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Barriga Mendinha

Barriga Mendinha

Tive um acidente durante a gravidez! Ui!



Na sala de espera do hospital :(


Vários são os receios de que algo aconteça quando se está grávida, mas sinceramente, acho que um acidente de viação acaba por ser daqueles acontecimentos em que não pensamos assim tanto, no meio do rol de outras problemáticas mais ligadas a esta fase gestacional. Estranho, mas claro, não impossível. E como quem “anda à chuva molha-se...” eu acabei por me molhar e (coisa estranha) em ambas as gravidezes.
Partilho com vocês tudo o que me passou em ambas as vezes na cabeça e todos os passos básicos e mais prático para que depois do susto... a barriga, a cabeça, o corpo e o espírito consigam finalmente ficar descansados.
O mais curiosamente irónico (não divertido, atenção... irónico, a roçar o surreal) é que tanto da gravidez do Afonso Luz como da da Matilde (descobri o sexo durante os exames de rotina para despiste de algum problema na consequência do acidente), sofri um acidente de viação às 19 semanas de gravidez. Estranho? "Bota" estranho nisso. Mas felizmente, e no fim de tudo, o que interessa é que em ambas as situações nada de grave aconteceu. “Ao menino e ao borracho mete Deus a mão por baixo“. Obrigada então, Sr. Deus...
Em ambas as situações não fui culpada (a primeira vez um carro saiu sem avisar com uma exímia velocidade de um parque de estacionamento da Feira da Ladra, a segunda e mais recente, fui abalroada por uma mota CBR a alta velocidade em despiste na via rápida IC2) mas os carros ficaram todos em terrível estado e euzinha... lá tive sempre que ir de escantilhão de ambulância para o hospital e fazer uma série de exames de rotina.
Se algo parecido vos acontecer, o principal e primordial conselho é: MANTER A CALMA. Não nos esqueçamos que  a prioridade tem que ser o bebé e que nós estamos muitíssimo mais sensíveis que o normal. Por isso, o sangue frio, nestas ocasiões tem que ser a “punch line” da vossa mente. Acho que foi também por isso que me “safei”. Sim, porque, mesmo com um embate mais pequeno, todo o corpo se contrai, toda a nossa postura fica tensa e, consequentemente, a barriga endurece e muitas vezes, com o susto (se for grande), o bebé deixa de fazer aqueles  movimentos  a que estamos a ficar habituadas e é, por isso muito fácil o pânico instalar-se.
Se estiver sozinha, como foi o meu caso, ainda pode ser mais fácil ficar medrosa e aflita. Se bem que comigo (eu muitas vezes sou “torta” e funciono ao contrário) acabei por me “fazer” mais forte até por esse facto. Não havia ninguém para me consolar, por isso tinha que ser ainda mais forte. Muito antes pelo contrário. No acidente que aconteceu o mês passado, fui até eu (a grávidazinha) que cheguei em 1º lugar ao motociclista que estava a ter espasmos na faixa central da via rápida e que o tentei acalmá-lo dentro das possibilidades. E tive ainda que “levar” durante uma hora com questões estúpidas dos agentes da autoridade, tratar de reboques, ajudar a Brisa nas medições... enfim... Armei-me em fortalhaça e tudo isto antes das dores abdominais começarem a “atacar” e lá ter eu que partir para a urgência do hospital.
As dores abdominais são o “mais normal” de acontecer numa situação de tensão como esta. Mas, quando mais grave, perda de líquido ou de sangue... e aí sim, o caso pode virar uma situação delicada. Por isso, também a visita ao Hospital é SEMPRE imprescindível. Mesmo que o embate tenha parecido menos violento.
Já, nos cuidados médicos, o primeiro passo, passa por ouvir (ou não) o coraçãozinho do bebé... e acreditem... os segundos ou minutos até ele ser encontrado parecem horas. As lágrimas insistiram em cair-me dos olhos mesmo sabendo racionalmente que era, à partida uma questão de tempo até ele se manifestar. E assim foi (novamente em ambos os casos), o bebé, “assustado” tinha-se encolhido mais para um lado da barriga e lá estava ele “capum capum” com os seus 170 batimentos cardíacos por minutos todo encolhidinho num cantinho da minha barriga. Uff... e assim sim... ainda choraminguei mais. Mas de alívio.
Depois, segue-se uma ecografia. Para ver os se os seus membrinhos estão a mexer, se a sua “aparência” está chique e fina. E mais uma vez (ou duas nestes sui generis casos), lá estava tudo nos trinques.
No meu caso, os sustos foram valentes mas as consequências, felizmente, inócuas. Mesmo assim, descanso e controle dos sintomas (especialmente perda de sangue ou líquido) durante uns dias, é recomendado. Claro que eu... bem, enfim... na própria tarde tive que ir para um sunset tocar. Mas também era cedinho e tranquilo. À beira da piscina ao fim da tarde. E eu achei que até me iria fazer bem a descontracção. Mas atenção, isto sou eu... que no fundo tenho esta forma de estar na vida, acho que não vale a pena chorar sobre leite derramado. E sinceramente, o que pensava nessa altura era: “se mais uma vez o Universo me safou, tenho é que lhe agradecer, seguir em frente e sentir-me abençoada. Por isso... embora trabalhar, fazer por mim. continuar a luta com um sorriso e respirar um bom ar puro ao som de um belo deep house”. Enfim, mas nem todos somos iguais.
Depois, segui para os mimos do meu companheiro (que claro, esteve sempre comigo nos processos de despiste e exames do hospital) e família e agora... estou pronta para outra. Ou não. Quer dizer, para outra não... mas para me sentir agradecida pela vida que tenho, pelo filho lindo que há 21 meses nasceu com uma saúde de ferro e pela gravidez “santa” que tenho tido mais uma vez, agora que espero um menina.
Sabem, no fundo ser Mãe faz-nos ficar assim. Coerentes, fortes, crescidas interiormente, “leoas”. O mais importante de tudo é que “ELES” estejam bem. Mesmo que ainda estejam no quentinho da nossa barriga.
E pronto... tudo está bem quando acaba bem. ;)

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