e é em função dela que a vida continua após a morte. A procura do prazer toma a forma da procura da verdade, substituindo-o pela procura da felicidade do século XIX.
No passado a mulher realizava-se quase essencialmente através da maternidade, hoje em dia, é um pouco diferente, uma vez que ela encontra ganhos na realização pessoal, área profissional, académica e social. Ser mãe passou a ser uma opção como tantas outras e o procurar a realização a esses níveis faz com que a maternidade seja protelada. A decisão de ter um filho, é agora um passo mais complexo do que outrora. Actualmente, a maioria dos casais sente que deve limitar o número de filhos que vão ter, e que devem ainda, adiar a gravidez, até que ambos reúnam as condições que consideram indispensáveis para o nascimento de um filho. A maternidade deixa assim, de ser a primeira e única preocupação da mulher. 
A sexualidade na gravidez, apesar dos receios, preconceitos e/ou medos ligados a este tema, homens e mulheres estão cada vez mais determinados a viver este tempo, intensamente, descobrindo novas formas de prazer e indo ao encontro do desejo um do outro. 
Tudo começa na fecundação, o encontro fantástico dá-se no corpo da mulher reunindo energia, força e amor para dar vida a um ser humano.
O desejo na gravidez vai sofrendo oscilações. No primeiro trimestre está geralmente diminuído por causa da parte hormonal. Nesta fase a grávida pode encontrar-se nauseada, por vezes com vómitos, tem mais sono que o normal, tem frequentemente tonturas, lipotimias (desmaios), e as mamas aumentam de tamanho, tornando-se dolorosas. Nestas circunstâncias, é normal que a grávida não tenha muita disponibilidade para fazer amor. Já o homem, que continua a desejar sexualmente a parceira, receia muitas vezes fazer amor por poder prejudicar a gravidez, o que é um medo totalmente infundado pois, excepto se indicação médica (situações de hemorragia vaginal), o casal pode fazer amor sem problemas. Também poderá acontecer que a grávida não tenha qualquer tipo destes sintomas acima referidos e ter uma prática sexual normal.
No segundo trimestre, a libido (desejo) da mulher, geralmente, volta aos níveis normais. Os vómitos, as náuseas e tonturas desaparecem, as mamas tornam-se menos tensas e até o sono diminuiu. Estes três meses são considerados uma boa fase da gravidez: barriga pequena, a grávida sente-se bem, com uma auto-estima favorável. O casal só precisa de imaginação, para conseguir algumas posições mais confortáveis.
No terceiro trimestre poderão surgir novos receios relacionados com as modificações corporais, medos relativamente ao parto e até mesmo uma baixa auto-estima que poderá levar a mulher a evitar o relacionamento sexual. Neste trimestre da gravidez, os casais geralmente reduzem a frequência da actividade sexual. A mulher não se sente sexualmente atraente pois a sua imagem está alterada. Com a barriga aumentada, o número de posições sexuais fica reduzido e fazer amor pode ser um pouco incómodo, a criatividade é a palavra-chave na procura do prazer. No entanto é muito importante saber que não existe qualquer contra-indicação médica à actividade sexual e chega mesmo a ser aconselhável, o orgasmo e as contracções por ele provocadas, pode até ajudar o nascimento, ou seja, induzir o trabalho de parto naturalmente.
Este trimestre também é caracterizado pelo aumento da ansiedade, devido à proximidade do parto, e pela condição eminente da maternidade. As alterações físicas estão a chegar ao término, e a mulher passa a ver-se como pouco atraente aos olhos do marido. A lubrificação vaginal diminui, e os mitos do sexo vaginal durante a gravidez ganham força. Aproximadamente 80% das mulheres percebem que têm uma diminuição drástica no desejo sexual. Neste período é muito comum o cônjuge também estar vivenciando a ansiedade da chegada da paternidade e o seu desejo sexual geralmente fica prejudicado.

A mulher grávida pode manter a sua actividade sexual durante os últimos meses de gravidez? 

Nos últimos meses da gravidez mantendo-se o medo de magoar o feto, muitas grávidas acreditam que manter a actividade sexual durante a última fase da gravidez poderá ser um perigo para a saúde do bebé; outras sentem-se menos atraentes fisicamente devido às alterações corporais, tendo receio que os companheiros percam o interesse por elas; os companheiros por seu lado, têm medo de magoar o bebé e outros pensam ainda que as relações sexuais são menos agradáveis devido às alterações corporais da mulher.
Ao realizar educação sexual na gravidez a enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstetrícia deve procurar:
- Incentivar a comunicação entre os parceiros sexuais;
- Confrontar a mulher a cuidar da sua aparência, para que se sinta atraente;
- Informar o casal sobre os posicionamentos alternativos, mais adequados para a prática do acto sexual durante o terceiro trimestre (mulher em posição superior, posição lado a lado e posição de missionário);
- Explicar ao casal que, quando este não pode ou prefere não ter relações sexuais com penetração, a necessidade de intimidade e união pode assumir outras formas e demonstrações de carinho, como beijos e carícias;
- Advertir os casais que gostam de praticar sexo oral de que, o parceiro pode não sentir tanto prazer devido ao cheiro mais intenso das secreções vaginais, sobretudo no terceiro trimestre da gravidez;
- Alertar sobre as contra-indicações do coito, nomeadamente em situações de: ameaça de aborto, risco de início de trabalho de parto pré-termo, placenta prévia, presença de contractilidade uterina e/ou hemorragia vaginal.

Algumas da posições aconselháveis:
Em suma vários autores referem que se a grávida, possuir um bom relacionamento conjugal e familiar, durante a gravidez e no pós-parto, a sexualidade na gravidez, poderá ser mais facilmente ultrapassada. O casal tem que ter conhecimento que, relação sexual apenas é proibida ou restrita em algumas situações como: hemorragias durante a gravidez; descolamento de placenta; perda de líquido amniótico; ameaça de parto pré-termo; ameaça de aborto, entre outros. 
Será o casal que vai descobrir juntos, as melhores posições para aproveitar a intimidade até o bebé nascer. E tem que se reforçar que esse momento deve ser vivido com muito prazer. Existem autores que acreditam que, na maioria dos casos, a gravidez por si só não provoca uma ruptura na sexualidade de um casal, seja qual for o trimestre de gravidez, se esta era previamente satisfatória. No entanto consideram importante a abordagem por parte de profissionais de saúde, dado ser um tema de extrema importância e ainda tão frequentemente esquecido. 
Bibliografia e Sites:
  • “Entregue-se a 9 meses de amor”, revista Crescer, Setembro 2006, Editora Impala, p.84-85
  • Sexo durante a gravidez? Claro que sim!, revista Crescer- especial gravidez e parto, nº 12, Editora Impala, p. 27- 29
  • http://www.apf.pt/
  • http://guiadobebe.uol.com.br/psicgestante/sexualidade_na_gravidez.htm
  • BOBAK, Irene [et al.]- Enfermagem na maternidade. 4ª ed. Lisboa: Lusociência, 1999. 989p. ISBN 972-8383-09-6;
  • LOWDERMILK, Deitra [et al.]- O Cuidado em enfermagem materna. 5ª ed. Lisboa: Artmed, 2002;
  • GRAÇA, Luís Mendes- Medicina Materno- fetal. 3ª ed. Lisboa: Lidl, 2005. 733p. ISBN 972-757-325-8;
  • PORTELINHA, Cândida – “Sexualidade na Gravidez”. 1ª Edição. Coimbra Quarteto Editora. Novembro 2003.
  • SANTO, Maria do Céu – Sorria com o Corpo Inteiro – Amor Sem Limites. 1ª ed. Lisboa: Oficina do Livro, Outubro, 2011, pag. 141 – 159.
Por : Enfermeira Ana Nobre



03.07.12

Afinal o que podem ou não as grávidas comer?

Barriga Mendinha

O que podem e não podem comer as grávidas?
É fundamental que as grávidas saibam quais os alimentos que podem e não podem comer para que tenham uma gestação saudável, e neste artigo vamos procurar desvendar os segredos da alimentação durante a gestação.
As preocupações e as dúvidas das futuras mães, principalmente para aquelas que é a primeira gravidez, sobre o que podem e não fazer neste período tão especial é muito comum; assim como saber o que podem ou não comer, e que cuidados devem ter com a alimentação.
Uma boa alimentação durante a gestação previne a mãe de patologias que podem aparecer e é imprescindível para o desenvolvimento e o aumento adequado do peso do bebé. À medida que a gestação continua, certos nutrientes passam a ser mais importantes do que outros.

Planear a gravidez
Neste período deve-se iniciar uma suplementação específica e tomar doses extras de ácido fólico e de ferro. O ácido fólico é uma vitamina fundamental porque previne anomalias no tubo neural do bebé em desenvolvimento. Se porventura já está grávida e ainda não faz esta suplementação; procure rapidamente um médico obstetra para uma opinião e uma avaliação médica. O tubo neural do bebé é formado nos primeiros 20 dias de gravidez, quando muitas vezes a mulher ainda nem sabe que está grávida! Alguns dos alimentos ricos nesta vitamina temos: frutas, legumes e vegetais (incluindo sumo de laranja e vegetais de folha verde) e sementes enriquecidas. Deve-se atingir pelo menos 600 µg de ácido fólico por dia. Os médicos aconselham que as mulheres grávidas tomem um suplemento contendo, pelo menos, 600 µg de ácido fólico por dia, em vez de “confiar” apenas nas fontes naturais de ácido fólico, para obter este nutriente/vitamina que é tão importante.
Relativamente ao ferro, se uma mulher sofre de anemia, durante a gravidez, pode aumentar o risco de um parto prematuro, Depois do parto, o cansaço originado pela anemia, leva a que muitas delas descuidem a sua saúde. A fadiga/fraqueza associada à doença é consequência da deficiência de ferro no organismo, que provoca uma diminuição de oxigénio nas células, devido à baixa concentração de hemoglobina no sangue. A esta anemia dá-se o nome de anemia ferropénica.
Uma suplementação deste mineral, durante a gravidez, ajuda a prevenir a carência em ferro que pode aumentar o risco de complicações no momento do parto e durante este, assim como pode promover baixo peso à nascença no bebé e um parto prematuro.
Tenha noção que os alimentos ricos em ferro são: vísceras, carne de vaca e de porco, legumes e cereais enriquecidos.
Alguns cientistas americanos recomendam o consumo de 27 mg de ferro por dia, o que equivale a 50% acima das recomendações normais. Como esta quantidade é muito difícil de atingir apenas com a alimentação, a maioria dos médicos recomenda a toma de um suplemento contendo, pelo menos, 30 mg de ferro.
O que pode comer
Durante a gestação é preciso encontrar um equilíbrio. Para isso, a grávida deve fazer de seis a oito refeições por dia, dando preferência ao consumo de alimentos pouco calóricos, mas ricos nutricionalmente. Em seguida deixo algumas dicas para que a gravidez corra de uma forma saudável e tranquila.
- Diversifique a alimentação. Quanto mais variar os alimentos que consome todos os dias, mais vai estar a ingerir os diferentes nutrientes necessários para uma gestação saudável.
 - Frutas preferencialmente frescas e com casca (bem lavadas e higienizadas), e os respectivos sumos naturais. Pode por exemplo adicionar frutas frescas aos cereais do pequeno-almoço ou ao iogurte, ou comer como sobremesa no final das grandes refeições, ou ainda comer entre as refeições, por exemplo, a meio da manhã ou num dos lanches da tarde.
- Inclua vegetais folhosos como repolho, couve portuguesa, couve lombarda, alface e outros; assim como tubérculos como batata, nabo, mandioca, cenoura, rabanete, etc.
- Coma leguminosas secas ou frescas como feijão, lentilha e grão-de-bico porque fornecem boas quantidades de hidratos de carbono, vitaminas, sais minerais e fibras, e quantidades razoáveis de proteínas.
- No pequeno-almoço, ou na salada do almoço, ou do jantar acrescente algumas nozes e/ou sementes de girassol; porque são boas fontes de ómega 6 (ácido linóleico), importante para o desenvolvimento do cérebro do bebé e na prevenção da pressão arterial elevada na gestante.
- Os hidratos de carbono devem estar presentes em todas as refeições para garantir à grávida e ao bebé a energia necessária. Pães, frutas, massas, arroz, leguminosas, aveia, cereais de pequeno-almoço, etc. Por exemplo, alguns dos alimentos citados ainda fornecem fibras, cálcio e ferro por exemplo.
- Qualquer tipo de carne, de peixe, ovos e inclusive frutos do mar devem ser sempre bem confeccionados. Prefira a ingestão de carnes brancas, porque estas têm uma digestão mais facilitada em relação ás carnes vermelhas. Também tenha o cuidado em alternar nas principais refeições carne com peixe.
- Relativamente à carne de vaca prefira as partes mais magras porque têm menos gordura, um bom exemplo disso é o lombo e a perna. As carnes de aves devem ser confeccionadas sem a pele.
- Coma peixe pelo menos duas vezes na semana. Seja cozido, assado, estufado, ou preparado em papelote. Devido à riqueza em ómega 3 (ácido linolénico).
- Quanto aos ovos podem ser mexidos, cozidos ou simplesmente fazer uma omeleta de claras.
- Opte pela ingestão de alimentos integrais, porque são ricos em vários nutrientes incluindo as fibras, logo fazem bem à saúde, à pele e ajudam na digestão dos alimentos e no funcionamento do intestino, ambos “normalmente” comprometidos durante a gravidez.
- Beber muitos líquidos, principalmente água, infusões e sumos, evita para além da prisão de ventre, a desidratação e eventuais infecções do trato urinário. Se é daquelas pessoas que não gosta de beber água “simples”, experimente: água com rodelas de limão e/ou de laranja, águas engarrafadas de sabores, infusões, chás, tisanas e sumos de frutas frescas. Outra dica que pode ajudar a fazer como que ingira mais “água” é quando for comer uma peça de fruta, primeiro parta-a para uma tigela e antes de comer, acrescente alguns cubos de gelo e coma tudo.
- Leite e os seus derivados somente pasteurizados. Fornecem cálcio, um mineral que auxilia na coagulação sanguínea, ajuda na formação dos ossos e dos dentes, reduz a fadiga muscular, previne infecções e contribui para manter o equilíbrio de ferro no organismo. Se houver deficiência deste nutriente durante a gestação, a grávida corre riscos de surgirem cáries dentárias, cãibras e inchaços.
- Como foi dito anteriormente deve haver uma boa ingestão de alimentos ricos em ferro. Como por exemplo, espinafres, feijão, beterraba, peixes, lentilhas, soja, agriões, trigo e aveia. O ferro é o nutriente responsável pela respiração celular e pelo desenvolvimento da placenta; transporta oxigénio das células maternas para as do feto. Para aumentar e facilitar a sua absorção; coma alimentos ricos em vitamina C (como limão, morango, laranja, kiwi, acerola, salsa, etc).
- O consumo de calorias, vitaminas e sais minerais deve ser maior entre as mulheres grávidas, no entanto sempre controladas, para que o peso não ultrapasse o intervalo considerado normal (entre os 9 - 15kg a mais do peso inicial e antes da gravidez), o acréscimo de energia deve ser na média de apenas 300 calorias diárias. Nota: a ingestão de calorias não necessita de alteração durante os primeiros 3 meses de gestação. Durante os últimos dois trimestres, o organismo precisa de aproximadamente mais 300 calorias por dia do que quando não estava grávida. Contudo é sempre importante uma avaliação nutricional para calcular as calorias que devem ser ingeridas semanal ou mensalmente.

Por: Alexandre Fernandes  (Nutricionista)


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