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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

Let´s talk about sex, baby...


A Dr.ª Céu Santo, é para além de uma excelente obstetra, ginecologista e sexóloga a médica que me tem acompanhado nesta gravidez (talvez se lembrem dela das intervenções nos progaramas da manhã e da tarde da SIC e do programa “ Amor sem limites” da SIC Mulher). É uma médica maravilhosa e acessível . Além disso, como eu adoro, pés na terra, divertida e prática.
Ora vamos lá falar de sexo na gravidez com ela...


Segundo Maria do Céu Santo, «a única diferença é que, fora da gravidez, a mulher tem de recorrer a métodos de planeamento familiar, caso não deseje engravidar. Durante a gestação, o casal apenas tem de adaptar-se a posições mais ou menos confortáveis por causa do volume da barriga».
Sexo trimestre a trimestre
«No primeiro trimestre da gravidez, geralmente, a mulher tem a libido diminuída, enjoos, mastodinia (dor nos seios devido ao aumento de volume), dor na zona do baixo-ventre, junto ao útero. Além do mais, tem bastante sono e uma certa prostração e cansaço», indica a ginecologista, sublinhando que «a conjugação de todos estes factores faz com que a mulher não tenha a habitual vontade de fazer amor, o que é perfeitamente normal».
Durante o segundo trimestre, a mulher encontra-se mais adaptada e o desejo sexual volta a aparecer. Sente-se grávida, mas já não tem muitos sintomas. O aumento do volume da barriga ainda não é significativo, sente menos dores nos seios e já não tem enjoos nem as sensações de desmaio.
«Se não existirem as contra-indicações já referidas, não há inconveniente em ter relações sexuais no terceiro trimestre da gravidez. Porém, alguns homens ficam desconfortáveis, porque julgam que, nas últimas semanas, podem magoar o bebé. Mas isso não acontece», refere Maria do Céu Santo. 
E depois do parto?
Se o sexo decorre naturalmente durante a gravidez, o mesmo não se pode afirmar relativamente à fase imediatamente posterior ao nascimento.
«Após o parto, a mulher tem perdas de sangue (lóquios) por um período de aproximadamente um mês. Por isso, o ideal será recomeçar a ter relações depois de a situação normalizar, sem esquecer que a sexualidade não se resume ao acto sexual em si, mas é um conjunto de afectos extremamente importantes na vida do casal», aconselha a obstetra. 
A episiotomia é uma pequena intervenção cirúrgica bastante frequente durante o parto vaginal. Consiste num corte feito na vagina para facilitar o nascimento do bebé. Quando é suturado dá-se o nome de episiorrafia. Na fase inicial pós-parto, poderá dificultar o acto sexual, por dor e, consequentemente, levar a que a mulher deseje espaçar a frequência das relações.
A amamentação diminui a libido
A amamentação dura aproximadamente entre quatro a seis meses, mas há mulheres que amamentam um ano ou mais. Outras há que, por razões várias (doenças, medicamentos, estética, falta de disponibilidade de amamentar de três em três horas, etc.), preferem secar o peito.
Esta é uma fase em que ocorrem variadas mudanças, sendo uma delas relacionada com a libido, que diminui consideravelmente.
«Durante a amamentação, dá-se um aumento da prolactina, hormona do leite, que bloqueia a ovulação e que também provoca a redução do desejo sexual. Nos casos em que a mulher usa contracepção oral, prescrevemos uma pílula só com progesterona por causa do leite, que também diminui a libido», explica Maria do Céu Santo.
A juntar a tudo isto, acresce o cansaço associado ao recém-nascido. Afinal, o bebé não se «desliga» e, muitas vezes, as noites são passadas «em branco». 
«Costumo dizer que quando uma mulher é mãe entra na fase de “supermulher”. Normalmente, está no auge da actividade profissional, é doméstica, esposa, acumulando com a exigente função de mãe, que neste período irá ser dominante», comenta a médica.
E depois da amamentação?
A gravidez é uma «doença» que dura nove meses e a convalescência toda a vida. Não é por acaso que existe o ditado «Filhos criados, trabalhos dobrados». De facto, se nos primeiros meses não deixam os pais dormir porque choram, mais tarde, os pais não dormem porque os filhos ainda não chegaram a casa...
Todavia, passada a fase inicial da maternidade e a amamentação, que inevitavelmente afectam a sexualidade, a mulher não deverá continuar a colocar o papel de esposa em segundo plano.
«Não pode ser apenas mãe, também tem de ser namorada. Ou seja, manter o casamento e a sexualidade. Até porque o sexo é diferente entre homens e mulheres. Enquanto elas toleram melhor a falta de sexo, eles produzem esperma todos os dias e não fazer amor afecta a relação do casal», reforça Maria do Céu Santo, aconselhando:
«Quando a vida sexual recomeçar, não devem fazer amor só à noite, porque a sexualidade requer energia e tempo, o que normalmente não é conciliável com o cansaço da mulher no final do dia.»
E sugere uma altura apropriada para namorar: «O casal poderá deixar o bebé em casa dos avós, numa sexta-feira ao final do dia e ir buscá-lo no sábado depois de almoço. Assim, terá tempo para fazer amor de forma espontânea sem ter de se condicionar aos horários do recém-nascido.»

Dra. Céu Santo


Telefone: 218 438 080
Avenida da Igreja 66-A,
1700-240 Lisboa

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