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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

Aquela cena de ser (eu) criança...

 

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"Aquela cena de ser criança", de não deixar morrer a nossa criança interior, de relembrar  que "nós adultos" não podemos esquecer que nos temos que divertir, curtir as pequenas coisas, ver o mundo com um olhar inocente etc.... pois, essa cena que tanto aparece em posts e frases feitas nas redes sociais entre imagens de baloiros, sorrisos rasgados e meninos na pradaria e que tanto preocupa os "adultos", que não se devem esquecer disso... sou eu! Ou seja, ao contrário dos que se precisam relembrar e estimular essas premissas, sabe Deus, quantas vezes a que custo, de forma a  não se "acizentarem de mais"... eu transpiro essa "criancice" por todos os poros e dou a alma a essa forma de estar. Mas olhem que o reverso da medalha e existe e magoa, ai se magoa... porque quantas vezes, para me fazer valer à frente dos "crescidões da sociedade", tenho mesmo é que abafá-la, ir contra a minha natureza. E nem imaginam o que me custa ter de fazer do que não sou... 

 

E sabem porquê? Porque a sociedade é hipócrita, sim senhora. Apesar destes "apelos" à nossa memória infantil, a verdade é que quando alguém com mais de 20 e poucos anos mostra abertamente essa sede de viver essa "palerma" vontade de existir, essa tosca maneira de ir acreditando na essência humana, essa forma  genuína de relativizar problemas, essa cabeça no ar que se vai perdendo das "coisas sérias" porque a natureza a distrai, porque uma conversa a cativa, porque uma pessoa a encanta.... sim, quando isso acontece, todas as frases feitas dos livrinhos de frases bonitas do bem....passam para o Universo do idilico do "mindfullness" mas que nao se encaixa, de todo na treta da "realidade da vida".

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E pronto assim se vai vivendo, entre o orgulho real que tenho nesta minha forma de Existir (e tenho mesmo, por mais críticas que possam pairar por aí à "boca pequena") ,e as desilusões que apanho com as pessoas, que por isso mesmo me passam a perna em três tempos, como se estivessem a enganar literalmente uma "miúda". Entre o oferecer o respeito infantil e verdadeiro e receber em troca, o desrespeito de "velhos do Restelo".Entre o estar tão de bem com a vida que mesmo nos "ventavais" ( ahhaha, era assim que eu dizia vendaval, quando tinha a idade dos meus filhos....) consigo encontrar beleza, e o medo que tenho que esta sociedade me esmague por não fazer as coisas como ela dita, institui, formata e obriga...

 

Bem, hoje, no também instituído Dia da Criança ( já sabem o que penso destes "Dias de...." não sabem?!...), apeteceu-me, então, fazer uma homenagem diferente, não a politicamente correta, às "crianças em cronologia" que sim, tanto merecem ser homenageadas, mimadas e respeitas TODOS os dias, mas aos "Crescidos- Criança" como eu. Acredito que alguns e algumas desta minha "tribo" andem, como eu,  pela vida, num misto de encantamento sincero ao amar a nossa  pura essência e muita  e constante dor de estômago por sermos obrigádos a "viver à séria", segundo as regras, as chatices, as contas, as reuniões, os compromissos, os hábitos e  sobrevicer aos  tantos"maus adultos" que por aí se pavoneiam...

 

A nós, aqueles que esperamos ainda ser criança aos 80 ( tenho uma avó assim, é uma maravilha ;)), àqueles que se sentem tantas vezes melhor entre os miúdos do que os graúdos, àqueles que não se deixam amarrar aos estériotipos das idades, das rotinas, das profissões... a esses... a minha vénia neste dia. Estou convosco e não... não vergarei. Isso queriam vocês!! Ahaahahha!! Feliz dia da criança a nós ( e já agora, também às nossas, que são tantas vezes o acender da chama desta coisa maravilhosa que é o Amor que que os meninos e meninas ainda não "formatados" vivem tão  sem preconceitos, plena e docemente..)