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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

Ter um gato da cor do teu... significa o quê?..

Nunca pensei apaixonar-me tanto por gatos como me apaixoenei desde que, há coisa de um ano, o "Cravo" e a "Canela" chegaram  cá a casa. Um pretinho e uma amarela. Ele, mais retraído e "mariquinhas", chorão e muito mimalho. Ela mais "senhora do seu nariz" mas também muito dada a toda a família. Ambos deixam os miúdos fazerem-lhes "tudo", desde brincadeiras, festinhas e até alguns puxões desajeitados. Muitas vezes, adormecem perto deles, e a perdição é quando se enrolam conosco nas mantinhas da sala. 

 

Encontrei estas fotos que ilustram que através da maioria das cores dos pelos dos gatos mais comuns, se adivinha (se forem supersticiosos, é sempre giro acreditar) o que podem trazer à casa e à família em que vivem. Uma espécie de cromoterapia ;)

 

Achei o máximo saber que os meus nos trazem proteção da boa e abundância e sorte. Ora bora lá, potenciar agora isso, gatos Mendinhos, bora lá!...

 

E os vossos? Confiram e partilhem. Miauuu!!

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A Quinta, a bicharada e as crianças felizes nos anos do Afonso

 

Ontem mostrei-vos a decoração da sala, hoje deixo-vos esperitar a alegria do exterior e a forma maravilhosa como este contacto com os animais e a natureza deixaram os miúdos ( e os graúdos, que os pais também adoraram) tão felizes...

 

Esta Quinta Pedagógica chamada "Cantinho dos Póneis", não tem só póneis (apesar, de existirem já 9 no espaço), mas também galinhas e pintainhos, pavões, uma porca ( a Pépa lol), cabritos e cabrinhas anãs, patos e... crianças ahahha!!! Sempre muitas crianças!

 

O espaço tem condições para, sem quase nunca se cruzarem ( devido ao roteiro que se monta e aos monitores atentos que controlam as entradas e saídas dos miúdos dos sítios) acontecerem 3 festas em simultâneo e tudo com uma privacidade brutal.

 

Cada festa tem uma sala que  cada um decora ao seu gosto  e um espaço exterior, onde, antes de arrancarem para a visita da quinta e para andarem de pónei no mini-picadeiro, os miúdos penteiam e lavam o "seu" pónei ( a nossa era a Bianca) e onde o aniversariante é o anfitrião de todos os meninos, indo buscar às suas casinhas, alguns dos animais da quinta, para os outros meninos lhes darem beijinhos e festinhas. O máximo! 

 

Os rapazolas ainda improvisaram um campo de futebol, as meninas encontraram o "cantinho das princesas" e quanon reparámos... tinham passado as 3 horas estipuladas para a festa.... oohhh ;( gostámos tanto que passou num instante. Mas um dia destes voltamos, fica a promessa, porque aqui no "Cantinho dos póneis" também promovem passeios familiares.

 

 

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Os animais merecem o melhor que as nossas famílias têm...

Domingo passado foi um dia diferente para muita gente. Gente que normalmente tem a semana cheia de afazeres e para quem o fim de semana costuma ser sagrado.. e decidiu passá-lo assim. A fotografar com animais que vivem numa instituição, esperando ser adotados. Porque o assunto nos sensibiliza mesmo..

 

A associação beneficiada, quem são e o que fazem?

A Associação Movimento Movido a 4 Patas é um Movimento que ajuda outras associações e familias carenciadas pelo país fora, famílias que não conseguem tratar dos seus animais, devido a situações de pobreza ou doença. As maiores preocupações baseiam-se na alimentação, principalmente dos cães, e nos cuidados veterinários, essencialmente nos tratamentos dos animais com doenças crónicas e nas suas esterilizações e castrações.

 

No fundo esta campanha foi a tentativa de acabar com os animais "fantasma" das associações. Dar-lhes caras. Ou antes... focinhos ;) e nomes, e personalidades. Cada animal é um animal, com a sua própria história e caminho (os seis que apareceçam no domingo vieram da Azambuja.. da Associação Abrigo que alberga 140 animais imaginem...)

 

As fotos feitas pela fantástica Tânia Neves são estas.

Os animais, escolhidos para representar tantos outros nas mesmas condições são estes. Uns já foram adotados. Outros ainda procuram um dono.

 

 

A minha família (Hugo, Matilde Estrela, Afonso Luz, a mana Mariana e o cunhado Bernardo) com a Kika e as duas Ninas 

 

A Kika, a cadela que me apaixonou (Ai meu Deus, não fosse a vida de viagens constantes que faço.. e tinha-a trazido connosco...)

 

 O ator Ricardo Carriço com a linda cadela Flor

 

 A atriz Sofia Ribeiro adorou o galgo Nico

 

O Chefe de cozinha Victor Hugo com a Mina e a Nina

 

A Laya, o Guigui e o ator e empresário Pedro Martin

 

 O manequim Pedro Guedes, a filhota Gabriela e a layla, que entretanto já encontrou uma casa nova!

 

O Xuxú fou adotado depois desta foto com o Ricardo Guedes

 

 

Beijinhos.... e bem haja quem ajuda estes e outros animais.

Grata por fazer parte deta campanha <3 è nestas alturas que é bom ser figura pública...

5 crianças que foram criadas por animais...

Estranho, muito estranho mas real, apesar de tudo...

 

Hoje trago-vos 5 história de criannças que, por uma ou por outra razão, foram criadas por animais não racionais. Elas não tiveram o apoio e a criação de pais humanos, e foram “adotadas” por animais que passaram as considerar como membros do grupo.

 

 

Uns porque foram abandonados, outros porque fugiram ou se perderam.. são histórias tristes mas verdadeiras e que nos alertam, a nós , pais e mães.

 

Estes casos, além de despertarem, obviamente grande curiosidade e levar à criação de lendas, levantam uma questão:

 

Seremos nós, resultado exclusivo dos nosso genes, ou as experiências  sociais que vivemos determinam o nosso comportamento?

 

Pensemos sobre este tema conhecendo alguns casos que separamos de crianças criadas por animais, ao longo dos últimos anos e em todo o mundo:

1. Oxana Malaya

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Filha de pais alcoólicos, Oxana, nascida em 1983, passou grande parte da sua infância, dos 3 até os 8 anos, a viver num canil no quintal da casa da família em  Novaya Blagoveschenka , da Ucrânia.

 

Sem atenção e acolhimento dos pais, a menina encontrou abrigo entre os cães e se refugiou num barracão habitado por eles nos fundos da casa. Isso fez com que a menina aprendesse seus comportamentos.

 

O vínculo com a matilha de cães era tão forte que as autoridades que vieram para salvá-la foram expulsas na primeira tentativa pelos cães. As suas reações eram iguais aos sons de seus cuidadores. Ela rosnou, latiu, andou por todos os lados como um cão selvagem, cheirou a comida antes de comer, e foi encontrado nela sentidos extremamente aguçados de audição, olfato e visão.

 

Ela só sabia dizer “sim” e “não” quando ela foi resgatada. Quando foi descoberta, Oxana achou difícil de adquirir habilidades sociais e emocionais humanas . Ela tinha sido privada de estimulação intelectual e social, e seu único apoio emocional veio dos cães que ela vivia.

 

Quando foi encontrada em 1991, mal conseguia falar.

 

Desde 2010, Oxana reside em um lar para deficientes mentais, onde ela ajuda a cuidar das vacas na fazenda da clínica. Ela afirma que é mais feliz quando está entre os cães.

2. John Ssebunya

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Depois de ver sua mãe a ser assassinada pelo seu pai, um rapaz de 4 anos, chamado de John Ssebunya fugiu para a floresta.

 

Ele foi encontrado, em 1991, por uma mulher chamada Millie, integrante de uma tribo de Uganda. Quando foi visto pela primeira vez, Ssebunya estava escondido em uma árvore.

 

Millie voltou para o vilarejo onde vivia e pediu ajuda para resgatá-lo. Ssebunya não apenas resistiu como também foi defendido por sua família adotiva de macacos.

 

Quando foi capturado, o seu corpo estava coberto por ferimentos e seus intestinos infestados por vermes.

 

No começo, Ssebunya não sabia falar e nem chorar. Depois, ele não apenas aprendeu a falar como, também, aprendeu a cantar, tornando-se parte em um coral infantil chamado Pearl Of Africa (“Pérola da África”).

 

Ssebunya foi tema de um documentário produzido pela rede BBC, exibido em 1999.

3. Madina

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Acima, a menina Madina. Abaixo, sua mãe biológica.

 

O caso de Madina é parecido com o primeiro aqui mostrado – ela também era filha de mãe alcoólica, e foi abandonada, vivendo praticamente até seus 3 anos sendo cuidada pelos cães.

 

Quando foi encontrada, a menina sabia somente 2 palavras – sim e não – e preferia comunicar como os cães.

 

Por sorte, devido a pouca idade, a menina foi considerada física e mentalmente saudável, e acredita-se que ela tem todas as chances de levar uma vida relativamente normal quando crescer.

4. Vanya Yudin

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Em 2008, em Volgogrado, na Rússia, assistentes sociais encontraram um miúdo de 7 anos de idade que... vivia entre os pássaros.

 

A mãe da criança, tinha-o criado dentro de um apartamento minúsculo, cercado por gaiolas de pássaros e alpista.

 

Chamado de “menino-pássaro”, a criança era tratada como ave pela sua mãe – que jamais falava com ele.

 

A mulher não agredia a criança e nem deixava com que ela passasse fome, mas deixou para os pássaros a tarefa de ensinar a criança a falar. De acordo com o jornal Pravda, o menino piava ao invés de falar e, quando percebia que não estava sendo entendido, começava a abanar os braços do mesmo modo que os pássaros batem as asas.

5. Rochom Pn’gieng 

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A chamada "Garota da Selva" é uma mulher cambojana que emergiu da selva naProvíncia de Ratanakiri , Camboja em 13 de janeiro de 2007.

 

Uma família de uma vila próxima alegou que a mulher era sua filha de nome Rochom Pn’gieng (nascida em 1979) com 29 anos de idade que havia desaparecido 18 ou 19 anos antes.

 

Ela chamou a atenção internacional depois de sair suja, nua e assustada da selva densa da Província remota de Ratanakiri no nordeste do Camboja em 13 de janeiro de 2007.

 

Depois que um morador reparar no desaparecimento de alimentos de uma caixa, ele demarcou a área, localizou a mulher, reuniu alguns amigos e apanhou-a.

 

 

Ela acabou por ser reconhecida pelo seu pai, o políciaKsor Lu, por causa de uma cicatriz nas costas. Ele disse que Rochom P’ngieng ficou perdida na selva cambojana com a idade de oito anos quando pastoreava búfalos com sua irmã de seis anos de idade (que também desapareceu).

 

Uma semana depois de ser descoberta, ela apresentou dificuldades para seajustar à vida civilizada. A polícia local informou que ela só foi capaz de dizer três palavras: “pai”, “mãe” e “dor de barriga”.

 

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A família assistiu Rochom P’ngieng o tempo todo para ter certeza de que ela não fugiria de volta para a selva, como ela tentou fazer várias vezes. A sua mãe tinha que vesti-la vezes e vezes sem conta porque ela tentava despir-se.

 

Em maio de 2010, Rochom P’ngieng fugiu de volta para a selva. Apesar do empenho nas buscas, não conseguiram mais encontrá-la.

 

A nossa "barrigada" de "Barrigas e Companhia"!



Ontem o dia foi duro.. mas bom e muitoooo produtivo!

A onda de calor amassou-nos a todos, fez-nos ter cuidados redobrados com os nossos bebés, ainda nos cansou mais, criou um boato de que o Evento iria encerrar portas devido a uma ordem da Direção Geral de Saúde.... mas mesmo assim o  "Barrigas e Companhia " fez-se, esteve cheio e eu... como parte da " família" andei por lá cheia de tarefas, entre elas as de servir de cicerone para o meu Afonso Luz que adorou tudo, até os borrifos de água que os meninos andavam por lá a deitar nas pessoas que passeavam pelo recinto.

Andou de poney, visitámos o stand do Jardim Zoológico e "pegámos" muito assustados (ele claro!!) numa arara e num papagaio e até meditámos já era quase noite, frente ao palco ende antes eu tinha atuado como djMendinha.

Estive também na assessoria de um fim de tarde muito concorrido no stand da CLEARBLUE ( testes de gravidez) e depois... toca de me transformar em dj Mendinha e dar música às crianças e aos papás!

Seguem as imagens de um dia muito intenso, divertido, importante e... a repetir para o ano.

A Família é o Pilar da Sociedade e este evento assim o sublinha. E eu, como Barriga Mendinha, como Dj Mendinha, como Mãe e como Rita Mendes... tive e tenho muito orgulho de ser sua parceira.

Até para o ano!

























O "Bê-á-bá" da Maternidade: principais dúvidas

A gravidez é um processo que corresponde a um período entre a concepção e o parto. Na grande maioria dos casos, tem a duração de cerca de 9 meses lunares, 40 semanas ou 280 dias. 


Quais as principais alterações que a grávida pode sentir no seu corpo? 
As mamas podem aumentar de volume, ficando mais pesadas e dolorosas. Os mamilos tornam-se mais escuros e maiores. No 3º trimestre, poderá ocorrer a saída de colostro.


Conselhos para a grávida: 
* Usar um soutien adaptado e discos protectores (quando há saída de colostro).

* O útero torna-se mais volumoso, dando lugar nos últimos meses da gravidez a alguma dificuldade respiratória, dor e desconforto abdominal.

* Repousar e adoptar um posicionamento confortável.

* O aumento do volume do útero provoca a distensão dos músculos abdominais podendo levar ao aparecimento das estrias gravídicas.
Conselhos para a grávida:
- Evitar o uso de roupas apertadas;
- Usar, preferencialmente, roupas de algodão (principalmente a roupa que fica em contacto directo com a pele); 
- Hidratar a pele.
 
* A resistência do sistema vascular diminui, porque o aumento do volume do útero empurra o coração para cima e para o lado esquerdo, podendo originar o inchaço das pernas, bem como uma sensação de maior cansaço, varizes, formigueiro, descida da tensão arterial e desmaios.
Conselhos para a grávida:
- Usar meias elásticas para activar a circulação de retorno;
- Repousar, deitada ou sentada, colocando uma almofada sobre as pernas ou os pés, para que estes fiquem elevados;
- Evitar estar muito tempo em pé;
- Tentar não passar rapidamente da posição sentada ou deitado para a posição erecta;
- Realizar exercícios respiratórios moderados e movimentação vigorosa dos membros inferiores.

* O aumento do útero, sobretudo no final da gravidez, leva à elevação do diafragma e ao alargamento do tórax. A respiração fica mais profunda e o ritmo cardíaco torna-se mais rápido, levando à sensação de falta de ar ou dificuldade a respirar.
Conselhos para a grávida:
-  Acalmar-se e, se possível, deitar-se de costas com os braços estendidos para cima e repousar;
-  A compressão da bexiga pelo aumento do tamanho do útero, leva a que a grávida sinta necessidade (e a sensação) de urinar mais vezes. Mas, o esvaziamento da bexiga pode não ser total e fica sempre urina retida, o que pode originar o aparecimento de infecções urinárias. Por isso, deve:
- Urinar sempre que sentir vontade;
- Aumentar a ingestão de água;
- Ingerir líquidos ácidos (limonadas);
- Favorecer, quando deitada, a posição de lado para reduzir a estase de urina.
 
* Principalmente nos primeiros meses, o sistema gastrointestinal é afectado pelas hormonas da gravidez, provocando enjoos e vómitos na mulher, sobretudo ao início do dia ao levantar.
Conselhos para a grávida: 
- Ao acordar, sentar-se primeiro na cama e levantar-se devagar;
- Comer várias vezes ao dia e em pequenas quantidades;
- Comer alimentos ricos em fibras;
- Evitar o consumo de sal e de doces;
- Diminuir a ingestão de café;
- Não consumir álcool ou bebidas com gás;
- Evitar cheiros activos;
- Evitar a ingestão excessiva de líquidos;
- Não fumar.

* A maior pressão do útero sob o estômago leva a que o conteúdo ácido do estômago volte para o esófago, provocando a sensação de queimadura ou ardor, conhecida por azia.
Conselhos para a grávida:
- Tomar chá quente;
- Evitar refeições abundantes, muito condimentadas e com excesso de gorduras.
- Ao tomar pastilhas para a azia devem ser as de alumínio ou de magnésio (não tomar as de sódio).

* O efeito das hormonas da gravidez, nos músculos dos intestinos, leva a que estes funcionem de uma forma mais lentificada, originando dificuldade em evacuar na grávida.
- Aumentar a ingestão de líquidos, sobretudo de água;
- Comer vegetais verdes;
- Beber um copo de água quente ao acordar,
- Tentar evacuar, pelo menos uma vez por dia,
- Usar medicamentos para evacuar, desde que prescritos pelo médico.

* O maior relaxamento dos ligamentos do corpo da mulher e, a posição adoptada para contrabalançar o peso da barriga, leva ao aparecimento de dores nas costas.
Conselhos para a grávida:
- Corrigir a postura;
- Fazer exercícios de suporte abdominal;
- Realizar períodos de repouso;
- Usar calçado baixo (evitar sapatos de salto alto).

Como deve a mulher comer durante a gravidez?
O aumento de peso durante a gravidez está relacionado com o tipo de alimentação da mulher. Nas primeiras semanas é normal que a mulher aumente de peso entre 1 a 2 quilos ou então, que emagreça devido aos vómitos. No 2º e no 3º período da gravidez ocorre um aumento de peso mais acentuado. É normal que na fase final da gravidez o peso até aí adquirido se mantenha. Ao longo da toda a gravidez considera-se como normal um aumento de peso até 10-12 quilos.

A alimentação da grávida deve ser rica e variada, para fornecer ao seu bebé os nutrientes necessários à constituição do seu organismo, não devendo porém pensar que tem que comer por dois, mas sim para dois.

A Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstetrícia tem como papel  fundamental o de educadora, algo muito importante neste período da vida da mulher. Deve ter conhecimento do peso desta antes de engravidar e das suas rotinas alimentares, promovendo ensinos que lhe permitam comer de forma adequada e saudável, uma vez que o aumento de peso sem controlo pode dar origem a complicações durante a gravidez e sobretudo durante o parto. 

Conselhos para a grávida:
- Reforçar o aumento da ingestão de água; 
- Beber pelo menos 1 litro de leite por dia;
- Consumir sumos naturais de fruta, preparados no momento;
- Comer alimentos, principalmente, cozidos ou grelhados;
- Consumir, preferencialmente, carnes brancas;
- Comer peixe fresco;
- Lavar bem todos os alimentos antes de preparar as refeições;
- Cozinhar os alimentos com azeite.
- Evitar os refogados, manteiga e banha para a confecção das refeições;
- Evitar o uso de sal na preparação das refeições;
- Não comer alimentos enlatados;
- Não comer alimentos fumados ou enchidos;
- Evitar a ingestão de fiambre (mulheres não imunes à toxoplasmose);
- Consumir queijo (preferencialmente, queijo fresco);
- Não comer marisco (perigo de intoxicações alimentares);
- Evitar o consumo de doces (bolos, caramelos, pastilhas,…)
- Comer fruta fresca;
- Comer vegetais frescos;
- Cozer os legumes em pouca água e durante pouco tempo para manter os seus nutrientes.

O que deve vestir a grávida para se sentir confortável? 
A grávida deve ser aconselhada a usar roupa larga, cómoda, confeccionada com tecidos que facilitem a transpiração e sejam facilmente laváveis. 

Aconselha-se o uso de collants de descanso para facilitar a activação da circulação de retorno, diminuindo o inchaço das pernas e pés. 

Não deve calçar meias e peúgas apertadas, porque podem dificultar a circulação de retorno, favorecendo o aparecimento de varizes e edemas. 

A roupa interior deve ser preferencialmente de algodão, devendo usar um soutien com boa capacidade de suporte para manter o peito firme. 

Sobre a utilização de cintas na gravidez, se for necessário, deve-se recomendar um modelo específico para grávidas, cuja principal característica é a contenção da musculatura abdominal e a correcção postural. 

O calçado deve ser muito cómodo e os saltos devem ser pequenos, permitindo à grávida uma boa base de apoio.

A grávida pode realizar exercício físico?  
A grávida deve ser aconselhada a praticar exercício físico diário, embora moderado, sendo os mais indicados a natação, os passeios a pé e os exercícios específicos para melhorar a circulação. 

A mulher grávida pode manter a sua actividade sexual?
Nos últimos meses da gravidez mantendo-se o medo de magoar o feto, muitas grávidas acreditam que manter a actividade sexual durante a última fase da gravidez poderá ser um perigo para a saúde do bebé; outras sentem-se menos atraentes fisicamente devido às alterações corporais, tendo receio que os companheiro percam o interesse por elas; os companheiros por seu lado, têm medo de magoar o bebé e outros pensam ainda que as relações sexuais são menos agradáveis devido às alterações corporais da mulher.

Ao efectuar educação sexual na gravidez a enfermeira Especialista em saúde Materna e Obstetricia deve:
- Incentivar a comunicação entre os parceiros sexuais;
- Incentivar a mulher a cuidar da sua aparência, para que se sinta atraente;
- Informar o casal sobre os posicionamentos alternativos, mais adequados para a prática do acto sexual durante o terceiro trimestre gravídico (mulher em posição superior, posição lado a lado e posição de missionário);
- Explicar ao casal que quando este não pode ter, ou prefere não ter relações sexuais com penetração, a necessidade de intimidade e união pode assumir demonstrações de carinho, como beijos e carícias;
- Advertir os casais que gostam de praticar sexo oral de que, o parceiro pode não sentir tanto prazer devido ao cheiro mais intenso das secreções vaginais, sobretudo no terceiro trimestre da gravidez;
- Informar sobre as contra-indicações do coito, nomeadamente em situações de: ameaça de aborto, risco de início de trabalho de parto pré-termo, placenta prévia, presença de contractilidade uterina e/ou hemorragia vaginal.

A grávida pode continuar a ter contacto com os seus animais?
Os animais domésticos (cães, gatos,…) podem  transmitir doenças infecciosas à grávida, podendo afectar, desta forma, o normal desenvolvimento do seu bebé. Para tal, é necessário que o animal seja portador do microorganismo infeccioso e que a grávida seja infectada. Assim, recomendam-se algumas medidas preventivas: 
- Não ingerir alimentos mal cozinhados, sobretudo carne e ovos;
- Evitar o consumo de vegetais crus;
- Lavar cuidadosamente e com água corrente os legumes frescos e as frutas cruas;
- Lavar adequadamente as mãos, após manipulação de carne crua ou trabalho de jardinagem;
- Usar luvas para manipular terra ou realizar trabalhos de jardinagem;
- Evitar o contacto directo com gatos ou utensílios com eles relacionados.


A grávida deve continuar a trabalhar?
Habitualmente não existe qualquer inconveniente em que a grávida mantenha a sua actividade laboral normal, desde que, não trabalhe com substâncias tóxicas, que a sua actividade seja muito stressante ou exija grande esforço físico. Sempre que necessário devemos aconselhar a grávida a deixar de trabalhar nas 2-3 semanas antes da data provável para o parto. 

Preparação para a Parentalidade
Actualmente começam a implementar-se os Cursos de Preparação para a Parentalidade nos Centros de Saúde e Hospitais para que todas as grávidas e, eventualmente os seus companheiros, possam ter acesso gratuito aos mesmos. Podem iniciar-se no segundo ou terceiro trimestres de gravidez, podendo incluir sessões educativas teóricas e práticas, bem como sessões com grupos de grávidas.
Os temas desenvolvidos no decorrer dessas sessões geralmente englobam: 
- Evolução da gravidez e seus desconfortos;
- Sinais e sintomas do trabalho de parto; 
- Assistência ao parto; 
- Papel do acompanhante; 
- Tipos de parto; 
- Tipos de analgesia/anestesia nos diferentes tipos de parto; 
- Exercícios de relaxamento; 
- Exercícios de controle da respiração; 
- Cuidados no pós-parto; 
- Banho do recém-nascido; 
- Aleitamento materno; 
- Vigilância neonatal (teste de diagnóstico precoce e plano nacional de vacinação); 
- Aspectos emocionais da gravidez, parto e pós-parto;
- Orientações nutricionais para a grávida, puérpera e recém-nascido;
- Aspectos legais da maternidade.

Hoje em dia, embora utilizando técnicas diferentes, os cursos de preparação para a parentalidade têm todos os mesmos objectivos: 
- Proporcionar à mulher a informação necessária sobre a gravidez, o parto e o recém-nascido, de modo a que possa viver conscientemente este momento tão especial; 
- Vencer a ansiedade e o medo transmitidos de mães para filhas, para que a dor física não seja ampliada pela angústia; 
- Reduzir ao mínimo a dor (técnicas de respiração, relaxamento, ...); 
- Ensinar a mulher a colaborar com o próprio corpo para que o trabalho de parto e parto decorram da forma mais fácil e confortante possível; 
- Proporcionar o encontro com outras mulheres na mesma situação e que, por isso, melhor do que ninguém podem oferecer a sua colaboração e solidariedade; 
- Fornecer, em muitos casos, ao futuro pai a informação e os conselhos necessários para que em todos os momentos, incluindo o do parto, possa estar o mais perto possível da futura mãe, ajudando-a;
- Apresentar à mulher, sempre que possível, a instituição hospitalar em que irá ser assistida durante o trabalho de parto e parto. 



Por: Enf.ª Ana Nobre