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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

A par com a "estreia oficial" do guia parental elaborado pelo governo, "Tenho uma criança"

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Ser um cidadão ou cidadã atento/a é tanto criticar, como aplaudir. Sabemos que tantas coisas podiam ser melhores, na nossa sociedade, e no apoio à infância e maternidade e paternidade ainda vai havendo muito a fazer. Por isso, é que pequenos grandes progressos como estes que hoje vos apresento, são motivo de felicidade. Porque nem todos nascem ensinados, porque as "primeiras viagens" são sempre motivo de inseguranças, porque a parte burocrática às vezes nos falha, por falta de informação ou até contra-informação....

 

Tenho uma criança é uma das medidas do programa Simplex+2016 que reúne, num só guia, toda a informação relevante sobre a paternidade e maternidade nos primeiros anos da criança, seja na área da saúde, prestações sociais, direitos laborais ou declarações de rendimentos.

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 A partir de HOJE, os futuros e recém pais e mães já podem aceder a www.portaldocidadao.pt/tenho-uma-crianca e encontrar informação sobre os direitos das grávidas trabalhadoras, licenças parentais, ou podem saber quais os passos que devem dar para registar o nascimento da criança. O portal informa ainda sobre os apoios financeiros disponíveis e os benefícios fiscais, ajuda a encontrar um plano sobre vacinação, bem como esclarece sobre educação pré-escolar, entre outras informações relevantes que até aqui estavam dispersas pelos vários serviços públicos.

 

Tenho uma criança foi uma medida desenvolvida pelas áreas governativas Modernização Administrativa, Finanças, Justiça, Ministro Adjunto; Educação, Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e Saúde. Que nós, aqui no Barriga Mendinha, aplaudimos de pé ;) Parabéns pela iniciativa!

 

Ser mãe do meu primeiro filho ( a minha identidade enquanto mulher e mãe)

"Quem és tu e quem somos nós, Afonso Luz"

 

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Tal como te disse no início ( isto que agora lêem era parte de um livro que nunca foi editado, mas cujos textos vou descobrindo por aqui e me vão fazendo sentido aqui pelo blog ...), sempre fui daquelas mulheres para quem a maternidade sempre fez sentido. Talvez para quem me veja de fora, sempre com uma atitude festiva, por vezes roçando até o boémio e independente, não seja, sem dúvida, a característica que mais depressa se me adequa. Mas outra coisa que vais ter que aprender ao longo da tua vida é que “ nem tudo o que parece é”. Mal tenhas idade para ler e compreender, oferecer te ei “ o Principezinho” de St. Exupérie, a metáfora mais simples e bonita de todos os tempos, um livro escrito para crianças mas que serve de inspiração a adultos como eu. Um livro em que entram bichos e homens, sonhos misturados com realidades etéreas . Entre as grandes pequenas lições que o mini herói nos presenteia uma das frases que sempre seguiram os meus passos, avaliações e olhares diz nos que “ o essencial é invisível aos olhos”. E isso, que te fique bem incutido. Porque, acredita que esse é um exercício bem difícil de executar.

 

Pois bem, filha de pais separados . E juntos. E separados. E juntos. E mais uma vez separados… desde pequena que entendi que a família é o que tu fizeres dela. A minha era pequena mas unida. Menos o meu pai, que embora sempre tenha amado, era mais um amigo “ compincha” que aparecia de vez em quando e me levava a fazer uns programas giros do que um pai propriadamente dito. Esse papel, o de padrão e referência masculina, acabou por pertencer mais ao meu Avó Zé, porque era com ele e com a avó Nor que passava grande parte do meu tempo livre. Enfim , eles, a minha incansável mãe e uma outra personagem que ia entrando ou saindo acabaram por constituir o meu núcleo familiar. Nenhum dos os meus progenitores tinha irmãos… por isso, primos directos, casas cheias de miúdos, confusão daquela da boa, da familiar… foi coisa que não conheci. Vivi uma infância entre adultos e a sua sensibilidade e os problemas. E que problemas… Vivi uma infância em que aprendi a dedicar a mim mesma os meus momentos de silêncio, em que as brincadeiras eram vividas por entre as histórias dos livros, as tintas e os pincéis, as mãos sujas de barro e da massa dos bolos da avó e por vezes da companhia da minha amiga imaginária, a Nanita. Uma menina que povoava a rotina do meu imaginário , ruiva e de totós e que me acompanhava nas viagens a outros países e realidades e me ajudava a colorir um pouco mais a minha pequena mas não desagradável solidão de uma infância protegida e despretensiosa.

 

Talvez este isolamento , apesar de não me ter sido penoso, me tenha deixado o tempo mais que necessário na introspecção imaginativa de uma família numerosa cheia de catraios a animarem os meus dias, na antítese completa da meninice do meu arranque de vida e me fizessem desde cedo acreditar que, ao invés da minha família próxima.. o meu casamento iria ser feliz, os meus filhos iriam ser vários e barulhentos e os animais que sempre gostaria de ter tido seriam o elo de ligação entre adultos e crianças numa verdadeira sociedade familiar em plena comunhão, confusão e união… Sonhos de criança. Porque a realidade volta a repetir se. Ou até a sublinhar os erros que não queria já herdar dos meus antecessores e que, por coincidência ou não… pareceram acentuar se , na minha idade adulta, oferecendo me o peso de uma herança não desejada. Claro, que não me posso esconder só e unicamente atrás dessa premissa… mas a verdade é que há Histórias que se parecem repetir. Nomeadamente padrões menos simpáticos nas relações entres as mulheres da minha família e os homens com quem decidiram partilhar a vida ou momentos dela.

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Quem me conhece hoje, ou mais propriamente, quem conhece a minha imagem exterior e pública, não me imaginaria assim criança, tal como to defini. Quantas e quantas vezes, devido ao meu ar mais espalhafatoso de estar na vida, oiço conhecidos e até amigos de momentos mais tardios esboçar comentários do estilo: “ devias ser um traquinas…”. Pobre traquinas … que mais era uma menina imberbe e sonhadora, uma autêntica princesinha em castelos de cor criadas por mim mesma. Uma criança muito sensível à arte ( gosto adquirido desde cedo com as incursões com a minha mãe a peças de teatro, workshops de artes plásticas, aulinhas de ballet e muitas exposições que me foram aguçando a sensibilidade e a vontade). Era também divertida, não te enganes filho, com esta descrição um pouco melo-trágica da minha passagem pelos verdes anos, não. Histórias muitas tenho de partidas que pregava em casa, férias bem passadas no Algarve ou em Coimbra, ou no Banzão, ou em Colares, ou em S. Pedro do Sul ou em Pedrógrão, ou na Ericeira. Na quinta do Freixo, a terras a sul com os meus avós maternos e a minha Bisavó Alice e aí, sim , 4 ou 5 primos mais velhos mas muito activos e malandrecos. E, paralelamente todos os outros Verões até à adolescência, nas mais diversificadas “viagens na minha terra” pelas mãos dos meus avós paternos, que também me marcaram muito nessas épocas de meninice. A referência dos mais velhos… indiscutivelmente. Talvez por isso também o meu grande respeito pelos seniores da nossa sociedade. Sempre, mesmo em miúda, lidei com eles como se outros miúdos da minha idade se tratassem, taco a taco , mano a mano, mas sempre com muito respeito. Tenho agora a certeza de que a presença de crianças e da sua vivacidade na Inverno da sua existência, dos velhos, lhes oferece anos de vida e os desemperra da sua natural preguiça que a idade lhes vai oferecendo. Filho… os avós e bisavós, os tios mais velhos, os professores, alguns Mestres que se cruzam na nossa vida, são da mais inestimável utilidade à nossa alma, aprendizagem e mais tarde.. memória. Depois deles partirem e normalmente, depois de nos ter já passado a mania da juventude de que tudo sabemos ou podemos, aí é altura de reviver alguns ensinamentos desses Seres mais sabidos a que, muitas vezes não ligávamos.546734_320713224665048_1141467837_n.jpg

 

Vou me perdendo em tanto que te quero contar não é? E ainda há tanto, tanto para te oferecer, que desejo que conheças e percebas. Seria meu impossível desejo, aqui te descrever os sonhos, vivências, desgostos e vitórias de todos os nossos antepassados, tão importante foram todas essas vidas mesmo as mais simples. Sabes, nós somos assim, por causa deles. Por causa dos princípios que nos foram sendo passados ao longo das gerações, por causa das suas lutas, devido às suas condições sociais. Aqui temos toda a arvore genealógica e ambas as famílias. A minha e a do teu pai. E tu vais ser um ramo de ambas. Um ramo forte e cheio de nova vida, repleta de pequenas folhas verdes, fortes e frescas que mais tarde darão também origem a outras ramagens e ramificações. Mas só isso, a História dos Nossos me duraria mais uns quantos livros. Tentarei , no entanto, passar te o que de mais importante me passaram também a mim. O que ouvi também da vida do teu pai e o que me parece ser importante para que tu próprio, um dia tires, destas pequenas grandes Histórias de vida lições e paralelos com a vida que hás de viver. É que, acredita, não são raras as vezes, que a força nos vem deles, os nosso anteriores, os seus fantasmas, erros e triunfos. O Ser humano gosta de comparações. E as familiares são fortes como poucas.

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Voltemos ao facto de que sempre me desejei Mãe. Sempre me vi nesse papel e bem novinha me imaginava a sê lo. Tal como a minha mãe, a tua avó Clara, o foi. Lá para os 20 e pouco. Seria para mim um desejo ter uma pequena diferença de idades da minha cria. Talvez por isso tenha casado aos 22. Talvez por isso, tenha até a essa idade alimentado a tal idílica ideia da família tradicional. Talvez por isso tenha sido precoce na minha necessidade de ser uma “ senhorinha”, cheia de negócios e ideias que me iriam concretizar, realizar e sustentar. A mim , aos meus bebés e companheiro de jornada e trazer a virtude da Alegria que normalmente só aos loucos ou aos muito jovens é permitida. Pois, era mais uma louca. Porque afinal essa vontade não foi assim tão fácil de concretizar e a “vida real”, as suas dificuldades, desilusões e o horror de ter que começar a tomar opções muito concretas nos passos da vida, depressa se apresentaram no meu panorama. Divórcio um ano e pouco depois, nada de bebés, cães, casas na praia e felicidade idealizada, e de repente só um vazio… o vazio de afinal não saber bem o que queria efectivamente fazer, ser ou alcançar. E aí lá se foram as certezas. E aí começou o caminho de 10 anos que agora te vou tentar descrever e que tem o seu término, agora aos 33 anos e finalmente contigo, o grande Amor da minha vida no meu ventre. Tardou, mas vieste. E seja porque circunstâncias tenha acabado ( ou começado..) por ser assim, é porque assim teria que ser. E talvez porque Tu, o exacto Ser que aí vem (estávamos em 2010 e ainda nem eu sabia o filho "de Luz" que aí vinha...;))… só agora estaria preparado para surgir. E porque provavelmente também só agora eu esteja preparada para te receber. E assim então, o será.  14079645_1044650995604597_5821636704289138546_n.jp

( se gostarem.. vou continuando a editar o resto que para aqui anda, escondido em pastas, no meu computador... ainda há tanto a desvendar ;)...)

O porquê de achar que os meus dois filhos "têm" que andar na mesma escola...

Quantas vezes digo , principalmente aos mais próximos, que não se ofendam se lhes escrever um mail ( ou uma carta em tempos idos), em vez de lhes ligar a falar cheia de intenções mas a ser interrompida com perguntas que me acabam por desfocar o cerne da questão, confundindo o pensamento. É-me mais facil expor a mim, e aos outros "ouvir" o que escrevo. Principalmente se o tema for sério. E este, é.

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Este texto, talvez as tenha (a essas pessoas do meu núcleo e que muitas vezes me levam pouco a sério, talvez pela proximidade que me têm...) como leitores finais (as voltas que uma pessoa tem de dar para ser levada a sério lol), mas também anseia na vontade de que ajude outras mães, outras famílias que passem pelo mesmo (aparentemente fácil de resolver ) dilema que concerne como desejamos  efetivamente que o nossos filhos sejam educados e principalmente sob que princípios. A  pedagogia das escolas pode mesmo moldar as personalidades dos pimpolhos,  mais do que as próprias famílias ( não nos esqueçamos que eles passam no mínimo 8 horas, no recinto escolar).

  

Ora bem, escolhi uma escola que considero "especial" para o meu filho, um bocadinho e maravilhosamente "out of the box". Fi-lo, agora na sua entrada, há uns meses na primária e não podia estar mais feliz com a dita resolução. Respeito todas as escolhas, ou quase todas, porque as que de que "dá mais jeito" não pegam, pelo menos para mim. Porque ser mãe de alma e coração é isso mesmo, desviar rotinas, acordar mais cedo, fazer mais quilómetros e escolhas conscientes de onde se vai gastar menos dinheiro ( a minha vénia de coração apertado para quem, mesmo querendo não tem mais por onde esticar os ordenados e isso sim, é tão triste...) para gastar mais na mensalidade da escola dos miúdos ou no gasóleo que se gasta até lá. 

 

Conheço todo o tipo de mães e de famílias, desde as desplicentes em que o que interessa é a comodidade pura e dura ( a escola é a dois passos de casa e tem ATL até as 19h? Bora! É isso mesmo!..), aquelas que acreditam que o ensino público é o que melhor prepara para a "vida real" (eu andei em públicos e considero ter sido efetivamente bem formada, mas é "à sorte"... tanto pode correr muito bem, como muito mal), passando pelas "elitistas" dos colégios de renome ( para mim cheios de regras , castigos e quadros de honra que considero desnecessários) em que "quanto mais caro melhor" e ainda.... as mais "alternativas" para quem o ensino mais "livre" é o melhor para o crescimento da criança ( mas que, na minha opinião de "tao perfeitos" acabam por formar crianças desadaptadas da sociedade em que vivemos).

 

Para mim, nenhuma das situações anteriores era a que procurava, confesso. Sublinho que respeito quem tome determinada opção por acreditar que está a fazer o melhor pelos seus filhos, no entanto, olhando para a personalidade do meu filho em particular, para as suas questões colocadas ao mundo, para a sua forma de estar: criativa, artística e pouco comum para um menino da sua idade, pensei  e repensei no tipo de pessoa que quero que ele se vá tornando. Percebi que as pessoas ( professores e outros alunos) que o irão rodear, especialmente nestes 4 anos de escolaridade básica, irão ter uma influência extrema no adulto, nas ideias, nos comportamentos e na forma como se vai posicionar, olhar e principalmente intervir no mundo e a partir daí... a minha direção  e vontade começaram a moldar-se e eu a procurar o que me parecia coerente com esta minha/nossa procura de estar e aprender.

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Escolhi (a algum custo pessoal e financeiro - qualidade de vida- que muitos conhecem) aquela que achei ser "A" escola. Uma escola privada mas com uma filosofia tão interessante e afastada da maiorida daquelas que eu acho serem mais "fogo de vista" e "fama" do que outra coisa. A pedagogia que escolhi para ele ( e.. ja lá vamos, também desejo para ela, por razões diferentes,mas no fundo tão iguais...)  tem por base o Movimento da Escola Moderna , adaptando-a, no entanto, à essência e o respeito pela individualidade de cada criança e a sua ação interventora no mundo que a rodeia ...

 

Por exemplo, nesta metedologia: os meninos devem adquirir conhecimentos através da experiência vivida (eles próprios fazem os seus livros de estudo e aprendizagem) e não através de manuais escolares iguais para todos, como acontece na maioria das escolas e colégios, devem experimentar para saber, mais tarde que caminho  seguir, sem nada lhes ser formatado... (atenção, que existem regras, sim senhor... mas não, não existem castigos, algo que é uma luta constante da minha parte como mãe, da qual tantas vezes saio frustrada, por saber que a maioria acha que "assim é que se educa", e me criticam por ser " da conversa" e não " da mão firme").

 

A educação vai resultar da interacção indivíduo-ambiente e é aí que a escola é tão importante. Entendem?



Sabemos que numa sociedade em mudança como aquela em que vivemos, a simples transmissão de conhecimentos é  já insuficiente.A criança precisa de desenvolver plenamente a sua capacidade de iniciativa, de criação, de pesquisa, de solidariedade. Só assim ele poderá ser capaz de se adaptar, de intervir e também de transformar. E é esta ação educativa, que a ser bem conseguida, dará, mais tarde, ao adulto a possibilidade de se auto-realizar e simultaneamente de formar uma consciência social atuante. Sim.. atura.. naõ ser mero espetador e crítico...  que disso já há demais...

 

E sim... 4 meses passados... sinto que acertei na mouche! O Afonso ama ir para a escola, os seus colegas têm interesses um pouco mais abrangentes do que " os desenhos animados, as marcas, as tecnologias", existe uma cumplicidade muito gira entre encarregados de educação, a escola tem relativamente poucos miúdos e é super familiar, os pais não são de todo endinheirados ( vêem-se tantos a levar os miúdos em carros de 1990 lol... o que me faz sublinhar, mais uma vez que as prioridades são diferentes nas famílias que preferem investir na educação ou investir na aparência..) e... toda a "diferente pedagogia" que é veiculada com a minha alma de mãe na perfeição. Quem me dera a mim, pequena Ritinha solitária (fui filha única até aos 15 anos) e criativa ter andado numa escola assim. Existem ateliers de expressão dramática, plástica, ginastica desportiva, dança, piano, yoga, modelagem, culinária, leitura... um mundo a ser explorado, que a mim, quem me dera, ter tido assim acesso em tão tenra idade.

 

Vamos agora ao essencial deste texto (ou não, porque para mim, explicar que o que acredito e desejo para a preparação emocinal e intelectual dos mues filhos é tão importante que se me cola às principais decisões de vida, é essencial também.): A Matilde, que está ainda na pré-primária mas que eu quero tanto, já para o ano inscrever no mesmo espaço com o irmão e que parece estar a ser dificil de aceitar por quem me rodeia. Oiço opinições como : " mas vais para tão longe", "ela não está bem aqui?", "vais pagar mais do dobro, faz sentido?", " e ainda fazer as refeições e a marmita?", "ela não podia ir para um público!?" "... "e para o colégio católico onde já andou grande parte da família!?..."

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Ora bem, mesmo podendo e tendo argumento pronto para cada uma das questões acima colocadas ... a preocupação central é antes esta: Os meus filhos e a sua vivência em família e como irmão é demasiado importante, para que crescam por caminhos separados, por direções opostas, por pedagogias distintas, com princípios e valores que não são os mesmos. Se um estiver numa escola que se centra na comunicação e individualidade e outra numa que se pauta pela competitividade e que acredita que "fazermo-nos ao mundo" é ser duro e concorrêncial... se de um lado não existirem castigos mas sim responsabilização dos atos e do outro, existirem duros  corretivos e reepreensões... que irmãos estou a criar? Que pessoas tão diferentes serão eles? Mais ainda.. que mãe seria eu, ao permitir que um filho crescesse "assim" e outro crescesse "assado"? Será assim tão dificil de entender?...

 

Sim, as crianças são diferentes e uns " precisam de uma coisa e outros de outra", mas aqui entre nós, sejas criativo ou assertivo, tenhas aptidão para as artes ou para os negócios, sejas um miúdo tranquilo ou um miúdo mal comportado... não será que numa forma de educar onde a tal individualidade a sua aceitação é o essencial, o mais importante, ao invés de existirem regras iguais para todos seja brutal para minimizar diferenças? Já em casa fujo disso e tantas vezes mal interpretada... quanto mais na escola. Se um se porta mal, não têm ambos que ser repreendidos, não senhora...tal como quando um faz algo merecedor de elogio, não se vai elogiar os dois "só porque sim"... 

 

A verdade é que quando se cresce para lados diferentes é, depois, muito difícil recuperar a empatia e sintonia. E é isto que eu quero estimular., "oferecer-lhes". E é por isso que, sim, quero a Matilde Estrela a acompanhar o Afonso Luz na pedagodia em que acredito, pois  ao perceber o quanto a pode ajudar a gerir as suas frustações e raivas (as famosas birras da menina) sei que só a estou, também eu a ajudar. Quero amá-los de forma igual, quero "esforçar-me" por ambos de forma igual, quero sentir que as suas rotinas de aprendizagem são linguagem que ambs reconhecem e mais.... quero que eles ( também pela ajuda dos valores e forma de estar que escolhi para ambos, na escola onde estarão os anos mais importantes da sua vida) crescam a ser os Seres Humanos que sonhei e saber, que do meu lado, tudo fiz para que isso acontecesse ( depois... fica do lado deles... mas a Mãe deu o seu melhor, não deixando no "deixa andar", ou " dá mais jeito" a mão do futuro de ambos os manos, que mesmo ao serem tão diferentes podem e devem ter os mesmos valores).

 

Termino este texto, dizendo que esta é a explicação de um coração ( e também de uma cabeça) de Mãe plena e que respira os seus filhos. Que  esta não é necessáriamente "A" verdade e que cada decisão familiar terá a sua razão e história, mas que esta  é a "Minha" verdade. E que, ao menos agora, me consigam entender não achando que  ter a Matita no mesmo colégio do Afonso é um capricho,  só "porque sim", mas é, para os meus filhos, essencial para um futuro em comum e para que se desenvolvam e amadureçam como seres humanos, olhando para a mesma direção e não em direções opostas.

 

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E pronto, minha gente, cansada de não me ouvirem e entenderem, será que ao lerem, já o conseguem fazer?... Acredito que depois da melhor prenda que ofereci um ao outro, que foi... a presença de um irmão para a vida ( ser filho único na infância... sucks;))... esta é a segunda melhor prenda que lhes posso oferecer, enquanto família: a mesma "escola" ( fisica, pedagógica e simbólicamente falando), o mesmo direito à existência, o mesmo crescer ...

Um país em que personalizar se torna perigoso...

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Hoje dei de caras com um texto muito bem escrito sobre a forma como uma mãe (no geral, não lhe conhecemos o nome nem a identidade) lida com as birras da sua filha em público. Mais um do género.

 

Noutro dia, deleite-me com outro em que uma mãe afirma ser "perfeita na sua imperfeição" , uma descrição irónica mas muito realista, sobre os pensamentos e atos que são pouco politicamente corretos, mas que nos passam na cabeça a todas...

 

Mais outro em que alguém conta o que faz "nas costas dos filhos" para seu próprio deleite, até porque uma mãe não deve deixar de ter os seus segredos e os seus pequenos momentos egoístas.

 

Textos sexistas mas divertidos, mães que só querem meninos e as suas diabruras masculinas, outros de mães que só gostam de folhinhos e frufrús. Podemos até não concordar, mas fazem-nos pensar e tentar entrar na vida e experiências de outra mãe. Porque nem todas somos iguais, efetivamente, mas acredito que ao partilhar estas maneiras de estar e de ver a vida familiar, todas as formas acabam por ser válidas e nos fazer pensar... E se?...

 

Textos de mães que se acham o "top" por terem em casa uma equipa de futebol e consideram as de filhos únicos quase que uma farsa no mundo da maternidade, outros textos opostos, em que o filho único ocupa um lugar central na vida de uma mulher que só assim consegue ser feliz e não se imagina a "desfocar" a atenção para outras crianças...

 

Ah.. muita coisa sobre o sono (ou falta dele), o cansaço,  a alimentação, a  educação, o mercado de trabalho VS a vida familiar... principalmente sobre como estes ítens, que no fundo são aqueles que mais nos tocam, às mães dos tempos modernos. Temas que passam muito por histórias e formas de contornar a realidade que que ... há mesmo momentos em que as nossas amadas crianças dão mesmo connosco em doidas! Muita coisa que, basicamente... eu (ou outra blogger que se identifique), por mais vontade que tenha, não podia escrever nunca!!! Ou então teria a cabeça a prémio.

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É triste, porque sim, neste nosso país que tanto amo, mas que de tanto preconceito vive, é assim, enquanto que noutros ( Inglaterra, Estados Unidos, Brasil e até aqui tão perto, em Espanha, por exemplo), existem-nas aos magotes.

 

Mommy bloggers com milhares de  felizes seguidores ( apelido-as de felizes porque não comentam só para criticar, mas muitas vezes para dar ânimo à pessoa que escreve) e.... seguidores que comentam, que aplaudem, que entendem a ironia  e que riem com a "desgraça alheia" de quem sabe rir dos seus próprios stresses familiares (ninguém por dizer que está exausta e precisa de tempo para si, que o seu filho não come nada de jeito, que os coloca de castigo por estar de cabeça em água com as suas má criações ou que não aguenta as birras de outro e por isso, lhe apetece "pendurá-lo" no estendal!... lol... o vai pendura mesmo, get it???)...

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 A verdade é que há temas de que me apetece tanto falar. Contar histórias mais privadas da minha vida de mãe, um pouco ao espelho dos tais textos que correm aí pela net tão divertidos, incisivos, que colocam o dedo na ferida... e que arrecadam milhares de likes e  comments ao nível do" Pois!! É que é mesmo assim que é lá em casa", "Eu não diria melhor", "Ser mãe não é ser perfeita", "Podia ter sido eu a escrever"... mas não fui.

 

Acabo sempre por desistir porque Eu Existo. Tenho nome, uma imagem pública (há quem acerte e quem não faça puto de ideia de que sou efetivamente) e... somos portugueses. Um povo que gosta de encontrar gaffes, encontrar "no que pegar"...Basicamente é isto.

 

Dou-vos um ou outro exemplo, coisas que me fazem  travar a ironia e forma aberta de escrever sobre temas mais delicados, para que percebam porque me controlo:

 

Imaginem, por exemplo que há uns tempos  cheguei a receber mails e mensagens que roçavam o malcriado, desejando-me mal e aos meus porque eu chamei "diabrete" à minha filha. Chegaram a dizer me que estava a chamar o diabo à minha vida. Ah... quando falei das birras que a Matita faz, dedos foram apontados dizendo que " a minha educação que dou é que não devia ser a correta". No que toca à alimentação, se mostro algum mimo menos saudável ( que não seja integral, fruta ou legumes e tal e tal...Hello!!! Sou preocupada mas não obcecada!!!), recebo mensagens e comentários acusando-me de que dou "veneno" à minha prol ou que devia ter mais atenção ao que lhes ofereço às refeições!...

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Enfim... e era isto. Tenho pena realmente. Porque quando leio estes textos tão giros, realistas, percebo que a maioria deles, apesar de veiculados por sites e blogues portugueses, são textos traduzidos, ou em última análise adaptados ao português.

 

Por outro lado, observo que as outras mommy opinion leadears aqui da nossa vida digital portuguesinha... quando o tentam fazer, acabam por ser aniquiladas pelas "verdadeiras mães de famíla perfeitas" que existem aí pela net aos montes. Aí. E só aí. E que se acham no direito de se achar melhores ou maiores ou de criticar o que não é para ser citicado, mas sim partilhado.

 

Por isso... é que sinto que mais vale ler e rir com os textos extrangeiros ou não assinados do que me "colocar a jeito" dessas inquizidoras da treta, que só decidem tirar uns minutos para dedilhar o teclado do computador... para dizer mal, porque Eu (ou outra que se identifique e seja real)  assinei a ironia, a asneirada, a piadola, a história embaraçosa, a insegurança, a dúvida ou o sentimento mais íntimo...não é isso minha gente? Que tristeza...

 

É que há tanta coisa "politicamente incorreta" super gira de ser partilhada, não há, digam lá?

 

Toda a famíla tem momentos de família louca, toda a mãe dedicada tem momentos de insegurança, toda a mulher com M grandes tem momentos em que se sente de novo menina e incapaz de seguir em frente. Mas depois... acaba tudo por correr bem de novo. É essa a magia...

 

Há tanto texto e tema irreverente de que se pode falar de forma real e didática,  mas ao mesmo tempo, puxar um sorriso ou até uma gargalhada... Porque de momentos maus, tambem podemos sacar divertimento. Só assim faz sentido...Bem... tanto texto, tanto texto.... Desde que não seja assinado... pelo menos por mim... que não quero ser saco de pancada.

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Dia Nacional da Natalidade. E se não fosse por ela... este blog não existia!

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Hoje é um dia importante. Principalmente para quem como nós aqui neste cantinho, celebramos a vida, a maternidade, o amor especial que se tem a estes pequenos (que um dia se tornarão grandes mas especiais) seres a quem demos à luz.

 

Para umas (e uns, que os pais também devem, sem dúvida ser envolvidos), é importante porque sabemos que ser Mãe é um projeto de vida quase maior que nós mesmas.

 

Para outras/os porque os problemas de fertilidade têm adiado os seus sonhos e tornado os seus dias de sofrimento e cheios de ansiedade (quem dera que ninguém tivesse que passar po isso).

 

Para outros ainda, porque se olharmos para a Natalidade como um número e algo menos pessoal do falei na a alíneas anteriores... é o barómetro de como irá evoluir a nossa sociedade.

 

Hoje celebra-se o Dia da Natalidade. Um dia criado pela Assembleia da Republica após petição do Barrigas de Amor em 2009. E como embaixadora e amiga deste projeto, não poderia deixar passar em branco.

 

Desde 2011 que este dia é assinalado e está publicado no Diário da Republica e o que se pretendemos com este dia  é efetuvamente que as mães, os casais grávidos e as famílias em geral sejam reconhecidos como fundamentais para o equilíbrio demográfico de Portugal, um dos países mais envelhecidos da Europa.

 

A simbologia da data contribui, seguramente , para que não nos esqueçamos do défice de natalidade e possamos renovar a discussão e analise dos múltiplos factores que o determinam e as suas consequências na sociedade.

 

Feliz Dia da Natalidade e .... parabéns a nós que fazemos parte dele ;)

 

Uma mãe que viaja sozinha...

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Está quase quase. Faltam 3 dias para a minha viagem.

 

A minha irmã Mariana está em Praga a estudar e eu... vou ter com ela. Já há uns tempos que ando no "vai-não vai" mas ela volta daqui a dois meses e não queria mesmo perder a oportunidade de conhecer a cidade e mais ainda... de usufruir de uns dias "à antiga"... Sim, "à antiga"... uma semana onde a simplicidade, as relações humanas, as experiências, os locais vão ser o principal, uma semana em que abdicarei do conforto dos Hotéis "xptos" e dos restaurantes da moda, uma semana a dormir na residência universitária onde ela está e onde as companheiras terão 24 (a mana) e 29 anos (a nossa amiga que foi há dois dias também, antes de mim)... e eu vou, por tudo isto agarrar nos meus 38...e metê-los na sacola... ahahha... para ver se consigo entrar a 100% na onda delas.

 

Hoje apeteceu-me contar o que me vai na alma e tentar sublinhar o que uma viagem (e o seu significado em certas alturas da vida) podem fazer por uma pessoa. Isto, porque o que parece básico e simples para uns (os que não tem ligações familiares fortes como as que tenho e vivem a vida com aquela sensaçãozinha de existência nómada, que por um período de tempo pode ser tão boa...) ou para outros... completamente impossível (algumas mães de filhos pequenos já me olharam de soslaio e disseram coisas como" meu Deus!! Como consegues ficar longe dos teus filhos tantos dias!?"....). E eu, como (quase sempre) posiciono-me no meio. Meio termo.

 

Sou Mãe mas ainda Mulher, mais ainda Pessoa ( e quantas vezes, nós mães de pequenos pirralhos, nos esquecemos disso). E não viajo para fora do país... acho que... hummm.... há 4 anos será isso? Bem, não nos esqueçamos que me ausento muitos fins de semana para eventos e "gigs" aí pelo país fora e por isso sair em lazer é quase coisa proibida, já que acabo por "gastar os cartuxos" para ir ganhar tostãozinho e palmilhar kilómetros por este Portugal dos pequeninos.. enfim... mas viajar para conhecer um novo país... não o faço desde que fui a Cabo Verde (e aqui entre nós, com memórias não muito felizes.. grrr...).

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Vou. E vou com mais vontade ainda, do que antes de ter filhos e a vida mais "condicionada". Se é que me entendem... porque a verdade é que damos sempre mais valor quando não temos. E agora, ao invés da minha vida há uma década atrás, vivo bastante limitada às rotinas familiares e profissionais e apesar da vida que transmito para fora, poder parecer um pouco mais "sui generis" do que a das mães com profissões mais normais, devido às minhas atividades de Dj e Rp, a verdade é que a disponibilidade não é a mesma, nunca mais foi, não é assim tão diferente das outras mães. Nem pelas efetivas obrigações, nem pelo que o coração me diz, e que é: "Não te consegues afastar para muito longe... nem durante muito tempo"... E assim, a ordem tem sido cumprida...

 

Mas a verdade é que há momentos em que nos faz bem voltar à nossa essência, à "Pessoa" que somos (e às vezes sentimos que "fomos"), deixar de ser  "A Mãe de".. . e ganhar de novo identidade, nome, carateristicas, enfrentar os nossos medos, abraçar os nossos sonhos... nem que seja por uma semana, numa outra cidade, a forçar a nossa energia para aproveitar todos os minutos e momentos ( sim... porque tenho a sensação que vou estar sempre cansada a tentar acompanhar o ritmo das "miúdas"... ou não, vamos ver....) e principalmente a permitir-nos descobrir. Redescobrir quem somos e o que gostamos de verdade (para além da nossa Família). E assim vai ser. Lembro-me de ver algures uma frase de alguém que dizia: "Eu não preciso de um psicólogo, só de uma boa viagem!". E assim, desta feita, lá vou eu fazer terapia.

 

Se não vou morrer de preocupação e saudades? A primeira felizmente não. Dentro dos "senãos" da minha vida, uma das grandes sortes que tenho é confirar de olhos fechados em ambos os pais dos meus filhos. O Afonso vai ficar com o Pai Roger (que está todo entusiasmado em ficar com ele uma semana e tal) e a Matita manter-se-á em casa com o Pai Hugo nas suas rotinas normais ( mas... sem mim! aiiiii!!!). Sei que são atentos e os meus filhos estão muito habituados a estar com eles. Ah... e na 4a e na 6a feira, manterão a rotina da natação juntos... o que também me apazigua por saber que se vão ver e matar saudades um do outro.

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E as minhas saudades? Ui.. isso claro que sim, a cada coisa gira que vir, situação engraçada que viver,  cada noite que me deitar na almofada... sim.. vou tê-los sempre na cabeça e no coração.. mas sabem que mais? Mães felizes e resolvidas, fazem filhos felizes.. e eu acho que vou acrescentar um bocadinho mais de felicidade à minha pessoa com esta viagem e companhias que adoro.

 

Praga, Cracóvia, Budapeste, Berlim... vamos correr as "capelinhas" e voltarei com muito que contar, garanto... e com muitas prendinhas para os meus Mendinhos todos. Muitos beijinhos. Muitas saudades e mimos. Muitas aventuras e... a certeza de que ser uma boa mãe é... dar o exemplo que consideramos certo aos nossos filhos. Sermos nós mesmos, baseados no que conhecemos do mundo e das diferentes culturas que o povoam, é, entre outros principios, o que acredito ser correto passar-lhes como testemunho. E esta semana e meia (a minha primeira viagem sozinha desde que eles nasceram) vai fazer parte dessa minha história e caminho. Algo que acredito, que eles se orgulharão um dia, quando forem mais crescidos.

 

Não viajo para fugir da vida. Viajo para a vida não fugir de mim....

 

O que gostam e os que fingem que gostam

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Quanto mais "crescemos", na idade e na cabeça... e principalmente quando a determinado momento da nossa vida fomos pais... mais percebemos que existem mesmo dois tipos de pessoas. As que gostam de vida de família e as que não ( mesmo que se convençam do contrário). Mesmo as que têm família, atenção. Não falo dos solteirões ou solteironas assumidos, que a esses, o seu estilo de vida não afeta ninguém, é uma escolha vivida com mais ou menos afinco. Falo dos que já estão envolvidos nela até à cabecinha... e que se têm que ver com as tarefas e confusões diárias deste tipo de "pandilha" que são os progenitores.. Existem desde sempre, mas nem todos são iguais. Nem todos foram talhados para o ser.

 

Refiro-me aos pais e mães de família que o são e que, a meio do caminho, percebem (ou não percebem efetivamente, quem percebe são os de fora), que não gostam de o ser. Não que não gostem dos filhos ou da mulher ou marido. Mas tudo o resto, é um triste acordar para o facto de que não foram talhados para esse papel. Muitas vezes agarram-se ao fato de que " agora que os conheço não conseguia viver sem eles"... mas a verdade é que se a vida lhes desse uma segunda oportunidade e voltassem uns aninhos atrás, escolheriam, num piscar de olhos... "nunca os ter conhecido" para facilitar a própria vida. E a própria consciência.

 

Estes adultos a que me refiro, refilam com tudo e não lidam bem com aquilo que quem ama a maternidade/paternidade sabe que faz parte do pacote. Não toleram a desarrumação, embirram com tudo o que seja mais de meia 10 minutos de gritaria, não sabem lidar com birras e acham que as crianças têm que ter " a consciência de.." ( Meu Deus, como raio é que miúdos de 2, 4 ou até mais anos... têm a consciência do que quer que seja...). A estas pessoas, que basicamente entraram aos trambolhões nesta vida a convencer-se que sim, que era por ali, começa depois a acontecer que a sua vida se torna mesmo difícil, pesada, cansativa, dormente, rotineira  e sofredora e entram no processo de não saber lidar com isso, a irritar todos à sua volta. A sua revolta começa a sair pelos poros e a não compreensão do que está a acontecer, fá-los muitas vezes, virar pessoas agressivas e non-gratas até no seio da própria família que dizem Amar tanto mas cujo "peso" (referem muito esta palavra) é demasiado.

 

Para eles, é demasiado... que os miúdos acordem vezes sem conta por pesadelos, xixis ou pura e simplesmente mimo (que é tão bom e tão preciso, mais ano menos ano havemos de querê-lo e eles do seu alto e sobranceiro orgulho adolescente já só o aceitaram as prestações e com a vergonha normal da idade), para eles é demasiado ter os brinquedos no meio da sala, para eles é demasiado ter que os apanhar cedo na escola (quanto mais cedo mais tempo "para os aturar"), para eles é demasiado entender que todas as crianças saudáveis... passam por fases difíceis... e que nos cabe a nós, educadores, ajudar a encontrar o caminho, não obrigá-los a viver de acordo com as nossa regras déspotas.

 

Hoje, a meio de um trabalho de pesquisa, passei os olhos por um blogue em que vi um pai e uma Mãe de 3 filhos pequenos em fotos lindas com um ar vintage e sereno, em tarefas diárias e normais... com o ar mais calmo e apaixonado ( o casal, um pelo outro e pela vida em comum) possível. Pus-me a pensar, se não será também esse género de imagem  que nos leva a querer também essa vida, quase inantigível, começo a achar. Esse "homem perfeito" que não berra, que ajuda sem cobrar, que sabe que depois de cumprir o seu papel de pai de família de forma doce, conseguirá com esses gestos ternos que tanto cativam uma mulher, conseguir os tais poucos mas bons momentos íntimos com a Mãe dos seus filhos, quando conseguem ter um tempinho a dois. Tempo esse que é tão raro, mas que não deve nunca ser atirado à cara, culpar os filhos, o cansaço extremo ou a pouca vontade. Elas são razões válidas, mas que... no cenário ideal... conseguem juntar ainda mais o casal.. nessa espécie de "demanda".

 

Talvez seja um mito, talvez seja uma forma idelista de olhar a família. Mas a verdade, é que, ainda acredito, que mesmo fora desse ambiente idílico, se possa gostar a sério deste cansaço compensador que ter uma família em "início de carreira" pode oferecer. A verdade é que acho que realmente existem por aí, muitos pais e mães que oes são não por vocação mas por obrigação e "porque aconteceu"... E verdade é que eu não sou nada disso. E estou farta de demagogias...

 

Procurei, batalhei ( um destes dias, um dia em que me apeteça expor mais a minha intimidade, explicar-vos-ei que para mim ter filhos não foi a coisa mais natural  e fácil do mundo mas que sempre o quis muito) e agora que os tenho sei que a vida são dois dias. E que a infância deles... é um! Por isso, cada vez mais sei que não quero viver "esse dia" entre medos, gritos, críticas, solidões de casa cheia em que o receio do sujo, do desrrumado, da birra seja uma constante. A verdade é que, mesmo cansada (e tanto muitas vezes), sempre soube que ter um família me cobraria uma fatura: e que eu a poderia pagar  de duas formas :com a revolta ou com a certeza de que a iria fazer suavemente e sentindo justiça nisso. A escolha está nas nossa mãos.

 

A Cada dia que passa mais percebo, olhando para o lado que  existem mesmo dois tipos de pessoas. As que gostam da vida de família e as que não. As que fingem (principalmente para fora... para "parecer bem") e as que, ao inves, acham tudo (mesmo as coisas menos boas) natural e fluído. Mas as famílias existem em ambos os lados. Mas as crianças crescem e educam-se em ambos os lados. A diferença essencial é que enquanto numas famílias aprendem a comunhão, o perdão, a compreensão, o valor da voz e da palavra... noutras aprendem a revolta, a tristeza, o silêncio e crescem sem a certeza de que a sua opinião conta. E conta. Tem que contar sempre.

 

Por mim, que sempre sonhei com "casa cheia"... por mais que me queiram vergar, vou continuar a adorar uma "messy house", os brinquedos pelo chão, os ciúmes e berraria entre irmãos (porque sei que se não nos intrometermos com castigos estúpidos, mais cedo ou mais tarde surgem os mimos e brincadeiras), a loiça suja  que não tive tempo de lavar e o cheirinho a comida acabada de fazer, enquanto leio uma história na cama aos miúdos. Continuarei ao não me "queixar" mas sim a orgulhar-me das noites mal dormidas, do cansaço que é andar com os dois na rua, do sentimento de missão cumprida cada vez que os "vergo" com uma conversa em vez de com um grito...nem que tenha que levar com muitas birras e arrumar muita bagunça até que isso me aconteça.

 

E pronto tenho dito. Ufff....

 

 

 

 

 

 

Grávidas e recém Mamãs de Lisboa. Este curso é para vocês ;)

 

 

 

Não que eu não tivesse sido bem acompanhada, tanto na primeira como na segunda viagem... mas a verdade é que este curso de que vos falo hoje, acompanhei-o desde a génese até agora, que está a aparecer a público. E sei, por isso, do que falo.

 

Conheço a Sofia Homem, a mentora deste "Healthy Mommy" há quase 8 anos, ainda nenhuma de nós pensava que iria virar a a ser a Mãe dedicada e apaixonadas que ambas somos hoje.

 

Curioso como esta verdade é tão incomensurável, que basta ver que ambas, acabámos por ir direcionando a nossa vida profissional para... os temas da Maternidade. Eu, cada vez mais ligada à menina dos meus olhos, o nosso "Barriga Mendinha", ela, uma PT com muitos anos de experiência na área, especializada em exercício físico e saúde... que decidiu ligar a sua profissão já de si totalmente associada ao bem estar geral... a ajudar as grávidas e as recém Mamãs que procurem melhorar a sua qualidade de vida.

 

E como é que o fez, perguntam vocês? E o que de especial tem este "Healthy Mommy", para além da permissa de que tenho confiança total nesta minha amiga e lhe conheço o profissionalismo e dedicação? Sim... a mulher anda uma máquina... só vê "Healthy Mummy" à frente e segundo ela é mesmo o projeto da sua vida ( lindo!! Já viram como a maternidade muda mesmo alguns rumos pessoais?..)

 

 

 

 

Ora bem, a verdade é que o curso, acabou por ser trabalhado tendo como base, um corpo docente muito, mas muito competente (vejam os pormenores no FB do projeto e  espreitem o flyer aqui em cima). 

 

Além disso é um projecto inovador, multidisciplinar que pretende conjugar valências de um cuidado global à maternidade apoiando e orientando.

 

Sim, são estes os verbos que estão sempre na boca da Sofia quando fala do seu "bebé". Apoiar. Orientar. Segundo a mesma e porque passou também ela por uma gravidez há coisa de um ano e pouco, a população alvo deste projeto está ainda desapoiada em alguns ambitos , encontra informações confusas, sente-se ainda muito sozinha nas suas dúvidas e questões e é  no sentido de que consigam tirar mais partido desta “viagem” sem data de volta, que este curso existe..

 

Cuidar de uma forma clara, válida e objetiva do casal e principalmente do bebé.

 

Basicamente MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA DA FAMILIA! Parece-vos bem??

 

Bem, isto tudo sem falar no facto de que o projeto está associado a uma série de marcas e foi criado, em parceria com elas uma cartão de descontões e benefícios... São sempre bem vindos não acham?

 

 

 Ah.... já agora, e como acho que já perceberam que tenho um tão grande brio no projeto.. também me sinto orgulhosa em participar-vos que sim, aqui vão ser dados os tais workshops de que vos falei. Os de imagem para grávidas... Gostam da ideia? Eu também... estou entusiasmadíssima e a preparar dicas e parcerias bem giras.

 

Vá lá, saiam do ninho. Informem-se, saiam de casa, procurem saber tudo o que poderem sobre essa vossa condição mágica e única. Aproveitem cada minuto.... Sabem uma coisa? Passa tão rápido.... Sei-o por experiência própria... e já tenho tantas saudadessss.... ( qualquer dia tenho que ira ao terceiro loll)

 

O local onde tudo se vai passar: AQUI no Jazzy Life Club. Vão ficar apaixonadas. Eu fiquei <3

 

Um workshop para Grávidas dado por mim? Sim!! Vem a caminho ;)






E sabem o que esta cabeça pensadora nada desta vez a endrominar??

E olhem que é mesmo desta... vai passar da ideia para a concretização, no início do ano!!


Um workshop em varios módulos de... Style and Beauty Maternity Consulting.

Querem isto em português? Um cursinho de Moda e Beleza para Grávidas.

Parece-vos bem??

Se sim, podem começar a contactar-me via mail (barrigamendinha@gmail.com) para eu ter a começar a noção do número de meninas interessadas para depois vos contactar na altura certa.

Eu estou entusiasmadíssima com esta novidade. Que trabalheira me vai dar. Que gozo me vai dar. As grávidas são lindas e ajudá-las a exaltar a sua magia, vai fazer-me tão feliz e realizada ;)


Ficam algumas ideias/coordenados para vos inspirar "right away" ;)














30 mulheres juntas... e a Magia esteve no ar ***



 A Inês Inácio criou estas giras etiquetas personalizadas para nos oferecer! Amei ;)



Não sei bem o que se passa hoje comigo, mas  não consigo descolar da minha bebé... o que também me desculpa, pelo fato de estar a escrever só com uma mão, porque ela assaltou com a sua ronha e as suas mantas o meu braço esquerdo.... e por isso vou escrever pouco... mas  com um sentimento intenso ( como foi a minha noite de ontem ).

Venho só aqui marcar "o ponto" para vos contar o quão especial foi o nosso jantar de ontem do dia da Mulher.

Um grupo completamente heterogéneo relativamente a profissões, idades, ideais, mas que tem na Maternidade um dos principais pontos da sua essencia.

 " Ser Mãe é ser eterna", já dizia uma amiga minha. Mas também é ser corajosa, é saber educar e acompanhar as diversas fases das vidas dos nossos filhos, e é.. na sua versão saudável e ideal.. continuar a oferecer lugar à Mulher que existe par a par com a Mãe, mas que tantas vezes é esquecida, no meio de tanto afazer, tanta logística, tanto cansaço, tanta preocupação, tanto Amor... por eles - porque o Amor próprio, quantas vezes vai ficando de lado.

Foi essa faceta, a que celebrámos ontem. O prazer da individualidade, do convívio. A redescoberta da socialização... para algumas. Para outras, o reavivar das memórias de ser mãmã recente. Para outras ainda, a questão da próximidade ( ou não, não é Rafa?!! LOL, como foi massacrada...) de um maternidade desejada ou surpresa.. 

Algumas amigas, a minha mãe, a minha sogra e muitas fãns e seguidoras do BARRIGA..  Uma amostra de quem está " desse lado" que me fez sentir orgulhosa ;)

Espero, de coração, poder vir a estimular mais convívios destes, momentos em que os problemas, o cansaço, os cocós, as fraldas, as preocupações, o controlo permanente das horas, ficam para trás pelo tempo de um jantar e as minhas BARRIGAS MENDINHAS se curtem a si mesmas e, aproveitam uma mão cheia de risos e conversas e.. bebem  uma bela sangria ou um copo de vinho tinto!





Obrigada a todas as que tiveram presentes! 

Obrigada às outras que não estando fisicamente nos enviaram a vossa boa energia!

Passou a ser uma exigência pessoal ( mais uma uffff), conseguir organizar mais jantares " Barrigas in the City" em várias cidades do país e vocês até me podem ajudar nisso, organizando os grupinhos e contactando-me depois. Boa ideia?

Até lá.. e no rescaldo do Dia da Mulher, quero ainda contar-vos que, houve um momento ( longoooooooo LOL) em que todas desvendámos um pouco da história da nossa vida e da nossa relação com a Maternidade e filhotes. Foram momentos fortes e emotivos mas o único que acabou efetivamente a choramingar ao falar dos seus filhos foi... um homem... sim, um homem! Que estava na mesa ao lado e que, embuído pelo espírito e, presumo que por uns copos de vinho tinto, decidiu entrar também na " terapia de grupo", como lhe chamámos na brincadeira....

A piada está na ironia da coisa ( nestas coisas eles são uns lamechas) mas, já que falamos de Homens, aproveito para agradecer.. aos que ficaram em casa para que as suas companheiras, as suas Mulheres, mães dos seus filhos se podessem vir divertir, espairecer e relembrar como podem espalhar Magia.. por uma noite, por umas horas ou por uma vida inteira.

É só ter força de vontade e não deixara a inércia tomar conta de nós...


Agradeço ainda ao nosso/ vosso coração de Mãe e Mulher . Ambas são construções que se fazem durante uma vida. Porque SER Mãe e Mulher é também aprender e partilhar. E é bom aprendermos e partilharmos umas com as outras...



Vejam as fotos do nosso evento aqui:

Jantar Lisboa BARRIGAS IN THE CITY