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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

A par com a "estreia oficial" do guia parental elaborado pelo governo, "Tenho uma criança"

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Ser um cidadão ou cidadã atento/a é tanto criticar, como aplaudir. Sabemos que tantas coisas podiam ser melhores, na nossa sociedade, e no apoio à infância e maternidade e paternidade ainda vai havendo muito a fazer. Por isso, é que pequenos grandes progressos como estes que hoje vos apresento, são motivo de felicidade. Porque nem todos nascem ensinados, porque as "primeiras viagens" são sempre motivo de inseguranças, porque a parte burocrática às vezes nos falha, por falta de informação ou até contra-informação....

 

Tenho uma criança é uma das medidas do programa Simplex+2016 que reúne, num só guia, toda a informação relevante sobre a paternidade e maternidade nos primeiros anos da criança, seja na área da saúde, prestações sociais, direitos laborais ou declarações de rendimentos.

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 A partir de HOJE, os futuros e recém pais e mães já podem aceder a www.portaldocidadao.pt/tenho-uma-crianca e encontrar informação sobre os direitos das grávidas trabalhadoras, licenças parentais, ou podem saber quais os passos que devem dar para registar o nascimento da criança. O portal informa ainda sobre os apoios financeiros disponíveis e os benefícios fiscais, ajuda a encontrar um plano sobre vacinação, bem como esclarece sobre educação pré-escolar, entre outras informações relevantes que até aqui estavam dispersas pelos vários serviços públicos.

 

Tenho uma criança foi uma medida desenvolvida pelas áreas governativas Modernização Administrativa, Finanças, Justiça, Ministro Adjunto; Educação, Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e Saúde. Que nós, aqui no Barriga Mendinha, aplaudimos de pé ;) Parabéns pela iniciativa!

 

Dia Nacional da Natalidade. E se não fosse por ela... este blog não existia!

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Hoje é um dia importante. Principalmente para quem como nós aqui neste cantinho, celebramos a vida, a maternidade, o amor especial que se tem a estes pequenos (que um dia se tornarão grandes mas especiais) seres a quem demos à luz.

 

Para umas (e uns, que os pais também devem, sem dúvida ser envolvidos), é importante porque sabemos que ser Mãe é um projeto de vida quase maior que nós mesmas.

 

Para outras/os porque os problemas de fertilidade têm adiado os seus sonhos e tornado os seus dias de sofrimento e cheios de ansiedade (quem dera que ninguém tivesse que passar po isso).

 

Para outros ainda, porque se olharmos para a Natalidade como um número e algo menos pessoal do falei na a alíneas anteriores... é o barómetro de como irá evoluir a nossa sociedade.

 

Hoje celebra-se o Dia da Natalidade. Um dia criado pela Assembleia da Republica após petição do Barrigas de Amor em 2009. E como embaixadora e amiga deste projeto, não poderia deixar passar em branco.

 

Desde 2011 que este dia é assinalado e está publicado no Diário da Republica e o que se pretendemos com este dia  é efetuvamente que as mães, os casais grávidos e as famílias em geral sejam reconhecidos como fundamentais para o equilíbrio demográfico de Portugal, um dos países mais envelhecidos da Europa.

 

A simbologia da data contribui, seguramente , para que não nos esqueçamos do défice de natalidade e possamos renovar a discussão e analise dos múltiplos factores que o determinam e as suas consequências na sociedade.

 

Feliz Dia da Natalidade e .... parabéns a nós que fazemos parte dele ;)

 

O que gostam e os que fingem que gostam

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Quanto mais "crescemos", na idade e na cabeça... e principalmente quando a determinado momento da nossa vida fomos pais... mais percebemos que existem mesmo dois tipos de pessoas. As que gostam de vida de família e as que não ( mesmo que se convençam do contrário). Mesmo as que têm família, atenção. Não falo dos solteirões ou solteironas assumidos, que a esses, o seu estilo de vida não afeta ninguém, é uma escolha vivida com mais ou menos afinco. Falo dos que já estão envolvidos nela até à cabecinha... e que se têm que ver com as tarefas e confusões diárias deste tipo de "pandilha" que são os progenitores.. Existem desde sempre, mas nem todos são iguais. Nem todos foram talhados para o ser.

 

Refiro-me aos pais e mães de família que o são e que, a meio do caminho, percebem (ou não percebem efetivamente, quem percebe são os de fora), que não gostam de o ser. Não que não gostem dos filhos ou da mulher ou marido. Mas tudo o resto, é um triste acordar para o facto de que não foram talhados para esse papel. Muitas vezes agarram-se ao fato de que " agora que os conheço não conseguia viver sem eles"... mas a verdade é que se a vida lhes desse uma segunda oportunidade e voltassem uns aninhos atrás, escolheriam, num piscar de olhos... "nunca os ter conhecido" para facilitar a própria vida. E a própria consciência.

 

Estes adultos a que me refiro, refilam com tudo e não lidam bem com aquilo que quem ama a maternidade/paternidade sabe que faz parte do pacote. Não toleram a desarrumação, embirram com tudo o que seja mais de meia 10 minutos de gritaria, não sabem lidar com birras e acham que as crianças têm que ter " a consciência de.." ( Meu Deus, como raio é que miúdos de 2, 4 ou até mais anos... têm a consciência do que quer que seja...). A estas pessoas, que basicamente entraram aos trambolhões nesta vida a convencer-se que sim, que era por ali, começa depois a acontecer que a sua vida se torna mesmo difícil, pesada, cansativa, dormente, rotineira  e sofredora e entram no processo de não saber lidar com isso, a irritar todos à sua volta. A sua revolta começa a sair pelos poros e a não compreensão do que está a acontecer, fá-los muitas vezes, virar pessoas agressivas e non-gratas até no seio da própria família que dizem Amar tanto mas cujo "peso" (referem muito esta palavra) é demasiado.

 

Para eles, é demasiado... que os miúdos acordem vezes sem conta por pesadelos, xixis ou pura e simplesmente mimo (que é tão bom e tão preciso, mais ano menos ano havemos de querê-lo e eles do seu alto e sobranceiro orgulho adolescente já só o aceitaram as prestações e com a vergonha normal da idade), para eles é demasiado ter os brinquedos no meio da sala, para eles é demasiado ter que os apanhar cedo na escola (quanto mais cedo mais tempo "para os aturar"), para eles é demasiado entender que todas as crianças saudáveis... passam por fases difíceis... e que nos cabe a nós, educadores, ajudar a encontrar o caminho, não obrigá-los a viver de acordo com as nossa regras déspotas.

 

Hoje, a meio de um trabalho de pesquisa, passei os olhos por um blogue em que vi um pai e uma Mãe de 3 filhos pequenos em fotos lindas com um ar vintage e sereno, em tarefas diárias e normais... com o ar mais calmo e apaixonado ( o casal, um pelo outro e pela vida em comum) possível. Pus-me a pensar, se não será também esse género de imagem  que nos leva a querer também essa vida, quase inantigível, começo a achar. Esse "homem perfeito" que não berra, que ajuda sem cobrar, que sabe que depois de cumprir o seu papel de pai de família de forma doce, conseguirá com esses gestos ternos que tanto cativam uma mulher, conseguir os tais poucos mas bons momentos íntimos com a Mãe dos seus filhos, quando conseguem ter um tempinho a dois. Tempo esse que é tão raro, mas que não deve nunca ser atirado à cara, culpar os filhos, o cansaço extremo ou a pouca vontade. Elas são razões válidas, mas que... no cenário ideal... conseguem juntar ainda mais o casal.. nessa espécie de "demanda".

 

Talvez seja um mito, talvez seja uma forma idelista de olhar a família. Mas a verdade, é que, ainda acredito, que mesmo fora desse ambiente idílico, se possa gostar a sério deste cansaço compensador que ter uma família em "início de carreira" pode oferecer. A verdade é que acho que realmente existem por aí, muitos pais e mães que oes são não por vocação mas por obrigação e "porque aconteceu"... E verdade é que eu não sou nada disso. E estou farta de demagogias...

 

Procurei, batalhei ( um destes dias, um dia em que me apeteça expor mais a minha intimidade, explicar-vos-ei que para mim ter filhos não foi a coisa mais natural  e fácil do mundo mas que sempre o quis muito) e agora que os tenho sei que a vida são dois dias. E que a infância deles... é um! Por isso, cada vez mais sei que não quero viver "esse dia" entre medos, gritos, críticas, solidões de casa cheia em que o receio do sujo, do desrrumado, da birra seja uma constante. A verdade é que, mesmo cansada (e tanto muitas vezes), sempre soube que ter um família me cobraria uma fatura: e que eu a poderia pagar  de duas formas :com a revolta ou com a certeza de que a iria fazer suavemente e sentindo justiça nisso. A escolha está nas nossa mãos.

 

A Cada dia que passa mais percebo, olhando para o lado que  existem mesmo dois tipos de pessoas. As que gostam da vida de família e as que não. As que fingem (principalmente para fora... para "parecer bem") e as que, ao inves, acham tudo (mesmo as coisas menos boas) natural e fluído. Mas as famílias existem em ambos os lados. Mas as crianças crescem e educam-se em ambos os lados. A diferença essencial é que enquanto numas famílias aprendem a comunhão, o perdão, a compreensão, o valor da voz e da palavra... noutras aprendem a revolta, a tristeza, o silêncio e crescem sem a certeza de que a sua opinião conta. E conta. Tem que contar sempre.

 

Por mim, que sempre sonhei com "casa cheia"... por mais que me queiram vergar, vou continuar a adorar uma "messy house", os brinquedos pelo chão, os ciúmes e berraria entre irmãos (porque sei que se não nos intrometermos com castigos estúpidos, mais cedo ou mais tarde surgem os mimos e brincadeiras), a loiça suja  que não tive tempo de lavar e o cheirinho a comida acabada de fazer, enquanto leio uma história na cama aos miúdos. Continuarei ao não me "queixar" mas sim a orgulhar-me das noites mal dormidas, do cansaço que é andar com os dois na rua, do sentimento de missão cumprida cada vez que os "vergo" com uma conversa em vez de com um grito...nem que tenha que levar com muitas birras e arrumar muita bagunça até que isso me aconteça.

 

E pronto tenho dito. Ufff....